Pintura Intima

47 Capitulo 46: Lísis


Notas iniciais
N/A: Salve salve galera bunita do meu Brasil sil sil! Então, esse cap ele... Ah ele tem seus motivos pra ser como é. Na N/A final eu explico. Mais uma vez, muito obrigada pelos comentários fofíssimos. Espero que curtam essa fofura que preparei. Está sem betagem. Aproveitem ;)

Você foi o tipo de loucura que me colocou no eixo.

Mellani engoliu em seco e sentou no sofá de sua casa. Ainda estava processando as informações e incapaz de esboçar qualquer reação para Sirius, que a olhava ansiosamente. Ela tentava assimilar o bairro doméstico, cheio de arvores e praças para crianças. Era mais difícil ainda entender que aquela casa, pequena e aconchegante, com dois quartos, uma sala arejada e um jardim maravilhoso na parte de trás, eram escolhas do Maroto a sua frente. Custava a crer que a decoração dos quartos, bem como tudo ali, desde os móveis até a louça, era obra dele. Tudo doméstico demais para alguém com uma tatuagem que fechava o bíceps direito e uma moto. Doméstico demais para um cara com jaqueta de couro e cabelos cumpridos.

–Então?- Ele estava ao lado dela no sofá.

–Hum. Bom.- Murmurou

–Bom?

–É... A casa é térrea. O que ajuda muito. Não ter que subir escadas quando tiver com a barriga bem maior e pra você não ficar subindo e descendo uma escada com um neném recém nascido.

–E?

–É tudo tão branco e claro.

–Acho que a Mansão Black me traumatizou.- Mellani sorriu de canto- Queria tudo bem arejado. Pra neném sentir certa liberdade.

–Você pensou nela?

–Na verdade...-Mordeu o lábio inferior- Meu tio Alphard pensou. Desde o bairro até o sofá. Eu só... Fiquei com a cozinha, e a Lily me ajudou nisso. – Mellani riu e ajeitou-se no sofá, levando a mão a barriga protetoramente. Sirius sorriu discretamente ao vê-la fazer aquilo- Ela e James também me ajudaram com o quarto do bebê.- Mellani ficou séria. Era tão domesticamente real ter aquele tipo de conversa- Por isso que ele tem nuances de lilás e branco.

–Você o encheria de rosa.

–Certamente. Meninas gostam de rosa.

–Nunca gostei.

–Eu sou um idiota, acha mesmo que lembraria disso?

–Você é mesmo um idiota. O quarto está ok.

–Ok. Eu tive muito trabalho pra ouvir apenas um ok.- Mellani bufou

–Eu estou assimilando. Como pode levar isso tão naturalmente? Nós nem tínhamos algo além de ódio mutuo e agora tudo isso. Como pode...

–Achei que já tínhamos superado essa fase.- Ela bufou e ele se aproximou tocando o ombro dela.- Por que você tem problemas em falar as coisas?

–Hum não sei.- A loira respondeu irritada- Me diga você que é mestre nisso.

–Vem cá.

–Não.

–Vem logo.- Puxou-a com delicadeza para o meio de suas pernas e ela ficou tensa. As mãos dele apertaram seus ombros e os dedos ligeiros encontraram um caminho por baixo do tecido. Sirius afastou o cabelo dela para frente e continuou a massagem nos ombros. Inclinou o rosto até a nuca da garota e respirou bem próximo. Sorriu ao vê-la arrepiar- Sabe...-Encostou os lábios na pele dela e sentiu-se excitado. Sem resistir deslizou a língua, para ajudar na exploração. Ela se contorceu contra o sofá e ele apertou os ombros dela com mais firmeza- Eu estava comemorando o casamento dos nossos melhores amigos, não fiquei bêbado de propósito.- Os dentes roçaram e as mãos deslizaram por dentro da camisa, para baixo, apertando os braços- Você sabe que bebo muito, costumava beber junto. Desculpa, não pensei que fosse te chatear.- Podia sentir a respiração acelerada dela. Deslizou os lábios de maneira provocativa, até o pé da orelha e mordiscou vagarosamente. Mellani se contorceu mais, sentindo a calcinha molhar. Estava surpresa que ele reconheceu o que fez

–Eu...-Mordeu o lábio inferior quando as mãos dele se enfiaram embaixo do seu sutiã- Eu pensei que estava bebendo porque eu estava gorda. Foi por isso que fiquei chateada.- Ela inclinou o corpo para trás encostando o ombro no peito dele. Sirius sentia a calça completamente apertada

–Desculpa.- Ele mordeu o ombro dela com mais necessidade.- Eu sou uma pessoa difícil e você tem muita paciência em ficar esperando algo de mim. Me responde uma coisa?- Lambeu o local que mordeu — O que você espera de mim?

–Nada.- Sussurrou- Uma vez que não posso te oferecer mais do que oferece a mim.- Ela estava ofegante- Mas... Acho que a bebê vai precisar de mais dedicação então... Que tal treinar um pouco comigo?- Ele riu e a puxou para seu colo

–Está sentindo isso?- Inclinou o quadril contra o traseiro dela e a garota gemeu- Eu estou louco para foder você desde a última vez que a gente transou.- O jeito que ele falou foi rude, mas ela adorava quando ele dizia aquelas coisas em seu ouvido- Não estava bebendo porque você está supostamente gorda. Estava bebendo porque meu amigo casou com a garota que corria atrás desde o quarto ano. E porque você e a neném estão bem, mesmo sem ir ao médico há meses. Eu fiz merdas? Claro, eu sou o Sirius afinal. E você é a Mel, impulsiva e estourada. Nós vamos alinhar essas coisas.– Os sussurros dele a deixaram com os nervos a flor da pele

–Eu estou assustada Sirius. Até mesmo com essa sua nova atitude. Tenho medo.

–E eu estou morrendo de medo de você. A gente já conversou sobre isso, na formatura, lembra? Você nunca deu mostras que estava gostando de mim até aquele dia que surtou completamente e me enxotou. Eu sou um idiota orgulhoso e lembrar disso ainda me deixa pilhado. Eu não sei como agir na maioria das situações porque elas são novas para mim. Até onde eu posso ir com você sem me ferrar? Em?

–Você realmente não sabe?- Ela perguntou

–Eu faço ideia.

