Notas iniciais
Só digo uma coisa, não digo nada e digo mais, só digo isso. Agora o bicho vai pegar. Espero que gostem.

Capítulo 48

Brittany,

Parece que ele quer você de volta, ou pelo menos, ele quer algo mais do que amizade. A questão é, o que você quer?

Minha família é só meu pai e eu. Tivemos velhos amigos conosco no Dia de Ação de Graças, então ele estava mais conversador do que teria sido sem isso. Quando somos apenas nós naquela casa, temos a tendência de ficarmos horas sem falar. Se você não contar o tipo de coisas como ― com licença e ― passe o sal, o silêncio pode abranger dias inteiros.

Meu pai é dono de um barco de pesca de aluguel. Não há muito acontecendo nesta época do ano na baía, apesar dele organizar viagens de pesca de alto mar ou passeios para a observação de aves nativas durante o inverno. Ele tinha agendado um para hoje, então nos despedimos às 05h00min, e aqui estou eu, de volta à minha casa logo após o meio-dia.

MS

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Santana estava a dez minutos de mim. Eu lutei contra o desejo de enviar um SMS e dizer a ela que eu estava de volta, também. Eu sabia que não iria ganhar esta batalha por muito tempo.

Eu desfiz as malas e lavei minha roupa. As máquinas em nosso andar eram de fácil acesso, apesar de haver tão poucos de nós de volta, mas isso não seria o caso amanhã, quando todos voltariam. Eu estava escolhendo a lavanderia que não exigisse que fosse para cima ou para baixo. Evitar completamente as escadas tornou-se uma das minhas manias. Eu não ia por ela absolutamente, mesmo em um grupo. Meu subterfúgio funcionou com todos menos com Rachel, que me olhou de perto na segunda vez que usei: "― Eu esqueci alguma coisa no meu quarto, eu te encontro lá embaixo."

Uma noite, ela me perguntou abertamente: "― Você está com medo de ir pela escada, não é?"

Eu estava pintando minhas unhas dos pés de vermelho sangue, e eu olhava para o pequeno pincel e tentava manter minha mão firme. Comece na cutícula, espalhe para cima. Comece na cutícula, espalhe para cima. "― Você não está?"

"― Sim", ela respondeu.

Nas outras vezes, era Rcahel dizendo: "― Oh merda, eu deixei minha bolsa no meu quarto. B, vem comigo pegar, sim?" Virando-se para os outros, ela disse: "― Hey, vamos encontrar todos vocês lá embaixo em 5 minutos."

........

Eu: Eu estou de volta.

Santana: Eu pensei que você não ia voltar até amanhã.

Eu: Eu mudei de ideia.

Santana: Então, percebi. Livre esta noite?

Eu: Sim.

Santana: Jantar?

Eu: Sim.

Santana: Eu vou te buscar às 19:00.

......

— Eu nunca tive alguém cozinhando para mim antes. Tirando minha Mãe.

Ela sorriu do outro lado do balcão, cortando vegetais crus e chuviscando algo sobre eles que ela havia misturado.

— Ótimo! Isso deve efetivamente reduzir suas expectativas. — Ela colocou os ingredientes num pedaço de papel alumínio, enrolou-os, e colocou-os no forno com o resto do jantar.

Eu inalei pelo nariz.

— Mmm, não, isso cheira bem. E parece que você sabe o que está fazendo aí atrás. Eu tenho medo que minhas expectativas estejam de forma estranhamente alta.

Ela regulou um timer, lavou e secou as mãos, e deu a volta no balcão, tomando minha mão e me levando para o sofá.

— Temos 15 minutos. — Sentamos lado a lado, e ela examinou minha mão, as pontas de seus dedos frios enquanto ela traçou as unhas curtas que não interferiam com a prática do baixo, seu polegar acariciando a palma da minha mão. Girando-a suavemente, o dedo indicador traçou para cima e para baixo, dentro dos vales sensíveis entre meus dedos. Ela desenhou uma espiral na palma da minha mão, movendo-se lentamente para o centro, e eu estava hipnotizada, observando e sentindo-a me tocar tão suavemente.

