Photograph

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Voltei com mais uma ONEEEEEEE. Desta vez Thalico/Nicalia. Boa leitura, espero que gostem. Dedicada a minha amiga que se apaixonou pelo casal mesmo sem saber nada deles, e bom, agora sabe. ~corujinha-maria.

Por quê? Por quê? Essa era a única coisa da qual eu me perguntava.

Eu e Nico nunca fomos um casal normal, passávamos muito longe disso.

No começo, pior que cão e gato. Depois "Os Punks".

Namorávamos desde os 15 anos, sempre brigávamos porém em menos de dois dias voltávamos, poderíamos até ser punks e amar rock, mas nunca concordávamos com banda alguma, se um ouvisse ou fosse em um show da banda que o outro gostava, depois este outro ia no que ele gostava.

Aos poucos nos acertávamos. Sempre foi assim.

Quando as coisas dificultavam, tínhamos um ao outro.

Aos 16 anos, fomos comemorar um ano da nossa louca aventura como namorados, onde exatamente? No show do Green Day.

Minha banda favorita. Não sei como, acho que com os contatos do seu pai, ele conseguiu me levar ao camarote, ao palco e se divertia ao máximo com a minha alegria. Porque quando estávamos juntos apenas isso importava, a alegria um do outro. Nossa felicidade.

A partir dali, ninguém mais duvidava do nosso amor.

Fizemos um combinado, aos 18 iríamos para a faculdade, e alugaríamos a nossa casa. Teríamos o nosso canto.

Nossos pais são ricos e nos davam uma mesada, que ia em grande parte para um cofrinho, guardado em segredo de tudo e todos, cada vez que ele enchia colocávamos outro ao lado.

Aos 17 já tínhamos dinheiro, afinal, foi um ano não gastando nada que ganhávamos, mesada, dinheiro para lanche apenas o extremo necessário, passeios ao parque sem gastar.

Aos 18 demos entrada a casa, no lugar de nossas faculdades, havíamos conseguido bolsa de estudos, éramos finalmente mais livres que nunca.

Porém foi ai que uma coisa horrível aconteceu.

Serviço Militar Masculino Obrigatório.

18 anos.

Como não estávamos em guerra, não eram pegos muitos, mas entre aqueles poucos que foram pegos, levarem ele. O tiraram de mim.

Flashback ON

— Thalia, eu não queria. — disse baixo e com a voz triste.

— E se... e se você não... — não consegui terminar a frase por conta do choro.

Ele me abraçou e ficou comigo.

— Quando eu estiver longe, me lembrarei de como você me beijou, embaixo do poste de luz da 6ª rua, ouvindo você sussurrar pelo telefone, me espere para voltar pra casa.

— Eu vou esperar Nico. Eu sempre vou esperar.

***

Os escolhidos partiriam hoje para uma missão de paz, em meio a uma guerra.

A despedida com toda a certeza foi o mais difícil, ele teve a faculdade que mal havia começado trancada, os parentes se despedindo. E eu.

O levei até o porto, eles partiriam em navios até o local do outro lado do continente. Havia lágrimas de ambos os lados, o último abraço, o último beijo. As chances de voltarem eram mínimas, todos sabiam disso.

O outro país não queria paz, ele queria guerra, justiça.

Parei de ver todos os noticiários, não queria acreditar que ele havia morrido, mesmo mínima, ainda haveria uma chance.

Flashback OFF

Hoje, 3 meses depois, estão voltando os vivos, os feridos e os corpos dos mortos e desfigurados.

Durante todo o tempo, não assisti televisão, apenas séries, não queria notícias. Eles foram privados de cartas, de tudo. A guerra havia acabado. A justiça para o outro país havia sido feita.

E os militares apenas voltavam.

Sentei no mesmo porto onde o havia deixado, relembrando nossos últimos momentos juntos, com uma tirinha de quatro fotos, tirada no dia em que ele tomou coragem e me pediu em namoro.

Tínhamos mais um milhão de fotos, mas aquela capturou o momento e tudo o que sentíamos direitinho, era a minha preferida.

Aos poucos sem mesmo que eu pudesse notar, outras pessoas foram chegando. Bianca, irmã dele, se sentou ao meu lado e me abraçou de lado, enquanto fitávamos o horizonte na esperança de que ele voltasse.

O navio atracou, e a primeira pessoa que desceu foi ele. Começo a chorar e nem consigo me mover, ele me abraça e ficamos assim, até Bianca reclamar que também queria um abraço.

Mal podia acreditar que ele voltou.

***

As semanas seguintes foram ótimas, ele voltou a faculdade, estávamos mais juntos que nunca, tentando matar a saudade deste tempo longe e angustiante.

***

Notei que estava muito diferente, até que um dia ele saiu da aula mais cedo e disse que faria o almoço, nem me importei, ele é um ótimo cozinheiro.

Ao chegar a casa estava escura, e no interruptor uma mensagem sendo iluminada por uma lanterna:

"Não acenda a luz, nem pegue a lanterna."

Continuei meu caminho no escuro, após tantas noites sem dormir e andando pela casa, acabei gravando onde ficava cada coisa.

Jogo minha bolsa na sala e deixo meus sapatos no chão mesmo.

Ao chegar na cozinha tenho uma grande surpresa.

Havia uma mesa posta, à luz de velas e com um lindo jantar, no caso aqui: almoço. No fundo uma trilha sonora de Ed Sheeran.

