Pirata do Espaço: O Retorno
11 Capítulo 11: A Primeira Grande Batalha
Notas iniciais
Rita estava na sacada do refeitório observando a Terra. Ela amava aquele planeta que de cima parecia tão tranquilo e belo, apesar do caos na superfície.
— Como é bela, não é mesmo? – Joe chegou perto e ficou admirando a Terra.
— Sim. É um planeta magnífico.
— Não sei como te agradecer. Mais uma vez você se arrisca para nos salvar.
— Não tem que me agradecer, eu amo esse planeta e as pessoas que vivem nele. Foi meu lar por um tempo e faria qualquer coisa para salvá-lo.
— Você é tão generosa. Tive muita sorte em te conhecer.
Os dois trocam olhares e não dizem nada. Mais uma vez o silêncio guardava o sentimento e o desejo de cada um.
*****
Junea, Amanda e Kito estavam em uma sala de convivência conversando sobre a experiência de uma batalha espacial.
— Em Gailar os simulados de batalha espacial são bem reais, mas não se compara a uma guerra de verdade. – Disse Amanda
— Confesso que fiquei apavorada. – Completou Junea
— Eu tive a experiência de lutar contra um robô bomba, infelizmente só eu e mais dois pilotos conseguimos escapar, um quase não conseguiu. Todo nosso esquadrão foi aniquilado. Nossas caças eram praticamente inúteis. – Disse Kito relembrando os momentos de terror que passou e que quase não saíra vivo. – E agora estamos aqui, Terra e Gailar juntos. Se desde o começo tivesse sido assim. – O pesar na voz de Kito era visível. Ele odiara os gailarianos, mesmo sabendo que a salvação da Terra era graças a uma deles. Os gailarianos haviam matado um amigo, quase irmão que serviu com ele, viu seu avião ser atingido por um míssil e não pôde fazer nada. Mas agora conhecendo aquelas pessoas tão parecidas com ele. Gostava de Rita sem a conhecer e depois que a conheceu e a seus amigos passou a admirar aquele povo e entender que como na Terra há pessoas boas e más.
— Sentimos muito. – Amanda falou sinceramente.
— Isso é passado, agora estamos do mesmo lado contra um inimigo em comum. – Sorriu para as duas jovens. Achava as duas muito bonitas e simpáticas. – Agora somos amigos.
As duas retribuíram o sorriso de Kito, ele era bem divertido, as jovens também se simpatizaram logo com o terráqueo nem pareciam ser de povos diferentes.
*****
Dimitri entrou no refeitório e a princípio não viu Joe e Rita próximos à enorme janela do refeitório. Indeciso resolve deixar o local, mas Rita o vê.
— Está tudo bem? – perguntou ela.
— Sim. Só vim beber algo.
— Por favor, fique conosco. – O pedido veio de Joe.
Ele se aproximou de ambos e se colocou ao lado de Rita e os três ficaram admirando a Terra.
— É um planeta que merece lutar por ele. – Dimitri estava sendo sincero.
— Sim. – Respondeu Rita.
Joe olha para os dois. Dimitri tinha tudo para odiá-lo, mas o surpreendia cada vez mais. Resolveu praticamente abrir mão de seu amor por Rita e ficar para lutar por um povo que não pertencia. Lembrou o quanto ele foi mesquinho e orgulhoso quando se tornou piloto do Pirata do Espaço e que muitas vezes foi incompreensível e até rude com Rita. Será que ele merecia o amor dela? Quem seria mais digno de receber o amor de uma mulher tão especial. Quem seria mais capaz de fazê-la feliz?
Percebendo que algo se passava nos pensamentos de Joe, Dimitri e Joe trocam olhares.
— Está acontecendo algo que eu não saiba? – perguntou Rita estranhando a troca de olhares. Ela amava Joe mais que tudo, mas tinha um carinho especial por Dimitri. De repente se viu no meio de dois homens especiais para ela e muito diferentes. Joe com sua altivez e determinação, muitas vezes agressivo e intenso, sempre se sentia protegida ao lado dele e Dimitri sempre sereno e compreensivo que lhe transmitia paz e segurança.
