Picks - Brittana
38 Capítulo 38
Notas iniciais
Capítulo 38
Eu corri pelo quarto como uma pessoa insana, tirando meus pijamas de flanela e colocando um sutiã limpo e calcinhas da limpa-mas-não-arrumada pilha da lavanderia. Roupas quentes... Suéter? Não. Jeans. Pretas da UGG. O suave suéter safira que fazia Rachel dizer: Isso faz com que seus olhos se destaquem. Depois de escovar os dentes, escovei o cabelo e amarrei na nuca, embora não soubesse o porquê.
Agarrando minha jaqueta preta de lã no caminho para a porta, eu deixei o prédio pela saída principal. Não tinha ido às escadas desde que Finn me pegou lá, mesmo quando significava passos a mais.
Santana estava no meio-fio, inclinando-se contra uma moto, braços cruzados em seu peito. Junto com suas conhecidas botas e jeans, ele usava uma jaqueta marrom escura que fazia seu cabelo negro se destacar. Me observando com aqueles olhos negros com a noite, seu olhar não vacilou de mim, não importava a distração de sábado à noite com barulhos de moradores indo e vindo. Ela não escondeu a varredura de cima a baixo sem pressa que deixou parte de mim derretida e desejando que me tocasse como havia me tocado no quarto.
Engolindo o caroço em minha garganta, eu lembrei da sua trapaça numa tentativa falha de apagar o desejo se espalhando em mim como lava, em câmera lenta, pesada e quente. Meu medo sobre sua moto ajudou a amenizar algum grau. Eu nunca tinha estado em uma antes, e não podia dizer se tinha alguma vez querido mudar o fato. Quando eu andei para ela, ela segurou um capacete extra.
— Acho que essa é a razão pela orientação sobre o cabelo. — Eu disse, pegando o capacete e examinando-o hesitante
— Você poderá soltar quando chegarmos ao meu lugar se quiser. Eu não sabia se você queria colocá-lo por baixo do capacete... Ou deixar solto e deixá-lo todo emaranhado do passeio.
Balancei a cabeça, pensando se precisava desfazer as tiras completamente ou apenas afrouxá-las.
— Nunca esteve em uma moto antes?
Do canto dos meus olhos, eu vi Carly e Olivia saírem do prédio atrás de um grupo de garotos. As duas garotas pararam e encararam Santana, e então para mim, enquanto eu fingia não notá-las.
— Hum. Não...
— Me deixe te ajudar com isso, então.
Depois, eu coloquei a alça da minha bolsa por cima da cabeça e posicionei-a cruzando meu peito, ela pegou o capacete e colocou em minha cabeça, fixando a tira embaixo do meu queixo. Senti-me uma boneca que balança a cabeça.
Uma vez que estávamos com capacetes e na moto, coloquei meus braços em volta dela e uni minhas mãos em seu abdômen, maravilhada com o quão firme era.
— Segure-se. — Ela disse, empurrando o suporte de apoio lateral. Sua sugestão foi desnecessária enquanto o motor rugia com vida, eu tinha um aperto mortal em seu torso, minha frente inteira pressionada seguramente contra suas costas, meu queixo encolhido e meus olhos pressionaram fechados. Eu tentei imaginar que estava em uma montanha russa, perfeitamente a salvo e presa em um carrinho ao invés de me empurrando pelas ruas em frágeis 227 kg ou então de metal e borracha, esperando que uma SUV com um bêbado não furasse o sinal vermelho e nos pegasse.
A corrida para sua casa, um apartamento em cima de uma garagem, levou menos de 10 minutos. Minhas mãos estavam dormentes com a combinação de agarrar uma com a outra e o ar frio de novembro correndo por elas. Enquanto as esfregava juntas, ela estacionou a moto na sessão pavimentada entre a garagem e as escadas abertas antes de se virar para pegar minhas mãos na dela, uma de cada vez, e massageá-las.
— Eu devia ter te lembrado de usar luvas. — Eu tirei minha mão da dela e apontei para a casa não muito longe dali.
— Seus pais moram ali?
