Notas iniciais
oi gente ♡

ces acharam mesmo que eu não ia postar OUTRA fanfic solangelo? pois estavam enganadissímo jejrudjkdis

ok, ok, ok, então. deixa eu explicar; a narrativa dessa fic é um pouco diferenciada. a maioria dos capítulos são curtinhos assim, então eu vou postar sempre mais de um por vez. eu já tenho ela quase toda escrita. vão ser três atualizações dela, se eu não decidir mudar a maneira como vou postar.

de qualquer forma, escrever ela foi muito importante pra mim. eu espero que vocês gostem, de verdade.

qualquer erro, é só me avisar. tanto na questão de escrita como no plot. cês podem me mandar mensagem privada à vonta. quem quiser me chamar no twitter: @writerainbow

enfim, não vou ficar enrolando mais kdosoaj tô ansioso pra saber a opinião se vocês ♡

boa leitura ♡

Se alguém perguntasse, Nico diria que a sensação é semelhante a ter um orgasmo.

Ele precisava muito ter um orgasmo naquele momento. Muito.

Podia sentir sua pele coçando. Latejando. Pedindo. Implorando.

Sentado no chão do banheiro usando apenas boxers, ele se perguntou mais uma vez o que poderia fazer para evitar. Não havia nada.

O piso frio causava um desconforto em suas pernas nuas. Era bom.

Desconforto.

Apoiou a cabeça entre os joelhos.

Desconforto.

Havia duas vozes em sua mente. Uma gritando vá em frente e outra dizendo pare de ser burro.

A lâmina estava ao seu lado. Ele gostava de olhar. Ver o sangue saindo de dentro de si. A dor era boa. Mesmo depois, era boa. Quando vestia a calça e o tecido arranhava as linhas vermelhas em sua coxa, ele gostava. Mas nada se comparava ao momento em questão. Como disse, um orgasmo.

Nico pegou o celular em cima da pia. Perto da meia noite. Seu pai estava dormindo no quarto no fim do corredor. A irmã estava em algum quarto na Itália. A mãe estava a sete palmos do chão. Não havia ninguém para ligar.

Bem, havia Jason. Era uma opção, mas não de verdade. Jason tinha seus problemas. Nico não podia simplesmente jogar aquela merda em cima dele.

Simplesmente não.

Quando se sentou novamente no chão, Nico percebeu que aquilo era, realmente, um problema. De verdade.

Tinha começado sendo apenas algo que fazia as vezes. Agora não conseguia passar nem um dia sem. Não queria fazer, mas fazia de qualquer forma. Porque era bom.

Porque o deixava vivo.

Com a lâmina na mão, ele se apoiou na parede.

Quando Nico di Angelo saiu do banheiro naquela noite, não havia sangue no piso branco, como no dia anterior.

Porque dessa vez ele limpou tudo muito bem.

Se envergonhando de cada pedaço de papel higiênico manchado de vermelho.