— Não é nada. – Disse Joe.
Ela olha de um para o outro, não muito convencida. Os dois lhe sorriem.
— Não entendi nada. – disse confusa.
E os dois acabam caindo na gargalhada deixando-a mais confusa ainda.
*****
O aviso de perigo soa em toda a nave e todos correm para a cabine de navegação. Cory estava sozinho quando chegaram quase todos ao mesmo tempo.
— Naves inimigas estão aparecendo. – Disse ele – provavelmente saindo do hiperespaço. Eles devem usar a hipervelocidade como nós.
— Quantas? – perguntou Dimitri
— Centenas delas. – disse ele. – Oh! Meu Deus! Tem uma enorme nave, provavelmente a nave capitã.
As naves estavam fora de visão, mas assim que terminaram a hipervelocidade começaram a se agrupar e avançar.
— Coloque na tela. – Pediu Rita.
O que eles viram foi uma frota muito maior com uma nave capitã na retaguarda.
— Quanto tempo para chegar a Terra? – Perguntou Junea
— Nesta velocidade três dias.
— Que frota enorme. Como iremos enfrentá-la? – Joe estava visivelmente aterrorizado com o que via.
— Estamos perdidos! – Kito também estava atônito.
— Amanda passe uma mensagem para Gailar informando o posicionamento das naves. – Pediu Dimitri.
— Certo.
— Precisamos avisar a Terra. – Falou Joe.
Imediatamente as imagens são repassadas para a base Akane. Os líderes mundiais são informados da ameaça que se aproxima e o pânico se instaura em todas as sedes de governo. A Terra não tinha defesas, seus mísseis não eram projetados para serem lançados no espaço. Um esforço das agências espaciais de todo o mundo se uniram para tentar encontrar um meio de defender a Terra. Em uma conferência com líderes mundiais o Chefe Yoshida informou que só foi possível saber que a Terra estava prestes a uma invasão em larga escala por uma civilização hostil e tecnologicamente avançada graças aos gailarianos que detectaram a ameaça. As imagens do ataque a Megan foi exibida.
— Infelizmente a frota que se aproxima da Terra é muito maior. – completou o chefe Yoshida, agora mostrando a imagem da enorme frota — Essa frota chegará a Terra em três dias.
Os membros começaram a falar ao mesmo tempo. O pânico era total. Depois de alguns minutos onde ninguém se entendia o falatório foi diminuindo diante do silêncio do Chefe Yoshida.
— Chefe Yoshida, o que poderemos fazer?
— Sinceramente... eu não sei.
*****
Na Megan, Junea acompanhava a movimentação das naves. Elas não alteraram a velocidade nem o trajeto.
— Como está? – Perguntou Dimitri.
— Nenhuma alteração.
— Não podemos ficar aqui esperando. – Disse Junea
— Você tem razão, vamos interceptá-las.
Os dois estavam sozinhos na cabine de navegação e um olha para o outro. Sabia que não poderiam mais voltar atrás.
Dimitri reúne a tripulação para informar da situação e que seria melhor partir e interceptar as naves inimigas, o que é aceito por todos. A nave parte deixando a Terra para trás. O semblante é de apreensão, as conversas praticamente cessam. Nas janelas da nave era possível ver seus ocupantes observando enquanto a nave se locomovia pelo espaço salpicado de estrelas e planetas. Kito estava sozinho em uma dessas janelas. Joe e Rita em outra. Amanda havia retornado à cabine de navegação e sentou-se ao lado de Dimitri. Os dois trocam olhares e Dimitri vê algo diferente nos olhos de Amanda, não era medo ou temor, mas tinha algo que chamou a atenção, algo diferente neles. Cory e Junea também estavam observando o espaço pensativos em outra janela. Todos sabiam que em breve travariam uma batalha e que talvez não sobreviveriam.
