Pictures of Us

19 O Fim do Começo (BTS) || Ellen


E quem não gosta de saber dos bastidores de como algo que você gosta foi criado? Ok, eu sei, muita gente não gosta, mas eu não faço parte desse grupo. Amo saber dos bastidores da criação e desenvolvimento das minhas séries, livros, filmes preferidos e, pra marcar o fim dessa primeira parte de Pictures of Us, teremos esse capítulo bônus!

*ENTRA MUSIQUINHA ANIMADA E PÁ! O TÍTULO.*

*PICTURES OF US – BEHING THE SCENES*

O Surgimento da Ideia

Eu estava terminando de escrever Assassins, e, pra quem leu essa minha outra história, vai saber como as coisas por lá eram tensas. Tipo, todo o tempo, muito tensas, era o que o enredo pedia.

Então eu estava em busca de algo mais leve, até pra aliviar minha cabeça também. Never Stop estava em hiatus por questões de bloqueio criativo, então eu comecei a escrever várias coisas nessa pegada mais tranquila.

Foi assim que quase concluí Until The Reing (que vocês conhecerão em breve), surgiu That Kiss (que já está postada), I Love You, Coachella! (alerta de spoiler pra um futuro!) e nossa queridinha Pictures of Us. Isso aí, POU nasceu por volta de maio de 2019!

Oliver chegou a ser policial em Arrow, e mesmo convivendo com um monte de policiais na minha vida, nunca tinha escrito sobre um. E como a outra metade dos meus amigos são advogados, por que não? Sempre achei Felicity muito massa, e queria vê-la em uma profissão diferente da tech girl. E esse foi apenas o pontapé inicial para o que seria a história de amor de Oliver e Felicity.

Os Protagonistas

"Oliver e Felicity são perfeitos", acho que foi o comentário mais lido por mim e estava em mais da metade das minhas respostas aos reviews de vocês. Cheguei onde eu queria, então. Não que meu objetivo fosse escrever pessoas perfeitas, não, mas encontrar o equilíbrio em um casal tão diferente, que se tornasse perfeito um para o outro. Ainda é um trabalho em progresso, mas vamos lá.

Até o capítulo de Caitlin, todos estavam lendo uma versão muito romantizada de Oliver e Felicity, já que só os viam pelo olhar apaixonado do outro. É muito fácil ignorar alguns defeitos e falhas neles, já que já os amamos tanto, mas a verdade é que os dois são duas pessoas bem complicadas. E meio malucas.

Me acompanhem aqui…

Oliver sempre teve problemas de abandono pelos pais durante seu crescimento, a adolescência e juventude sem regras e com muito dinheiro de sobra, as constantes traições dos Queen, a falta de um fechamento adequado para o relacionamento com o pai antes da morte deste, o controle excessivo da mãe e até uma meia-irmã que também é meia-irmã do seu melhor amigo. Estranho seria se ele não tivesse problemas.

Ele mudou sim nos últimos anos, mas toda essa bagagem o deixou desleixado em coisas práticas, sem conseguir expressar com tanta facilidade seus sentimentos, como por exemplo, no capítulo de Sara. Tommy gritou, chorou e foi colocar sua raiva para fora em um saco de areia. Oliver ficou "brincando de estátua" até Felicity aparecer.

Sem falar dos problemas de autoridade, onde ele faz brincadeiras demais com seu capitão e tenente, seus líderes imediatos, enquanto obedece quase cegamente os comandos de Felicity, a figura feminina mais importante de sua vida. E a gente achando que nossos pais tinham nos enlouquecido!

Agora à nossa advogada… Não vamos nem nos estender aqui no TOC leve, problemas de ansiedade e insônia. Felicity foi criada com Donna em Vegas, uma mãe e uma cidade muito liberal com uma pessoa tipo A, nem sempre é boa combinação.

Ela assumiu responsabilidades desde de muito jovem no lugar da mãe, e, para manter seus planos e objetivos na linha, virou a maníaca do controle. Planejamento é seu nome do meio, para tudo faz plano A, B e C, e quando mesmo assim, as coisas saem do controle, ela pira. O casamento foi sinal disso. Acreditem, se Caitlin não tivesse dado aquele chá especial, ela estaria em uma cama de hospital e não no altar no fim do dia.

Ah, Ellen, você já tentando nos fazer odiar nossos protagonistas? Óbvio que não, eu os amo, por que ia querer isso?

A parte incrível deles serem tão problemáticos, é que há amor, respeito e compreensão o bastante para se entenderem mesmo assim. Eles se equilibram mesmo em seus defeitos.

Oliver tem problemas com paternidade, mas se descobriu querendo ser pai. Felicity, a obcecada por organização, agora recebe quase que diariamente em sua casa quase uma dezena de pessoas, do tipo mais bagunceiro possível. Todo mundo fala como Felicity melhorou o Oliver e ela fez isso, mas ele também a melhora a cada dia. E essa tem sido uma das bases do amor Olicity em POU.

