Phaeleh I

23 Capítulo 23 - Ternura


Notas iniciais
Miky: Olá meus queridos *-* Trouxe mais um capítulo para vocês... Enquanto o último tinha o título de "tragédia", este é sobre "ternura". Vocês entenderão bem por que. Apreciem a leitura!

Svan terminou de verificar os estábulos naquela manhã surpreendentemente ensolarada. Ele não havia tido perdas ali, mas o local necessitava de uma nova reforma para reparar os estragos.

– Obrigado por vir nos ajudar, irmão.

Skoll deu-lhe um sorriso brilhante acariciando o focinho de um cavalo amarronzado.

– Minha aldeia está em uma situação parecida com a sua, Svan. Temos enfrentado tanta água como vocês... Mas não tivemos o mesmo nível de destruição que vocês sofreram... Eu sinto muito pelas perdas.

Svan deu-lhe um aperto no ombro.

– Obrigado pela consideração. Desculpe perguntar dessa maneira, mas por que motivo veio nos visitar?

O líder dos Ulfhednar pensou um pouco antes de respondê-lo. Svan parecia não notar realmente seu motivo para estar visitando-o, porém ele tinha que colocar as cartas na mesa e fazer a sua jogada. Sabia o quanto o vilarejo de seu amigo havia sofrido, mas ele não iria dar com o pé atrás e esquecer-se de seu povo sofrendo também. Embora não fosse tão pior quanto aqui, este era um momento de ser um pouco egoísta. Ele sabia que Svan provavelmente iria precisar de riquezas e bens para recontruir a vila e manter a economia do seu, o que lhe era uma chance.

Skoll estava prestes a dizer-lhe algo, quando a expressão de Svan tornou-se estranha. Os olhos dele mudaram para algo atrás de Skoll. O homem lobo sentiu um cheiro adocicado, porém não enjoativo. Era uma mistura entre flores silvestres, selva e o frescor de um riacho.

Que estranho, pensou. Afinal com seu faro estupendo, ele nunca antes sentiu um aroma como esse. Ele se virou em seus pés e ficou surpreendido com o jovem que estava um pouco atrás da porta do estábulo. Ele parecia querer se esconder, ao mesmo tempo em que era óbvio percebê-lo ali.

– Meine, saia daí. — Svan rosnou profundo em suas palavras.

Skoll nunca antes havia visto essa expressão no rosto do Berserker, sequer essa forma de reagir.

Ainda permaneceu observando e seus olhos se arregalaram quando uma figura diminuta saiu detrás da porta do estábulo. A luz brilhante do sol iluminava através de medeixas tão louras quase brancas, o cabelo liso e brilhante que parecia suave e sedoso ao toque. Sua pele era tão alva como a neve, não tão normal como Skoll estava acostumado a ver em ruivos e pessoas loiras. Aquele era um albino. Totalmente diferente de qualquer um que Skoll antes já vira.

O jovenzinho tinha seus olhos escuros emoldurados por cílios grossos, longos e loiros, sobrancelhas definidas de mesma cor dos cabelos. Lábios avermelhados e um rubor próprio em suas bochechas fofinhas.

Porém, torceu as sobrancelhas em desgosto por ver uma criatura tão bonita com uma ferida como aquela em seu rosto. O olho esquerdo do garoto estava minimamente aberto, parecia um pouco inchado, porém não havia mais cortes, exceto por uma pequena atadura na sobrancelha. Uma mancha arroxeada fazia um enorme contraste em torno do olho. Parecia tão doloroso.

– O que te aconteceu, Meine? — A aura em torno de Svan se tornou penosa e havia dor em seu ser. Foi o que Skoll percebeu no homem. Uma extensa mancha de preocupação o ocupava, enquanto ele ignorou o líder amigo, para se aproximar do garoto loiro.

Skoll olhou melhor a criatura diminuta, notando suas orelhas pequenas e pontudas, identificando rapidamente que era um elfo.

– O que um elfo faz em suas terras, Svan? — Perguntou em um misto de confusão.

Svan parecia tão preocupado que não lhe deu qualquer atenção.

– Eu... Uh... — Os olhos do menino se encheram de lágrimas. Ele olhou em Skoll com medo, mas ganiu em dor por seu olho ferido.

Svan foi tão cuidadoso em levar uma mão suavemente à pele do elfo, tocando-a com esmero e evitando se aproximar da ferida.

– Meine... Conte-me, quem fez isto a você?

