Notas iniciais
Olá! Cara, eu sei que disse que postaria ontem mais um capítulo, mas acabei me empolgando com a criação do trailer de A Million Faces e perdi a noite montando ele. Ficou maravilhoso, cara *o* Claro que eu não sou nenhuma profissional, acabei apelando para o Movie Maker e tal, mas ficou legal! (link: https://www.youtube.com/watch?v=TsOvFoxzHEs&feature=youtu.be ) Enfim... Bom, dedico esse capítulo as loucas leitoras que estavam ansiosas para que Steve aparecesse :D Cá está o capítulo em que Steve aparece. Até lá em baixo õ/

Haviam muitos fios soltos.

O que pode acontecer comigo enquanto eu recobro a memória?

Que tipo de pessoa era a Ignis que o Loki tanto ama?

Que tipo de pessoa pode amar o Loki?

Por que eu não me lembro de nada?

O que eu devo fazer agora?

A resposta para a última pergunta eu pensava ter.

Terminei minha sessão com Loki, pedi a Fury um carro emprestado e ele avisou que minha moto já estava me aguardando. Apesar de odiar pilotar de vestido, não insisti por um carro, pois no fundo eu sentia falta da minha moto.

Durante o curto trajeto até meu apartamento, deixei-me deliciar pelo frescor que era o vento batendo em meu corpo e resfriando-o. Apesar das voltas que minha cabeça dava, das ideias que eu arquitetava, tentei me manter sã e pura, ao menos até chegar em casa e acordar para a realidade.

Estacionei a moto na garagem logo atrás do Bien e segui caminho até a cafe-teca bem lentamente, tentando aproveitar o momento.

Eu sabia que, no segundo em que colocasse os pés dentro do Bien Sûr, teria de tomar novas medidas, e uma delas seria demitir uma certa funcionária.
As luzes no Bien estavam apagadas, apesar de ainda ser oito horas da noite. Talvez Jocelyn desistira do trabalho e Sophie percebeu que não era bem vinda.
Destranquei a porta e entrei de pressa, sem me importar com o vizinho que passou acenando.

─ Oi. ─ uma voz soou no fim do 1º pavimento e eu senti meu coração quase pular para fora do peito com a surpresa.

Virei-me lentamente em direção a voz e, utilizando minha visão apurada, consegui enxergar o seu dono.

─ Steve? ─ minha voz soou fraca quando coloquei meus olhos no homem.
Dei curtos passos em sua direção direção. Ele estava sentado na última mesa e me encarando de modo conspiratório. Quase que seu terno e gravata passaram despercebidos por mim por conta da intensidade que era seu olhar. Quase.

─ Perdeu a festa. ─ comentei tentando parecer calma enquanto acendia a luz do 1º pavimento. A frente de Steve, sobre a mesa, estava um enorme buquê de peônias brancas que prendeu meu olhar por um longo tempo.

─ Fui ver uma amiga. ─ quando ele disse aquilo, senti meu coração martelar por ciumes, mas me controlei ─ Procurei por concelhos em relação a uma certa mulher.

─ Pelo jeito ela levou muito tempo para conseguir te aconselhar. ─ soltei as palavras sem pensar, achando que iria o magoar, mas me enganei, como quase sempre. Ele deixou escapar um sorriso rápido parecendo contente com minhas palavras.

─ É. Na verdade... eu... cheguei faz duas horas. ─ ele revelou e me deixou um pouco surpresa ─ Combinei com os outros que iria chegar aqui às seis, mas... parece que perderam a hora.

Não contaram para ele sobre minha conversa com Loki.

─ Minha culpa. ─ admiti.

─ Não faz mal ─ ele se levantou e começou a caminhar em minha direção segurando em mãos o buquê ─, fico feliz que tenha aproveitado a festa.

Soltei um longo suspiro ao perceber a aproximação eminente.

─ Se eu soubesse que você estava aqui, teria trazido um pedaço de bolo. ─ tentei sorrir, mas a presença de Steve vestido daquele jeito naquele instante pareceu-me demais para um dia só.

─ Lilly eu gostaria de... ─ ele deu mais um passo e logo estávamos cara a cara.

O tipo de energia que fluía entre nós era quase que mágica. A cada momento em que estava perto de Steve, conseguia captar uma nova sensação que me atordoava e confundia feito tsunami. Era isso o que Steve se tornara em minha vida, no fim das contas. Meu tsunami particular sempre está disposto a bagunçar minhas percepções e ideias.

─ Imagino que as flores não sejam para sua amiga. ─ forcei as palavras, já que ele se calara e criara um silêncio constrangedor entre nós.

Como é possível que Ellizabeth Fury esteja constrangida?

Ele ofereceu-me o buquê, sem dizer uma palavra se quer. Peguei o buquê e cheirei por costume um botão aberto mais próximo de mim.

─ Há muito tempo venho planejando lhe comprar flores. ─ assim que soltou as palavras, lembrei-me vagamente de uma noite no bar que um dos agentes da S.T.R.I.K.E. contou ter visto Steve em frente a uma floricultura ─ Mas... preciso dizer que peônias não são tão comuns nas bancas de flores que costumo encontrar por Nova York.

