Notas iniciais
Oie

Capítulo 43

— Espera aí. Então, a garota-tutora Marie e a gostosa Bad Girl Santana são a mesma pessoa? — Os olhos de Sugar estavam tão redondos com o choque que eu podia ver todo o caminho branco em volta da sua íris marrom clara.

— O que eu não entendo é por que você não a chama nessa merda imediatamente. — Rachel tinha o rosto de participante de talk-show. A qualquer momento, ela iria me chamar de cabeça dura e começar a contar o chute na bunda que ela daria se estivesse no meu lugar. Desde que ela tinha terminado com Quinn, ela era muito menos tolerante com garotas pisando fora da linha. Ou parecendo.

Eu bufei um suspiro e desejei nunca ter contado a elas.

— O que aconteceu com amordaçá-la-em-um-saco¹, o rebote e a fase de operação bad girl? — Nós três sentamos em um edredom no chão do quarto, bebendo café e comendo biscoitos, textos de astronomia e notas espalhadas por toda a nossa volta, intocados pela última meia hora conforme discutimos sobre Marie/Santana em vez de gigantes de gás e navegação celestial.

— Ela deveria ser seu sexo sem compromisso. Não o contrário. — A voz de Rachel ressoou com autoridade.

— Sim. — Sugar opinou. — Por que você não manda um SMS a ela dizendo que você quer se encontrar mais tarde?

Revirei os olhos.

— Porque eu tenho um exame às 09h30min da manhã, que nós deveríamos estar estudando agora. E também, eu acho que preciso de um pouco de distância...

Rachel olhou para mim.

— Oh não, você está ficando emocionalmente envolvida, não é?

— Ughhhh!

— A propósito, falando de sexo sem compromisso, o que é isto que ouvi sobre você e Finn? — Sugar refletiu. — Você adicionou ele ao estábulo de OSBG sem nos dizer? Mas no caso seria OSBB.

Eu dei um olhar suplicante para Rachel entre meus dedos.

— Finn é cheio de merda. Você sabe disso, Sugar. — Ela zombou.

Sugar assentiu.

— Verdade... Além disso, fiz sexo com ele no ano de caloura. Ele não era muito bom, desde que me lembro. Muito babão. — Ela estremeceu. — O que há com beijadores babões? Eles estão tentando afogar-nos na saliva? Quer dizer, Jesus, ora, então engula!

Sua mão apertando meu ombro, Rachel riu, e enquanto eu podia ouvir o toque artificial nela, Sugar não o fez. Eu sabia onde a mente de Rachel estava indo. Eu não tinha lhe dado muitos detalhes, e ela não tinha pedido qualquer. Foi difícil o suficiente para falar sobre aquela noite em generalidades. O ponto era o que tinha acontecido, e o que quase tinha acontecido, não os detalhes dele.

— Então você não está saindo com ele? — Sugar pressionou. Ela estava apenas curiosa, mas irritou ter o meu nome junto com Finn de qualquer forma.

— Como Rachel disse, ele é cheio de merda! — Eu estava curiosa. Tão mórbido, talvez. — Por quê? Ele está dizendo alguma coisa sobre mim?

Ela encolheu os ombros.

— Betty disse que o namorado de sua irmã mais nova, disse que Finn está incomodando Sam sobre isso. Esses dois são como aquelas cabras grandes que batem cabeças sobre as cabras garotas. Eu acho que Finn ainda está irritado que ele era legado e Sam mesmo assim venceu-o para presidente da fraternidade.

Essa foi a complicação que não conseguia me lembrar antes, o conflito inicial mais importante entre eles. O início de sua fraternal estranha rivalidade. Eu fiz uma careta.

— Mas Sam era legado, também.

Sugar lambeu migalhas de biscoito de seus dedos.

— Sim, mas Finn era legado e seu pai era presidente da fraternidade. Ele pensou que estava destinado a isso.

Sentei-me, tornando-me furiosa quando as motivações de Finn ficaram mais claras. Suas razões para me machucar eram nada mais do que provocar o meu ex.

— E que se traduz na necessidade de Finn em espalhar mentiras que eu estou transando com ele? — Sem mencionar o fato de que ele realmente me agrediu.

— Eu não disse que fazia qualquer sentido.

Rachel puxou as notas em seu colo.

— Ok senhoras, quais as constelações que nós pensamos que vamos ter de traçar na parte do gráfico estrela deste teste?

Dando a minha melhor amiga um olhar grato pela mudança de assunto, eu empurrei os pensamentos sobre Finn tão longe de minha consciência como eu poderia conseguir fazer.

CONTINUA...

Notas finais
Eita! ¹ Original: gag-him-and-bag, expressão usada quando há um(a) garoto(a) atraente mas repulsivo(a) quando abre a boca, então tem vontade de amordaçar ele(a) para não ter de ouvir suas besteiras.