Picks - Brittana
26 Capítulo 26
Notas iniciais
Capítulo 26
A batida de Santana era leve. Eu estava tão nervosa que estava tremendo quando me levantei para atender a porta.
Ela disse que queria me esboçar, mas eu não tinha certeza se isso era tudo o que ela queria fazer, ou se era um código para mais. Rachel nunca iria escutar o fim de tudo se eu a tivesse em nosso quarto e pelo menos não a beijasse, mas Santana não me parecia o tipo de garota que geralmente parava no beijo. Muitas garotas viam a faculdade como uma espécie de período exploratório, e muitas estariam mais do que felizes em explorar Santana. Mas tinha me levado mais de um ano para trabalhar até o sexo com Sam, e ele era a única pessoa que eu já tinha dormido. Eu não estava pronta para ir por aí com Santana, não ainda de qualquer maneira, recuperação ou não.
Eu respirei.
Ela bateu de novo, um pouco mais forte, e eu parei de pensar e abri a porta.
Partes do cabelo escuro fora de seu gorro cinza escuro. Na iluminação difusa do corredor, seus olhos assumiram a qualidade negra que tiveram na primeira noite, quando ela olhou para a minha caminhonete depois que ela brigou com Finn. Ela encolheu os ombros, as mãos nos bolsos da frente, o caderno de desenho debaixo um braço.
— Hey! — Ela disse
Dei um passo atrás para o quarto, segurando a porta aberta. Olivia e Carly estavam apoiadas na porta de seu quarto do outro lado do corredor, analisando Santana e boquiabertas para mim, vendo ela entrar no meu quarto enquanto Rachel não estava, teria até sido natural era uma menina também como todas as outras, mas estava na cara que elas sabiam da preferência sexual dela, Santana esbanjava sensualidade e tinha um poder de sedução, mesmo que a pessoa não tivesse a intenção de ficar, ela deixava meninas e meninos, ambos com o desejo pairando no ar. Olivia arqueou uma sobrancelha e olhou para sua companheira de quarto. O andar inteiro saberia que eu tinha uma garota quente no meu quarto em cinco minutos.
Eu a deixei entrar e bati a porta quando Santana jogou seu caderno de desenho na minha cama e pôs-se no centro do quarto, que parecia encolher com ela lá. Sem se mexer, ela examinou o lado de Rachel do quarto, as paredes sobre a sua cama coberta de fotos, as letras Gregas de sua irmandade acima das letras brilhantes de seu nome. Aproveitando-se de sua distração, estudei-a: bota, arranhadas no inferno, jeans desgastados, moletom cinza com capuz. Ela virou a cabeça para examinar o meu lado do quarto, e eu olhava para o perfil de seu rosto sem marcas de espinhas e oleosidade, lábios entreabertos, cílios escuros.
De frente para mim, seus olhos se moveram sobre mim e depois para o notebook na minha mesa, que eu tinha ligado a um pequeno conjunto de alto-falantes. Eu configurei uma playlist da minha coleção para tocar tranquilamente. Outra das sugestões de Rachel. Ela intitulou a lista de OBBP, e eu esperava que ela tardiamente não inspecionasse a lista e perguntasse o que isso significava. Eu não diria a ela, claro, mas o meu propenso rubor iria provavelmente incinerar.
— Eu gosto desta banda. Você os viu no mês passado? — Ela perguntou.
Sam e eu os tínhamos visto, na noite da verdade, antes que terminamos. Eles foram uma das nossas bandas locais favoritas. Ele tinha estado estranho naquela noite. Distante. Nos shows, ele normalmente aconchegava minhas costas em seu peito, as pernas abertas apenas o suficiente para acomodar os meus pés entre os seus, seu braço em volta bloqueando o meu. Em vez disso, ele estava ao meu lado, como se fôssemos amigos. Depois que terminamos, eu percebi que ele decidiu antes da noite que sua reserva foi a evidência do muro entre nós, eu só não tinha visto ainda.
Eu balancei a cabeça, vencendo Sam dos meus pensamentos.
— Você viu?
