Pintura Intima

25 Capítulo 24- Quando tudo parece perdido


Notas iniciais

N/A: Dois caps na semana para compensar minha falta. Sem betagem, mas relido, desculpa aê se tiver erro. Beijos e aproveitem ;)

Saudade é uma dor que fere nos dois mundos.

Mellani tomou um gole de café preto sentindo o gosto amargo descer por sua garganta. Tudo que gostaria era de um cigarro, mas com tantas coisas que aconteceram não conseguiu sair de perto das pessoas, muito menos despistar os adultos que a matariam se vissem seu mau hábito. Podia ter feito isso em seu quarto, mas sabia que ficaria com cheiro e decidiu não arriscar. Os ânimos já estavam muito exaltados e antes que toda aquela confusão acontecesse ela tinha discutido com a tia. A casa estava anormalmente silenciosa. Ela ouviu passos nas escadas e logo depois James e Sirius apareceram na cozinha.
-Onde ela está?- James questionou antes mesmo de se sentar
-Na beira da piscina.- O Maroto fez menção de ir até lá- Pediu para ficar sozinha.
-Mas desse jeito ela vai ficar pior.- Ele sussurrou. Sirius sentou de frente para Mellani, a mesa redonda não os deixava sentar muito longe.
-Quando minha mãe morreu.- Mellani começou e James resolveu sentar- Eu era muito pequena, mas me lembro bem de ficar um tempo sozinha. Eu tinha vergonha por me sentir triste e saber que minha tristeza constrangia as pessoas. Eu sentia como se obrigasse as pessoas a ficarem tristes comigo e por isso me isolava.
-Mas você sabia que não era verdade.
-Saber sabia, tanto que depois das primeiras semanas passou.- Ela suspirou tomando mais um gole de café e levando a mão a têmpora- Ela precisa de tempo. Quando quiser alguém por perto vai se achegar as pessoas.- James assentiu e Sirius franziu o cenho. Ele julgava saber muitas coisas sobre a loira, mas não sabia absolutamente nada sobre a história dela. Não tinha ideia de quem era Mellani sem raiva ou sarcasmo. Eu acho melhor você ir até lá daqui a pouco. Ela não come nada desde ontem. Amanhã vão enterrar os pais dela.- James engoliu em seco.
-Mel...-Ele começou preocupado- Tem uma coisa que aconteceu ontem e eu não te contei. É algo um tanto quanto grave. Principalmente porque se refere a você- Nesse instante Sirius ajeitou-se na cadeira de maneira tensa e aquilo não passou despercebido pelos primos- Quando Voldemort estava sugando os poderes para conseguir aquele amuleto.- Ele engoliu em seco e continuou- Ele tocou minha mente, tocou minha mente de um jeito que eu não consegui bloquear.
-Como assim?- Mellani franziu o cenho- Você sempre treinou oclumencia como todos puro sangue! James!
-Eu estava mais preocupado com os cinco comensais me atacando e os outros em cima da Lily!- Ele respondeu nervoso e suspirou- Eu só senti ele na minha mente quando ele viu o que queria.
-E seria?- Sirius perguntou receoso
-Eu desvendando os planos dele. Meio obvio.- Deu uma patada em Sirius que mostrou o dedo médio para ela num gesto feio. Ela revirou os olhos
-Exatamente. Ele viu tudo sobre você. Exatamente tudo. Estou preocupado. Acredito que em breve você receba alguma proposta.
-Me junto aquele canalha o dia que o inferno congelar.- Murmurou. James pegou um prato e colocou alguns pedaços do bolo de baunilha que sua mãe tinha feito e guloseimas. Encheu dois copos com suco e saiu da mesa. Mellani viu o primo abrir a porta de vidro que dava para a área da piscina.
-Ele não tem jeito.- Sirius murmurou tomando um generoso gole de café. Mellani o ignorou e pegou jornal. Escondeu-se atrás dele sem vontade de encarar o rapaz. Ouviu a cadeira arrastar e abaixou o jornal pensando que ele tinha saído do local. Foi seu erro já que ele tinha apenas ido um pouco para trás. Percebeu que o rapaz estava dando um jeito de olhar por cima do jornal, para ela. Achou aquilo um tanto quanto engraçado e segurou o riso. Percebendo o papel ridículo ao qual estava se prestando Sirius decidiu sair dali. Mellani meneou a cabeça negativamente e se limitou a levar a xícara aos lábios.
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Remus revirou os olhos quando ouviu os resmungos do pai e segurou o riso. O mais velho estava num embate com a carne que comprou tentando amaciá-la com o martelo. Pediu que ele fosse até o quintal pegar os temperos para preparar o almoço. Remus olhou para sua casa. Era um chalé de caça com uma cerca baixa em volta e pouco quintal. Não que ele reclamasse. Na infância antes de ser acometido daquela doença ele brincava por horas nos arredores da casa afinal ali passava um riacho que proporcionava ao local árvores frondosas e vegetação fresca. Aquela casa no meio do nada foi um santuário quando teve sua primeira transformação. Quando o rapaz sentava na beira do riacho conseguia ver a vila mais a frente, pequena e luminosa. Antes de ir para Hogwarts ele se imaginava descendo até lá e fazendo amigos, brincando com eles. Sempre ficava muito debilitado depois das transformações e seu pai morria de medo que ele piorasse caso saísse em aventuras, Remus tinha medo que descobrissem. Olhou em volta pensando no quanto sua infância foi diferente. Lembrou que certa época logo após ser infectado uma menina apareceu perdida nas redondezas dizendo ser visitante do chalé P, ele sempre se aventurava dentro daquela mansão pensando ser assombrada. Brincou um dia inteiro com a garota até que seu pai o colocou para dentro e levou a menina para casa. Foi à primeira amizade que fez antes dos Marotos.
-REMUS. Esqueceu da vida filho?- O pai gritou risonho fazendo-o sair dos devaneios que se encontrava. Piscou várias vezes e voltou para dentro. Quando estava lavando os temperos ouviu um grito e latidos. Franziu o cenho e saiu pela porta dos fundos procurando o motivo do ruído. Viu uma cabeça ruiva correndo segurando a coleira de um enorme pastor alemão.
-Lola! Para com isso Lola!- A cachorra arrastou Camila até a cerca que Remus estava e quando cheirou o licantropo soltou um ganido e se encolheu. O rapaz suspirou preocupado. Os cachorros sempre tinham aquela atitude submissa quando o encontravam, agiam como se ele fosse o macho alfa de uma matilha, principalmente as raças meio lobos, que era o caso daquela ali
-C-ca-Camila?
-Ah, oi! Não sabia que tinha uma casa de verão por aqui.
-Não tenho. Eu moro aqui.
-Mora em Leny?
-Vilarejo bruxo, meu pai meio que fez questão depois que minha mãe morreu.- A ruiva arqueou as sobrancelhas em compreensão- E você?
-Estou morando no chalé P. Era do meu pai e não visitávamos desde que mamãe morreu.- Remus franziu o cenho e disse divertido
-Você chama de chalé aquela mansão?
-Bem, é de madeira e pequena perto de onde eu morava. Eu gosto é aconchegante.
-E porque veio morar aqui? Logo aqui! É longe de tudo! Pode ser perigoso uma garota ficar sozinha por aqui.- Ele coçou a cabeça sem jeito- Embora nunca aconteceu nada nessa imediações.
