PoV. Lars

“22 de janeiro de 2019

—Prevejo que nossa longa jornada logo terminará.

A "porta" se abre lentamente, mostrando uma imagem que há tanto tempo espera para ver...

— Bem-vindos à sua casa, gente

A terra

—Finalmente conseguimos! Terra! -diz Rododita, visualmente animada — Chega de correr, se esconder! Chega da Autoridade Diamante!

Uma brisa leve adentra a nave, estrelas denunciavam que chegamos à noite, mas não parecida escuro, luzes iluminavam o local, mas algo me surpreendeu, mais que a linda paisagem, mais que a doce brisa proveniente do mar, o que mais me impressionou, foi a presença de uma pessoa que eu nunca imaginaria ver novamente, uma pessoa que, mesmo que eu nunca admita em voz alta, foi por muito tempo foi o único motivo para voltar para terra, e agora essa pessoa estava ali, a menos de 5 metros de distância.

— Lars? -fez uma pausa- É você mesmo.

—Sadie?

Sadie, minha ex-parceira de trabalho, estava ali, seus cabelos estavam verdes, estava usando algum tipo de maquiagem, que deixavam seus olhos, com olheiras roxo vinho, estava usando uma jaqueta de couro preta, e devo admitir, estava demais. Por impulso, simplesmente corri até ela.

—Ali está ela. É ela. — disse Rododita animada.

—Estamos prestes a ver a Sadie... Pessoalmente! — disse Padparadscha, atrasada como sempre.

— Ei.

— Lars não vai saber o que dizer! — diz padparadscha, me deixando mais constrangido do que já estava.

— Dê um momento para eles!

—Lars, olhe para você! — Sadie diz claramente surpresa — Você... É um pirata espacial!

— Olhe para você! É uma estrela do rock-rebato.

—Bem... — diz, ela, mas se alto-interrompendo começando a rir, me fazendo gargalhar também.

—Acho que combina com a gente! — falo em meio a risos.

—Sim, eu também...

— Mais uma música. — Grita a plateia, visivelmente ansiosa com o show.

—Ah, tenho que voltar para o palco.

—Essa não, eu arruinei seu show!

—Não... Foi uma entrada bem maneira...

—Obrigado...

O silencio mal dera as caras, e já fora cortado, por mais gargalhadas. "

Abro os olhos lentamente;

As lâmpadas ofuscam minha visão, fazendo-me virar para tampar a luz, levantando-me por fim. Observo o local onde estou; O Sun Incinerator, a nave que consegui em uma das minhas primeiras aventuras com as Off-colors, o interior da nave é circular. O teto é feito de um vidro com o símbolo a Grande Autoridade Diamante nele. As paredes são verdes, com formas de diamante verde abrangendo toda a forma circular do interior. Na parte da frente da nave existem três painéis. Duas escadas dão acesso para baixo, no piso inferior, onde os motores da nave são armazenados, simplesmente magnifico, lembro-me muito bem dos dias a qual a capturamos....

“– precisamos de alguma forma de sair desse lugar infernal — disse, enquanto andávamos pela devastada homeword, uma perfeita terra de ninguém.

Andávamos horas, talvez até a um dia inteiro, ficava difícil saber, quando o céu não dava nenhuma pista, sempre sendo coberto por altas e sem fim paredes. Observava incansavelmente de todos os lados, parecia que nunca tínhamos saído do lugar ,uma informação que a mim só era confirmado, pelo latejar de meus pés a cada passo que dávamos, as gems por outro lado, não pareciam nem um pouco cansadas, Rododita, uma gem rosa e um nariz um pouco que pontudo, estava se virando para todos os lados, parecendo querer chegar cada cascalho pelo qual passávamos, as gêmeas rutilo, duas gems de pele avermelhada ligadas pela (o que eu acho ser uma) cintura, estavam conversando entre si não parecendo ligar muito para o que estava acontecendo, fluorita, uma gem alta que se assemelhava a uma centopeia, estava calma como sempre, sem se preocupar com a situação (diferente de Rododita que começara a me aborrecer com suas paranoias),por fim Padparadscha, uma gem baixinha alaranjava, com a habilidade de "prever" eventos que ocorreram no passado recente, sempre nos trazendo problemas por isso.

— Sinceramente acho que estamos perdidos. — Não deixava demostrar meu desapontamento na voz.

— Tenho, certeza, que, acharemos, uma, forma, de sair, desse, lugar -dizia fluorita, em seu jeito lento e pausado de sempre.

— Para isso precisaríamos de uma nave, e não ser que você tenha uma aí com você, eu não sei aonde arranjaríamos uma.