*****
Os tripulantes da Megan se encontram na sala de projeção para observar as naves inimigas, elas continuavam avançando sem nenhuma alteração.
— Iremos interceptá-las antes de chegarem à Terra. — Começou Dimitri — Não conhecemos seu poder de fogo. As que tivemos contatos eram menores e provavelmente não eram naves de guerra e sim de reconhecimento. Assim que estivermos próximos da zona de ataque enviaremos os doubles. A Megan irá logo atrás. Se for preciso usaremos o canhão principal. Para isso precisaremos de alguns segundos para poder transferir a energia do motor de On para o canhão principal, os doubles nos dará cobertura e assim que estivermos prontos devem deixar o local imediatamente para não serem atingidos pela energia que será liberada.
— Enquanto a Megan transfere energia para o canhão principal, como fica o escudo? – Perguntou Joe
— Todos os outros sistemas da nave são desligados, somente o escudo que não, mas ele perde cerca de vinte a trinta por cento de sua eficácia. Ficaremos vulneráveis, uma vez que não sabemos o poder de fogo do inimigo.
Os olhares se voltam para as naves que se aproximavam.
*****
Após a reunião, Cory e Junea voltaram para a cabine de navegação, atentos a seus monitores. Amanda e Dimitri checavam o motor de On. Joe, Rita e Kito estavam no refeitório após inspecionarem os doubles.
— Rita, aquele povo tentou mesmo invadir Gailar? – Perguntou Kito.
— Sim. Um misterioso povo vindo do espaço tentou conquistar Gailar. Nós não tínhamos uma grande frota de defesa por sermos um povo pacifico. Gailar teve muitas perdas. Milhares de pessoas morreram e cidades inteiras foram destruídas. Mas tivemos um grupo de soldados que se sacrificaram destruindo a nave mãe e assim derrotaram o inimigo, que até então não sabíamos quem eram e porque nos atacaram. Por isso, Gailar intensificou suas expedições e passou a construir naves de guerra. Mas nunca para atacar só para nos defender de possíveis ameaças do espaço.
— Então Gailar também sofreu com uma guerra? – perguntou Joe.
— Sim Joe. Por isso devemos lutar com todas as nossas forças e impedir que o mal e a ganância causem tanta destruição e sofrimento nem que isso custe nossas vidas.
— Você tem razão. Temos que ter esperança e essa esperança que nos dá força. Mesmo que o inimigo pareça ser mais poderoso que nós. – Declarou Kito admirando-a ainda mais.
“Rita, precisamos de você na sala do motor On” – A voz de Dimitri a chamou.
— Preciso ir.
Enquanto ela levanta e sai os dois a observam.
— Essa moça tem um grande coração. Joe diga-me uma coisa. Você e Rita nunca... vocês nunca ficaram juntos.
— Não. Nunca.
— Eu não entendo. Uma garota incrível, linda. Por quê? Você a ama. Tenho certeza disso.
— Eu fui um tolo orgulhoso cheio de si por ser o piloto do Pirata do Espaço. – Dá uma risada amargurada. – Só pensava em pilotar o Pirata do Espaço e vencer a guerra.
— Como você só pensava em guerra ao lado de uma beldade como ela?
Joe sorri tristemente. – Ela é maravilhosa. Tão bonita e generosa, eu me envergonho de certas atitudes e das muitas vezes que a magoei não me colocando em seu lugar quando tinha que lutar contra seu povo. Mas ela sempre esteve ali do meu lado e eu nem sempre estive ao lado dela. Quando ela partiu... – a voz se tornou embargada – eu não tive coragem de admitir que a amava e quando a vi ir embora fui correndo no Pirata do Espaço para tentar vê-la pela última vez.
— E agora que você teve a oportunidade de reencontrá-la, não vai dizer isso tudo pra ela? Você já pensou que poderemos não sair vivos dessa? Talvez seja sua última chance.