-Bem, eu queria sair um pouco do estilo de vida que levava, trouxe o zelador que praticamente me criou junto com papai, a minha babá e dois seguranças. A e a Lola.- Apontou para a cachorra- Embora ela mais apronte do que defenda algo...- Fez um bico e passou a mão na cachorra puxando-lhe a orelha de leve.
-Remus quem está aí?- O pai do rapaz saiu da casa secando as mãos num pano de prato. Camila percebeu que os dois se pareciam muito. A diferença era que o pai de Remus tinha olhos bem escuros.- Ah, que belezinha. Quem é essa?
-Minha amiga. Camila. Eu falei dela para você lembra?
-Ahhh. Como sempre você tem razão filho. Ela é encantadora.- Remus sentiu as bochechas corarem . Camila não conseguiu controlar sua transformação e seus cabelos ficaram rosa.- Ahhh ela é a metamorfoga! Não gostaria de entrar e jantar conosco? O dia está bem quente, mas tenho feitiços térmicos na minha casa.
-Pai não.- Remus sussurrou constrangido
-Eu não sei senhor Lupin.
-Adoraria saber sobre seus dons extraordinários querida. E sobre outro ponto de vista de Hogwarts.
-Ah, tudo bem. Se Remus são se importar.
-E-eu...-Ele suspirou- Não me importo. Agora você talvez se importe com o veneno que meu pai chama de comida.
-Hey garoto assim você me ofende.- Os três riram e a cachorra latiu desconfiada para Remus- Amarre ela ali na árvore. Se chover colocamos ela pra dentro.
-Hum. Ok. Obrigada.- Remus ficou subitamente ansioso e Camila sorriu tímida para ele. Seu pai parecia muito empolgado e ele se perguntou se o homem esteve bebendo. Aquele pensamento o entristeceu. Odiava quando seu pai enchia a cara.
As horas que passaram transcorreram de maneira agradável. O senhor Lupin parecia relaxado na presença de Camila o que ajudou Remus a sentir-se a vontade. Jantaram juntos e a matamorfoga parecia se adequar ao grupo perfeitamente. Ela teve uma paciência incrível para ouvir todas as histórias de seu pai e contou algumas reviravoltas dela com o probleminha com cores. Foi um começo de noite excelente com risadas e conversas a toa. Há tempos Remus não via seu pai se portar como uma pessoa normal. Quando o relógio deu oito da noite a garota se levantou apressada do sofá puído e anunciou que precisava ir embora. O jeito simples dela não deu ideia ao pai de Remus do quanto ela era rica. Sem frescuras ou manias ela ajudou com a louça e adaptou-se ao ambiente humilde da casa do lobisomem como se fizesse parte daquilo. Remus levantou junto com ela e ofereceu companhia que foi aceita prontamente
-Não quero te incomodar, mas já está escuro e por aqui é muito parado.
-Não me incomoda de jeito algum.- Ele murmurou abrindo a porta para ela. A garota passou e pegou Lola que estava dormindo no quintal. Remus ofereceu um pedaço de carne mal passada a Pastor Alemão que comeu em menos de um segundo. Mesmo com a gentileza ela ainda olhava desconfiada para o rapaz. Ele pensou que ela estava certa. Do mesmo jeito que ele identificava certos cheiros o animal também identificava e sabia que ele podia ser muito perigoso. Saiu da casa seguido de Camila e puseram-se a caminhar lado a lado
-Então, você conviveu pouco com a sua mãe?-Ele perguntou voltando ao assunto que foi dito no meio do jantar
-Sim. Ela era uma mulher incrível. Ao menos a lembrança que tenho.- Sorriu sem jeito e levou o cabelo atrás da orelha.- Eu lembro da ultima vez que vim aqui. Ela ainda estava viva. Eu era bem pequena.- Sentiu a garganta subitamente apertada- Eu fiz um amigo naquele dia. Fiquei o dia inteiro na beira do riacho brincando, minha mãe quase morreu de preocupação.- Ela riu- Foi um dia muito encantador. Mal sabia que uma semana depois perderia mamãe.- Ela olhou para Remus- O engraçado é que agora eu lembro bem desse caminho. O garotinho queria me levar pra casa e o pai dele o colocou pra dentro com muita braveza.- Ela riu e Remus a olhou surpreso- Ele foi meu primeiro amigo. É tão engraçado como depois de tanto tempo eu consegui reencontrá-lo.- Sorriu para o rapaz- E mais engraçado ainda é que ele foi meu primeiro amigo na escola nova.- Uma emoção estranha dominou o coração de Remus. Ele não sabia o que sentir, era uma mescla de nostalgia e felicidade. Saber que Camila foi sua primeira amiga na vida o fez sorrir. Ele passou o braço pelo ombro dela e sorriu
-Isso é sério?
-Acaso não se lembra que me fez uma tiara de grama e margaridas?
-Sim, lembro e aí a gente pegou uns galhos e começou a fingir uma batalha. Você sabia muito mais feitiços que eu.- Ele murmurou rindo. A garota corou com a proximidade entre eles- Você disse que ia voltar. Eu fiquei esperando.
-Meu pai teve problemas na vila e tivemos que ir embora. Eu vim aqui te avisar que ia embora e pretendia deixar meu endereço, mas seu pai foi tão rude que eu saí correndo de medo.
-Ele não estava em juízo perfeito naquela época.- Estavam se aproximando da casa de Camila. O Maroto estava achando aquilo tudo muito diferente e estranho. Positivamente estranho.
-Eu vou levar a Lola para os fundos. Espera só um instante aqui, quero dar algo a você.
-Ok.- O Maroto ficou sozinho apenas alguns minutos. Sua cabeça ainda estava processando. Ele não entendeu como não reconheceu Camila assim que a viu ou passou a conviver melhor com ela em Hogwarts. Ele se lembrava de ter passado o dia usando codinomes, ele era Gayol e ela Donna. Eram personagens dos poemas de Teorim que sua mãe lia para ele. Remus lembrava-se de ter sugerido aquele nome para ela e a menina ter aceitado de pronto.
-Aqui.- Ouviu a voz de Camila chamar e saiu de seus devaneios. Ela estava com um pote cheio de ervas picadas.- É um presente. Minha mãe fazia isso para o meu pai.- Ele franziu o cenho confuso- Isso desperta a consciência.- Remus pegou o pote com certo receio. Estava desconfiado de Camila há muito tempo. Encarou-a tentando descobrir o que ela escondia
-Devo fazer um chá?- Ela assentiu- E tomar quando?
-Na metade do mês. Um dia antes.
-Você quer dizer no dia 14?- Ela assentiu com certo receio. Remus se aproximou perigosamente e a olhou desconfiado- Comece a se explicar, por favor.
-E-eu...- Ela suspirou e olhou nos olhos dele- Sinto muita falta do meu pai.- O Maroto franziu o cenho. Não queria que ela mudasse de assunto- Mamãe fazia esse chá para ele.- O rapaz custava a acreditar naquelas insinuações. Seria possível? Explicaria boa parte da sabedoria misteriosa dela. Sentiu a mão da garota em seu rosto. O toque macio e quente foi bem vindo- Ele tinha olhos iguais aos seus.- Ela não precisou falar mais nada. Era um tanto quanto obvio que o pai dela fora um lobisomem. Ela sabia de sua doença.- Assim que bati meus olhos em você eu soube. Eu estou falando de quase dez anos atrás.- Ela cruzou os braços e o encarou- Eu sinto muito. Muito mesmo.