Naquele mesmo instante, o irmão de Svan, Niels, surgiu no local. Ele estava quieto desde que Skoll chegara, parecia abalado diante de toda a situação do vilarejo. Não se lembrava a última vez que o viu tão sem humor, sendo que o cara costumava ser energético, brincalhão ou brigão na maioria das vezes, e vivia zombando o mundo de Skoll, se gabando que ursos eram melhores e maiores do que lobos.

Ele estava quieto, e no momento em que entrou e avistou seu irmão, ele pareceu um tanto chocado com a presença do elfo.

Skoll fechou os lábios firmemente e decidiu observar, pois suas dúvidas estavam rapidamente sendo sanadas. Aquele elfo... Só poderia ser...

– Niels! Que bom que chegou. — Svan acenou para ele se aproximar. — Meine está ferido! Você não viu como isso aconteceu? Onde diabos Wray está?! — Ele parecia furioso, seu rosto ficando vermelho enquanto sua raiva subia a níveis extremos.

O elfo, no entanto, tocou sobre o peito de Svan na esperança de acalmá-lo, o que funcionou, por que o Berserker olhou-o ternamente.

– E-Eu... Fomos atacados na cabana... — Ele passou a dizer trêmulo, lançando um olhar estranho ao irmão de Svan.

Niels parecia ainda mais chocado, seus olhos eram enormes e o sangue havia drenado de sua face.

– Aquele elfo das trevas, ele... Arremessou algo em mim que me acertou... Wray me salvou e... Meus amigos elfos bateram nele e conseguimos fugir...

– Amigos elfos? — Svan torceu uma sobrancelha. — Mais importante, como saiu de casa nesta situação? Precisa de cuidados, está inchado e deve doer bastante. — Svan empurrou-o gentilmente para fora do estábulo, esquecendo-se de Skoll.

Niels estava pronto para sair quando o Ulfhednar agarrou-o pelo braço.

– Diga-me se aquele não é Phaeleh?

Niels empalideceu ainda mais.

– Nã-Não, claro que não! É apenas um escravo... O escravo pessoal de Svan.

O líder de Ulfhednar estava de olhos semi-cerrados, fitando Niels com uma tremenda desconfiança. Svan não saberia que seu próprio escravo é o Pheleh? Impossível. O líder Berserker jamais seria tão ingênuo a ponto de não perceber a divindade que aquela pequena criatura albina era.

– Svan! — Gritou. Ele se encaminhou para sair do estábulo, no entanto fora puxado pelo braço pelo agarre firme de Niels. — Ei!

– O que você quer Skoll?

O líder Ulfhednar rugiu para ele e se soltou a força do agarre do outro.

– Eu quero o Phaeleh! E eu tenho toda certeza do mundo que está em suas terras. É tão óbvio, por que ainda tentam esconder?

Niels suspirou, parecendo tão nervoso como nunca antes. Ele passou as mãos sobre seus cabelos, empurrando-os para trás.

– E se fosse, você iria declarar guerra contra nós?

– Você me conhece muito bem Niels... Sabe que desde que eu entrei no comando da minha matilha, assinei um tratado de paz entre nossos clãs. Eu não vou quebra-lo... A não ser que não queiram negociar comigo o Phaeleh!

Niels parecia ponderar sobre o assunto.

– Você deve conversar com Svan, eu não vou me meter... Mas por favor, você sabe em qual situação nós estamos, ambos os clãs... Não há nem possibilidade de iniciar uma guerra diante dessa frustração.

Skoll apenas assentiu. De forma que entendia Niels e concordava com ele.

Em parte.

Ele precisava ter Phaeleh, não importa o que, ele teria que levar o elfo para casa. Precisava negociar com Svan o quanto antes e resolver de uma vez por todas.

–*-*-

Svan levou Meine para o quarto assim que chegaram em casa.

– Meine... — Estava tão nervoso que mal podia formular palavras. O que ele tinha acabado de passar no estábulo. Era óbvio o motivo de Skoll ter vindo ao seu vilarejo. Não tinha sido por ajuda, ou por precisar de ajuda, ele tinha vindo com um intuito diferente, um interesse que Svan sabia muito bem do que se tratava.

Ele estava atrás de seu escravo albino.

– Você não devia ter ido até o estábulo... O que pensa que foi fazer lá?

Meine se sentou na cama fofa e cruzou os braços. Seu lábio inferior deslizando para fora enquanto ele parecia emburrar. Svan nunca antes o tinha visto assim. Seu escravo virou o rosto como se fosse suposto ser insuportável vê-lo.

– Meine... Fale comigo? Diga-me o que houve? — Svan tentou optar pelo que aprendera recentemente. Ele nunca antes tinha sido paciente com alguém desta forma, mas ele estava tão preocupado com Meine ferido e sabendo que Skoll estava em seu vilarejo, e que sabe-se quando — muito breve — Darius viria lhe fazer uma ilustre visita.