–Então pegue essa ideia. E eu pego pra mim também.- Ela virou, com certa dificuldade, e ficou de frente para ele, os joelhos apoiados no sofá. Ele engoliu em seco ao ver o rosto rosado dela. Levou as mãos a barra da camisa da loira e puxou-a. Ela levantou os braços e deixou-se despir. A respiração dele tornou-se mais pesada. Correu as mãos ligeiras até o fecho do sutiã e puxou. Suspirou ao ver os seios livres na sua frente. Estavam maiores e os mamilos, naquele estagio de excitação, chamavam por ele. Num movimento o rapaz a deitou e ela se livrou das calças de moletom. Ele engoliu em seco ao vê-la apenas de roupa intima. Era preta. Ela sempre optava por cores escuras e o contraste que dava com a pele branca o fazia salivar.

Mellani mordeu o canto do lábio ao ver como ele analisava seu ventre com preocupação

–Não vai machucar.- Sussurrou. Mas a preocupação estava estampada no rosto dele. A garota o olhou nos olhos e puxou a mão dele para sua boca. O rapaz engoliu em seco ao sentir os lábios dela sugarem lentamente a ponta do indicador e de seu dedo médio. Sua respiração acelerou e a pupila dilatou ao ver a mão livre da loira descer para a própria calcinha. Engoliu em seco ao vê-la afastar o tecido com os dedos e deslizá-los pela entrada. Era provocação pura e ele estava adorando aquele show. O rapaz gemeu quando ela mordeu seu indicador. Não sabia se olhava para a boca da garota que se ocupava com sua mão, ou se para baixo onde a própria mão dela a divertia com movimentos, na opinião dele, completamente sensuais. Ela largou a mão do Maroto para buscar seu próprio caminho no prazer, mas Sirius cansou de olhar e completamente excitado, retirou as calças e a camisa rapidamente. A loira arqueou para trás gemendo enquanto dava prazer a si mesma e ele aproveitou a distração para puxar-lhe a calcinha pela perna. Ele segurou a mão dela tirando-a do local que desejava e em seguida deslizou seu membro para ela. Seco e de uma vez, do jeito que ela gostava, e ele sabia. Vê-la nua, e gemendo foi delicioso.

Mellani abriu levemente os olhos ao sentir Sirius preenche-la. Abaixou uma perna e quando tentou fazer o mesmo com a outra ele não deixou. Seu tornozelo apoiado no rosto dele. O jeito que ele se movia, brutamente, rápido e completamente necessitado proporcionava a garota muito calor e uma pressão que precisava ser aliviada de qualquer jeito. Senti-lo entrando cada vez mais, aumentando a pressão dentro de si estava sendo de mais. Ele comentou algo sobre como ela estava molhada, mas a garota não ouviu, estava mais concentrada na imagem dos quadris e pernas dele, movendo-se sem parar. Ele disse mais alguma coisa, mas ela realmente não prestou atenção, tinha os braços tencionados e o maxilar travado para olhar ao invés de ouvi-lo. Ela sentiu algo tomando-a, estava perto daquilo que precisava. A mão dele correu até seus seios. Ela arqueou ao sentir os toques sedentos. O rapaz praticamente rosnava tamanha necessidade tinha dela e aqueles sons, juntamente com a imagem dos cabelos dele caindo pelo rosto e a bendita tatuagem no braço direito, foram de mais para ela. Buscando um prazer que não sabia se conseguiria sentir moveu-se contra ele e explodiu em sensações, era tudo tão intenso que apenas o nome dele importava. Mal percebeu quando ele liberou-se dentro dela, só notou que ele chegou quando o Maroto jogou-se em cima dela, arfando e completamente suado. O rapaz moveu-se assustado e sentou

–O que foi?

–Mexeu?- Olhou para o ventre dela. Mellani sorriu e puxou a mão dele

–Sim. Só tinha feito isso uma vez, eu estava com a Lily.- O jeito maravilhado que ele olhava para o ventre dela a fez sorrir.

–Está mexendo de novo. Você sente isso como?

–Mais intenso que você.- Respondeu risonha. Ele deitou-se entre as pernas dela e apoiou com cuidado o queixo em sua barriga

–Ela pode se chamar Lísis?

–Lísis?- Mellani falou o nome com estranhamento- Lísis Black?

–Sem Grant?

–Esse sobrenome não significa nada para mim além do vinculo com alguém que me abandonou. Minha mãe era Potter. Eu sou Potter.

–Lísis Potter Black?- Mellani sorriu. A neném parou de mexer e Sirius sentou- Então?

–O que significa?

–É uma variante de Lísias.

–E Lísias seria?

–A palavra grega para desatar.

–Desatar?

–Soltar, desatar, libertar. Lísis é basicamente liberdade.

–É um bom nome. Lísis.- O Maroto sorriu- Pequena Lísis.- Mellani sorriu e sentiu as lágrimas virem com força- É um nome lindo.- Sirius limpou a lágrima dela- Como o achou?

–Eu...-Sirius corou- Eu pesquisei.- Aquilo foi de mais para o emocional frágil da garota e ela suspirou chorando.- Eu e o James ficamos pesquisando... Hey, não chore.- Murmurou beijando-a carinhosamente- O nome é tão ruim assim?-Ela riu entre o choro e balançou a cabeça negativamente- Se você quiser o nome pode ser Elvendork. – Mellani começou a gargalhar

–Nós enchemos o saco dele não foi? Acho que mudou de nome.

–Qual o problema com o nome unisex?

–Nenhum se você não tem os Marotos e a capeta da Grant na cola.- Os dois começaram a rir.

–Durante 7 anos.

–Elvendork. Acho que prefiro esse a Lísis.

–Lembra quando o James teve que fazer um streap no salão principal? E acabou sobrando pro Elvendorrrk.

–Se lembro. Você ficou cantando enquanto ele tirava a roupa e ficamos chamando o Jay de amendoim por um mês inteiro.- Eles gargalharam e depois de um tempo rindo de coisas do passado rumaram para o banho.

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–Hey Potters.

–Nossa, você está absolutamente enorme.- Lílian gritou do portão fazendo um gesto para que eles entrassem. A ruiva achou fofo a amiga usar um vestido azul claro. A deixou muito mais grávida. Todo mês as três se reuniam a noite, por uma semana, para que os rapazes ajudassem Remus com as transformações. Mesmo Matilda não sendo muito próxima a elas, o convite fora feito, mas a garota recusou grosseiramente. Elas se deram bem sozinhas. Era uma proteção. Esse mês era vez da casa dos Potter.