-Pelo o que?
-Quando eu disse que tivemos problemas na vila foi porque...-Suspirou- Meu pai atacou um menino quando estava sob o efeito da lua. Foi um ano antes de voltarmos pra cá.-Remus franziu o cenho- Quando me disse que sua mãe morreu nessa data eu liguei as coisas. Eu... Ela suspirou e o encarou com medo
-Não foi seu pai que me atacou.
-Mas...
-Eu não morava aqui antes de me transformar. Eu morava na cidade de Londres. Minha mãe era inominável, ela e a mãe de Mellani trabalhavam juntas num caso importante. Eu nunca disse isso a Mel num pedido do senhor Potter. Remus suspirou- Quando assassinaram a mãe dela a minha conseguiu escapar. Passamos dois anos nos escondendo.
Como minha mãe era nascida trouxa me colocou num jardim de infância. Os documentos que a mãe da Mel estava mexendo estavam com a minha ela. Quando foi me pegar na escola...-Engoliu em seco- Nos atacaram, Greyback estava lá. Para forçá-la a falar dos planos de Clarice Grant ele me pegou e ameaçou me matar. Minha mãe falou, mas mesmo assim ele me atacou. Ela foi morta aí. Eu como pode ver vivi para contar história.- Suspirou- Foi isso que aconteceu. Eu contei essa história aos Marotos, mas apenas Sirius sabia da ligação da minha mãe com a da Mel. Não pude contar a James porque ele acabaria falando.
-Por que não disse nada a ela? Acredito que ela deveria saber sobre a verdade.
-O tio dela pediu. Chegou a me oferecer dinheiro para ficar calado. Eu não aceitei. Mas aparentemente meu pai sim. Eu questionei o senhor Potter sobre essa decisão e ele me disse que Mellani já é problemática sem essas coisas. Eu o entendo, ela é muito inteligente, insuportavelmente inteligente, se ela soubesse disso com certeza iria continuar o que a mãe continuou ou fazer algo parecido.
-Eu entendo seus motivos e os do senhor Potter, mas isso não significa que estou de acordo. A Mellani tem o direito de saber como a mãe dela morreu e o direito de escolher seguir a mesma carreira ou não.
-Eu também acho, mas eu não posso quebrar uma promessa que fiz ao homem.- Camila assentiu- Nem acho que saber disso vai segurá-la. Quando estávamos a sós.- Ele corou e Camila entendeu o que aquele a sós implicava- A gente começava a conversar e ela me dizia que tinha vontade de seguir essa área mais investigativa. Ela fica louca até hoje quando dizem pra ela que tem futuro no quadribol. Ela sabe que tem, mas a Mel é muito mais que isso.- Assim que terminou de falar Remus se lembrou do que aconteceu e suspirou
-Ela te entristeceu muito.- Não foi uma pergunta e ele assentiu. Camila sentiu o coração pesar. Se aproximou mais e o abraçou. Ele retribuiu o abraço percebendo o quanto ela era pequena e delicada
-Como seu pai morreu?
-Foi assassinado. Ele estava mexendo em coisas que não devia lá na França.
-Tipo?
-Muito contato com Dumbledore e uma sociedade secreta. Eu passei a minha vida fugindo.- Ela suspirou- Com medo e cuidando dele. Não porque ele era um lobisomem. Isso acabou se tornando uma coisa boa entre nós porque caso meu pai não precisasse de mim nós não seriamos amigos. Mesmo debilitado ele passava muito tempo fora, fazendo trabalhos para Dumbledore. Ele estava de agente duplo num grupo de licantropos com caráter duvidoso. Deu no que deu.
-Essa nova ordem de bruxos puro sangue.- Remus começou receoso- Eles são poderosos?
-Acredito que se trata da elite, os mais ricos e puros. Eu não faço parte disso. Nem que eu gaste toda minha fortuna vou continuar o que meu pai começou.- Remus franziu o cenho- Porque se não fosse esse homem causando tanto mal.- Referiu-se a Voldemort- Meu pai não seria infectado, minha mãe podia estar aqui e nenhuma família seria desfeita a força.
-Posso te fazer uma pergunta?- Ela assentiu- Você já tinha nascido quando seu pai foi infectado?
-Sim. Eu tinha dois anos quando ele foi atacado.- Remus assentiu e suspirou. Era mais que certo, ele jamais poderia ter filhos. Camila percebeu a sombra que passou pelo olhar dele e segurou seu braço
-Isso não significa que não possa ter uma família. As coisas estão mudando e não é nada certo que isso passe pelo sangue. Você não tem AIDS.
-Mas é como se tivesse.- Sussurrou envergonhado. Camila tinha a intenção de abraçar Remus, mas a voz de sua babá a fez se afastar num pulo
-Camila? Quem está aí?
-É um amigo da escola Ger.
-A essa hora?- Remus pode visualizar apenas a sombra da mulher por trás da cortina.
-Ele me trouxe até em casa.
-Menina, entre logo antes que pegue um resfriado. Não é só porque é verão...- Remus viu a sombra andando e a porta da frente se abriu- Que pode abusar. Boa noite.- A mulher cumprimentou Remus normalmente. O rapaz esperava ver uma figura parecida com a de McGonagall, mas o que viu na sua frente foi uma baixinha rechonchuda com uma cara amigável. Camila sorriu para Remus e foi na direção de Gertrudes.- Quer me matar do coração menina?- A mulher beliscou as bochechas da jovem de um jeito maternal. Remus viu que era exatamente isso. Gertrudes devia ser a babá de Camila desde sempre. Era meio obvio, a mãe devia passar muito tempo cuidando do pai com licantropia para dedicar algum tempo à filha. Suspirou. Ele jamais poderia ter uma vida normal. Aquilo o entristeceu mais ainda.
-Eu estava com meu amigo Ger! Não há perigo.
-Claro que há.- Ela olhou Remus de cima abaixo- O rapaz é um poço de charme.
-GER! Remus desculpe a indelicadeza.- A menina tinha os cabelos rosa e as bochechas coradas.- Boa noite .- Ela murmurou constrangida e abraçou a mulher levando-a para dentro de casa. Enquanto ia embora um pensamento digno de Sirius passou pela mente do rapaz, ele se perguntou se os cabelos da menina mudavam de cor na hora H. Riu disso e voltou para casa com uma mescla estranha de sentimentos. Estava tão confuso e triste que não sabia mais como agir.

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Mellani acordou assustada quando ouviu um grito. Sentou puxando a varinha debaixo do travesseiro e apontando para o som. Quando seus olhos entraram em foco ela visualizou Lílian deitada ao seu lado. A cama de Mellani sempre foi grande igual à de um casal e as duas dividiram sem problemas o leito. Elas só não dividiam a coberta porque Mellani dormia um tanto quanto sem roupas e não queria constranger à amiga. A loira encarou Lílian e viu que ela estava dormindo, mas lágrimas saiam por seus olhos. O grito foi muito alto e ela chamava o nome dos pais. Mellani colocou a mão no rosto da amiga
-Lílian?- Chamou baixinho e a outra abriu os olhos de maneira apavorada.- Shiuuu calma sou eu.- A ruiva fechou os olhos novamente- Quer que eu apague o abajur?- Lílian negou e rolou para o lado.- Está tudo bem?