Joe olha para Kito, quando havia perdido a esperança de vê-la novamente ela reaparece e ele não conseguia abrir seu coração.
— Você tem razão.
*****
Na sala do motor de On, as últimas checagens foram feitas.
— Estamos prontos. – Disse Dimitri para Amanda e Rita.
— Sim. Obrigada pelo que vocês estão fazendo. Sabem que poderemos não sobreviver. – Disse Rita.
— Quando resolvemos partir com você sabíamos de todo o risco. – Respondeu Dimitri.
— Estamos juntos até o fim. Não estamos aqui só pela Terra, mas também por Gailar. Se não tivéssemos vindo não saberíamos quem e quais as intenções do inimigo. – completa Amanda.
Ao saírem da sala os três encontram com Joe. Sem dizer nada, Rita para no corredor em frente a ele. Dimitri e Amanda percebem que os dois queriam ficar a sós e seguem até a cabine de navegação, antes de entrar Amanda chama Dimitri.
— Sim. – Ele olha para a amiga – Está tudo bem?
— É que... eu... você nunca percebeu?
— O quê? – Ele estava confuso.
— Esses anos todos eu sempre estive ao seu lado. Sempre fomos amigos... mas eu sempre quis ser mais que isso. Agora que estamos prestes a entrar em uma batalha em que poderemos morrer... eu quero que saiba... que amo você. – dito isso ela sai correndo deixando Dimitri completamente sem ação.
*****
Joe e Rita estão uma das muitas janelas da nave contemplam o universo.
— Rita, essa batalha será muito maior e perigosa de todas que já tivemos. — Ele olha para ela. – E poderemos não sair vivos dela?
— Sim. Sempre que estou com você eu não tenho medo e me sinto mais forte.
Ele lhe sorri suavemente – Você que me dá força e me inspira a lutar. Quero te pedir uma coisa.... — ele pega em suas mãos — Não morra... está bem? — Rita o olha surpresa. – Aconteça o que acontecer fique viva.
— Então me prometa a mesma coisa... que você também não irá morrer. Porque eu não viverei se você morrer. – Disse ela com lágrimas nos olhos.
— E eu não viverei sem você. – Ele a toma nos braços e os rosto vão se aproximando lentamente até se encontrarem em um beijo apaixonado. Rita se entrega àqueles braços fortes e ao beijo que tanto ansiava. Joe a traz para mais junto de si, sentindo o corpo da amada junto ao seu e se entrega aquele beijo. Rita se alinha a Joe e o enlaça pelo pescoço, enquanto as mãos de Joe a enlaçam pela cintura. Relutantes, os lábios se separam e os dois ficam se olhando, o desejo é visível nos olhares. Rita encosta o rosto no peito de Joe que beija seus cabelos com carinho e acaricia suas costas. Mas mesmo assim ambos não conseguem dizer um ao outro que se amam.
*****
O sinal de alerta toca em toda a nave anunciando perigo. Todos correm para a cabine de navegação e Junea mostra que algumas naves estavam saindo do hiperespaço próximo a eles.
— Quantas? – Pergunta Dimitri
— Cerca de trinta e mais chegando. – Anuncia ela. – Cinquenta naves... Oitenta... Cem naves entrando em formação.
— E o restante da frota.
Na tela principal é possível ver que apenas que uma frota estava se aproximando da Megan. As outras continuavam com seu curso.
— Provavelmente mandaram uma frota para nos interceptar e o restante virá depois. – Disse Joe
— Eles verão que não será fácil assim. – Diz Dimitri – Quanto tempo para zona de interceptação.
— 3.5 – Responde Junea
— Muito bem. Todos a seus postos. Acionar sistema de defesa.
O escudo é ativado e as armas da nave são expostas. Joe, Rita e Kito são levados por suas cadeiras até os doubles e esperaram pela ordem de partida. Pelo monitor Joe fala para Rita ter cuidado e ela pede o mesmo para ele.