Sirius estacionou a moto na grama fazendo Lílian franzir o cenho para aquele gesto

–Cachorro mal. Cachorro mal!- Apontou a varinha para o amigo que riu. O Maroto transformou-se num grande cão negro e pulou em cima de Lílian sujando-a de lama- Eu vou te matar BLACK!- Gritou quando ele se afastou fazendo algazarra no jardim- As minhas flores!- Mellani riu- Elas começaram a nascer agoraaaa.- Bufou- O seu marido é completamente sem controle.

–Ele está só te chateando. Não ligue.

–Como está calma.

–Eu estou com dois quilos dentro de mim. Acredite, o comportamento insolente do Sirius é a última coisa que estou pensando.

–E como vai minha Lísis?- O jeito infantil que Lílian falou fez Mellani rir. Ouviram um trotar atrás delas e riram ao ver Almofadinhas e Pontas brincando de lutinha

–Estão empolgados com a noite dos garotos.

–Eles vão acalmar um lobisomem. O que tem de empolgante?

–Nossa noite das garotas.-Elas riram e entraram. Sirius voltou a forma humana assim que as viu sumir pela porta e James fez o mesmo. O Black bufou

–Ah cara. Sua prima está me enlouquecendo.

–O que foi dessa vez?

–Bem, ela... Está acordando quase todas as noites desde a semana passada. Está com crises de choro e preocupação com o bebê, mesmo o médico falando que está tudo bem. Aí, na primeira noite em casa ela levantava para ir no banheiro de 15 em 15 minutos. Sem exagero. Na segunda noite ela me fez caçar uma tortinha de abobora e sardinha, e comeu os dois juntos!– James fez uma careta- Para depois vomitar isso em cima de mim.

–Também!

–Aí ela acordava de madrugada, me acordou pra ajuda-la a tomar sorvete, ela quis que eu desse pra ela, com os DEDOS!

–Eu não quero saber o resto dessa história.- Sirius revirou os olhos

–Tudo vai acabar em sexo? Você não era assim.

–Entre você e a Mel? Vai me dizer que não?- Sirius puxou um cigarro e ascendeu

–Bem, nesse lance dos dedos sim, mesmo eu dizendo que o médico falou pra gente parar. Bem, que seja, ela explicou que o gosto da minha pele parecia muito bom com sorvete e por isso pediu. É loucura. Aí na sexta eu a peguei mordendo um sabonete no banheiro! 3 horas da MANHÃ! Ela me disse que a Lísis tava com vontade.- Bufou

–Bem, as grávidas têm desejos esquisitos, e pra Mel, que adora dormir, ficar acordando de madrugada pra comer sabonete, é porque ela estava sofrendo de desejo mesmoooo.

–Isso foi só o começo nas outras noites ela me acordava por sexo. Eu não nego claro, mas vai explicar que precisamos fazer ronda no dia seguinte? Ela chora e fala que é porque ela está gorda aí eu não resisto, com aquele peitos do jeito que estão, praticamente explodindo...

–Chega!- James resmungou- Não quero saber se a minha irmã está... Dando mais que conta. E bem feito, ficar com uma mulher louca, isso é carma, de todas as garotas que você magoou.- Sirius bufou- Hey, quero te mostrar algo que fiz.

Dorcas estava na cozinha desenformando um bolo quando Lílian e Mellani entraram

–Olá dirigível!- Cumprimentou a amiga e recebeu uma língua de fora como resposta. Mellani procurou a cadeira e sentou apoiando as mãos no ventre, muito grávida, obrigada- Quanto tempo está?

–Daqui uma semana chego a nove. Tenho direito de ficar enorme.

–Nossa, quase não nos vimos nesses meses.- Dorcas murmurou impressionada

–Pois é, a senhora Potter nem vê mais os amigos. Desconfio que nem veja a luz do dia! Fica enfiada nessa casa, com o James. Aposto que só não está com cheiro de sexo por todo lugar porque ela limpou antes da gente vir.

–Na verdade, estávamos fazendo sexo nessa mesa quando vocês chegaram.- As duas se afastaram no móvel e Lílian começou a rir- Como se vocês não fizessem.

–Não to podendo. Esqueceu?- Mellani lembrou

–E acha mesmo que vou acreditar que vocês seguiram as recomendações?- A ruiva debochou- Devem fazer sexo até de cabeça pra baixo. Não me espantaria se a Lísis nascesse agora mesmo.

–Falando em sexo.- Mellani virou na cadeira e encarou Dorcas- E essa marca aí no seu braço?

–O-o que?

–Hum, semana pré Luca cheia. Deve estar selvagem em?

–Ué, você sabe.- Dorcas rebateu corada- Afinal, o namorou por um tempo.

–Toma.- Lílian debochou cortando um pedaço do bolo e servindo para Mellani

–Bem, levando em conta que eu não era a companheira dele...Vai, está curtindo?- Dorcas aceitou o prato que a ruiva lhe estendeu e encheu a boca de bolo

–Chocolate, muito bom.

–Qual é Dorcas, a Lily não fica mais dentro de casa com roupa, eu realmente não faço questão de sair quando o Sirius está. Vocês acabaram de mobiliar um apartamento. Estão morando juntos a um mesinho só. Tá bom ou não tá?

–É incrível.-Confessou tentando manter a vergonha longe

Foi incrível.- Mellani imitou num tom debochado- Vamos! Fala!

–É Dorcas, sem grilos.

–Oh Morgana.-Bufou- É ótimo, na semana de lua cheia a gente quase quebra a casa, é a melhor sensação do mundo. Sabe aquele lance de sentir o que ele sente? A gente consegue ter orgasmos só com provocações porque ele sente o que sinto e vice versa então... Quando a gente faz é realmente delicioso e levando em conta que a minha primeira vez foi só há três meses ainda sinto vergonha de falar algumas coisas.- Explicou tudo num só fôlego. Lílian piscou surpresa e Mellani abriu a boca chocada

–Vocês não transavam antes?- A loira estava chocada

–Não, eu não quis apressar as coisas e o Remus respeitou isso.

–Como vocês agüentaram?- Lílian questionou curiosa

–Bem, quando estávamos ganhando confiança pra isso minha irmã morreu, depois, quando nosso trauma foi diminuindo, meu pai morreu, daí pra frente estávamos sempre em missões e na casa da Camila não tiveram muitas oportunidades. Foi normal. Quando comprei o apartamento só precisamos de um colchão.- Ela sorriu

–E foi bom?

