Pingos de Sangue.
1 Lembranças.
Notas iniciais
Os pingos,se ecoavam pelo local,mas não eram simples pingos,eram de sangue,o sangue do mestiço. Numa sala,suas mãos estavam acorrentadas para cima de sua cabeça,e seu pescoço também,todas estavam amarradas na parede,onde o pequeno mestiço se encontrava,virado para a mesma,e atrás dele seu "Dono" Zidler,tinha um chicote,em sua mão,estava com ele em pingos,e parecia admirar a imagem.
Parecia gostar de ver as marcas avermelhadas e profundas,nas costas do garoto,gostava de ver seus urros de dor a cada chicotada,e de seu sangue. Talvez aprendesse deste jeito a não desobedecer seu superior.
– Quando aprenderá que pertence a mim? — O palhaço,contia seu sínico e irritante sorriso.
– Senhor. — Uma garota de cabelos roxos entra na sala,usava uma mascará rosa,e seus olhos eram brancos,opacos, e seu tom de pele era azulado,a mesma poderia ser assustadora,mas no fim acabava sempre ajudando o albino. — Temos uma visita importante.
– Justamente agora?Ordina cuide deste inútil para mim. — O palhaço,enrolou seu chicote,e saiu da sala.
Ordina observa vá o estado do menor,cabisbaixo,suspirava ofegante,além do barulho de seus pingos de sangue,ouvia suas lágrimas de dor.
– Ele realmente pega pesado com você não? — A garota,descorrenta o menor,que cai em seus braços.
– Liberdade... — Sussurrou Lass.
– Hum? — A garota voltou sua atenção para os lábios do menor,esperando ele terminar de falar.
– O que isto significa? — Completou de falar,tinha sua cabeça nas pernas de Ordina.
– Você precisa dormir. — Pega o menor no colo.
Depois de andar pelos corredores escuros e vazias daquele circo. Eles chegam ao seu destino,uma sala completamente escura. Com caixas para todos os lados.
– Droga... — O menor se joga atrás das caixas e tenta dormir.
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– Escuro... — Pensava o pequeno garotinho albino.
Correndo por todos os cantos escuros,daquele breu,sem destinos para ir.
– Ei aqui! Aqui! — Uma voz familiar ecoou por todos os cantos.
Desesperado,o garotinho correu em direção a voz,quando chegou a seu destino,encontrou um grande espelho. E nele se via,um garoto mais alto,com olhos azulados gordos,cabelos albinos,e usava uma roupa,por qual julgava-se ser de um clã,e tinha um par de adagas na cintura.
– V-V-Você... — O menor levou sua delicada mão,marcada por cicatrizes,até o espelho.
– Sim,Lass eu sou você. — E o maior também levou sua mão ao encontro da do menor.
Assim que se encontraram o espelho se partiu,assim a visão do "futuro" Lass se desapareceu,e o pequeno olhava para todos os lados. Um calor surgiu,e com ele uma chama,que se estendeu e cercou o menor,o forçando olhar para trás e ver Zidler,gargalhando.
– Você terá seu fim. — O olhar demoníaco assustou o garoto,que recuou.
Zidler lançou seu chicote em direção a ele.
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– Tão inútil. — Um garoto,de cabelos castanhos,e olhos escarlates,encarava o pequeno Lass,enjaulado.
– P-Por favor me leve j-j-junto a você. — Lass se segurou nas barras de ferro,e encarou aqueles olhos escarlates,tão profundos que poderia se perder neles.
– Tsc,não me servirá para nada. — O maior deu de costas e saiu,desapareceu numa luz branca.
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Lass acarda desesperado,e se vê numa cabana,ah sim estava numa missão,e com seu meio-irmão Lupus,que dormia tranquilamente.
– Se continuar,se acordando a cada pesadelo,na frente das pessoas só dará a impressão de ser mais inútil. — O maior estava virado de costas.
– Então por que?Por que não me salvou no circo? — Lass perguntou,lágrimas quentes já rolavam seu rosto branco.
– Mostre que pertence a clã Wild. — Lupus se sentou em sua cama e o fitou.
Lass já havia percebido,precisava se manter forte,precisava ter confiança,precisava se mostra um Wild.
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