— Não. — Ela se virou para subir a escada de madeira e eu a segui. — Eu aluguei o apartamento.
Ela abriu a porta para um enorme estúdio com parede, mas sem porta, definindo o que eu assumi ser o quarto no canto direito. Uma pequena cozinha aberta estava na esquerda, um banheiro entre os dois. No sofá, um grande gato laranja malhado me observou com uma felina característica de indiferença antes de descer e seguir para a porta.
— Esse é o Lord Tubbington. Pros íntimos Lord T. — Santana abriu a porta e o gato caminhou preguiçosamente para fora, parando para limpar uma pata.
— Lord Tubbington? Ele parece mais como... Duque. Ou talvez um Conde.
Ela fechou e trancou a porta, o fantasma de um sorriso levantando o canto da boca.
— Confie em mim, ele é superior o suficiente sem o nome da nobreza.
Ela tirou sua jaqueta enquanto cruzava o quarto em minha direção, e eu a encarei, começando a desabotoar minha jaqueta.
— Nomes são importantes. — disse.
Ela acenou, deixando cair seus olhos em meus dedos.
— Sim. — Eu empurrei os botões grandes demais através dos buracos lentamente, de cima para baixo, como se não houvesse nada debaixo. Deslizando seus polegares por dentro da gola, ela puxou a jaqueta de meus ombros, seus polegares escovando os braços do meu suéter.
— Macio.
— É cashmere. — Minha voz estava quase sem fôlego, e embora eu quisesse seguir com meu discurso sobre nomes, queria pressioná-la para saber por que ela estava me enganando, não conseguia jorrar as palavras da minha garganta.
O casaco caiu pelas pontas dos meus dedos e ela se virou, colocando-o em cima de sua jaqueta.
— Eu tinha um motivo escondido para trazê-la aqui.
Eu pisquei.
— É mesmo?
Fazendo uma careta, pegou minhas mãos.
— Eu quero te mostrar algo, mas eu não quero que você pire. — Ela suspirou. — Essa manhã, a última coisa, a defesa no chão... — Ela me olhava de perto, e eu tentei olhar para outro lugar, qualquer lugar fora de seus olhos, porque meu rosto estava queimando, humilhada, mas eu não conseguia tirar meus olhos dos dela. — Eu sei que você não acreditou que isso iria funcionar. Eu quero mostrar que vai.
— O que quer dizer com me mostrar?
Suas mãos apertaram as minhas.
— Eu quero te ensinar exatamente como executar. Aqui. Com mais ninguém olhando.
Foi a réplica da posição em si, mas também o pensamento de que ela me observava que tinha sido tão enervante essa manhã, mas ela não podia saber disso.
— Confie em mim, Brittany. Vai funcionar. Você me deixará te mostrar?
Eu acenei.
Ela me direcionou para o centro do espaço no chão, me puxou para baixo de joelhos ao seu lado.
— Deite-se de barriga para baixo. — Coração batendo forte, eu obedeci. — A maioria dos homens não tem treinamento de artes marciais e tudo isso, então eles não serão capazes de realizar os movimentos corretamente. E mesmo aqueles que fizerem não estarão esperando o que você irá fazer. Lembre-se do que Sebastian disse, a chave é fugir. — Eu acenei, minha bochecha no carpete, meu coração batendo contra o chão. — Você se lembra dos movimentos? — Balancei a cabeça, fechando os olhos. — Está tudo bem. Eu poderia dizer que você estava pirando na aula. A sua amiga fez a coisa certa, não forçando você. Eu não quero forçá-la, também. Eu só quero te ajudar a sentir o controle.
Tomei uma profunda inspiração.
— Tudo bem.
— Se você se encontrar nesta posição, você irá querer fazer esses movimentos automaticamente, sem perder tempo ou energia tentando afastá-lo e fim.
Eu endureci enquanto ela sem avisar usou o nome de Finn.
— O que?
— Era o seu nome. Finn.
A ouvi inalar, como se estivesse tentando manter o controle.