–Foi perfeito.- Ela suspirou- E continua sendo. Temos essa vantagem de sentir o que o outro sente.- Elas sorriram e no minuto seguinte Mellani encolheu-se na cadeira

–O que foi?- A ruiva a olhou preocupada

–Nada, só uma pontadinha. O médico trouxa disse que era normal nessa época. Aí.- Sentiu outra mais forte- E acho que antes de vir eu abusei um pouco. Ai... Lily, posso deitar?

–Claro. Vem eu te ajudo.- Mellani levantou com dificuldade e a ruiva a ajudou a ir até o sofá

–Vai ser uma longa noite.Aí...-A dor parecia uma cólica, muito mais forte. Antes que pudesse chegar ao sofá sentiu algo muito quente entre as pernas e uma corrente

–Mel, céus!- A loira olhou para baixo e arregalou os olhos, sua bolsa tinha rompido

–OLHA SÓ O QUE FIZEMOS.- Sirius e James apareceram na porta da sala com sorrisos largos- Camisa de time!- Ambos estavam com uma camisa preta e agarrada de mangas curtas. No meio dela o desenho de uma fênix ostentava suas chamas. Mellani apoiou-se em Lílian e gemeu de dor. O sorriso dos rapazes sumiu quando viram o rosto travado em dor da loira.

–Mel!- Sirius correu até ela- O que foi? O que houve...?- Escorregou no líquido do chão e ficou confuso

–Sua filha vai nascer Sirius!- Dorcas exclamou nas costas dele

–Não!- A voz de Remus soou da porta e eles olharam confusos

–Você ia passar aqui?- James não sabia para quem olhava

–Eu só vim deixar a escova de dentes da Dorcas, ela esqueceu e... Que importa? A Lísis vai nascer!- A fala de Remus despertou os presentes. Sirius começou a andar de um lado para o outro e em seguida parou na frente da garota

–Mel, o que precisa?

–A tal da anestesia que o médico trouxa falou.

–O doutor Harper?

–Ele mesmo!.- A última palavra saiu num gritinho de dor. Nos últimos meses, por questão de segurança, Mellani começou a passar com um médico trouxa da cidade que morava.

–Vamos aparatar perto de casa e ir pra lá. James, eu preciso que entre no quarto da Lísis e pegue a bolsa...-O Potter corria de um lado para o outro ansioso e perguntava toda hora se Mellani estava bem- Lily.

–Sim?

–Pode pegar a bolsa da Lísis no quarto dela? É uma bem grande e tem fraudas e as roupas...

–E se puder fazer uma mala pra mim.-Mellani bufou de dor

–Remus, precisaremos te deixar hoje. Mas amanhã, já estaremos com você.- Sirius pediu desculpas ele assentiu

–Completamente compreensivo. Por favor, me atualizem as noticias.

–Vamos.- Sirius murmurou abraçando sua garota- Precisamos estar a alguns metros para aparatar.

–Ok.- Ela grunhiu de dor agarrando o braço dele com força de mais. O rapaz estava surpreendido. Leu e ouviu algumas coisas sobre partos. Arthur Weasley disse que as mulheres ficavam transtornadas de dor e aquilo o assustou muito levando em conta a personalidade de sua mulher. No entanto, Mellani estava calma e sem gritar com ninguém. Apenas apertando-o com muita força, tentando aliviar a dor.

Ao chegar ao hospital a situação não era mais a mesma, ela estava mais nervosa e arfando. Colocaram-na numa cadeira de rodas e ele a seguiu. Os amigos precisaram ficar numa salinha à parte com outras pessoas que também esperavam seus bebês. Sirius se viu colocando uma roupa azul e uma touca da mesma cor enquanto deitavam Mellani numa cama. O tal do Harper lhe deu instruções que ele mal ouviu, só soube que precisava ficar ao lado de sua garota. Uma enfermeira murmurou algo sobre “tão jovem” de maneira escandalizada e Sirius não deu importância. Algo absurdamente importante estava para acontecer naquele momento.

–Eu estou com medo.- Ela sussurrou olhando-o

–Estou aqui.

–E se eu fizer algo errado? Eu sempre faço algo errado.

–Lísis confiou em você para ser a mãe dela. Confie também.- Ela sorriu de maneira tremula e gemeu de dor

–Ok senhora Black, vamos lá, sua dilatação está bem maior agora. De quantos minutos estão os intervalos entre as contrações?

–Três.- Ela sussurrou e Sirius se perguntou como ela sabia daquilo

–Bem, preciso saber, desde quando está com contrações?

–Ontem a noite.- O Black arqueou as sobrancelhas- Começaram bem de leve e demorava mais de horas entre uma e outra.

–Não era pra estar em trabalho de parto agora. Ainda é cedo e como estava saudável...

–Meu bebê vai nascer bem? Vai ser prejudicial em algum ponto?- Mellani perguntou nervosa

–Não. Quando está chegando aos nove, assim, uma semana antes, a criança já está formada.- A jovem grunhiu de dor e o doutor suspirou

–Preste atenção. A próxima vez que sentir dor empurre, ok?- Mellani assentiu. Estava completamente suada e cansada- Essa menina parece estar com pressa de nascer. Estranho, não era para ela nascer agora, estávamos aguardando no mínimo duas semanas depois.

–Acho que ela não quer dividir o aniversário comigo.- A jovem brincou e Sirius sorriu acariciando a mão dela, o conforto era mais para ele, que sentia-se uma pilha de nervos.

–Vocês seguiram minhas recomendações?- Sirius desviou o olhar- Foi o que pensei. Era apenas um mês, porque esses jovens nunca me ouvem?- Revirou os olhos. Mellani sentiu dor novamente e arfou- Empurre senhora Black, vamos lá, quer ver Lísis essa noite não é?

–Sim...

–Então empurre com toda sua força.- E abriu mais as pernas dela. Sirius ficou tenso. Sentiu sua mão praticamente esmagada e conforme o tempo foi passando os apertões dela aumentavam a força. Ele trocou a mão cerca de 10 minutos depois- Mellani- O médico chamou com mais firmeza- Eu não estou vendo nem a cabeça do neném, vamos lá, mais força da próxima vez.- O rapaz não quis pensar no que o doutor Harper estava vendo lá embaixo. Só queria sua filha e mulher bem. A jovem apertou sua mão com mais força e gemeu alto enquanto fazia um esforço sobre humano. Foi um martírio de respirar e empurrar por mais longos minutos — Muito bem, já consigo vê-la. A próxima é decisiva, eu sei que consegue.- Uma enfermeira media a pressão da garota cada vez que uma contração ia embora. Sirius sentia os dedos sumirem

–Eu juro...-Ela murmurou arfando- Que se você me engravidar de novo..- Arfou novamente- Eu vou..-Buscou ar com força- Te castrar, no veterinário!- Sirius engoliu em seco e em seguida ela apertou os olhos e fez um barulho estranho com a boca.

