Picada de Escorpião
1 Capítulo Único
Notas iniciais

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Lily Luna conhecia muito bem quase todos os animais mágicos e não mágicos que existiam, mas ela continuaria sempre a preferir o Escorpião.
Seus pais nunca lhe permitiram ter em pequena, por ser letal á menor picada .
Ela no entanto, sempre conservara o gosto, pelo fato de ser de carapaça bem dura e com tão simples gesto de picar, acabar com a vida, aquele pequeno ser, mas no mundo da Magia esse veneno podia ser usado para salvar inclusive vidas, se usado de maneira correta.
Era uma grande dualidade notara durante anos isso a deixara meio irrequieta, era um animal que nunca conseguira entender. Deixara de lado um pouco, sua obsessão, sua solidão e sua visão infantil, ingressando em Hogwarts, fora seleccionada para a Sonserina para grande espanto da família, já que seu irmão Albus Severus tinha sido seleccionado para lá, mas ela não se abalara sabia o porque disso.
O Chapéu Seleccionador que tinha sido remendado e refeito, dissera-lhe em sua mente:
“Detendes uma grande e saudável ambição, além de bastante perseverança, sua casa mais nada será que a morada das serpentes…”
E assim fora, como aluna da Sonserina aprendera-se a enturmar-se, sendo protegida dos que o irmão achava perigosos, só deixando ela praticamente com ele e seu melhor amigo, Scorpius Malfoy.
E fora ai que recomeçara a sua ambição, seu nome Scorpius, latim de Escorpião, era totalmente diferente da característica animal que esse animal significava, não era letal, não era salvador, mais bem era um garoto que vivia assustado, ou mal com que os outros falavam dele nas suas costas, sobre ser filho de Voldemort que sua mãe Astoria havia acobertado no ventre, que ela achava o maior absurdo desse mundo, já que Scorpius era a cara igual a seu pai, Draco Malfoy.
Seu pai começara a reclamar com ela por carta, quando chegara a saber que ela fizera amizade também com Scorpius Malfoy, o que a aborrecera bastante, mesmo que não demostrasse.
Ela estava sendo controlada, tinha certeza. Mas não via nenhum dos seus familiares circunda-la, tirando seu irmão Albus.
Inicialmente não se importava, preferia a solidão á convivência, sempre fora assim em seu seio famíliar, seu irmão mais velho, James amava brincar, quadribol que sempre lhe chamava, mas sabia que ela não ia e brincadeiras que incluíam atormentá-la, mas que quando ela revidava á altura, passara a temer mais, deixando-a mais vezes e só atormentando para jogar ou isso, mas começara a desistir com o tempo, já que ela nunca queria e voltara-se mais para os primos, Rose e Hugo Weasley, filhos da sua tia Hermione e seu tio Ron. Albus Severus, ela dava mais, era mais quieto e respeitava seu sentimento de quietude e introspecção.
Seus outros primos, já sabiam como ela era nem tentavam muito mais que trocar um cumprimento com ela e seguir sua vida, já que para eles Lily Luna vivia num mundo só seu e era um pouco estranha, até mais do que Rose quando se embrenhava nos livros que nem louca que queria aprender de tudo, já que ao menos essa vivia no Mundo de vez em quando, orgulhando o pai sendo boa jogadora de Quadribol, junto com seu irmão Hugo que juntamente com James eram o orgulho e a esperança Grifinória, ela notara. Com essa mania de compará-la a Rose, seus primos e irmão criaram na cabeça que ela vivia competindo com Rose, apesar de nem sua prima e nem ela alimentarem nenhum sentimento do tipo ou terem tentado isso, era até das poucas primas que tinha alguma convivência por partilharem um gosto similar pelo conhecimento.
Mas com o tempo, começara a sentir-se levemente incomodada, se achavam que vivia num Mundo seu e era estranha, quando entrara na Sonserina pareciam que lhe olhavam diferente, ainda cumprimentavam e seu irmão ainda a aborrecia, mas era diferente, parecia um constante teste, o tom mudava, conversas cessavam quando ela se aproximava .
E se sua família fazia isso com ela, imagine o que não fariam os outros que comentavam a suas costas, sobre como a filha do herói não conseguia ser como os outros.