— Vamos comer. — disse Nico saindo das sombras.

Aquele sem duvida foi o melhor almoço que já tive, a conversa fluía, nos divertíamos, trocávamos carícias.

— Quando eu estava lá... — começou Nico. — Havia uma senhora, ela ia morrer por conta da bomba que caiu perto da sua casa. Como estávamos em uma missão de paz, decidi ajudá-la.

"No começo os parentes quiseram me matar, mas ela disse que não era para fazerem isso, eu tinha o símbolo de primeiros socorros no capacete. Eu a ajudei, conversávamos enquanto eu fazia curativos.

"Os filhos não acreditaram na bondade que poderia existir em meio a guerra, eles me ofereceram água, eu estava morto de sede e aceitei.

" Quando eles saíram ela viu no bolso da minha blusa uma foto e pegou, era uma foto sua, que eu tirei antes de namorarmos. Contei a ela nossa história, até quando fui chamado para a guerra por conta de ter primeiro socorros, curso para bombeiro e certificado em algumas artes marciais.

" E ela me falou uma coisa muito sábia: 'O amor passa por muitas batalhas, quando estamos juntos, ninguém irá nos vencer. Casamento apenas comprova isso, vocês tiveram que provar muito e no fundo, são casados. Ninguém e nada jamais irá separá-los.'.

" E então eu pensei, por quê não apenas oficializar?" — pergunta ele sorrindo.

Ele coloca uma música que se parece muito conosco para tocar e se ajoelha na minha frente.

— Thalia Grace, aceita se casar comigo? — pergunta.

Loving can hurt

Loving can hurt sometimes

But it's the only thing that I know

When it gets hard

You know it can get hard sometimes

It is the only thing that makes us feel alive

Amar pode doer

Amar pode doer às vezes

Mas é a única coisa que eu sei

Quando fica difícil

Você sabe que pode ficar difícil algumas vezes

É a única coisa que nos faz sentir vivos

We keep this love in a photograph

We made these memories for ourselves

Where our eyes are never closing

Our hearts were never broken

And time's forever frozen still

Nós mantemos este amor numa fotografia

Nós fizemos estas memórias para nós mesmos

Onde nossos olhos nunca se fecham

Nossos corações nunca estiveram partidos

E o tempo está congelado para sempre

So you can keep me inside the pocket

Of your ripped jeans

Holding me close until our eyes meet

You won't ever be alone

Wait for me to come home

Então você pode me guardar no bolso

Do seu jeans rasgado

Me abraçando perto até nossos olhos se encontrarem

Você nunca estará sozinha

Me espere para voltar pra casa

Loving can heal

Loving can mend your soul

And it's the only thing that I know

I swear it will get easier

Remember that with every piece of ya

And it's the only thing we take with us when we die

Amar pode curar

Amar pode remendar sua alma

E é a única coisa que eu sei

Eu juro que fica mais fácil

Se lembre disso em cada pedaço seu

E é a única coisa que levamos com a gente quando morremos

We keep this love in this photograph

We made these memories for ourselves

Where our eyes are never closing

Our hearts were never broken

Time's forever frozen still

Nós mantemos este amor numa fotografia

Nós fizemos estas memórias para nós mesmos

Onde nossos olhos nunca fecham

Nossos corações nunca estiveram partidos

E o tempo está congelado para sempre

So you can keep me inside the pocket

Of your ripped jeans

Holding me close until our eyes meet

You won't ever be alone

And if you hurt me that's okay baby

Only words bleed

Inside these pages you just hold me

And I won't ever let you go

Wait for me to come home

Wait for me to come home

Wait for me to come home

Wait for me to come home

Então você pode me guardar no bolso

Do seu jeans rasgado

Me abraçando perto até nossos olhos se encontrarem

Você nunca estará sozinha

E se você me machucar, tudo bem querida

Apenas as palavras sangram

Dentro destas páginas você me abraça

E eu nunca vou te deixar ir

Me espere para voltar pra casa

Me espere para voltar pra casa

Me espere para voltar pra casa

Me espere para voltar pra casa

So you could fit me

Inside the necklace you got

When you were sixteen

Next to your heartbeat where I should be

Keep it deep within your soul

E você poderia me colocar

Dentro do colar que você ganhou

Quando tinha 16 anos

Perto das batidas do seu coração, onde eu deveria estar

Mantenha isso no fundo de sua alma

And

if you hurt me

Well, that's okay baby

Only words bleed

Inside these pages you just hold me

And I won't ever let you go

E se você me machucar

Bem, está tudo bem, querida

Apenas as palavras sangram

Dentro destas páginas você me abraça

E eu nunca te deixarei ir

When I'm away

I will remember how you kissed me

Under the lamppost back on 6th street

Hearing you whisper through the phone

Wait for me to come home

Quando eu estiver longe

Me lembrarei de como você me beijou

Embaixo do poste de luz da 6ª rua

Ouvindo você sussurrar pelo telefone

Me espere para voltar pra casa

— Sim. — respondo. — Eu aceito.

E então nos beijamos, nada nunca irá nos separar, já provamos isso, um sempre irá esperar o outro voltar, e nunca deixaremos o outro ir.

THE END, OU QUASE ISSO

Notas finais
Comentem aí suas opiniões. Espero que tenham gostado, e leiam minhas outras fics também. Beijos doces. ~corujinha-maria.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!