–Respiração cachorrinho. Vamos lá.- A enfermeira incentivou e a garota começou a respirar de um jeito que o rapaz teria achado graça se não fosse a dor da mão sendo esmagada- Empurra com mais força.- E a jovem gritou, colocando toda sua energia e esforço no ato de expulsar aquela dor de seu corpo. Como mágica a agonia desapareceu, assim como a dor no meio de suas pernas. Jogou a cabeça para trás e arfou. Logo um choro tomou todo o recinto e Sirius abriu a boca, perplexo com aquele som, diferente e completamente emocionante.

O choro continuou enquanto uma bagunça de enfermeiros auxiliava com algo em mãos. Algo que ele desconfiava seriamente ser sua filha. O doutor Harper dizia alguma coisa a Mellani enquanto ajudava-a com sei lá o que. O rapaz nem se deu conta do que era tamanho torpor. A enfermeira veio com um embrulho rosa em mãos e Sirius apoiou-se na cama enquanto sentia as pernas subitamente pesadas. Levaram o pequeno embrulho chorão na direção de sua garota e o pranto estridente continuou, como se estivesse revoltada com algo. O Black pensou que o coração fosse sair pela boca tamanha ansiedade. Assim que Mellani abraçou o pequeno embrulho o som do choro diminuiu até parar. A loira virou e ele finalmente viu. Bochechas rosadas, muito inchadas, um nariz arrebitado e minúsculo, tão arrogante quanto o de Mellani. O pouco cabelo que tinha no topo da cabeça era preto, tão escuro quanto o seu. Ele se abaixou e esticou a mão até encostar a bochecha dela. Seu peito encheu-se de algo indescritível e esse algo resultou em lágrimas que molharam seus olhos.

–Então?- Mellani perguntou com a voz cansada. Sirius abriu a boca para tentar dizer algo, mas ao fazer isso um soluço cortou sua garganta e ele debulhou-se em lágrimas. A mais nova mamãe o olhou surpresa, mas sorriu com carinho- Quer pegá-la?

–E-eu vou...-Ele soluçou- Vou estragar tudo, e está tão perfeito.- A enfermeira que levou Lísis até eles sorriu

–Eu te ajudo.- Mellani estendeu a pequena até os braços da enfermeira e a mulher andou até Sirius -Aqui, você segura assim, isso com os dois braços, e apóia a cabecinha dela. Direito. Assim o pescoço, que é bem molinho, não vai para trás.- Ele sorriu maravilhado enquanto sentia aquele embrulho quentinho em seus braços. Não tinha prática nenhuma sem segurá-la, mas mesmo todo torto estava feliz.

–Oi Lísis.- Sussurrou enquanto sorria. As lágrimas ainda escorriam- Muito difícil a viajem aqui pra fora?- Ela franziu o cenho e se mexeu desconfortável- Hey.-Seu coração só faltava explodir ao sentir aquela respiração rápida e tendo noção do quanto era frágil. Aquela menininha, minúscula, com cara de joelho, era algo vindo dele. — Eu nunca...-Falava com Mellani, olhando para Lísis sem conseguir tirar o sorriso- Nunca pensei que...-Suspirou- Nunca pensei que faria algo além de merdas, mas isso... Como dois idiotas conseguiriam essa coisinha perfeita?- O jeito choroso que ele dizia aquilo deixou Mellani emocionada. Lísis pareceu se incomodar com algo e começou a chorar, muito forte, ficando muito parecida com Mellani. Bem, tão parecida quanto um serzinho inchado que acabou de nascer poderia se parecer.

–Vamos nos realocar para o quarto. Vou te ensinar a dar de mamar para ela e os dois.- A enfermeira sorriu para Sirius- A trocar e dar banho.- O rapaz assentiu ainda meio zonzo- E acredito que a senhora Black precise de um descanso. — O rapaz ainda estava processando aquilo. Ele agora era um pai. Suspirou enquanto entregava a filha direto nos braços de Mellani. Enquanto via a filha nos braços da mulher pensou que faria tudo diferente do que seus pais fizeram. Eles ainda eram estranhos um para o outro. Lísis não o conhecia e ele não sabia como ser um pai. Ele só sabia como não ser um pai, já que os seus foram sempre os piores possíveis. Sua cabeça iria explodir de preocupação e seu peito de felicidade.

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–NASCEU!- James gritou na recepção que todos aguardavam. Lílian, que dormia, acordou num pulo, e Dorcas sorriu feliz.

–Onde elas estão?

–Num quarto no andar de cima.- A enfermeira que foi avisar murmurou assustada com a reação de James- Vamos, vamos comigo. – Os três seguiram-na e o Maroto mexia as mãos sem parar, completamente ansioso. Lílian segurou-o pelo braço passando certo conforto e ele sorriu nervoso. A espera do elevador bem como a caminhada até o quarto foi longa. Assim que entraram, James em primeiro, eles sorriram. Lísis estava nos braços de Mellani, sendo amamentada, ela e Sirius olhavam maravilhados para a pequena. A garota sentada numa poltrona e o rapaz no braço.

–Hey.- James chamou baixinho e Mellani levantou o rosto sorrindo

–Vem cá, vem ver sua sobrinha.- Ele acelerou o passo sentindo as pernas pesarem. Mellani retirou a menina do seio e cobriu-se com o pano antes que alguém pudesse ver. James se aproximou, com a boca levemente aberta e piscou, abobado. Lísis era pequena, com um nariz idêntico ao de Mellani, e pelo que ele podia reparar a boca também. Mas o cabelo era incrivelmente preto

–Ela é... Toda rosada.- Murmurou- E não tem bem um formato de rosto.

–Os recém nascidos são assim, inchadinhos. Depois de umas semanas da pra ver com quem se parecem mais.- Mellani sussurrou

–Como ela é quietinha.- James sussurrou de volta. Ela espirrou e todos soltaram um “Aun” em conjunto.- Já abriu os olhos?

–Não. Mas o doutor Harper disse que eles sãos cinzas e depois ficam da cor certa. É que no começo tem uma película que vai saindo com o tempo. Quer pegá-la Jay?

–E-eu po-posso?