-Sim.- Ela sussurrou- Eu pensei que estava sendo torturada de novo... Que meus pais morriam de novo.- Ela soluçou e começou a chorar.- Tá doendo.- Ela murmurou se referindo ao coração. Mellani tentou acalmá-la, mas nada fazia a ruiva parar de chorar. 15 minutos depois ela se afastou da amiga e murmurou
-Eu vou pegar uma água para você ok?- Lílian negou e Mellani suspirou vendo-a pegar no sono. Resolveu fechar os olhos e voltar a dormir. Quando estava entrando num estado de sono mais pesado acordou novamente com Lílian chorando. Sentiu uma dor no coração pela amiga. Percebeu que a ruiva estava acordada e se tocou que ela fingiu dormir por vergonha de incomodar. Eu vou buscar uma água pra você. Talvez meus tios tenham uma poção sem sonhos que te ajude a dormir sem reviver tudo aquilo.
-O-ok.- Ela sussurrou de volta. A loira levantou apenas com uma calcinha short, que ela adorava usar para dormir e uma camisa branca com o símbolo dos Rolling Stones, ela tinha picotado a camisa, arrancado a gola e deixando-a curta. Ao invés de passar direto e ir para a cozinha Mellani andou até o quarto da frente e bateu na porta. Seu primo atendeu rápido de mais para alguém que deveria estar dormindo. Os óculos denunciaram que ele estava fazendo algo.
-Que foi?- Ele como sempre estava apenas usando uma bermuda. James odiava usar camisas e calças para ir deitar. Ele analisou a prima de cima a baixo- E se fosse o Almofadinhas abrindo a porta?
-Não veria nada do que já não tenha visto.- Provocou fazendo o primo revirar os olhos
-Que é Mellani?
-A Lily. Não está conseguindo dormir. Está acordando toda hora gritando.- James mudou a expressão radicalmente ficando preocupado- Eu ia pegar uma água pra ela. Mas como conseguiu fazê-la comer ontem e hoje talvez consiga fazê-la dormir. Eu vou pegar uma água e volto logo.
-Ok.- James engoliu em seco e andou até o quarto da frente. Mellani entrou junto com ele e foi até o malão pegando o maço de cigarros que estava escondido. Era uma ótima hora para matar a vontade que estava de fumar. Saiu do quarto antes que James pudesse ver os cigarros e desceu. Não estava dando a mínima para o fato de estar usando apenas uma calcinha preta e camiseta. Passou pela porta fechando-a
-Essa é a água que a Mel foi buscar?- Lílian perguntou com a voz embargada. Estava apenas com os olhos para fora da coberta. James deu de ombros e sentou na cama.
-Se quiser eu vou buscar.
-Eu prefiro essa opção.- Disse descobrindo o rosto e dando um sorriso tímido. James passou a mão pelo rosto dela carinhosamente. A ruiva sentiu o rosto ficar vermelho ao ver que ele estava sem camisa e apenas com uma samba canção
-Desculpa pelos trajes, eu meio que fui pego desprevenido.
-O que estava fazendo hã?- Lílian tentou brincar.
-Desenhando.- Sussurrou- Estava muito preocupado com você para conseguir dormir. Ah e invejando Sirius que se jogou e dormiu feito uma pedra.
-Vocês voltaram a se falar normalmente?
-Não era você quem devia desabafar?
-Eu quero qualquer coisa que me faça esquecer um pouco isso. Até mesmo o fato de você estar na mesma cama que eu com um visual tão tentador.- James sentiu a bochecha arder e ela sorriu de lábios fechados- Eu não quero dormir e voltar a ter pesadelos.
-Eu também não.- Ele sussurrou. A ruiva sabia que ele a entendia perfeitamente, ele estava lá no mesmo lugar que ela e fez algo muito pesado. Ela o olhou longamente e puxou o edredom batendo no espaço vazio da cama. Não onde Mellani estava deitada e tinha uma certa distancia, mas bem perto dela. James disfarçou a surpresa, mas ela percebeu que ele ficou um tanto quanto ansioso e sorriu disso. O rapaz deitou e ela os cobriu com o edredom. Ficaram deitados de lado com os rostos muito próximos. Lílian deslizou a mão por baixo do edredom e encontrou a dele. James sentiu os dedos dela entrelaçarem os seus e as mãos descansaram entre eles.
-James eu não quero que fique se culpando o resto da vida pelo o que fez. A situação te levou aos extremos. Uma hora eu, Mellani e qualquer um vai precisar fazer isso.
-Não pelas costas.
-Quem garante?- Ela questionou e murmurou- Vamos combinar uma coisa?- Ele a olhou questionando- Essa culpa horrível que está sentindo vai acabar quando meu luto passar.
-Mas...
-Eu estou muito mal agora. Enterrei meus pais ontem* e ainda sinto muito a falta deles. Só que a dor mais intensa vai cessar logo mais. Vai sobrar só a saudade. Quanto a você, a culpa que está dilacerando sua alma vai passar e aí só será preciso aprender com o seus erros. Pra mim ficará a saudade e pra você a lição. Para que isso aconteça é preciso superar.- A ruiva suspirou e desenlaçou a mão da dele. Se aproximou mais e deslizou a mão pela cintura do rapaz apreciando a textura da pele dele. James fechou os olhos tentando não se empolgar com a situação.
-Ok.- Ele sussurrou- Trato feito. Ah e você não precisa sentir vergonha por estar triste. Todos te entendem e não estão fazendo isso por protocolo social. Estão te ajudando porque gostam de você.- Lílian sorriu. Adorava quando ele sussurrava as coisas perto dela. Trato feito?- Ela retirou os óculos dele e depositou do outro lado do travesseiro onde ficaria seguro. Mesmo assim o rapaz não abriu os olhos.
-Sim senhor. Será que pode me abraçar agora?-Ela perguntou risonha.
-Você vai me bater se eu o fizer.- A mensagem ficou implícita e a garota um tanto curiosa. Para ela era ótimo ter alguma distração. Não queria passar 24 horas afogada em dor e tristeza. James era sua fuga e ao mesmo tempo seu caminho a realidade. Sair um pouco da morte dos seus pais e se concentrar em coisas mais simples ajudava a seguir em frente. James abriu os olhos e não pode ver muito bem devido a luz fraca do abajur e o fato de estar sem óculos. Deslizou a mão pelo rosto dela e sentiu a perna dela se metendo no meio das suas. Engoliu em seco. Ela estava muito, muito perto e ele muito, muito quente. Sentiu os lábios dela nos seus e suspirou fechando os olhos. A mordida leve que ela deu em seu lábio inferior foi o suficiente. Ele fez um movimento brusco e a jogou para baixo deitando por cima dela. Sem conseguir enxergar direito precisou usar dos outros sentidos e aquilo foi incrível. Desceu a boca contra a dela e sentiu a língua da ruiva contra a sua. Seu coração estava acelerado, o beijo era enlouquecedor. Forçou os quadris contra os dela e suspirou. Era tudo novo e incrivelmente belo. Sentiu as mãos dela empurrando-o e ela deitando de lado fechando os olhos. Franziu o cenho e ouviu o barulho da porta fechando. Franziu o cenho e bufou.
-Esqueci que ela quer dormir.
-Fica aqui só mais um pouco.- Lílian sussurrou- Pelo menos até eu dormir.- Ele assentiu e beijou a testa da ruiva. A jovem decidiu não provoca-lo mais aquela noite ou quem perderia o controle seria ela. A ruiva não queria sua primeira vez associada à morte dos pais. Se aconchegou mais a James e encostou a testa no peito dele. Podia ouvir as batidas aceleradas do coração dele assim como a respiração acelerada.