– Seu... Seu... — Os lábios de Meine tremularam.

Svan esperou para ver se seu escravo diria algo mais, e quando não o fez, ele se levantou frustrado e passou a retirar suas roupas com pressa. Notou os olhos quentes de Meine fitando-o com cuidado, porém não descruzando os braços.

– O que vai fazer, Van?

Que problemas havia com Svan? Porque ele amava quando Meine o chamava neste apelido carinhoso.

– O que pensa que iriei fazer? — Disse assim que estava da forma como veio ao mundo. Svan se espreguiçou a frente de Meine, expondo todos os seus músculos e sua virilidade.

Sabia que estava sendo admirado, Meine poderia dar-se um de durão, mas não podia esconder suas emoções naqueles olhos bonitos.

Svan imediatamente sentiu-se culpado.

O que estava fazendo? Ele não tinha como tentar nada enquanto Meine estava com aquele olho manchado. Ah se ele não estaria indo para se desfazer daquele elfo das trevas em uma morte repleta de tortura e sofrimento antes que desse fim a sua vida.

– Você vai... — Meine mordeu seu próprio lábio inferior e descruzou os braços.

Bom.

– Nós vamos para a banheira.

Meine olhou-o de uma maneira tão inocente que de alguma forma aqueceu o coração de Svan, e quando o mesmo se percebeu, estava sorrindo-lhe ternamente. Ele se inclinou, puxou o albino para ficar de pé e então enlaçou seu corpo, sua cintura, apertando-o contra seu próprio corpo nu.

Fora de imediato que as mãos pequenas, quentes e macias de seu doce escravo estavam alisando-o o peito, tocando sobre seus mamilos, onde sabia que gostava. Svan grunhiu profundo com paixão, sentindo-se esquentar em seu baixo ventre.

Ele jogou Meine sobre o ombro e o levou ao banheiro em conjunção com o quarto. Quando entrou, depositou seu pequeno escravo em um pequeno banco de madeira, enquanto enchia a banheira com a alavanca. Água quente jorrou das torneiras de bronze. Svan se ajoelhou a frente de Meine, tendo o benefício de olhar diretamente o rosto de seu escravo, que mesmo com aquela imensa mancha roxa em torno de um olho, ainda sim pare ele... Para ele era tão bonito, tão doce. Meine era uma gracinha.

Céus, ele nunca antes sequer pensou que um dia pensaria na palavra "gracinha".

Mas que raios!

Suas mãos grandes e calejadas pelo trabalho duro seguiram para as vestes de Meine. Svan não as retirou em primeiro lugar. Ele tocou justamente sobre os ombros finos, e as deslizou sobre o tecido para seu peito, alisando sobre as pequenas protuberâncias que mesmo cobertas, era possível vê-las tornararem-se pequenos picos duros e trêmulos. Svan deixou morder uma delas e se deliciou com um suave gemido engasgado de Meine.

Seus lábios subiram para o pescoço, beijando suavemente a pele, enquanto uma de suas mãos seguiram para trás das costas de Meine, apoiando-o no mesmo momento que outra de suas mãos fora justamente sobre a virilha coberta de Meine e apalpando sobre seu pênis que já se encontrava ereto.

Svan lambeu seus próprios lábios na imagem de Meine nu na banheira, segurando as bordas da mesma, enquanto empinava seu traseiro doce e Svan se afundava deliciosamente no calor quente.

Mas lembrando-se do sentimento de culpa que ainda permanecia em seu coração sempre que olhava o rostinho sofrido de Meine, fazia todo o esforço possível para controlar-se.

Não neste dia. Ele não iria foder as coisas pior, assim como havia feito aquela vez. Ele tinha aprendido sua lição. Não com Meine, não seria um estúpido inconsequente com seu pequeno escravo especial.

Uh... Especial eh?

– Van... Nn... — Meine se contorceu no banco, suas pernas se abrindo mais amplo, enquanto Svan apalpava sobre sua ereção. Os cordões da calça foram desfeitos lentamente enquanto o Berserker ainda beijava seu pescoço, deslizando sua língua sobre a orelha pontuda Meine.

Svan deleitou-se com o estremecer do elfo e o pequeno choramingo de necessidade.

– Vamos logo desfazer dessas coisas. — Disse ele em um sorriso travesso. Svan se afastou e passou a desabotoar a camisa de Meine, deslizando-o fora de seus braços e observando com ternura o peito nu, liso, porém seu escravo não era todo um magro, Meine tinha umas curvinhas que fazia Svan querer olhar e admirar seu corpo, como se de alguma forma fosse diferente dos demais.