— Ei espere... — disse Rododita surpresa, como se tivesse tido uma epifania — Agora que mencionou ,estou lembrando, antes de nos fundirmos, em uma das escoltas da Ruby, estava escoltando uma general esmeralda, por Y9 se estou bem lembrada, ela tinha mencionado uma nave " uma das mais rápidas que tenho" se não me engano, mas isso pode ser um pouco perig.....

—Perfeito! Vamos pegar essa nave!

—Mas...

—Alguma ideia?

—Prevejo que o Lars vai pensar em uma ideia ruim.

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Y9 ,um local localizado em algum lugar de homeworld, um local lindo, um solo azul como o mar preenchia todo o horizonte, pilastras ,de algo que parecia mármore, guardavam um grande hangar de naves, cercas tão brancas quanto as pilastras me separavam de dúzias de soldados que provavelmente guardavam o lugar, dentre muitas coisas que continham ali algo me chamou atenção.

entrei no salão do hangar ,parecia 4 vezes menor visto de fora, os vários soldados que ali estavam, começaram a me encarar, sem dizer nenhuma palavra, estava usando um uniforme cor de vinho com calças brancas, luvas pretas e botas pretas com uma capa preta, os seus olhos frios se cravaram nas 4 gems se se despunham atrás de mim.

A minha frente, estava uma gem verde-clara, de cabelos grandes e espetados em verde-escuro e presas proeminentes e pontudas. Uma pedra em forma retangular também verde, se localizava em (aonde eu acho ser) seu olho direito.

— Quem é você e o que pensa que você está fazendo? — disse ela, uma voz ríspida que parecia cortar o ar como uma navalha.

— Eu sou.... — Fiz uma pausa, tentando manter a calma, precisava pensar em algo rápido-... um oficial imperial quartzo, e estava em missão.... — disse, tentando o máximo parecer convincente — quando achei essas desprezíveis aberrações — digo apontando com o indicador para as gems atrás de mim — eu estava de ronda, pelos jardins de infância, quando encontrei essas coisas andando por ai... — fiz uma pausa — será que podemos conversar em um lugar mais particular? Não gosto de tantas pessoas me encarando assim.

— Ah.... — disse ela como se tivesse saindo de um transe — sim .... Claro, me acompanhe até meu escritório...

Em quanto andávamos, repassei o plano em minha cabeça....

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— Ok, todos estão a par do plano?

— Lars, você tem certeza disso? — disse Rododita parecendo mais preocupada que o normal.

—Essa ideia, vai dar errado — disse a rutilo da direita, logo seguida pela da esquerda- vai dar errado, essa ideia.

— Alguma animação minha gente, tenho certeza que isso vai dar certo, e se não der, o que vamos perder? — digo, um pouco decepcionado pelo desanimo da "minha" equipe. — De qualquer maneira, repassaremos o plano.

" Nós vamos enganar todos, ou pelo menos tentar, da seguinte forma, eu usarei o disfarce de uma gem de elite que capturou as off-colors" mostrei a elas o meu disfarce ,um uniforme cor de vinho com calças brancas, luvas pretas e botas pretas com uma capa preta " se tivermos sorte, passaremos pelos guardas e chegaremos a essa tal de esmerald, e vou persuadi-la para nós emprestar uma das suas naves, e assim fugiremos" disse "todos entenderam? "

— OK! — gritaram todos, menos Padparadscha que só responderia alguns minutos depois.

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— Então o que traz vossa excelência, aqui?

—bem, como tinha dito, acabei encontrei aquelas coisas, e meio que minha nave acabou quebrando — disse, ainda nervoso, os olhos (ou seria olho?) de esmerald estavam fixos em mim, disse com a voz mais forme que pude — e indo direto ao ponto ,preciso de uma nave para leva-las diretamente até a diamante amarelo, o mais rápido possível, de preferência, tenho assuntos a tratar, e não quero me enrolar por pragas como aquelas....

Será que aquilo tinha colado? Eu não saberia dizer, mas cada segundo de silencio a partir dali se tornou uma tortura. Será que seriam descobertos e presos? Ou coisa pior? A resposta veio, alguns minutos depois, depois de parecer avaliar a situação, esmerald Viera a me encarar, depois de alguns segundos me fitando, a resposta veio em uma voz firme.

—Se é tão importante, ao ponto de encaminhar até a Diamante Amarelo, não vejo porque não. Me acompanhe, te mostrarei a nave.

Saímos da sala, pisquei por alguns momentos para me familiarizar com a nova luz.

— Bem, poderia me acompanhar, a nave está ali a frente. — Dito e feito, um modulo estava, mas ao fundo do hangar, refletindo as luzes como um globo de espelhos.

—Bela nave. Disse — Bem, obrigado pela gentileza, agora realmente preciso ir, venham suas pestes – disse puxando as correntes que prendiam as off-colors, entrando por fim na nave.