–Sim. Você é o tio.- Ele sorriu

–E-eu n-não eu...- Mellani esticou os braços e Sirius ajudou-o

–Olha, você toma cuidado com o pescoço.-O Black orientou e James ficou paralisado olhando-a. Os olhos arregalados. Lísis arqueou a quase inexistente sobrancelha

–Olha, fez igualzinho você.´- James murmurou sorrindo e olhou para pequena- Hey Lísis. É o tio Jay!

–Hum, será que posso ver minha sobrinha?- Lílian resmungou e o moreno virou com um sorriso muito largo. Ela e Dorcas se aproximaram

–Aunnnn, que coisa mais fofa.- A loira sussurrou- Mel, o nariz dela é igualzinho ao seu.

–E a boquinha também.- Lílian sussurrou- Posso pegá-la?

–Claro.- James parecia aliviado- Estou com medo de quebrá-la.- Sirius riu e Lílian pegou a menina desajeitadamente. A pequena resmungou.

–Coloque perto do peito, eles gostam de sentir outra respiração.- Dorcas sugeriu- Minha irmã ficava mais calminha assim.- Lílian assentiu e seguiu a recomendação. Logo Lísis ficou quietinha e dormindo tranquilamente

–Que coisinha mais fofa.- A ruiva estava toda derretida enquanto balançava a neném.

–Faça ela arrotar.- Sirius murmurou entregando o paninho para ela.

–Como?

–Bate bem devagar nas costinhas até ela arrotar.- Mellani falou enquanto seguia para a cama- Podem ficar com ela, aí babando. Eu preciso dormir.- A ruiva continuou com a pequena no colo e James olhava aquilo maravilhado. Não podia deixar de fantasiar quando ela estivesse com o filho deles.

–Ah, eu comprei isso na lojinha.- Dorcas chamou- É pra ela sair do hospital, se vocês gostarem.- Era um minúsculo macacão amarelo e sapatilhas- Amarelo da sorte.

–É lindo. Muito obrigada Dorcas, nós vamos usar com certeza.- Mellani murmurou e ajeitou-se melhor na cama

–Que sorte vocês têm. Uma neném tão quietinha.- James comentou- A do quarto do lado não parou de chorar até agora. Me admira essa menina ser calma quando vocês são o que são.- Sirius riu. Ficaram muito mais tempo ali até que a madruga veio alta e todos tiveram que ir para casa. No dia seguinte Remus, Peter e Matilda também foram para a visita, todos babando em cima de Lísis e comentando o quanto ela era linda. Carter, Camila e alguns outros membros da Ordem também a visitaram. No último dia, quando eles estavam prontos para receber alta tiveram uma surpresa:

–Mellani?- Phillipe Grant entrou pela porta e a garota franziu o cenho. Sirius levantou da poltrona no mesmo instante

–O que está fazendo aqui? E como nos achou?

–Eu também sou um membro da Ordem e sou seu pai.- Ela bufou e revirou os olhos.-Posso vê-la?

–Pra que?

–Mellani.- Sirius murmurou- Acho que não tem problema.

–Ok.- O homem se aproximou do berço e Mellani sentiu-se pior ao reparar, mais uma vez, no quanto ela tinha traços dele- Qual o nome?

–Lísis.- O senhor Grant a olhou estupefato

–De onde tirou esse nome?

–Eu escolhi.- Sirius respondeu- Por quê?- O mais velho parecia perturbado. Ele olhou novamente para a pequena e depois para os dois

–É que... Sua mãe.-Suspirou- Ela me disse que adorava esse nome e quando era criança inventou que queria ser chamada assim. Tudo por causa de uma história infantil... Era pra você chamar Lísis, mas...-Mellani sentiu os olhos marejarem- Perdemos uma aposta com seu tio. Ela amava esse nome.

–Meu nome foi fruto de uma aposta?

–O do James também. Não se preocupe.- Sirius segurou o riso- Mas...

–Meu nome foi uma aposta!

–Mellani, -Sirius repreendeu e ela revirou os olhos novamente- Quer pegá-la senhor Grant?

–Eu posso?- Ele olhava para a neta, completamente maravilhado

–Sim.- O rapaz murmurou e o mais velho estendeu as mãos com cuidado. Pegou-a com habilidade e assim que a aproximou de seu rosto a menina abriu os olhos. Mellani e Sirius se inclinaram, sem acreditar. Ela só tinha feito mamar, dormir e se sujar nos últimos dias, nunca tinha aberto os olhos. Além de acordar ela arregalou os olhos enquanto o encarava. Eram olhos idênticos aos de Sirius. O mesmo formato, mesma cor, mesmo cílios. Lísis se mexeu no colo do avô e resmungou, mas não era um resmungo de choro, era apenas um resmungo, como se quisesse se comunicar. Phillipe ficou tão encantado que sentiu os olhos molharem

–Olá Lísis.- Murmurou- Você tem um nome muito, muito especial, sabia? Sua vovó iria adorar te conhecer.- Colocou-a de volta na caminha de hospital e sentou-Mel.- A garota bufou- Eu vim te pedir perdão. Novamente. –Ela o olhou- Eu gostaria de me reaproximar. Tentar ajudá-los nessa fase difícil com a neném. Estar com você. Fazer o que devia ter feito.

–Eu...-Ela bufou- Onde estava na morte da minha tia? O que fez por mim quando sofri aquela violência? Onde se meteu quando fui obrigada a casar? Onde estava na minha formatura? Onde?

–Atrás de sua mãe.- Mellani arregalou os olhos

–C-como?

–Quando...Quando...-Suspirou- Quando ela morreu, eu fiquei louco, fiquei perdido de mais, mas... Agora, consegui descobrir o que houve.

–Ela está viva?- A esperança na voz da filha o machucou

–Não.Ela foi assassinada a mando de Voldemort. Estava estudando sobre a muralha em Southampton e prestes a descobrir os planos dele para arrancar o amuleto de lá... Rosier, que era um mero auxiliar naquela época, descobriu os planos dela antes que algum superior tomasse conhecimento. Ele matou a sua mãe. Forjou um acidente e a matou. Ela era muito inteligente e estava contra Voldemort. –Um longo silencio seguiu a declaração. Ele levantou e limpou uma sujeira inexistente nas calças- Eu vendi a fabrica para Nimbus.- A voz embargada dele a deixou mais irritada- A Sky não existe mais. Tudo que era meu virou Nimbus. Com o dinheiro financiei algumas viagens, comprei algumas pessoas e finalmente descobri o que houve.– A garota engoliu em seco e sentiu lágrimas molharem os olhos. Encarou o pai longamente- Mas quanto ao dinheiro, não se preocupe, temos tanto que até os netos da Lísis viveram tranqüilos.