Com certeza era.

Rapidamente Meine estava nu, suas roupas bem longes em um canto reunidas em um monte. Svan, ainda ajoelhado a frente dele, envolveu seus braços em torno da cintura de Meine e beijou o seu queixo fino.

– Estou preocupado...

As mãos pequenas alisaram suas costas, subindo para seus cabelos cor de areia.

Svan deleitou-se com o carinho em suas próprias medeixas.

– Eu sei. Eu fiquei bravo com você, mas você não tinha culpa...

O Berserker olhou-o confuso.

– Bravo comigo? Por quê?

Os olhos de Meine tornaram-se brilhantes com lágrimas. Svan ficou abismado.

– Ontem... Eu queria... — Ele fungou e foi tão bonitinho. — Pedi a Wray que o chamasse, porque estava com medo... Achei que ficaria cego porque doía muito... Tive medo, Van. — Meine suspirou para não se deixar chorar. — Mas você não veio e eu fiquei esperando. Eu não consegui dormir a noite toda sem você.

Svan quase caiu para trás com o sentimento exagerado de que uma flecha da grossura de um tronco tivesse atravessado seu peito esmagando seu coração. Ele só soube que depois dessa ele com certeza não seria o mesmo.

Seu coração pulsou em uma vontade descontrolada de cuidar de Meine.

– Wray não foi falar comigo. Eu estive o tempo todo ajudando com o salvamento das pessoas e depois tive que acompanhar meus sentinelas a levarem os corpos para serem velados... Tive tanto trabalho, você me entende.

– Sim... — Meine colocou suas mãos sobre os ombros fortes de Svan. — Por isso não te culpo. Mas... Por que será que Wray não lhe disse nada?

– Eu não sei. Talvez ele tenha pensado melhor, vendo como a situação do vilarejo estava... — Aquela não era a melhor resposta para Meine. Se Svan soubesse que ele havia sido ferido, provavelmente correria para socorrê-lo, não importa onde e em quais condições. Pensar sobre isso dessa maneira, foi assustador para Svan. — Esqueça. Apenas te quero agora, pequeno. Meu peito dói... Tive uma noite tão ruim.

Os braços de Meine envolveram Svan — ao menos tentaram — e seu rosto afundou nos cabelos cor de areia.

– Você é um bravo guerreiro, Van. Seu povo deve se orgulhar de você.

E pensando sobre isso, o próprio líder sentiu-se orgulhoso, não de si, mas um orgulho diferente. Talvez algo como um egoísmo para não dividir o seu elfo com ninguém, por ele ser tão terno e tão amável, por Meine ser diferente e um verdadeiro presente dos deuses. Svan não sabia ao certo, mas ele estava...

Oh deuses, não.

Ele não iria admitir que estava apaixonado. Isso simplesmente não existia em sua politica de como ser um guerreiro berserker. O amor com um escravo — isso não existia.

Mas... Então o que era este sentimento quente? O que era essa tamanha vontade de envolver Meine em algodão e guardá-lo dentro de uma caixinha e escondê-lo dentro do guarda roupa?

– Obrigado.

Svan se ergueu, ajudou o elfo a se levantar e então entrou na banheira, auxiliando um Meine tímido e trêmulo para ficar entre suas pernas.

Dessa vez foi diferente. Ele não esperou que Meine se virasse e passasse a limpá-lo com a esponja e toalhinhas, ele fez dessa vez.

Svan tomou o vidro com sabão líquido de ervas que costumava usar e despejou em suas mãos, espalhando sobre as costas de Meine e massageando seus músculos suaves. O loirinho rapidamente relaxou contra o peito de Svan quando o mesmo passava a massagear a frente de seu peito agora, ora deslizando próximo a virilha sem nunca tocar lá e sobre seus mamilos, cujo mesmo carinho arrancava-lhe suspiros de prazer.

Meine estava com seus mamilos rosados durinhos como frutinhas e sua ereção apontava para cima ainda dentro da água. Svan então tentou uma coisa, ele puxou suas próprias pernas juntas enquanto Meine se sentou escarranchado sobre suas coxas. Então Svan abriu um pouco suas próprias pernas e inclinou Meine para frente, para se segurar em seus joelhos.

Oh que visão era aquela! A água mal cobria as nádegas branquinhas de Meine, com um saudável rubor sobre elas. Era lindo, e quando mais Svan abria suas próprias pernas, mais as coxas de Meine de abriam também, consequentemente expondo sua abertura rosada.