Os Antagonistas

Nessa primeira parte, não tivemos grandes vilões. Claro, Moira aprontou das suas, e também teve Helena, um ou dois bandidos na delegacia, mas nada que eles fizeram foi tão marcante a ponto de mudar o andamento da história.

A coisa é que temos antagonistas diários, nas pequenas coisas e eventos comuns em nossa vida. Seja o chefe que não te dá folgas ou recesso, os amigos que não sabem lidar com a pessoa que escolhemos para partilhar a vida, a família que sabe ser invasiva, ou o pior tipo, nós mesmos.

Por muitas vezes, assim como Oliver e Felicity, nós somos nossos próprios vilões, sabotando nosso futuro por causa dos nossos medos, teimosias e orgulho, nem sempre abrindo mão de estarmos certos. Uma dica de quem já fez muito isso na vida: não antagonize sua felicidade. #Filosofei

Os Coadjuvantes

Nunca gostei de coadjuvantes rasos. Um melhor amigo do protagonista que só aparece pra fazer uma piadinha ou outra, ou a melhor amiga da mocinha que só vem e diz como ela está linda ou serve como ombro pra chorar. Não, isso não é comigo.

Meus coadjuvantes têm suas próprias histórias paralelas à trama principal, e poderiam facilmente terem fics só suas. Quem não gostaria de saber mais sobre como Tommy ficou órfão e dissolveu a própria herança, ou toda a história do não-noivado de Caitlin e Ronnie, ou Íris e Barry desde adolescentes, a família super fofa e imperativa de Diggle, os encontros fracassados de Quentin, o romance de Kara e Monel, ou até mesmo Sara, que ninguém sabe bem o que faz quando não estão na delegacia?

Nessa parte tivemos um certo destaque para Tommy, Caitlin, Sara e Barry, com capítulo que deram vislumbres das histórias deles, mas veremos mais dos outros tão logo for possível. Como disse, todos eles têm histórias pra contar.

E outra, ninguém lê capítulos de 10 mil palavras apenas de Oliver e Felicity sendo fofos e grudentos com seus apelidinhos engraçados. Outras pessoas precisam estar lá pra dar uma movimentada na trama, e sim, segurar grande parte do humor da história, além de formar uma das amizades mais legais que já escrevi. Mas esse é o próximo tópico.

As Amizades

Em POU temos todos os tipos da amizade.

Temos aquelas pessoas que nasceram para serem amigas umas das outras, quase almas gêmeas, como Tommy, Oliver e Sara, Felicity e Caitlin, Kara e Barry. Esses daí falam a mesma língua, tem os mesmos gostos, trabalham juntos e vivem grudados.

Mas daí vem as ligações mais interessantes, com pessoas tão diferentes, aquelas improváveis de acontecer e que a gente nem sabe que precisa tanto até ver, como Felicity e Kara, Felicity e Sara, Caitlin e Tommy, Caitlin e Barry. Estou ansiosa pra trabalhar mais essas na próxima parte, e desenvolver outras, principalmente Tommy e Felicity. Acho que será uma boa storyline para o futuro, agora que esses dois últimos meio que entraram em um acordo de se aceitarem por ambos amarem Oliver.

Amizade tem sido um tema quase tão recorrente como amor por aqui. E como sempre digo, quando é de verdade, é para sempre. Por cima de todas as diferenças, brigas, implicâncias e visitas à hospitais, eles são de verdade, pois estão para se apoiar não importa o quê.

Os Romances

Ah, como temos romance por aqui!

E de todos os tipos, assim como em nossa vida real.

Tenho certeza que no seu grupo de amigos vai ter aquele casal grude, de amor à primeira vista, como Oliver e Felicity. Tem sempre o casal equilibrado que balanceia a loucura, como Kara e Monel. Então temos o casal que ninguém gosta e só suporta por causa de um dos dois (cof cof Barry e Íris cof cof). O casal adulto que só ri da coisa toda (Laurel e Ray). Tem também os nãos-casais, do tipo encrenca (Tommy e Cait), do tipo só amigos (Kara e Barry), do tipo não se metam em nossa vida (Thea e Roy). E os que, mesmo que a diferença de idade nem seja tão grande, servem como os pais de todos, o casal Diggle. Sem esquecer de Sara e seu enorme amor próprio. Todos especiais à sua maneira, com amores especiais à sua maneira, cada um desenvolvido no seu tempo.

Às vezes eu sei que vocês ficam impacientes por coisas que estão acontecendo ou pelo que nunca acontece. Só digo uma coisa, confiem em mim. Tento seguir o máximo de coerência entre a personalidade e as decisões que nossos personagens tomam.

E quando acontecer, no tempo certo, vai ser lindo.

Rindo Enquanto Fala de Assunto Sério

Enquanto rimos, POU tem falado de uns assuntos bem sérios. Alguns nem perceberam, né? Vou esclarecer.

POU trata de saúde. Fora Cait, a rainha das alergias e intolerâncias (também conhecida pelos Freitas como Ellen), no geral todos são bem saudáveis fisicamente. Mas quando vamos ver a mente, é outra história.