-Lils.- Ele chamou com a voz rouca.- Se afasta um pouco por favor se não eu não vou conseguir te deixar dormir.- Ela segurou o riso e se afastou. Ele segurou a mão dela. A única parte dele perto dela.- Você me deixa sem rumo.- Confessou de maneira um tanto quanto maliciosa.
-Idem.- Ela sussurrou sentindo o sono vir. Ficaram numa conversa sussurrada até que ela parou de responder. Sem conseguir prestar mais atenção. Percebeu que num certo momento ele a puxou para si abraçando-a e sorriu com isso. Caiu no sono, sem pesadelos.
--------------------------------------------------Jily-----------------------------------------

Mellani encostou na parede do corredor e riu. James e Lílian estavam tão entretidos um no outro que não repararam quando ela entrou no quarto. Ainda bem que estavam cobertos caso contrário à loira tinha certeza que ficaria traumatizada. Fechou os olhos e pensou em ir dormir no quarto de hospedes. Conhecendo o primo e a melhor amiga sabia que eles não passariam de amassos embaixo do edredom, mas não queria interromper algo que pertencia apenas aos dois. Não depois de tanto esforço de James para conseguir a confiança de Lílian e não depois de tanto esforço de Lílian para deixar o orgulho de lado e acreditar nele. Abriu os olhos e encarou a porta do quarto do primo. Um flash de memória cruzou sua mente, justamente a lembrança de Sirius arrancando suas meias e trazendo-a para o colo. Mordeu o canto do lábio tendo uma ideia um tanto quanto descabida e ficando excitada só de pensar. Arqueou uma sobrancelha e foi decidida em direção ao quarto de James.

Sirius mexeu-se confortavelmente no colchão. Para ele não tinha tempo ruim. Dormia pesadamente onde quer que estivesse. Bastava estar com sono. Quando sentiu o colchão afundar imaginou ser James passando por ele para chegar na cama. Sentiu um cheiro um tanto quanto conhecido e abriu os olhos pensando que sua mente pregava uma peça maldosa em seus sentidos. Franziu o cenho e depois arqueou a sobrancelha direita até o limite.
-Mais ein?- Engoliu em seco com a visão que tinha na sua frente. Mellani estava sentada na beira do colchão apenas com uma calcinha preta e uma camisa com a famosa boca do Rolling Stones desenhada. Mas o que o enlouqueceu foi o fato da camisa estar um pouco acima do umbigo e caindo pelos ombros dela mostrando muita pele. Analisou a expressão debochada dela e principalmente os seios que estavam livres contra o tecido fino da camisa. Ele sentou na cama confuso e esfregou os olhos certificando-se de que ela estava ali — O-o... Mellani? Que merda você está fazendo aqui?
-James está na minha cama com a Lílian.
-Ah, ela está muito mal?- Ele pareceu um tanto quanto preocupado. Mellani não sabia que aquela compaixão surgia devido à ajuda que Lílian prestou a ele quando Remus o bateu.
-Sim. Mas quando entrei lá estavam dando uns amassos.
-Que horas são?- Sirius pegou o relógio que estava no chão e franziu o cenho. Nossa, duas da manhã! Me deixa dormir vai pentelha. A cama do James ta aí.
-Eu queria conversar com você.- Sirius revirou os olhos. O quarto de James estava claro porque o Potter estava desenhando quando Mellani o chamou. Ele puxou o lençol para cima do corpo. Mellani estava quase comendo-o com os olhos, o rapaz dormia apenas de cueca e diferente do primo que dava preferencia a samba canção ele usava modelos boxer. Ela puxou o lençol dele e murmurou
-Presta atenção.
-Me deixa.- Resmungou puxando o travesseiro para o rosto e ficando de bruços. Mellani mordeu o lábio inferior ao observar as costas que começavam ficar definidas e o traseiro cheio dele.- Você disse que não queria conversar nada. Eu também não que...-Sirius ficou estarrecido quando sentiu sua bunda ser apertada pelas mãos dela. Virou de boca aberta e tentou falar algo, mas nenhum som saiu
-Agora você vai me escutar.- Ela aproveitou a deixa e sentou em cima dele- Eu estou com vontade de dar uma rapidinha. Você é o único gostoso por perto e eu não to a fim de ficar com alguém que precise dar explicações ou um pé depois.- Sirius não conseguia articular uma só palavra. Estava estarrecido com a atitude dela. Além da atitude nada usual em uma garota ela estava montada em cima dele só de calcinha quando ele estava apenas de cueca e completamente excitado pela visão dos seios dela contra a camisa dos Rolling Stones. Era um quadro completamente excitante e surreal principalmente porque antes de dormir enquanto tomava banho convidou as lembranças da sala precisa para ajuda-lo a se satisfazer sozinho. Ela se mexeu em cima dele e o rapaz soltou um gemido baixo enquanto levava as mãos até os quadris dela. Quando apertou aquela região viu o exato momento em que os mamilos dela ficaram turgidos contra a camisa.
-Você vai me matar desse jeito.- Ele murmurou rouca e ela sorriu de lado. Sirius fez um movimento brusco para cima e sentou. Ela o olhou nos olhos e o puxou para um beijo sedento e completamente faminto. O jeito que ela o puxava era selvagem e violento. Ele enfiou as mãos por baixo da camisa dela enchendo-a com a carne macia dos seios fartos. Mordeu o lábio dela fortemente sentindo o gosto do sangue entre o beijo. Ela apenas gemeu incentivando e ele adorou o abandono desenfreado dela. Ele sentia como se qualquer loucura que insinuasse ela adivinharia e o deixaria fazer ou faria ela mesma. Como se pudesse perder o controle por completo. Gemeu contra a boca dela e jogou o corpo para frente fazendo-a deitar. Se afastou e observou a camisa dos Stones em perfeita harmonia com o resto do corpo dela. Podia ouvir em sua mente a música tocando enquanto a tomava pra si. Engoliu em seco abaixou deslizando a boca pela barriga dela.- Desculpa te decepcionar.- Ele sussurrou- Mas isso não vai ser uma rapidinha.- O tom safado que ele usou para falar aquilo a fez gemer. Ele desceu a boca lentamente mordendo a pele dela no processo. Sentiu a mão dela empurrar sua cabeça para baixo e riu. Voltou às mordidas para cima e puxou a camisa dela com os dentes. Logo depois terminou de tirar a roupa dela para se livrar por fim tanto da cueca dele quanto da calcinha dela. Decidiu fazer algo mais ousado como se soubesse que com ela daria certo- Vira de costas?- Pediu sentindo uma enorme expectativa. Ela estava inebriada de prazer e acatou sem ao menos pensar direito. Queria apenas que ele acabasse logo com aquilo ou James voltaria e ela não se satisfaria. Ele ficou impressionado quando ela aceitou o pedido dele tão rápido. Ele afastou as pernas dela e a fez ajoelhar. Deslizou a mão até o ventre da loira e a fez levantar um pouco mais o quadril. Deslizou a mão por toda a linha da coluna da garota fazendo o mesmo com a língua. Ouviu um gemido choroso sair dos lábios de Mellani e mordeu o lábio inferior. Levou as mãos ao traseiro dela e segurou-a com força