–Você vai nos ajudar a acabar com essa guerra?- Questionou sem dar importância para a informação do dinheiro

–Sim.

–Então é bem vindo.

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–Hey bebê. –Lílian cumprimentou ao ver a pequena nos braços de Sirius.- Como você está grande agora, uma grande menina de três meses.- A pequena arregalou os olhos em empolgação ao olhar para a ruiva e mexeu as mãos com entusiasmo. Lílian sorriu pegando-a dos braços de um relutante Sirius- Céus Black, como é possessivo com essa menina.- O rapaz ficou sem jeito e deu de ombros. Mellani entrou pela porta da frente beijando a amiga no rosto

–Hey ruiva, e o Jay?

–Nos fundos se matando com a churrasqueira.- Elas riram

–Mais alguém?

–Hum, vocês sempre são os últimos a chegar.

–Temos um bebê pra dar banho e alimentar ok?- Sirius exclamou parecendo cansado

–E sexo pra fazer.- Mellani comentou fazendo a amiga rir

–Não ouça as perversões que mamãe diz Lísis.- A ruiva murmurou risonha. Estava encantada com a pequena. Ela que ostentava 3 meses de vida, tinha perdido a cara inchada de joelho, como James tinha dito. Agora se parecia muito mais com os pais. Tinha os traços da mãe, desde o nariz arrebitado até o contorno do rosto, mas ao contrário de Mellani a criança tinha cabelos escuros e olhos cinzas. Olhos idênticos aos de Sirius, até mesmo as sobrancelhas.

Desde o nascimento de Lísis as missões e rondas diminuíram de maneira estranha, como uma calmaria que precede alguma tempestade. Lílian não reclamava já que aquela falsa tranqüilidade deu a todos a oportunidade de fazer uma reunião, apenas pelo prazer de estarem juntos. A pequena mexeu-se de maneira empolgada no colo dela ao ouvir a voz de James, ela sempre fazia aquilo, ficava muito agitada quando via o “tio” e só parava de gritar e resmungar quando ele a pegava no colo, aquilo matava Sirius de ciúme e as mulheres se divertiam com a situação

–Olha quem chegouuuu.- James murmurou com uma voz infantil enquanto pegava a pequena do colo de Lílian e a balançava para cima e para baixo. Lísis ainda era muito jovem para sorrir então quando sentia algo que gostava arregalava os lindos olhos cinza e mexia a cabeça como se fizesse muita força para conseguir falar, o máximo que saia era um grunhido feliz. – E está usando a roupa que te dei.- O rapaz sorriu orgulhoso ao ver a sobrinha usando um macacão vermelho com um pomo de ouro estampado na barriga- Você adora o tio né?- Um “uh” foi dado como resposta e James sorriu largamente.

–Oun ele é o tio coruja.- Remus debochou

–Quer pegá-la?

–Não.- O rapaz respondeu com pânico e saiu de perto quando James esticou os braços. Remus estava com um bloqueio para bebês uma vez que o último que se apegou tinha morrido na frente dele. O dia estava agradavelmente quente para o mês de junho. Dorcas estendeu um lençol embaixo da árvore e conjurou almofadas fofas. Mellani pegou a menina de James e a deitou entre a fofura dos travesseiros. Lísis mexia pernas e braços sem parar, olhando encantada para as folhas e os raios de sol que passavam por elas aos poucos.

–Quer que eu fique um pouco com ela?

–Se você não se incomodar.

–Claro que não, eu adoro a Lísis, me faz lembrar a Mandy.

–De qualquer forma logo mais tenho que dar de mamar então..

–Dói muito?

–O que?

–Dar de mamar?

–Hum, no começo foi complicado, mas...É legal.

–Legal?

–Sim, ela fica com esses olhões me encarando, como se eu fosse a pessoa mais importante do mundo.

–E é. A pessoa mais importante do mundo dela.- Mellani sentiu uma emoção ao ouvir aquilo e sorriu. Olhou para a filha com muito carinho- O Sirius ajuda?

–Bem, ele estava muito ocupado com a Ordem, mais do que eu. Passou muitas noites fora em missões. Mas quando está quase não me deixa chegar perto, fica o tempo todo com ela. E a Lísis fica eufórica de tanta alegria com ele por perto. É impressionante.

–Pelo visto o Black tem as mulheres da vida dele onde quer.- Mellani soltou um barulho de deboche com a boca e saiu andando- Não é mesmo Lísie?- A pequena não estranhou Dorcas uma vez que passava cinco dias com ela e Lílian uma vez por mês, mas queria um de seus adultos preferidos por perto e seus adultos preferidos eram com certeza mamãe e papai, então ela abriu o berreiro e logo Sirius apareceu deitando ao lado dela, meio de lado, deixando-a brincar com seu dedo indicador.

–Nossa.- Dorcas encarou-o com um sorriso descrente- Eu estou completamente chocada por ver como você está... Cuidadoso.

–Se eu não ajudasse Mellani acabaria me matando de alguma forma, então o melhor foi cooperar.- Murmurou olhando para a filha

–Mas é quase impossível acreditar em você assim, sendo... Responsável.

–Levando em conta que ela veio de uma irresponsabilidade eu não me chocaria tanto.

–Só não...-Dorcas suspirou- Só não consigo associar aquele Sirius ao que vejo agora.

–Você perdeu muito no percurso.- Referiu-se a própria história de vida.

–Estava prestando atenção em mim.- Murmurou dando de ombros- Mellani fez um bem tão grande a você. – O rapaz deu de ombros imitando-a e sorriram- Lísis é linda de mais.

–Meus vizinhos estão encantados com ela, dizem como é delicada, parece uma boneca... – Sorriu orgulhoso- O James comentou que a Mel era assim, encantava quem a visse. Até abrir a boca.- Os dois riram

–É, pelo visto ela vai ser igual em tudo.- A pequena fechou os olhos, cansada de sua aventura até a casa do tio James e logo caiu no sono

–Eu realmente espero que ela não seja tão igual a mim ou a Mel.

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–Hey Potter.- Sirius chamou no espelho pela quinta vez e finalmente o rosto afogueado do amigo apareceu. O rapaz estava com os óculos tortos e o cabelo extremamente precário de tão bagunçado. Uma expressão de desagrado no rosto brindou o visual- Está sem camisa é?