— Sim. Não me lembro de ver você lá, mas estava escuro, e eu talvez tivesse tomado uma ou duas cervejas. — Ela sorriu, dentes brancos, apenas imperfeito o suficiente para indicar que ela não tinha sofrido com a ortodontia como eu tinha. Tirou o gorro e o deixou cair na minha cama, ela colocou o lápis em seu caderno de desenho e deslizou as mãos pelo seu cabelo, e em seguida o sacudiu, resultando em uma aparência desarrumada pelo sono mas ainda sim extremamente sexy. Bom Deus! Quando ela puxou o capuz sobre a sua cabeça, sua camiseta branca levantou um pouco com isso, e eu tive a minha resposta sobre o quão longe as tatuagens se estendiam. Quatro linhas escritas, pequenas demais para ler, serpenteavam em torno de seu lado esquerdo. Algum tipo de desenho Celta equilibrando-se nela na direita. Bônus: eu já sabia o que Rachel queria dizer com abdominal digno de lamber.
O moletom se juntou ao gorro, e sua camiseta caiu de volta no lugar. Pegando o caderno de desenho e o lápis, ela se virou para mim e notei que a tinta em seus antebraços continuava ao longo de seus bíceps a baixo dos seios e sob as mangas curtas de sua camiseta.
— Onde você me quer? — Mais fôlego do que eu pretendia, a minha pergunta parecia uma proposta de bronze. Uau. Eu poderia ser mais óbvia? Talvez eu devesse sair e perguntar se ela queria ser a minha reserva de Sam, sem amarras.
Minhas entranhas ficaram líquidas com o seu fantasma de um sorriso, o que foi se tornando mais e mais familiar.
— Na cama. — Ela disse, sua voz rouca.
Oh, Deus!
— Tudo bem. — Eu me movi para empoleirar na beira do colchão enquanto ela varreu o moletom e o gorro para o chão. Meu coração disparou à espera.
Ela olhou para mim, inclinando a cabeça para o lado.
— Hum. Você está muito preocupada. Nós não temos de fazer isso se você não quiser.
Nós não temos que fazer o que? Eu pensei, desejando que eu pudesse perguntar-lhe se me usar como modelo foi um pretexto, e lhe dizer que se fosse assim, era uma pretensão que ela não tinha necessidade de manter. Eu olhei nos olhos dela.
— Eu quero.
Ela enfiou o lápis sobre sua orelha, olhando não convencida.
— Mmm. Em que posição seria a mais confortável para você?
Eu não podia dizer em voz alta às respostas que surgiram em minha cabeça a essa pergunta, mas o rubor que se espalhou pelo meu rosto como um incêndio falou por mim. Ela pegou o lábio inferior entre os dentes, e eu tinha certeza que era para conter uma risada. A mais confortável posição? Que tal com a minha cabeça presa debaixo de um travesseiro?
Ela olhou em volta do meu quarto e foi sentar-se no chão, contra a parede, de frente para o pé da minha cama. Joelhos para cima, o caderno de desenho em suas coxas, ela estava exatamente como eu imaginei na aula no outro dia. Só que ela estava no meu quarto, não no seu.
— Deite-se de barriga para baixo e descanse sua cabeça em seus braços, de frente para mim.
Fiz o que ela me disse.
— Gostou?
Ela acenou com a cabeça, olhando para mim como se absorvendo detalhes ou em busca de falhas. Vindo de joelhos, ela se aproximou o suficiente para passar seus dedos através do meu cabelo e deixá-lo cair sobre meu ombro.
— Perfeito! — Ela murmurou, correndo de volta para a sua posição contra a parede, alguns metros de distância.
Eu olhei para ela conforme ela esboçava, seus olhos se moviam para trás e para frente do meu rosto para o caderno de desenho. Em algum momento, seu olhar começou a se mover sobre meu corpo. Como se seus dedos deslizassem sobre meus ombros e nas minhas costas, minha respiração ficou presa na minha garganta e eu fechei os olhos.
— Caindo no sono? — Sua voz era suave. Próxima.