Seus dedos deslizaram entre os meus, palma com palma, e ela estendeu a mão para me puxar para o seu colo, seus lábios na base da minha garganta. Quando o cronômetro soou minutos mais tarde, eu estava além de ser capaz de ouvi-lo.

A refeição que ela preparou estava fechada em pacotes de alumínio individuais, legumes, batatas assadas e pargo que ela pescou dois dias atrás.

Lord T miou como um alarme de incêndio até ter sua própria porção do último.

— Então, eu acho que você está acostumada a cozinhar para um? — Eu perguntei quando nos movemos para a pequena mesa encostada contra a única parede vazia.

Ela acenou com a cabeça.

— Durante os últimos três anos. Antes disso, cozinhava para dois.

— Você cozinhava? Não a sua mãe ou seu pai?

Ela limpou a garganta, brincando com sua batata com o garfo.

— Minha mãe morreu quando eu tinha 13. Antes disso, sim, ela cozinhava. Depois... Bem, era aprender a cozinhar ou viver de torradas e peixe, o que eu suspeito que meu pai faça quando eu não estou em casa, apesar de eu tentar levá-lo para comprar frutas ou algo verde ocasionalmente.

Oh. Sua história se alinhava com a de Marie, viver com seu pai, sem irmãos, e ela deve estar consciente disso. Ela também era uma menina que tinha perdido sua mãe, e eu estava muito consciente de que não era hora de criticá-la pela duplicidade.

— Eu sinto muito.

Ela acenou com a cabeça uma vez, mas não ofereceu mais nada.

Depois que comemos, ela deixou o Lord T sair, voltou para a mesa e pegou a minha mão e me levou para seu quarto. Nós nos deitamos de lado no centro de sua cama, de frente uma para a outra, sem dizer nada. Seu toque era quase insuportavelmente leve, sussurrando sobre meu queixo, arrastando para o lado do meu pescoço antes de liberar os botões da camisa branca que eu tinha escolhido, um por um. Deslizando-a do meu ombro, ela tocou os lábios na pele nua, e eu fechei os olhos e suspirei. Minhas mãos se empurraram sob sua camisa até que ela se sentou, puxou-a sobre a cabeça, e com um movimento a arremessou, deitando em cima de mim e me beijando.

Sua boca era exigente, seus lábios separando os meus, língua dirigindo-se para minha boca. Eu pensei ter sentido um tremor se movimentar por ela quando minha mão agarrou o lugar no seu lado onde as palavras estavam inscritas. Ela me rolou por cima dela e empurrou a camisa do meu ombro oposto, deixou lá, meio removido, enquanto ela mudava a sua atenção para a pele nua acima do sutiã cor da pele, meu corpo todo tenso em direção ao seu como uma carga estática que me atraía para ela.

Sem causa ou explicação, ela parou na linha que eu tinha desenhado na semana passada. As palavras estavam limitadas a ―nossa e ―Deus e ―oh. E então nada além de sussurros e gemidos e sons ininteligíveis que só poderiam ser interpretados como sim, sim, sim.

— Eu deveria levar você de volta.— Sua voz era rouca. Nós não tínhamos falado em pelo menos uma hora. O relógio em sua mesa mostrava que o tempo tinha se arrastado até perto de meia-noite.

Ela me entregou meu sutiã descartado e vestiu o seu e puxou sua camisa sobre a cabeça. Quando eu fiquei de pé, ela segurou minha camisa enquanto eu deslizei meus braços nas mangas, e então ela me virou, abotoando os botões e inclinando-se para me beijar quando terminou, as mãos emoldurando meu rosto.

Em pé perto de sua moto, eu estava puxando minhas luvas quando a porta de trás da casa do outro lado do quintal se abriu e um homem surgiu, segurando um saco de lixo cheio da cozinha. Ele abriu o tambor de lixo com rodas e o jogou dentro, quando ele se virou para ir para dentro, notei que Santana estava imóvel, congelada, olhando para ele. Como se sentisse os olhos sobre ela, o homem se virou sob a lâmpada da porta de trás. Ele era o Sr. Schuester.

Continua...

Notas finais
Eai? Agora lascou pra nossa Santana/Marie. Beijão