Notas iniciais
La vai outro. Espero que gostem.

Capítulo 56

Em um período de calmaria entre as músicas, ele caminhou para atrás de mim.

— Hey, Brittany! — Ele disse, e eu pulei pela segunda vez naquela noite. —Você terminou de dançar com esse perdedor? Venha dançar comigo. — O cabelo em meus braços ficaram em pé, cada nervo do meu corpo em alerta máximo, e eu me aproximei de Sam, que colocou o braço em volta dos meus ombros. Eu não queria seu braço em mim, mas dada a escolha entre eles, não havia escolha. Sorrindo, Finn estendeu a mão. Olhei para ele incrédula e me encolhendo mais perto de Sam, cujo corpo ficou rígido, alinhado com o meu.

— Não.

Com seu sorriso habitual indolente, Finn olhou para mim como se meu ex não estivesse lá. Como se estivéssemos sozinhos.

— Tudo bem então, talvez mais tarde.

Eu balancei a cabeça e me concentrei na palavra que eu tinha falado repetidas vezes essa manhã. A palavra que precedeu cada chute.

— Eu disse que não. Você não entende o que é não? — Do canto do meu olho, eu vi o olhar de Sam estalar para o meu rosto. Os olhos de Finn se estreitaram e sua máscara de indiferença caiu por uma fração de segundo. E então, ele se recuperou e o disfarce estava de volta no lugar. Eu soube naquele momento que ele não ia desistir. Ele estava apenas passando o tempo.

— Claro! Eu ouço você. Brittany. — Seus olhos se voltaram para Sam, cuja expressão guardada estava em desacordo com a rigidez desperta em seu corpo. — Sam. — Ele balançou a cabeça e Sam respondeu na mesma moeda, e então ele caminhou para longe.

Eu caí contra o meu ex, e depois saí de seu alcance, meus olhos procurando pelo vestido prata de Rachel entre a multidão de pessoas na pequena casa.

— Brittany, o que está acontecendo entre você e Finn? — Eu ignorei sua pergunta.

— Eu preciso de Rachel. Eu preciso encontrar Rachel. — Eu comecei ir na direção oposta que Finn tinha ido e Sam agarrou meu braço para me puxar de volta. Eu o torci, e então percebi que as pessoas estavam olhando. Ele se aproximou, sem me tocar. — Brittany, o que está acontecendo? Eu vou ajudar você a encontrar Rachel. — Sua voz era baixa, nos meus ouvidos. — Mas, primeiro, me diga. Por que está tão zangada com Finn? — Eu olhei para ele e meus olhos ardiam.

— Não aqui.

Ele comprimiu os lábios.

— Vem comigo? Para o meu quarto? — Quando hesitei, ele acrescentou, — Brittany, você está pirando? Vem falar comigo. — Eu concordei e ele me levou até as escadas. Ele fechou a porta e sentou-se em sua cama. Seu quarto, como de costume, estava limpo e organizado, embora a cama não estava feita, e havia jeans e camisas jogada sobre sua cadeira. Eu reconheci os lençóis e edredons que havíamos escolhido antes de voltar para o campus no outono, porque ele queria algo novo. Eu reconheci sua estante e seus romances favoritos, seus livros de direito, sua coleção de biografias presidenciais. O conteúdo deste quarto era familiar. Ele era familiar. — O que está acontecendo? — Sua preocupação era genuína. Eu limpei minha garganta e disse a ele o que aconteceu na noite da festa de Halloween, deixando Santana de fora da história. Ouvindo em silêncio, levantou-se e andou, respirando profundamente, com os punhos fechados. Quando terminei, ele parou e se sentou, com força. — Você disse que conseguiu fugir. Assim, ele não fez...?

Eu balancei a cabeça.

— Não.

Um silvo saiu dele.

— Maldição! — Ele tirou a gravata solta e desabotoou o primeiro botão da camisa branca. Seus dentes estavam presos com tanta força que as cordas do seu pescoço saltaram debaixo de sua pele, como tubos escorrendo de sua mandíbula. Ele balançou a cabeça e bateu o punho em sua coxa. — Filho da puta! — Sam não era, normalmente, muito de amaldiçoar, certamente nenhuma dessas palavras era parte de seu vocabulário padrão. Ele me olhou de perto. — Eu vou lidar com isso.

— Já passou, Sam. Eu só... Eu só quero que ele me deixe em paz. — Eu estava curiosamente sem lágrimas, o que era estranho. Eu senti como se tivesse ganhado força por dizer a ele, assim como eu me senti mais forte depois de dizer a Rachel. Sua mandíbula apertou novamente.

— Ele o fará! — Ele pegou meu rosto nas mãos e repetiu: — Ele vai te deixar em paz. Eu vou ter certeza disso! — E então ele me beijou.

A sensação de sua boca era tão familiar quanto os itens que eu tinha catalogado quando entrei em seu quarto.

Os livros na estante. O edredom sob a minha mão. O equipamento de escalada no canto. O moletom com capuz que eu costumava pegar emprestado. O cheiro de seu perfume. Inconscientemente, eu registrei a sensação de seus lábios, movendo-se um pouco demasiado rude. Ponderei que sua raiva por Finn fez seu beijo menos suave, mas eu sabia mais. Porque isso, também, era familiar. Este beijo era como ele sempre me beijou. Sua língua serpenteava em minha boca, possessivamente, e foi familiar e bom e não Santana. Eu empurrei de volta. Suas mãos caíram.

— Deus, Britty, me desculpe, isso foi tão impróprio!

Ignorei seu deslize.

— Não. Está tudo bem, eu só... Eu não... — Eu formulei em minha cabeça, tentando definir o que eu não queria. Nós estávamos separados por sete semanas. Sete semanas, e eu estava realizada. Eu olhei para minha mão, virando-a no meu colo, a realização e a finalidade foram uma espécie de choque.

— Eu entendo. Você ainda precisa de tempo. — Ele se levantou, e eu estava querendo sair do quarto familiar e desta conversa. O tempo não mudaria o que eu estava sentindo ou não sentindo. Eu tinha tempo, e apesar de a dor do seu abandono não ter desaparecido, foi diminuindo. Meu futuro estava embaçado, sim, mas eu estava começando a imaginar um futuro em que eu já não sinto falta dele em tudo.

— Vamos encontrar Rachel para você. E eu vou ter uma conversa com Finn.

Eu congelei, a meio caminho da porta.

— Sam, eu não esperava que você... — Ele se virou. — Eu sei. Não importa. Eu estou lidando com isso. Confrontando-o.

Eu respirei fundo e o segui para fora do quarto, esperando que suas intenções tivessem surgido a partir de uma determinação de fazer a coisa certa, e não apenas porque ele queria me ganhar de volta.

Continua...

Notas finais
Finn é um verdadeiro babaca? Sam resolveu ser alguém que não age como babaca? Está tarde pra isso? Aonde está Santana? Tantas perguntas. Beijão