Picks - Brittana
39 Capítulo 39
Notas iniciais
Capítulo 39
Deitando minha cabeça contra seu ombro, ambas as mãos deslizavam por meus quadris, encorajando-me a aproximar até que não houvesse espaço entre nós. Seus lábios continuaram o movimento contra mim, duro e doce, e minha cabeça flutuou enquanto ela passava sua língua pela minha boca, sua mão agarrou minha coxa, mergulhando entre as dela para que nossas pernas estivessem cruzadas juntas. Eu me inclinei contra ela e ela gemeu, uma mão massageando meu quadril e a outra se elevando contra meu suéter, dedos quentes se espalharam em minhas costas.
Um dos meus braços esmagado entre nós, eu coloco o outro contra o seu seio e começo a massageá-lo e corro ela para seu abdômen, dedilhando a abertura da frente de sua blusa de flanela, secretamente deslizando os botões pelos buracos, sentindo a variação entre a superfície lisa e a textura irregular da camisa de malha térmica abaixo dela. Camisa desabotoada, tirei-a de lado e deslizei minha mão contra seu quente e duro estômago. Ela prendeu a respiração e me afastei para me apoiar no meu cotovelo e olhar para baixo para ela.
— Quero ver suas tatuagens.
— Você quer, hein? — Seus olhos queimaram nos meus. Quando eu acenei, ela retirou sua mão do meu suéter e sentou-se, levantando uma sobrancelha para mim quando ela olhou para sua camisa desabotoada. Meu rosto se aqueceu com seu sorriso e ela riu, tirando a camisa e jogando-a de lado.
Alcançando atrás de seu pescoço, ela removeu a camisa de malha térmica branca, empurrando para frente por cima de sua cabeça, sem se preocupar se a maquiagem se arruinaria, ou se o blush iria manchar, ficando apenas de sutiã. Ela deixou cair sua camisa, do avesso, em cima da de flanela, e deitou novamente no chão, oferecendo-se para minha inspeção.
Sua pele era macia e bonita, seu torso dividido com definições de músculo, ela era aquela musculosa extremamente sexy e ainda super feminina, as duas tatuagens que tinha visto no meu quarto, um confuso design octogonal no lado esquerdo, e quatro linhas escritas na direita. Havia outra, uma rosa em cima de seu coração abaixo da curva do seio, que no caso só dava pra ver metade da rosa, as pétalas em vermelho escuro, o caule verde levemente curvado. Em seus braços eram a maioria desenhos e padrões, finos e negros como trabalhado em ferro.
Corri meus dedos por cada uma, mas ela não se virou e eu não pude ler as linhas do poema que se contorciam por seu lado esquerdo. Parecia com um poema de amor, e senti ciúmes pelo que quer que tenha inspirando-a a tamanha devoção, que a fez deixar tais palavras permanentes. Imaginei que a rosa representasse ela também, mas eu não podia perguntar.
Quando meus dedos trilharam por seu abdômen, ela se sentou.
— Sua vez, eu acho.
Confusa, eu disse:
— Eu não tenho nenhuma tatuagem.
— Eu já sabia. — Ela se levantou e me alcançou uma mão em minha direção. — Você quer ver o desenho agora?
Eu senti que deveria voltar com algo inteligente, como devo chamá-la de Santana ou Marie na cama? Mas eu não pude dizer. Me estiquei e peguei sua mão, e ela me levantou com facilidade. Sem soltar minha mão, ela se virou em direção ao quarto, e a segui.
A tênue luz externa do quarto iluminava os móveis e a parede adjacente a sua cama, onde pelo menos vinte ou trinta desenhos estavam grudados. Ela acendeu a luz e eu vi que a superfície inteira da parede estava coberta com cortiça. Eu imaginei se ela teria instalado, ou se estava aqui quando ela esteve procurando um lugar para morar, ela soube imediatamente que aquilo devia ser para ela.
As duas paredes cortinadas estavam pintadas com um cinza claro simples, e seus móveis eram negros e em nada como uma típica garota universitária, da cama Queen-size até a sólida mesa e cristaleira.