–É! Adivinha o que você interrompeu?- Sirius sorriu e resolveu usar sua carta na manga

–Ah, queria mostrar a fantasia da Lísie.- Afastou o espelho do rosto dando visão para a bebê de cinco meses em seu colo- Ela queria ir até a casa do titio para pedir doces. Weeee.- Balançou as mãozinhas de Lísis e ela riu soltando um gritinho entusiasmado ao ver James. O rapaz sorriu bobamente

–Agora não, além do mais, Halloween é só a noite e você está atrapalhando a minha foda matinal.

–JAMES!- A voz de Lílian soou ao longe e Sirius começou a rir, fazendo Lísis rir junto

–Ela...Ela é uma abóbora?- James questionou gargalhando

–Eu quero ver.- A voz da ruiva foi ouvida e a pequena começou a gritar de felicidade para o seu segundo casal de adultos favorito. Logo o rosto da ruiva apareceu no ombro de James- Oun que coisa mais fofa. Lísis você é uma abóbora muito fofa.- Falava com voz infantil e a menina dominou o espelho pegando-o com as duas mãozinhas desajeitadas e mal conseguindo segurá-lo, mesmo com a ajuda do pai. Ela gritou, um grito agudo e longo, completamente feliz. A voz de Mellani foi ouvida ao longe e Sirius franziu o cenho

–Hum, preciso ir. – E largou o espelho em qualquer lugar. James e Lílian começaram a rir

–Você precisa por limites nesse espelho.- Sussurrou puxando-o de volta para cama. O rapaz caiu de costas sorrindo empolgado

–Você vai me punir por isso? Ele usa a Lísis pra se safar.- Justificou num tom escandalizado

–É sério Jay. Ponha limites no Sirius! Ele parece saber quando estamos transando e aparece naquele espelho com sorrisinho sacana.

–Hum ok. Vou falar com ele, mas só se prometer que sua fantasia de Halloween vai ser de monitora safada.- Ela sorriu- E prometer também que a única festa a ir será aqui no nosso quarto.- A garota sorriu

–Eu estava pensando em bruxa.

–Isso não é fantasia.

–Bruxa sexy.- Murmurou enquanto beijava o pescoço no marido

–Hey Lil’s, eu sou um bruxo e sou sexy. Isso não é fantasia.- A garota riu

–Você é um idiota.- E finalmente o fez virar beijando-o de maneira empolgada, cada dia que passava ela sentia mais vontade de experimentá-lo.

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James adorava as manhãs de natal, mais do que qualquer outra data, mais até que o Halloween, porque tinha biscoitos, presentes, cheirinho de comidas típicas e sempre, sempre tinha uma surpresa. Mas aquela manhã de natal em particular não o agradou, uma vez que esperava encontrar sua esposa nua e dormindo agarrada a si. Olhou com em volta e levantou. Vestiu a cueca e foi escovar os dentes. Após sua higiene matinal, desceu. Encontrou a esposa sentada no sofá tomando leite e encarando o pequeno pinheiro enfeitado

–Bom dia Lil’s.- Murmurou sentindo a voz rouca. Ela sorriu fracamente, parecia nervosa com algo- Aconteceu alguma coisa?

–Estou passando mal.- E tomou outro gole de leite. James sentou ao lado dela e a encarou. Ela tinha uma caixinha de presente nas pernas. Como paciência nunca foi o forte do Maroto, logo ele tinha pego a caixa e sacudido

–Pra quem é?

–Pra você.- Ela parecia realmente nervosa

–O que você tem?

–Estou ansiosa, pra saber se vai gostar do presente.- Ele arqueou a sobrancelha direita e a olhou divertido

–Não sabe os meus gostos senhora Potter?- Ela sorriu empurrando-o com o pé

–Vai logo Potter.- James abriu o embrulho com entusiasmo, mas a sensação passou ao ver o que tinha dentro da caixinha. Era um macacão minúsculo e branquinho, escrito em letras azuis e infantis “Eu amo o papai”. Arregalou os olhos e com as mãos tremulas depositou o presente de volta a caixa- Então?- Ele finalmente a encarou. Olhou para o ventre plano da garota e depois engoliu em seco

–I-is- isso é é.. é...- Engoliu em seco- Isso é sério?- Lílian suspirou emocionada e os olhos verdes encheram-se de lágrimas- Seremos pais? Teremos um bebezinho? Algo nosso... Meu e seu?- Ela assentiu e soluçou enquanto sorria. James jogou-se em cima dela beijando-a

–É o melhor presente que eu poderia ter ganhado em toda minha vida.- Suspirou emocionado- Céus, como te amo. Vai me dar um filho, um filho lindo... Vamos... Merda Lil’s, porque é tão perfeita?- Ela riu entre os muitos beijos afobados que recebia

–O que acha de comemoramos?

–Nossos amigos chegam para o almoço em algumas horas.- Lembrou e ela puxou-o para um beijo provocante- Mas eu posso esperar. Hey, eu posso dar a noticia? Em?

–Claro que sim.- A ruiva sorriu- Meu primeiro ultrassom é daqui duas semanas. Ok?- Ele assentiu feliz de mais e tornou a beijá-la

–Então, teremos um bebê?

–Sim. Um bebê.- Murmurou com alegria.

Notas finais
N/A: AUNNNNNN Quem tá vomitando arco-íris junto comigo? Em ? Em? Quem ta revolts? EM EM? Quem tá querendo deixar comentárioooo? Ah esse último eu sei que é toooooodo mundo. Brincadeiras a parte, queria deixar claro meu motivo para mostrar tanto Blant nesse cap. FAVORITISMO PUROOOOO. Isso mesmo =D. Bem, queria apresentar a Lísis para vocês e achei que seria válido um cap todo para ela e um neco para o Harry. Calma gente, nosso garoto que sobreviverá terá algo especial para ele. Bem, a experiência do Sirius com a paternidade e o matrimonio. Eu quis fazer o Sirius ser pai por uma questão de mudá-lo um pouco. As pessoas não mudam da noite pro dia e muito menos sem grandes impactos. Acredito que, sendo o crianção que foi durante toda a fic não suportaria o tranco em Azkaban. Ele precisava de motivos para amadurecer e encontrei na paternidade. Além do que, sempre quis explorar esse lado diferente dele. Como ele vai se sair quando foi criado de maneira tão conturbada? Dá um bom plot. Espero que tenham curtido esse Cap. Bjs e até a próxima att. E COMENTEM U.U