-Você vai demorar muito?- Ela questionou com a voz um tanto quanto irritada
-Estava te apreciando boneca.- Sussurrou rindo e fechou os olhos finalmente tomando-a para si. Estar dentro dela novamente era a sensação mais incrível que ele podia ter no momento. Era delicioso pecaminoso e safado. Tudo que ele gostava e queria. Travou o maxilar e segurou os cabelos dela com força estocando cada vez mais forte e de maneira seca. Mellani estava quase perdendo os sentidos com tanto prazer que sentia. Sentiu seu joelho sair do colchão e raspar no carpete. Aquilo ardeu, mas não o suficiente para fazê-la querer parar. Agarrou as mãos nas coxas dele com força contendo-se para não gemer alto e acordar seus tios. Não era de seu feitio ficar passiva o tempo todo. Ela gostava de comandar certas coisas. Ele estava descontrolado sendo bruto, seco e completamente animal. Aquilo era tão diferente de tudo que ela provou com Remus. Era tão sujo, perverso e carnal que só de pensar que ali não existia o problema dos sentimentos lhe dava mais prazer. Mellani conseguia se sentir livre ao fazer aquilo. Forçou o corpo para trás até que o rapaz caiu sentado. Ele gemeu longamente ao sentir o jeito que ela se encaixou melhor. Colou seu peito as costas dela e puxando o cabelo dela de um jeito brusco, mordeu-lhe a linha do maxilar e deslizou a língua de maneira pervertida e provocante até o ombro. Lá chegando chupou e mordeu com força. Queria tudo da loira pra si. Queria tanto de Mellani que precisava morder, apertar, ferir e sentir para dizer que ela era sua. Ele não estava se importando com nada no momento. Desde que a beijou no restaurante naquela maldita noite de natal sabia que acabariam nisso. Sentiu os movimentos dela contra si e a maneira como ela o comprimia. A mão saíram dos cabelos e seios e foram parar nos quadris. Ele a fez friccionar mais contra si até que a garota não aguentou e apertou as unhas contra suas coxas fazendo-o sangrar. Sentir que ela chegou ao ápice de tudo que podia sentir foi de mais para Sirius que precisou pressionar apenas mais uma vez contra ela para chegar a um delicioso desfecho. Ela saiu de cima dele quase que instantaneamente e jogou-se no colchão. Ele deitou para o outro lado um tanto quanto distante dela e franziu o cenho. Era a segunda vez que fazia sexo sem preservativo e novamente o vacilo aconteceu com Mellani. Não tinha nenhuma desculpa para o que fez naquele momento e ela não poderia nem lançar feitiços sem que o ministério batesse a porta.
-Mellani.- Ele chamou com a voz meio falha devido a todo esforço que fez.
-Que?- Perguntou entediada
-Você toma alguma poção ou remédio?
-Sim.- Respondeu achando graça da preocupação dele- Poção anticoncepcional comprada no Boticário, mais alguma informação?
-Não.- Ele murmurou sentindo sono.
-Hey. Ela cutucou o pé dele e o Maroto a olhou- Quero te propor uma coisa.- Ele não conseguiu disfarçar a curiosidade
-É algo tão bom quanto o que foi agora?
-Acredito que sim.- Ela sussurrou- Eu gostaria de não precisar ficar brigando mais com você o tempo inteiro, minha tia está me ameaçando tirar do quadribol se isso acontecer. Pra você me deixar em paz eu ofereço sexo em troca.- Sirius gargalhou e ela o chutou
-Ai. Mellani você é mais que uma prostituta barata. Vamos assume logo que gosta do jeito que eu faço.
- Você faz bem gostoso, mas eu queria algo livre.
-Como assim?
-Digamos que eu goste de me divertir dessa maneira.- Aquilo deu uma ideia equivocada a Sirius. Ele deduziu que Remus não foi o único na lista dela- E eu já sou odiada o suficiente naquela escola. Se começar a sair com aqueles caras vou perder o respeito. Eu queria um sexo casual. Quando me der vontade eu te procuro. Quando te der vontade você me procura.
-E o que eu ganho em troca?
-As melhores fodas da sua vida.- Ela respondeu risonha e ele sorriu de lado. Sentia-se excitado com aquela ideia
-E como seria esse acordo?
-Bem, nós somos livres um do outro. Nenhum relacionamento, encontro, ciúme, nada, nenhum sentimento. Isso estraga as coisas. Apenas sexo. Mas ninguém pode saber! Ninguém nem a Lily ou James tipo... Ninguém mesmo.- Sirius franziu o cenho se perguntando o por que daquilo- Não pode ter nenhum tipo de cobrança e...-Ela mordeu o lábio inferior- Não pode ser na minha cama. Nunca.- Sirius franziu o cenho
-Aqui? Como assim?
-Não pode ser na minha cama em Hogwarts. As meninas desconfiariam e você dorme muito.
-Deixa eu ver se eu entendi- Ele franziu o cenho- Posso ter encontros com quem eu quiser, dormir com quem eu quiser, namorar outras pessoas e fazer o que eu bem entender da minha vida e mesmo assim você estará disposta a transar comigo toda vez que eu quiser?
-Não é assim. Eu sou beneficiada. Posso sair com quem eu quiser, beijar e namorar quem eu quiser. Curtir muito a minha vida de solteira e ter você como garantia de um bom sexo caso me de vontade. E outra, pra que desperdiçar uma boa foda com você? Se podemos dar um ótimo prazer um para o outro por que não?- Ele assentiu com um sorriso de lado. Sua cabeça estava trabalhando a mil tentando achar a falha no plano dela.
-Então, seria sexo por sexo?
-Sim. Apenas sexo. Minhas regras são simples. Ninguém pode desconfiar. O que significa que não vai virar meu amiguinho em publico. Por favor. Se você ignorar minha existência durante o dia eu ficarei muito feliz. Não se apaixone por mim!
-AHAHAHAHA Essa é boa.
-É sério! Se isso acontecer você estará quebrando o acordo. Bem é só isso. Você topa?- Ele sorriu
-Claro que sim! Mas também quero algumas regras minhas aí!
-Hum?
-Se for dormir com outra pessoa não pode atrapalhar os dias que eu te quiser.
-Justo. Mas o acordo não pode atrapalhar minha vida com outras pessoas.
-Boneca, o dia que tiver uma vida amorosa descente com alguém você se desfaz da gente, é simples.- Mellani assentiu- E vê se usa proteção quando for transar com outra pessoa.
-E-eu...-Ela engoliu em seco- Eu esqueci só com você ok? E você também! Não quero pegar doença de alguma vadia que você saia.
-Eu quero me valer do acordo sempre que me der vontade. Posso?
-Sim. E se eu negar tem direito de negar também. Lembra bem disso Sirius. Ninguém pode ao menos desconfiar. Eu não quero passar pela humilhação pública de ter ficado com você.
-Ouuu. Humilhação nada em!
-Se toca né! Vivia te xingando e do nada a gente transa. Meu orgulho fica onde? Até porque eu não te assumiria nem ferrando. Você é muito galinha e só uma idiota assume homem galinha! Coloca uma coisa na sua cabeça, você é só diversão. Como eu sou só diversão pra você. Nosso maior problema era tensão sexual. Isso está resolvido.- Ela sentou e subiu em cima dele. Beijou-lhe a boca sensualmente- Pronto. Acordo selado.
-Por que eu ainda acho que vai dar merda?
