Notas iniciais
Olá leitores,Essa fic é uma 'releitura' de um filme indiano que amo tanto, Student Of The Year. Eu super recomendo.Espero que gostem.Prepare-se porque a história já vai começar.

Hoje acordei com meu celular tocando, era 03h00 am. Número desconhecido. Atendi e fiquei surpresa por estar falando com Nilima. Dez anos se passaram desde nossa ultima conversa. Éramos amigas no colegial. De repente, a noticia veio à tona, um grande amigo daquela época, Li, estava internado após um acidente.Estava na hora de nos reunir e passar por aquele momento juntos.

Era estranho. Talvez muitos pensem ' que besteira faz tanto tempo que não se vêem, não tem o porquê de se reunirem', porém todos concordaram de fazer essa surpresa para ele. Quando digo 'concordamos', me refiro a todos os mais próximos dele naquela época. Estou mais surpresa em saber que Kishan também concordou. Eu e meu marido, não pensamos duas vezes.

Depois de tanto tempo a maioria de nós temos nossos trabalhos, tarefas, e família, mas as lembranças daquela época fazem com que essa surpresa valha à pena.

Eu mudei com o tempo. Mudei pra melhor. Minhas escolhas foram decisivas e hoje não me arrependo do que fiz.Às vezes eu penso que a vida é apenas baseada em escolhas. Deve ser mesmo!

Kishan, Dhiren e eu, vivemos a melhor época das nossas vidas juntos, e saber que iremos nos reencontrar me faz relembrar de tudo o que passamos juntos. Brigas, ciúmes, festas. Coisas de adolescentes. Eu dou risada de tudo isso. O que fizemos foi engraçado e muitas vezes errado afinal tudo serve de lição.

Eu aprendi, e com meus erros tornei-me quem sou hoje.

*

2013

Estou a caminho de uma festa na casa do meu namorado, Kishan, ele é filho do dono da N.Y. High School, a melhor escola de Nova York. Todos batalham pra entrar nela. Na verdade apenas os que não têm tanta grana, eu estou estudando nela porque sou rica. Dá pra se ver apenas pelas minhas roupas e pelo meu jeito de andar. As pessoas me chamam de metida, arrogante, mas não me conhecem de verdade. Não sou nem um pouco assim.

Voltando... A festa está sendo dada pela mãe dele. Vários milionários estarão lá, nem preciso dizer o quanto vai estar um saco. O pior é que Randy vai estar lá, a menina mais irritante que existe. Se pensam coisas ruins de mim, dela pensam pior, porém não é só isso, ela vive dando em cima do meu garoto e ele ainda gosta. Homem é tudo igual. Kishan é o tipo de cara badboy que quanto mais mulher melhor. Foi um milagre termos começado a namorar. Já nos conhecíamos a 4 anos, e só ano passado ele decidiu me pedir em namoro.

Estacionei minha Trailblazer preta a alguns metros da mansão Rajaram, havia muitos carros ali, no mínimo uns 20. O meu carro parecia ser o mais ‘simples’. A maioria era Ferrari, Lamborguini, Jaguar e entre outros carros muito conhecidos.

A porta estava fechada. Nenhum barulho de festa dava para se ouvir por causa do isolamento acústico na mansão. Bati na porta, mas ninguém abriu. Decidi entrar por conta própria e foi isso o que eu fiz. Luzes coloridas iluminavam a enorme sala de estar repleta de bebidas e pessoas dançando. Muitos jovens estavam lá, achei que seria uma festa mais formal. Eu estava errada. Fui conversar com alguém do Buffe, e me disseram que aquela festa era para os filhos dos empresários que trabalhavam com o meu sogro. Apesar das meninas estarem bem vestidas, elas dançavam de um jeito vulgar apenas pra chamar atenção dos garotos. Essa mais parecia aquele tipo de festa que os pais deixam os filhos ir se eles levarem, os filhos mentem dizendo que não vai haver nada demais, vão arrumadinhos e quando chegam lá se soltam de um jeito totalmente diferente.

O mais intrigante é que eu não tinha visto Kishan ainda. ‘Com certeza deve estar com a Randy’, pensei. Peguei uma taça de vinho e andei por todo o térreo e nada dele aparecer, muito menos aquela coisa loira falsificada. Parei por alguns instantes e fui para sala de jogos. Havia uma multidão lá, eu nem conseguia passar direito pela porta, e em meio a tanta gente eu vi os dois. Randy estava com a mão em volta do pescoço de Kishan e cochichava algumas coisas em seu ouvido. Eu estava irritadíssima, fui direto até eles e puxei o braço do meu namorado.

–Não acredito que estou vendo uma coisa dessas. — disse quase gritando. Apesar de estar muito brava eu conseguia manter a calma. Não era a primeira vez e com certeza não seria a ultima. O problema é que eu o amo.

–Oi, Kelsey. — falou Randy, sorrindo descaradamente.

–O que foi amor? Não está acontecendo nada demais aqui. Estávamos apenas... Conversando. – ele olhou para ela e sorriu de um jeito arrogante.

–‘Nada de mais?’ Você não se toca mesmo não é?! – fiquei parada esperando uma resposta dele, mas quem respondeu foi à lambisgóia.

–Você que tem que se tocar querida. – disse ela enquanto jogava o cabelo para trás.

–Randy, querida, você sabe tirar mancha de vinho em roupas brancas?- ela queria jogar então seria do jeito dela.

– Não, por quê?- disse arqueando a sombra celhas.

–Porque vai precisar saber!- nesse mesmo instante joguei todo o vinho que continha na taça que estava na minha mão em seu micro vestido branco. Ela gritou de um jeito estrondoso, todas as pessoas pararam pra ver e começaram a rir. Coloquei a taça na primeira mesa que vi e simplesmente me virei decidida a não passar mais um segundo ali.

Apesar do barulho eu ouvia Kishan me chamando e vindo atrás de mim. Passei por todas aquelas pessoas e fui direto para meu carro. Apertei o alarme carro quando estava mais próxima dele quando o idiota do meu namorado me ultrapassou e ficou parado na frente da porta do carro impedindo minha entrada.

– Kelsey, porque fez aquilo? Está com ciúmes de mim?-perguntou.

–Você acha que estou errada se põem em meu lugar. Não estou com ciúmes só que mais respeito da sua parte.

–Desculpa meu amor. — ele me deu um na bochecha, e eu respirei fundo e balancei a cabeça.

– Ok. Mas que seja a última vez. — eu poderia ter colocado fim de vez ali, e eu apenas disse isso. Mancada minha.

–Pode deixa gata. Fica por favor.

–Não estou mais com cabeça pra festa. Ainda estou brava contigo. Pode ficar afinal a casa é sua. — o empurrei o bastante para conseguir entrar no carro.

Dei a partida o mais rápido possível e fui vendo ele pelo retrovisor até virar a esquina.

Eu estava cansada de tudo aquilo. Já nem sabia se o que eu sentia por ele era realmente amor. Acho que é mais pra viver de aparência. Não gosto de desmanchar relações. Agora o pior é que eu estou sofrendo.

Notas finais
Espero que gostem