Notas iniciais
Oie gente, como estão? De volta? Não sei, mas outro cap.

Eu tocava contrabaixo desde que eu tinha dez anos. Na quarta série, um dos dois baixistas da orquestra tinha se machucado no futebol da liga estudantil, no segundo final de semana de escola, resultando em uma clavícula quebrada. Nossa professora de música, Sra. Walace, tinha olhado para o vasto mar de tocadores de violino e pedido a alguém para mudar. — Qualquer um? — Ela chiou.

Quando ninguém se ofereceu, eu levantei a minha mão. Mesmo o instrumento com a metade do tamanho me escondia, naqueles tempos; eu precisava de um banquinho para tocá-lo, fato que havia fornecido a meus colegas de orquestra uma diversão sem fim. A ridicularização não parou na escola.

— Querida, não é um instrumento estranho para uma garota escolher tocar? — Minha mãe perguntou. Ainda petulante sobre a minha rejeição de aprender piano, seu instrumento preferido, em favor do violino, ela foi imediatamente contra minha nova preferência.

— Sim. — Eu olhei para minha mãe e ela revirou os olhos. Ela nunca perdeu o seu desdém pelo instrumento que eu aprendi a amar tocar, pela maneira que ele fundamentava e dirigia o resto da orquestra. Eu também adorava a descrença no rosto de companheiros concorrentes em competições regionais, sua garantia de que eu não era tão boa quanto eles eram por causa do meu sexo e a maneira como eu provava que era melhor.

Quando fiz quinze anos, eu tinha chegado à minha estatura total de 1,68m e podia me apresentar com um instrumento de três quartos de tamanho, sem ajuste de altura necessário, apesar de ser uma coisa bem apertada.

No ano passado, eu dei aulas para estudantes locais, todos eles meninos, cada um deles algum tipo presunçoso e impertinente, até que me ouviam tocar.

Brittany,

Contrabaixo? Interessante.

Estou ocupada todas as noites nesta semana, e na maioria dos fins de semana também. Eu não quero que você perca tempo com isso, então eu vou lhe mandar as informações do projeto hoje à noite, e podemos discuti-lo por e-mail até que possamos sincronizar nossas agendas. Isso funcionaria para você?

SL

PS — Eu vou me lembrar de você se eu comprar um aparelho grande ou precisar me mudar.

Marie,

Obrigada, sim, isso seria ótimo! (Ref: enviar as informações do projeto, quer dizer, não a decisão descarada de me usar, pela capacidade de transporte de minha caminhonete. Você não é melhor do que meus amigos! Eles escapam do aluguel de um caminhão e das taxas de entrega e eu sou paga em cerveja.)

BP

Brittany,

Enviarei os detalhes do projeto quando eu chegar em casa, e nós podemos discuti-lo. O sistema de troca no trabalho é apenas economia primitiva, você sabe. (E você tem idade suficiente para cerveja?)

SL

Marie,

Longe de mim, censurar um uso eficaz da economia pré- histórica. E eu suponho que amigos que pagam em cerveja são melhores do que amigos que não pagam nada. (Ref: Minha idade – eu não acredito que as atribuições do trabalho de Tutora de Economia deixam você a par desse tipo de informação pessoal.)

BP

Brittany,

Touché. Eu vou ter que confiar em você em não ser presa por estar fornecendo álcool para menores. Você está certa, estudantes universitárias empobrecidas e carentes de automóveis, como eu, deveriam respeitar os métodos testados-e-aprovados para negociações de transporte.

SL

Sorri para a sua admissão sincera de estar sem carro, meu rosto caiu quando eu contrastei isso com o sentimento de convencimento que Sam tinha com seu carro. Logo antes de nos formarmos, seus pais deram o Mustang dele, de apenas dois anos, ao seu irmão de dezesseis anos de idade, que tinha destruído seu Jeep no fim de semana anterior. Como um presente antecipado de formatura, eles substituíram o Mustang de Sam por uma BMW nova em folha, polida e preta, com cada opcional disponível, incluindo assentos de couro felpudos e um sistema de som que eu poderia ouvir de um quarteirão de distância.

Droga! Eu tinha que parar de ligar cada coisa que me acontecia com Sam. Uma constatação apareceu então, que ele ainda era meu padrão. Nos últimos três anos, nós havíamos nos tornado o hábito um do outro. E apesar dele ter quebrado o hábito de mim quando ele foi embora, eu não tinha quebrado meu hábito dele. Eu ainda estava acorrentando ele ao meu presente, ao meu futuro. A verdade era que ele agora pertencia somente ao meu passado, e que era hora de começar a aceitar, tanto quanto doesse fazer isso.

CONTINUA...

Notas finais
Eai? Sam cretino, e sobre essa tutora? tudo de bom. Beijão e ate outro cap quem sabe? GixSampa to de Brinks.