-Porque você pensa de mais.- Ela sussurrou deslizando a mão pelo rosto dele e mordendo-lhe o lábio de maneira pervertida. Sirius gemeu esquecendo todos os contras que passaram por sua mente- Não vai dar errado. Não nos gostamos. É racional e lógico. Sentimos tesão um no outro e só. Temos autonomia para parar quando quisermos.- Ele gemeu quando sentiu a língua dela deslizar para dentro de sua boca. Deixou-se levar pelos carinhos da garota. Mellani o levou mais uma vez ao delírio e entregaram-se aos prazeres de maneira brusca e sedenta como se fosse o único modo de saciarem a sede que tinham um do outro. Nessa acordo maluco que selaram mal se atentaram para possibilidade de que a clausula que quebraria o acordo estava presente em ambas as partes há tempos.
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-Senhor Lupin?- Camila bateu na porta mais uma vez. Finalmente o homem abriu. Parecia muito abatido.- Não me interessa quantas vezes diga que Remus não está. Eu vou vê-lo.- Empurrou o homem e entrou na casa. Não precisou procurar muito. O rapaz estava deitado no sofá coberto e dormindo. Todo machucado e obviamente recém chegado de uma noite de lua cheia. Era o terceiro dia da semana, ele ainda tinha mais quatro pela frente. Camila suspirou e abriu a bolsinha de crochê que levava no ombro tirando dois fracos de lá de dentro. Se ajoelhou ao lado do sofá e passou a mão pelo rosto do rapaz- Remus?- Ele abriu quase não abriu os olhos
-Mila?- Sorriu- Só um pouco quebrado.
-Tomou o chá?
-Sim, mas...
-Seu estado emocional está pior e superou o efeito?- Remus assentiu e sentou — Eu trouxe algo que vai te ajudar. São óleos com ervas que minha mãe aplicava nos ferimentos do meu pai. Vem. Levanta, vou te ajudar e você vai ficar bem melhor. Céus Remus! Está queimando em febre!
-Eu...-Ele tossiu- Foi ante ontem no riacho. Quando entramos mesmo a noite.
-Desculpa. Desculpa. Senhor Lupin, o que você estava fazendo que não viu seu filho mal assim?
-Eu só ajudeiiii.- Ela percebeu que o homem estava evidentemente embriagado. Bufou e saiu procurando o banheiro. Quando o achou agradeceu por ter uma banheira velha. Inspecionou-a vendo que foi limpa há pouco tempo. Aquilo só podia ser coisa de Remus. Encheu o recipiente com água morna e despejou a loção dentro. Voltou para a sala preocupada e ajudou Remus a se levantar. Ele estava muito debilitado porque ficou gripado no período da transformação. Levou o rapaz até o banheiro e ainda muito preocupada murmurou
-Você vai entrar aí e tentar relaxar. Eu vou pegar umas roupas pra você é só me explicar onde é.- Remus assentiu e assim o fez. Quando você terminar vai comer algo ok?-Ele assentiu novamente. Ela saiu seguindo as instruções dele, mas errou o quarto e entrou no do pai dele. Franziu o cenho quando viu uma carta de James em cima da cama do senhor Lupin e pegou. A carta era endereçada a Remus e trazia noticias aterradoras, mas Camila não sabia já que respeitou Remus e não leu o conteúdo. Franziu o cenho e se perguntou por qual motivo o pai dele esconderia a carta. Voltou para o banheiro e bateu a porta.
-Ah estica a mão que eu pego a roupa.
-Ok.- Ela abriu uma fresta na porta e enfiou o braço. Sentiu a mão livre das peças e corou ao imaginar Remus nu do outro lado. Se ela virasse a cabeça o veria. Se afastou do banheiro e o loiro saiu logo depois com os cabelos úmidos e exalando um cheiro delicioso. Ela reparou com carinho no moletom e camisa de mangas curtas que ele vestia.- Remus. Eu confundi os quartos e achei isso na cama do seu pai. Você já viu?
-Não. Até achei estranho que James não tenha me mandado nenhuma carta.- Pegou o pergaminho da mão dela e se pôs a ler. Sentou na mesa da cozinha e ignorou seu pai que roncava no sofá. Levou a mão a boca chocado com o conteúdo da carta e seus olhos marejaram
-Remus? O que houve? James está bem?
-Dorcas!- Ele sussurrou e levantou de supetão sentindo-se tonto- Céus, Dorcas...-Começou a andar de um lado para o outro- Leia você mesma.- Apontou para a carta e Camila começou a ler- Lily pelo menos está cercada dos amigos, agora Dorcas.
-Céus! Isso é terrível.- Ela murmurou triste- Precisamos ver Lily!
-Preciso ir até a casa da Dorcas.
-Mas você está muito debilitado e tem mais quatro dias de transformação.
-Eu não me importo. Preciso vê-la. Saber como ela está. Não posso deixa-la sozinha numa hora dessas. Não quando ela foi uma das pessoas que mais me apoiou.
-Remus você pode acabar se matando desse jeito.
-Eu preciso falar com ela.- Disse se levantando e indo porta a fora. O dia estava quente e sem uma brisa se quer. Enquanto andava parou para pensar. Ela tinha dito que a família estava escondida. Não conseguiria encontra-los sem a ajuda do senhor Potter. Teria que ir até a casa de James e encarar Mellani e provavelmente Sirius. Suas forças cessaram por um minuto e seus ombros caíram. Pensou no quanto a amiga devia estar sofrendo e renovou seu animo. Precisava ver Dorcas o quanto antes.
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-O QUE? VOCÊ SÓ PODE ESTAR DE BRINCADEIRA!- James gritou batendo na mesa e o juiz olhou feio para ele
-Contenham seu filho ou vocês serão presos por desacato a autoridade.- O advogado de Petúnia disse olhando para eles com ar superior.- Lílian Evans tem até amanhã para aparecer com todas as coisas dela em casa! Se isso não acontecer um mandato de prisão será expedido contra os senhores por sequestro. Petúnia sendo uma senhora casada, maior de idade e irmã dela tem todos os direitos legais.
-Acontece que o juiz não está levando em conta o caso especial da menina.- Harry disse referindo-se a magia de Lílian. Nós vamos recorrer frente ao nosso ministério.- Ameaçou olhando para Petúnia e Vernon que sabiam muito bem que ele falava do mundo mágico- Quando o nosso ministro entrar com a ação não será difícil tirá-la de vocês!
-Eu não sei nem porque estão fazendo tanta questão da Lily!- James começou- É um fato obvio que não se toleram.
-A família deve se manter unida.- Vernon murmurou levantando- Essa desagradável sessão já se encerrou.
-Você só quer o domínio por completo da herança!- James encarou o homem com raiva- Se ela morar conosco terá de repartir! Ela pode abrir mão! Ela abre mão. Pai nós somos ricos! Ela não precisa da herança dos pais.
-James cale essa boca.- Harry falou e começaram a sair da sala- Seu desespero só fortalece a tese que nos fez perder a guarda dela!- O menino franziu o cenho- Ou você acha mesmo que eles iam deixar passar que vocês andaram dando uns beijinhos? Aquele advogado conseguiu não sei como a detenção que os dois levaram por comportamento inapropriado na escola.- James sentiu as bochechas ficarem coradas- Eu sei que vocês se gostam, mas é um tanto quanto amoral que os dois morem na mesma casa sendo namorados. Você vai ter que abrir mão do seu relacionamento com ela ou da causa.- Senhor Potter viu o rosto do Maroto ficar pálido
-Não vou abrir mão nem de um de outro.- Aparataram na mansão Potter em menos de dois segundos. Lílian, Mellani e Sirius os receberam com evidente preocupação
-Como foi?- A ruiva perguntou sentando no sofá ao lado de James
-Perdemos.- Harry murmurou e Sirius bateu no sofá com força
-Como assim? Como eles dão a guarda de uma bruxa para dois trouxas quando tem gente puro sangue na disputa?