Isso fizera isolar-se mais em seu “Mundo”, que resumia-se a ler os seus livros que com o tempo passaram de animais Mágicos e outras ciências, para romances em geral, ao menos ali ela fugia da realidade um pouco.
Mas houve alguém que não a deixara ir abaixo, seu irmão Albus e principalmente Scorpius, que sempre tentava pô-la rindo, comparando pasmem-se só Jane Austen a Meg Cabot , o que ela seriamente se questionava como ele sabia sobre autoras trouxas e ele com um sorriso triste e saudoso, comentava que a mãe tinha uma colecção de solteira que não soltara nem quando casara e então lera para sentir-se mais unido a ela .
A amizade deles crescia de dia para dia, perguntara-lhe o porque do nome e ele revelara meio corado que sua mãe e seu pai amavam a mesma constelação e por ser tradição nos Black, sua avó Narcisa quis manter e ficara Scorpius. Ela sorrira com essa constatação, arrancando um verdadeiro sorriso da Potter mais nova nessa época.
E foram tornando-se mais amigos, com o tempo, Lily Luna notara que era algo mais ao menos de sua parte…mas negara-se a acreditar nisso, não era seguro e não sentia-se feliz tentando sair do seu casulo.
Um dia quando passara férias de Verão com sua família, após o fatídico dia que quase perdera o irmão e Scorpius numa confusão de Vira Tempos, o coração de Lily Luna desesperara pelos dois, doía imenso e muito, mas eles voltaram , graças a Merlin.
E Lily Luna confusa com seus sentimentos, perguntara para sua mãe, meio cautelosamente, que era aquela dor no peito que ela sentia ao pensar que determinada pessoa podia partir?
E ela virara-se com seu melhor sorriso maternal, abraçando contra seu peito, seu cabelo ruivo combinando com o dela, retribuirá, sempre dera-se bem com Ginny, ela sempre a entendia e não tentava mudá-la e sussurrara-lhe ao ouvido:
“ Isso é amor, meu anjo….foi mais ao menos na sua idade que me apaixonei por seu pai…”
Lily sentira-se meio aterrada e assustada, mas era algo novo e que nunca havia sentido até aquele momento, afinal ela sempre vivera entorpecida e dormente em sua vida sempre quieta e silenciosa.
Scorpius viera com Albus, sorrindo imenso os dois, com alguns arranhões ainda recuperando do acidente de alguns dias, o loiro Malfoy sorria imenso, estava muito feliz e Lily sorrira involuntariamente era muito gratificante e feliz, vê-lo assim.
Este ao vê-la, sorri, indo abraçá-la bem forte e como ela amara aquele abraço era tão reconfortante e bem apertado, bem como ela gostava.
Ela aproveitara para ralhar com ele, dizendo que nem ele e nem seu irmão deviam de ter mexido com magia tão perigosa, eles faziam olhar bem dolorido mas escutavam, já deviam de ter ouvido o mesmo, umas mil vezes, mas o coração de Lily Luna fora esmagado quando ela ouvira uma frase que lhe rompera por completo.
“Mas valeu a pena só pelo fato de Rose querer ser minha amiga e sair comigo…já é um começo…”
Ela tinha suspeitas, mas ter a certeza, fora bem doloroso para ela.
Scorpius era apaixonado por sua prima Rose, sem querer ela fizera uma analogia bem amarga em sua mente.
De que se a picada de um escorpião, matava, aquela frase que Scorpius havia acabado de falar, havia-lhe dilacerado a alma e coração.
Afinal, ele tinha mais em comum com seu nome do que imaginara.
Limitara-se a sorrir e desejar as maiores felicidades e que se dessem bem, mas o coração da jovem Potter nunca mais voltara ao normal.
Por um longo período, ela tentara manter-se firme, passara sua adolescência tentando esquecer, e fingir que estava bem e que estava no seu normal, enquanto via Scorpius e Rose namorarem, para depois casarem, ao qual ela fora madrinha, apesar de ela reservar bem no fundo do seu coração a esperança de apaixonar-se novamente.
Mas sua crescente frieza que crescera sem que ela o desejasse e isolamento que ficara mais vincado, tornara-se poderosa e famosa por seus méritos, no avanço da magizoologia nas Poções, mas em nada alterara, o quão enregelado seu coração se tornara, ninguém arriscava aproximar ou ousar, para muita tristeza de seu próprio coração.
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