Tommy é um narcisista quase patológico, que direcionou todo o seu drama familiar na própria imagem, se amando exageradamente. Sara tem uma impulsividade crônica e pouco manejo de raiva, que mais de uma vez já a colocou em risco. Caitlin tem uma hipocondria leve. Barry adolescência tardia. Capitão Lance problemas de confiança. E nem vamos falar de Donna e Moira, que deixaram os filhos como estão por não saber lidar com a própria personalidade forte.

Vemos todos eles, mais os nossos protagonistas, em cada capítulo lidando com suas questões, buscando controlar seus impulsos e se tornarem pessoas melhores e socialmente mais aceitáveis, e contando com a ajuda um do outro pra isso.

POU trata dos desafios de ser policial em uma cidade perigosa como Star City. Nem sempre são cenários bonitos, muitas vezes é péssimo (como esquecer o capítulo de Sara?), mas eles continuam mesmo assim, sem recuar, buscando defender quem não pode fazer isso por si mesmo.

POU trata de empatia. Muitas vezes, assim como o time da delegacia, temos a tendência a ver tudo preto no branco, mas é na área cinza que Felicity e sua equipe trabalham. Eles veem além dos crimes, tentam ajudar, recuperar, tornar uma vida ruim minimamente digna.

E POU trata de redenção. Quem nunca errou, que atire a primeira pedra. Uns cometem erros mais graves sim, mas também são dignos de perdão, principalmente quando estão verdadeiramente arrependidos. Todo mundo merece uma segunda chance, e por que não uma terceira?

Referências

Vocês já viram que amo uma referência, né?!

Friends está muito presente, Harry Potter também, mas esses foram só os citados. Temos e teremos ainda de Grey's Anatomy, Modern Family, Brooklyn Nine-Nine, For The People, How to Get Away With Murder, Smallville, Disney, musicais da Broadway e muito mais que não vou falar aqui pra não dar spoiler.

Então fiquem atentos!

Postar ou Não Postar POU, eis a questão!

E se eu dissesse que POU quase não foi postada agora?

Em meados de setembro do ano passado, voltei a escrever Never Stop, mas outra ideia veio na minha mente, parece que apenas para atrapalhar a conclusão da minha fic. Ou seria apenas eu mesma procrastinando o final de NS.

Enfim, Breeding Love, ao contrário de POU que chegou como uma construção longa e detalhada dos personagens, cenários e enredos, chegou como uma bala de canhão, vários capítulos completos na minha cabeça, o enredo já pronto do início ao fim.

Já tinha superado o drama que foi Assassins e fiquei muito empolgada e inspirada a lançar mais esse drama romântico e familiar para vocês. E foi por pouco, bem pouco que BL não entrou no lugar de POU nas postagens regulares.

E esse "pouco" podemos chamar de Cinn Smoak. Estávamos trabalhando juntas no projeto das ones de Natal, então mostrei os dois pilotos para ela, que leu, e já mandou uns áudios e mensagens bem escandalosas que podem ser resumidas em "você tem postar Pictures of Us!" Haviam muitos argumentos, claro, que me convenceu e logo ela já tinha feito até as capas!

Não me arrependo de ter engavetado Breeding Love, vez ou outra volto lá e escrevo um capítulo, mas a Cinn estava certa. Todo mundo na carência pelo fim de Arrow, mais um estado tão complicado da saúde mundial que a gente nem sabia que enfrentaria, é de uma comédia romântica que estávamos precisando agora, eu e vocês.

A Parte 2

Na parte 1, conhecemos os personagens, algumas de suas histórias e como eles se relacionam entre si. Na parte 2, vamos aprofundar isso, conhecendo melhor os coadjuvantes também, assim como alguns vilões de verdade, e mais desenvolvimento sobre a doença de Moira.

Nosso casal também entra em uma nova fase. Como até já disse lá em cima, Oliver e Felicity são mestres em passar pano pras atitudes no mínimo contraditórias um do outro. Será que vão continuar assim depois de casados? Veremos.

Teremos mais ação também, porque amo uma boa história policial.

E, para nooooossa alegria, uma personagem nova entra pra mudar a vida de todo mundo nessa história para sempre. Acho que esse vai ser o principal marco dessa parte. Vocês já sabem de quem sou falando?

Estou ansiosa pra começar logo, e vocês?

Muito obrigada se você leu até aqui, você é um herói, aposto que nem todos conseguiram, eu sei que às vezes tenho uma crônica tagarelice literária, me desculpem por isso. Obrigada também por todo amor e confiança que tem depositado nessa humilde fanfic. Tem sido momentos complicados para estar no planeta Terra (e ainda mais usando um jaleco para trabalhar!), alguns dias tão ruins que meu único sorriso vem de algo que vocês escrevem para mim, em forma de reviews e recomendações. Nunca serei grata o bastante, valeu mesmo.

Bom, mas antes que eu chore aqui, melhor ir.

Nos vemos daqui há uns poucos meses!! Bjs*

*CENAS RESUMIDAS DA PRIMEIRA PARTE*

*MÚSICA DIMINUINDO*

*FADE OUT*