-Meus pais foram perfeitamente capazes de me criar até então Sirius.- Lílian disse ofendida e o rapaz ficou vermelho
-Desculpa. Eu não quis te ofender, mas os argumentos do Harry mais a sua vontade própria teriam de ser suficientes.
-Você não pode abrir mão da herança para Vernon te deixar em paz?- Mellani perguntou e Lílian negou.
-Ela não pode. Só pode fazer isso quando for maior de idade. Se fizer um pedido desse agora o juiz pode entender como chantagem da irmã dela e...
-Não quero ver Petúnia atrás das grades. Qual foi o principal motivo para não darem a guarda a vocês?
-A nossa detenção.- James murmurou e Lílian corou.
-Lílian, se quiser morar conosco terá que manter seu relacionamento com James escondido até segunda ordem. Nós vamos recorrer. Quando o processo entrar novamente aí você vai poder voltar pra cá. Ou melhor, ficar onde quiser até sair à determinação do juiz. Dessa vez vamos ao embate com o ministério da magia. Teremos argumentos suficientes para isso.- Margaret a tranquilizou- Eu sei que você e James estão iniciando um namoro.- Os dois coraram. Não era bem isso que estava acontecendo, mas nenhum dos dois ousou tocar no assunto- Mas pelo menos por enquanto é bom que ao menos em público sejam só amigos.- Os dois assentiram e James puxou Lílian mais contra si abraçando-a protetoramente- Amanhã você tem que voltar para sua casa e...
-James pode ir comigo?- Ela perguntou no ato
-Você não ouviu o que ela disse?- James perguntou carinhosamente e ela assentiu
-Ouvi. Mas ninguém está nos fiscalizando enquanto estou sob o mesmo teto que Petúnia e ela com a causa ganha. A palavra dela será apenas a palavra dela. E eu só quero sua companhia.- Olhou para o rapaz- Pelo menos enquanto eu fico por lá. Não quero ficar sozinha com aqueles dois.
-Por mim tudo bem.- Harry disse- Vai demorar no máximo duas semanas para esses papeis correrem.
-É o suficiente para eu enlouquecer com a minha irmã. Acredite.
-Então tudo bem. Eu estou pedindo isso com meu coração partido, mas vá arrumar suas malas para não nos atrasarmos amanhã. Caso contrário será outro motivo contra nós.- James e Lílian se levantaram assim como Harry
-Eu já vou.- Margaret disse diante o olhar do marido. Os três subiram e a assim que sumiram da visão dos três que sobraram Margaret pousou os olhos acusadores sobre Sirius e Mellani- Eu vou dar um único aviso aos dois. Não aprontem e não façam nada que eu possa mata-los depois!- Mellani franziu o cenho e Sirius saiu de perto da loira como se o fato de estar ao lado dela o incriminasse- Quando recorrermos e Lílian quiser passar o tempo do processo conosco todo cuidado é pouco. Suas detenções na escola.- Olhou para Mellani E o fato de você passar muito tempo aqui e aprontar por lá.- Dirigiu-se a Sirius- Podem dizer ao juiz que não temos controle sob vocês e isso pode diminuir nossas chances de ficar com Lily. Todas as vezes que forem aprontar pensem na amiga de vocês.- Os dois assentiram- As detenções que tomaram. Principalmente você-Apontou para Mellani- Foram mais que argumento para darem a guarda a Petúnia! Eu quero que se comportem! Mellani se houver qualquer acusação grave referente ao que você fez como tem desde que entrou na escola eu juro que esse ano você saí do time e você.- Olhou para Sirius- Eu o proíbo de passar as férias aqui e terá que aturar sua mãe.- O Maroto arregalou os olhos e ficou realmente assustado com a situação. Ambos estavam com medo, a encrenca sempre estava no mesmo lugar que eles. Era como um imã- Estamos entendidos?
-Sim senhora.- Os dois falaram juntos. Margaret levantou
-É a vida da Lily que está em jogo. Qualquer deslize por parte de vocês acarretará no sofrimento dela.- Ambos assentiram e quando pensaram que a mulher ia sair ela levou o dedo em riste- E mais uma coisa. Eu não quero os dois de namorico ouviram?- Mellani e Sirius se mostraram os mestres do auto controle já que não esboçaram uma reação. Por dentro ambos tinham acabado de gritar apavorados com o faro da senhora Potter.
-ÃH?- Mellani finalmente disse Tá louca tia? Eu com esse aí? Por que? Ãh?- Dissimulada Sirius pensou segurando o riso
-Ãhhhh nada dona Mellani. Eu não quero os dois a meio passo de distancia um do outro e não os quero ao menos pensando na possibilidade de darem uns amassos por aí. O comportamento de vocês no dia da batalha me deu muito o que pensar.
-Tia eu estava desesperada por vocês e ele também. Fomos apenas civilizados e solidários um com o outro.
-Como se eu não conhecesse os dois.- A mulher disse debochada e Mellani corou. Sirius revirou os olhos- Eu não quero você cercando minha sobrinha e nem você em cima dele Mellani! Essa seria a gota da água para que Walburga...-Parou de falar no mesmo instante e balançou a cabeça- Do jeito que são irresponsáveis, impulsivos e completamente sem noção um namoro entre vocês resultaria numa gravidez!- Sirius engoliu em seco e Mellani revirou os olhos- Não os quero perto um do outro amorosamente. Fui clara?
-Não precisa pedir mais de uma vez.- Mellani sorriu e saiu em direção a cozinha. Sirius foi para a porta da frente a fim de sentar num banco do jardim. Nenhum dos dois estava se sentindo mal por mentir tão na cara dura. Não estavam namorando apenas tendo um sexo casual. Esse era mais um motivo para não assumirem nada. Harry e Margaret o odiaram por isso. Sorriu de lado perguntando-se porque não teve aquela ideia antes. Uma dúvida passou por sua mente, estava querendo saber que interesses a mãe dele tinha em cima de Mellani.
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Notas finais
N/A: * Cada vez que eu dei uma cortada nesse capitulo se mostrou uma passagem de tempo. No dia do pesadelo da Lily já tinha se passado 2 dias e os pais dela foram enterrados. Depois o julgamento foi duas semanas depois o que consistiu em muitos dias James dormindo abraçado a Lily e consequentemente Mellani e Sirius aproveitando o acordo descabido entre eles. Eu vou retomar isso no próximo cap só pra ficar mais claro. ;)

E aí o que acharam desse cap? Mereço reviews? Diz que sim vai!
Muito obrigada a todos que comentaram no capitulo anterior e obrigada de coração por acompanhar a fic. Hey você que leu até aqui e tá pensando em sair sem dar ao menos o ar da graça. Que custa comentar emmm? Leu essas 16 páginas, não vai ser sacrifício dar um olá pra fictiwer e deixa-la feliz né?

Gente muito obrigada pelos comentários, espero que continuem curtindo P.I e até a próxima atualização. Beijosssssss.