Abri os olhos para encontrá-la de joelhos ao meu lado, sentada sobre os calcanhares. Meu coração acelerou novamente em sua proximidade.
— Não.
Ela deixou o caderno de desenho e o lápis no chão atrás dela.
— Você já... Fez?
Ela balançou a cabeça ligeiramente.
— Não. Eu gostaria de fazer outro, se você não se importa. — No meu aceno, ela disse: — Vire de costas.
Rolei lentamente, com medo de que ela seria capaz de ver o meu coração batendo através da minha camiseta fina. Ela pegou o caderno de desenho e o lápis no chão e se levantou. Olhando para baixo, ela deixou seus olhos vaguearem sobre mim, e eu me sentia vulnerável, mas não em perigo. Eu sabia muito pouco sobre ela, mas havia uma coisa que eu sentia inequivocamente: segurança.
— Eu vou arrumar você, tudo bem?
Eu engoli.
— Uh... claro. — Minhas mãos estavam agarradas a minha caixa torácica, meus ombros curvados quase aos meus ouvidos. O que, não é assim que você me quer posicionada? Eu mal contive o riso nervoso que borbulhava com o pensamento.
Seus dedos cercaram o meu pulso mais próximo dela, e ela trouxe o meu braço sobre a minha cabeça, inclinou-o como se tivesse sido jogado para trás. Tomando a mão oposta, ela espalmou meus dedos sobre meu abdômen, sentou-se, olhou para mim um momento, e depois se moveu, também, sobre a minha cabeça, cruzando meus pulsos, como se eu estivesse presa. Eu lutava para respirar normalmente. Impossível!
— Eu vou mover sua perna. — Ela disse, seus olhos nos meus, me esperando assentir. Suas mãos em meu joelho, ela inclinou-o, deixando-o nivelado contra o colchão. — Ela pegou o caderno de desenho e virou a página. — Agora, incline o seu rosto em minha direção o queixo um pouco para baixo, está bom. E feche os olhos.
Eu lutei para permanecer relaxada, sabendo que, enquanto eu ouvia o risco do lápis através da página, ela não ia me tocar. Eu estava imóvel, os olhos fechados, ouvi o raspar do lápis no papel, interrompido pelo passar suave de seu dedo manchando uma linha ou uma sombra.
Do notebook na minha mesa, minha caixa de entrada fez um som, e meus olhos brilharam aberto. Sem pensar, me levantei sobre os meus cotovelos. Marie? Mas não havia maneira que eu pudesse verificar.
Santana estava me observando de perto.
— Você precisa verificar isso?
Marie ignorou meu e-mail toda à tarde, quando no passado ela tinha respondido tão prontamente que eu provavelmente estava mimada. Mas Santana estava sentada no meu quarto. Na minha cama. Deitei-me, voltei meus braços à sua posição anterior, e eu balancei a cabeça. Eu não fechei os olhos desta vez, e ela não pediu para que fechasse.
Ela voltou a esboçar, concentrando-se em minhas mãos por um longo tempo, e depois no meu rosto. Ela olhou nos meus olhos, e de volta para o exame intenso de seu desenho. Quando ela olhou para minha boca por longos momentos e desenhou, olhando, desenhando, olhando, eu queria chegar, pegar sua camiseta, e puxá-la para mim. Minhas mãos apertaram involuntariamente e seu olhar varreu para lá e voltou.
Com os olhos brilhando, ela olhou para mim.
— Brittany?
Eu pisquei.
— Sim?
— A noite que nos conhecemos... Eu não sou como aquele cara. — Sua mandíbula estava rígida. — Eu sei que... — Ela colocou um dedo sobre meus lábios, sua expressão se suavizando. — Então eu não quero que você se sinta pressionada. Ou subjugada. Mas eu, com certeza, quero te beijar agora. Desesperadamente. — Ela arrastou seu dedo sobre a minha mandíbula e na minha garganta, e depois em meu colo.
Eu olhei para ela. Finalmente compreendendo que ela estava esperando por uma resposta, eu disse:
— Ok.
Continua....
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