Me movi em direção ao espaço entre sua cama e a parede de desenhos, procurando por mim, mas distraída pelos outros, cenas familiares como horizonte do centro da cidade, rostos desconhecidos de crianças e homens idosos, e alguns de Lord descansando.
— São incríveis!
Ela veio para ficar ao meu lado quando meus olhos encontraram o meu rosto entre os outros. Ela escolheu um comigo de costas, olhando para ela. Seu posicionamento estava a baixo, no lado direito da parede. Aparentemente, este local de exibição indicaria menor importância, mas eu estava agudamente consciente de onde ela estava localizado em relação à sua cama — em frente ao seu travesseiro.
— Quem não gostaria acordar e olhar para isso? — Ela disse.
Eu sentei em sua cama, olhando para isso, e ela se sentou também. Eu estava abruptamente ciente de seu peito nu somente com um sutiã o cobrindo-o, e seu relato no outro quarto: “Sua vez, eu acho”. Me virando para ela, eu vi que ela estava me observando.
Eu estive tão certa de que esse tipo de momento iria conjurar memórias debilitadas de Sam, de seu beijo, de nossos anos juntos. Mas a verdade era, eu não sentia sua falta. Eu não podia cavar uma única causa de dor. Eu imaginei se eu estava anestesiada pelo pesar de perdê-lo, que seria preocupante ou se eu tinha chorado tanto e sofri tão profundamente no passado nas últimas semanas que tinha acabado. Acabado com ele.
Santana se inclinou para mim e a bolha de Sam estourou inteiramente. Sua respiração em meu ouvido, ela correu sua língua pela beira curvada, sugando o lóbulo e meu pequeno brinco de diamante, e meus olhos se fecharam enquanto eu murmurava um som de lembranças nostálgicas. Tocando o nariz em meu pescoço, ela deixou um gentil beijo, sua mão vindo para segurar o peso da minha cabeça, que tinha caído para o lado. Seu peso deixou a cama enquanto ela se ajoelhava no chão e retirava minhas botas antes de tomar seu lugar e tirar as suas próprias.
Seus lábios brincaram com os meus, e ela me puxou para o centro da cama me deixando reta. Eu abri meus olhos quando ela recuou e me encarou.
— Diga para parar, a hora que quiser parar. Entendeu? — Acenei. — Você quer parar agora?
Minha cabeça se moveu para os dois lados do travesseiro.
— Graças a Deus! — Ela disse, sua boca retornando para a minha, sua língua mergulhando para dentro enquanto eu cavava meus dedos por seus braços sólidos. Eu acariciei sua língua com a minha, sugando-a profundamente contra minha boca, e ela gemeu, puxando o suficiente para me levantar levemente e tirar meu suéter. Provocando um dedo por meu sutiã, ela seguiu a curva com seus lábios.
Quando eu empurrei contra seu ombro, ela parou, seus olhos sem foco. Empurrei-a de costas e montei-a. Suas mãos alisaram a minha cintura e me puxaram para baixo, e nos beijamos profundamente enquanto eu balançava contra ela. Minutos mais tarde, ela arrancou as presilhas de meu sutiã e puxou as alças pelos meus braços. Não tinha saído completamente antes que ela me deslizasse para cima e pegasse um mamilo com a boca.
— Oh! — Eu arfei, ficando mole em seus braços.
Nós rolamos de novo e eu estava debaixo dela, suas mãos traçando e circulando, seguido por sua boca. Então ela desabotoou minha calça e tocou o zíper e tudo caiu em torno de mim.
Eu tirei minha boca da dela.
— Espere.
— Parar? — Ela ofegou me observando.
Mordi meu lábio e acenei.
— Parar com tudo, ou simplesmente não ir mais longe?
— Apenas... Não mais. — Sussurrei.
— Feito. — Ela reuniu-me em seus braços e me beijou, uma mão enrolada no meu cabelo e a outra acariciando as minhas costas, nossos corações pulsando uma cadência que o músico em mim traduziu como um concerto de luxúria.
Continua...
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