— Eu me lembrarei disso. — Ficou em silêncio por um momento. — O primeiro movimento parece contraproducente porque não fornece alavanca. Mas aí que está a coisa, você está tirando a alavanca dele. Escolha o lado que você quer rolar, e coloque este braço reto e para fora, como se você estivesse de pé e alcançando o teto. — Coloquei meu braço esquerdo pra cima como ela havia dito. — Bom. Agora, com seu outro braço, você dá a si mesma uma alavanca, e você já tira o equilíbrio precário dele. Palma aberta no chão, cotovelo para cima. Empurra pra baixo e role para o seu lado, projetando ele para longe. — Eu segui suas instruções, fáceis para fazer sem peso algum em cima de mim. — Podemos tentar? Eu empurrarei seus ombros para baixo e usarei o meu peso para segurá-la. Se você tiver um problema, apenas diga e eu estou fora. Tudo bem?
Lutei contra o pânico.
— Tudo bem.
Sua sutileza enquanto se ajoelhava por cima de mim, segurando meus ombros para o chão, era tão contrária à violência de Finn que eu quase chorei. Ela se abaixou sobre mim, sua respiração em minha orelha.
— Braço esticado. — Eu obedeci. — Palma estendida, e empurre forte, e role para seu lado. — Eu fiz como ela disse, e ela caiu para fora. — Perfeito. Vamos tentar novamente.
Nós fizemos os movimentos de novo, e de novo, e de novo, e cada vez ela estava mais forte e difícil de deslocar, mas ainda, eu a jogava, toda vez. Até eu erradamente empurra-la com meus quadris, tentando levantar.
Ela exalou duramente.
— Isso não funcionará, Brittany, embora seja uma resposta natural para algo não desejado em cima de você. A única forma segura de expulsar uma pessoa nesta posição é rolando para o lado. Eu sou muito forte para você me empurrar pra cima. Você tem que lutar com essa tendência.
Finalmente, tentamos com mais realidade do que qualquer outro momento. Ela me impulsionou pra baixo, e meu braço disparou para cima e para fora, mas eu tive dificuldade em libertar minha mão para alavancar. Finalmente, eu troquei de braço e consegui colocar minha outra palma no chão, impulsionei e rolei, jogando-a fora e para o lado.
— Merda! — Ela riu, me encarando enquanto estávamos no chão. — Você trocou de lado comigo!
Eu sorri para seu elogio, e seu olhar moveu para os meus lábios.
— Essa é a parte onde você levanta e corre como o inferno. — Sua voz era rouca.
— Mas ele não vai me perseguir?
Ficamos deitadas em nossos lados, dois pés de tapete entre nós, nenhuma fazendo movimento para levantar.
Ela acenou.
— Ele deve. Mas a maioria desses caras não quer desafiar a presa. Apenas poucos irão atrás de você, se você correr gritando.
— Ah.
Ela se esticou, pegando minha mão.
— Era suposto que eu lhe mostrasse o desenho, eu acho.
— Então não parecerá como se você tivesse me trazido sob completas falsas pretensões?
Seus olhos brilharam e minha respiração parou.
— Eu realmente quero que você veja o desenho, mas eu admito que isso é secundário para o que acabamos de fazer. Você se sente mais confiante agora, isso deve funcionar?
— Sim.
Ela se inclinou para cima em seu cotovelo, fechando a distância entre nós, impulsionando sua mão contra meu cabelo, movendo-a para cima para segurar meu rosto.
— Eu tinha outro motivo oculto para trazê-la aqui. — Inclinando-se lentamente, seus lábios se encontraram com os meus e o fogo, que tinha se tornado brasa desde que ela tinha deixado meu quarto na semana anterior, flamejou. Eu abri minha boca e sua língua pressionou para dentro, encontrou-se com a minha e a tomou. Virando sua cabeça, ela moveu sua boca sobre a minha, sugando meu lábio inferior, acariciando-o com sua língua e libertando-o para dar atenção ao de cima. Sua língua passou pelo espaço sensível acima dos meus dentes superiores e eu ofeguei.
E então suas mãos começaram a se mover.
Continua...
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