Svan não soube o que deu nele, mas foi uma fome avassaladora. Seu pênis doeu e ele próprio soltou um ganido como um cão faminto. Suas mãos grandes espalmaram o traseiro de Meine, abrindo as duas bandas e fechando, várias vezes, o que fez Meine olhá-lo sobre o ombro com uma sobrancelha arqueada e bochechas muito vermelhas.

– O que está fazendo Van?

Svan soltou outro grunhido.

– Oh Meine, se você soubesse o quanto me tortura... Queria bater em você aqui mesmo na água.

Os olhos do garoto se arregalaram.

– Me bater?!

Svan fez um som quase como uma risada.

– Não nesse sentido... — Ele se inclinou para frente e embalou Meine em seus braços, sussurrando em seu ouvido. — Eu quis dizer penetrá-lo bem aqui... — Svan levou a mão ao traseiro de Meine, tocando sua entradinha. O elfo estremeceu e olhou sobre o ombro com uma expressão tão malditamente prazeirora que Svan apenas fez uma careta, sabendo que era a primeira vez que um amante seu estava o fazendo ser submisso a este prazer sem limites.

Com Meine ele tinha sentido tantas coisas que nunca antes experimentara com alguém. Não o mero prazer carnal, se admirava que a esta altura não estava fodendo-o duro na banheira, apenas brincando com ele e sem ter a intenção indigna de penetrá-lo, ou enganá-lo para então encurralá-lo.

Ele realmente queria muito fazer isso, mas algo dentro de si lhe dizia para ser paciente, calmo e suave com Meine.

– Van... Deixe-me sentar direito? — Meine pediu baixinho.

Svan ajudou-o a sentar-se de frente para ele em seu colo, então embalou o rostinho em suas mãos e lambeu seu queixo. Meine estava corado até as orelhas, era tão lindo.

O garoto o abraçou, e foi tão terno e carinhoso para Svan que ele quase teve o impulso de se afastar, mas não o fez. Simplesmente aceitou e correspondendo-o, o abraçou também.

Meine soltou um suspiro de contentamento.

– Estou nervoso...

– Eu sei. Posso sentir em você.

– Você pode? — Svan beijou seu ombro.

– É estranho, não? Em você posso sentir o que há em seu coração... — Meine se afastou um pouco e massageou sobre o peito de Svan. — Está angustiado, nervoso, decepcionado consigo mesmo e triste... Há muita tristeza aqui... — Os olhos de Meine voltaram a brilhar com lágrimas.

Svan o puxou para um abraço novamente e o fez deitar a cabeça em seu peito, apoiado pelo lado direito onde não estava ferido.

– Você está certo. Apenas você pode acalmar meu coração Meine, o que há em você?

– Eu sou o Phaeleh.

O silêncio pairou entre eles. Svan não sabia como responder a isso.

– Vamos... — Ele ficou sem jeito. — Vamos sair da banheira? A água está esfriando, perigoso ficar doente.

Eles saíram da banheira e Svan secou Meine cuidadosamente, admirando seu corpo a cada oportunidade. Terminou que ele deixou seu elfo nu da forma como estava e apenas vestiu calças em si mesmo. Ele voltou a tomar Meine sobre o ombro e o levou para a cama e ali o depositou. Veio sobre o corpo pequeno e se acomodou sobre ele, sem colocar muito de seu peso para não ficar desconfortável. Seus olhos fitavam os olhos de Meine, escuros porém emoldurados com lindos cílios brancos.

– Quem disse isso a você? — Perguntou sério.

– Disse o que? — Meine levou um dedo ao queixo de Svan, alisando a pele espinhando com a barba para fazer. Gostava disso.

– Que é... Que é o Phaeleh? — Svan torceu as sobrancelhas, o simples toque do garoto em si lhe fazia se sentir estranho, um pouco fora de órbita talvez.

– Foram os meus amigos elfos... Você tem que conhecê-los Van. Eles salvaram a mim e Wray do elfo mau. Eles eram três e se pareciam...

Svan torceu as sobrelhas na sua carranca pensativa. Então jogou-se para o lado de Meine e o trouxe para deitar sobre si, puxando algumas peles para cobrir a pele exposta do elfo. A pele de Meine fazia um contraste diferente contra sua pele dourada.

Deu a concluir que os elfos de luz já estivessem de olho em Meine. Droga. Darius já devia estar no clã.

Ele olhou em Meine, o mesmo olhando-o atentamente. Então sorriu — o que raramente fazia para outras pessoas.

– Se prepare, porque vou explicar a você o que ser o Phaeleh significa.

Continua...

Notas finais
Miky: Espero que tenham gostado do capítulo *--* Obrigada a todos pela leitura! Até a próxima! Beijinhos