Dimitri em sua posição de piloto olha para Amanda no console de controle das armas que lhe retribui o olhar. Dimitri lhe sorriu, de certa forma gostou de saber que ela o amava.
— Tempo para interceptação em 1.5 – anuncia Junea. — Doubles partir.
E as três naves saem rapidamente de seus compartimentos se colocando ao lado da Megan. Ao chegarem ao ponto de interceptação as naves continuavam avançando. Eram muitas naves e maiores que os atacaram anteriormente, nenhum deles se sentiram intimidados. Quando as naves estavam mais próximas elas iniciaram o ataque. Todas as naves atiraram ao mesmo tempo. Os doubles e a Megan conseguem evitar serem atingidos e partem para o ataque. Dimitri dá ordem para atirar e Amada trava os alvos atirando com os canhões laser. As naves que foram miradas são destruídas, elas não possuíam escudo de defesa. Os doubles avançavam despejando uma chuva de raios sobre as naves inimigas destruindo algumas armas e danificando suas superfícies até explodirem. Em outras, eles lançam seus mísseis. A Megan continuava atirando com todas as armas com êxito uma vez que as manobras de Dimitri e Cory conseguiam desviar dos disparos e a batalha segue feroz, as naves inimigas começam a serem destruídas uma após a outra. Percebendo que a nave gailariana era mais poderosa do que imaginavam, novas naves inimigas começam a aparecer e intensificar o ataque.
— Naves saindo do hiperespaço – anuncia Junea. – Dessa vez uma rajada de disparos atingem a Megan o escudo protege a nave, mesmo com as manobras de Dimitri e a intensificação dos ataques o leva decidir usar o canhão principal.
— Cory, preparar canhão principal – ordena Dimitri
— Certo.
— Atenção doubles iremos usar o canhão principal. Nos dê cobertura.
— Temos que proteger a Megan. – Avisa Rita e os três doubles se colocam na frente da nave gailariana atirando e ao mesmo tempo protegendo-a com seus escudos.
— Energia em 80 por cento... 90... 100 por cento. Canhão principal pronto. – Anuncia Cory — Atenção doubles recuar.
No mesmo instante os três se colocam atrás da Megan que dispara o canhão principal um raio de energia rasga o espaço atingindo a frota inimiga. Por instantes só é possível ver um clarão branco que ao se dissipar não era possível ver nenhuma nave, todas haviam sido desintegradas.
— Mas que arma incrível. – Disse Joe
— Inacreditável! Destruiu todas as naves. – Kito não acreditava no que vira.
— Junea. Alguma coisa no radar? – pergunta Dimitri
— Não. Nenhuma nave. Todas destruídas. Também nenhuma nave saindo do hiperespaço.
— Cory, como está a nave?
— Todos os sistemas retornando. Energia em noventa por cento e subindo... energia em cem por cento.
— Amanda, o escudo e as armas? – Disse olhando para ela.
— Sem nenhuma avaria. Escudo em cem por cento.
— Você foi ótima. – E lhe sorri. Que é retribuído por uma Amanda surpresa.
— Parece que eles desistiram de nos atacar. – Junae observava atentamente seus monitores.
— E a frota principal?
— Continua sem alteração.
— Estranho. – Dimitri não estava gostando. — Eles não desistiriam tão rápido.
Os assentos dos doubles trazem os três pilotos de volta à cabine de navegação.
— Nós demos uma surra neles. – Kito estava eufórico.
— Por que não enviaram mais naves? – Pergunta Rita.
— Isso é muito estranho – Dimitri estava intrigado.
— Naves entrando em hiperespaço. – Anuncia Junea
Todos aguardam diante do radar e não veem nada.
— Onde elas estão? – Pergunta Joe.
— Rastreando... Não! – Junea estava surpresa. — Elas estão indo para a Terra.
— O quê? Não pode ser.
— Toda a frota inimiga está indo para a Terra. – Anuncia ela.
— Temos que retornar. Agora.
Dimitri assente com a cabeça. – Preparar para “saltar”. Chegaremos primeiro.
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