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— Ok, quanto falta para podermos decolar? – disse, me dirigindo as pilotos.

— Capitão está tudo pronto – disse umas das gêmeas rutilos, logo completada pela outra- está tudo pronto capitão.

—Então, parece que podemos zarpar, como está o motor?

— Estará, prontos, em poucos, minutos. – disse fluorita.

— Capitão, parece que temos companhia – disse umas das rutilo, apontando para um dos monitores.

—Já estavam demorando – disse calmo.

6 naves podiam ser vistas nos monitores que agora mostravam a retaguarda da nave, dentre todas elas, uma se destacava, a nave em questão continha, minha mais nova inimiga, esmerald.

— Senhor estamos recebendo uma transmissão. – disse Rododita, um pouco tensa.

—Pode atender estou esperando por isso a horas.

Mas antes que pudesse perceber duas pessoas saíram, literalmente, pelos meus cabelos, e ali estavam, Connie e ....... Steven.

—Steven?

—Lars?

A “conversa” foi i interrompida por uma voz que rompeu por toda a nave.

—Acabou, finalmente peguei vocês, suas off-colors miseráveis! – a voz de esmerald parecia feliz, triunfante.

— Você nunca nos pegará vivos Esmerald! – rebati, levantando, agora do acento a qual estava sentado.

— O que está acontecendo? – disse Steven.

—Capitão, estamos tendo uma visão, estamos prestes a ser encontrados pela esmeralda! – disse padsparacha finalmente.

—Pera aí.... Capitão? – disseram Steven e connie juntos.

— Valeu padsparacha. – disse voltando a me sentar – fluorita como estão os motores?

— Eu, vou, checar.

—Gêmeas acionar propulsores nova.

—Sim capitão, é para já capitão!

—Não! São meus propulsores nova! Essa é a minha nave! – gritou esmerald pelo comunicador.

— Rododita liberado aí na frente? – disse sem me importar com os comentários de esmerald.

— Por enquanto.

—Foi muita inconveniência quando roubou meu modulo particular e bateu em Y9, e um insulto quando fingiu ser um oficial imperial, mas roubar o meu Sun Incenerator é uma coisa inaceitável! -disse esmerald aos berros, acompanhados de risadas de todas as off-colors.

— Se a nave é tão importante para você, não deveria tê-la deixado desprotegida em uma plataforma em Klavius-7.

—TINHAM 67 CITRINAS DE ELITE PROTEGENDO-A!

— Eu não vi ninguém – disse me dando de desentendido com a voz mais irônica que pude – Não, pera aí eu vi, elas não viram a gente.

—Eu vou te pegar.... Vou te pegar eu mesma, vou fazer isso agora! – dizia ela, visualmente suando frio, um grito desesperado surgiu em seus lábios enquanto falava. — Vou deixar você em pedacinhos.

— Boa sorte para pegar a gente- disse quase saltando da cadeira- nós pegamos sua nave mais rápida!

— Os, motores, estão, todos, prontos. – disse finalmente fluorita.

— Gêmeas, hipervelocidade pra fora.

—Certo!

—Você não vai entrar em hipervelocidade!!- disse esmerald quase como um rosnado.

—Bingo Bongô! – disse debochadamente, indicando com os dedos.

— OFF-COLORS!!!!!

Foi a ultima coisa que ouvi, antes de entrar no silencio mortal do espaço. “

Lagrimas descem meu rosto, provocando minúsculas poças no piso esverdeado, viagens espaciais e aventuras sem fim, moldam boa parte de minhas lembranças, mas dias como aquele não existem mais, após meu regresso a terra, minha rotina mudara drasticamente, os dias de adrenalina agora jaziam longe, como se fossem de outra vida.

Meus dedos percorrem por um dos bolsos, logo sentindo o duro objeto que ali continha, um pequeno celular, ali continham, memorias de dias a muito tempo esquecidos, antes de me tornar um pirata espacial, muito antes até mesmo da coloração rosada que agora compunham todo o meu corpo. Depois de algum tempo ali admirando o pequeno objeto, disco um numero que por certa época, nunca pensei que usaria novamente.

PoV.???

Abro a porta do banheiro, o vapor agora percorria todo o quarto, devido a água quente que ali residia, gotículas quentes agora preenchem minha pele, ajeito a toalha e percorro, a pequena área do apartamento.

Ao longe, um som prende minha atenção, em um canto, quase oculto pela grande cama King Size, algo vibrava ao som de Firework, andei até um criado mudo, da onde a baixa musica se originara, o celular, agora quase caindo do criado, vibrava loucamente, rapidamente puxei o telefone ao ouvido, logo atendendo a chamada, sem prestar atenção no numero....

—Alo?!

A ultima coisa que ouvi antes do telefone se colidir brutalmente contra o chão foi....

—Sadie?.......

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.