─ Sinto muito se tenho um gosto diferente. ─ deixei escapar um leve sorriso enquanto abraçava meu buquê ─ Mesmo assim, fico agradecida pelas flores...

Quais são suas intenções comigo, Capitão Rogers?

─ E então... O que sua amiga te orientou sobre a mulher? ─ me dei o direito de abraçar as flores por mais uns segundos até decidir que era hora de colocá-las em um jarro. Caminhei em direção ao jarro de violetas que estava próxima ao caixa, retirei-as e as substituí por minhas peônias.

─ Ela disse para que seguir em frente. ─ sem esperar que ele continuasse, tomei minhas conclusões de que a amiga dele era uma vaca, mas arrependi-me da decisão quando ele voltou a falar ─ Que eu seguisse em frente ao lado dela. Brigou comigo por ter perdido meu tempo ao lado dela durante essa tarde, afinal eu deveria estar comemorando o aniversário dessa mulher. Mulher que... preciso dizer... incendiou meu coração.

Fitei-o tentando controlar minhas emoções enquanto ele tornava a se aproximar de mim em passos lentos. Forcei-me ao máximo para não deixar escapar um sorriso.

─ Preciso dizer que sua amiga não está em sã consciência. ─ consegui proferir as palavras antes que ele se aproximasse o máximo que pudesse de mim.

─ Eu não concordo com isso. Acho que esse foi o melhor concelho que recebi em anos. ─ sua mão pousou levemente em minha cintura e puxou-me para mais perto ainda de seu corpo.

─ Seria um bom momento para conversarmos sobre o que aconteceu há quatro dias atrás? ─ o ar quase me faltou, mas consegui dizer.

─ Não. ─ foi tudo o que ele disse antes de seus lábios seguirem de encontro aos meus.

Eu poderia forçar o assunto, poderia negar-me beijá-lo e conversar sobre minhas mais recentes descobertas, as mais recentes decisões, porém todo meu ser mostrou-se igualmente nivelado no quesito responder a altura um beijo feito aquele. Todas as vezes que nos beijávamos, eu quase conseguia sentir meus pés flutuarem enquanto ele mostrava-se decidido a tornar-me sua. Nossas línguas brincavam provocantes em uma dança exótica que já completava milênios na terra, assim como nossos lábios findavam-se consumados e conformados com nosso amor.

Eu amava Steve. E como amava. Jamais houvera e haverá homem neste Terra ou fora dela que pudesse consumir tanto amor assim de uma mulher. Mulher dito cujo não acreditava no amor antes de prová-lo e torná-lo real em seu coração.

Poucas palavras foram ditas depois que Steve deixou de me beijar.

─ Você gostaria de dançar comigo? ─ somente após aquelas palavras, que pude compreender toda sua intenção desde o início.

A pergunta roubou-me um sorriso e uma confirmação monossilábica que foi tudo o que Steve precisou para colocar para tocar o disco de The Temptations e a música My Girl soar por todo o Bien.

Steve puxou-me até o segundo pavimento e fez uma leve mesura antes de tomar-me como seu par. Pousei minhas duas mãos atrás de sua nuca, deliciei-me com seu ombro ao encostar minha cabeça nele enquanto nossos pés se movimentavam lentamente de acordo com a dança. Apesar de ser apenas uma dança, percebi que Steve parecia ainda mais tenso que o normal quando suas mãos deslizaram por minhas costas e descansaram em minha cintura de forma formal demais. Porém minha desconfiança desfez-se no momento em que suas mãos voltaram a puxar-me para mais perto e encostar sua testa em minha cabeça.

Eu perdi a conta de quanto tempo ficamos dançando. Só tivemos de interromper nosso momento graças ao disco que acabou parando de tocar. Assim que o silêncio retornou ao nosso salão de dança particular, deixei o conforto do ombro de Steve para encarar e me perder no fundo de seu oceano azul. Nossos lábios não proferiram uma palavra se quer, mas não poderia dizer o mesmo de nossos olhos.

Ele foi embora não muito tempo depois ─ apesar de minha insistência para que ficasse ─, com a promessa de que voltaria no dia seguinte.

Eu levei um tempo para subir até meu apartamento, e um tempo ainda maior para decidir o que fazer enquanto subia as escadas.

Antes de me encontrar com Steve e passar por todo esse momento, a ideia de voltar a Asgard brincava em minha mente, causando-me confusão e uma vontade incontrolável de fuga.

Mas agora... Depois do momento em que tive ao lado de Steve, senti-me na obrigação de repensar no assunto.

Ir ou não ir? Ficar ou não ficar? Correr ou não correr? Amar ou... não amar?

Notas finais
Ah, cara! Eu adorei esse capítulo. Bom, não posso prometer um novo capítulo hoje, porque estou com a escrita atrasada (sorry). Bom, agora eu posso dizer que estamos a pouquíssimos capítulos de distância do final. Não deixem de comentar e, se puderem, dar uma olhadinha no trailer de AMF