Petter The Hunter
1 "Todos começam a caçar, por um motivo"
Eu era só um adolescente comum, tinha 17 anos, vivia em Lawrence-Kansas, estava no 3º ano do ensino médio, em uma noite eu estava no quarto estudando e minha irmã, Emma, de 15 anos estava dormindo no quarto dela, meu pai Carl e minha mãe Elizabeth tinham saído, e pediram pra eu ficar de olho na minha irmã. Eu ouvi um barulho no quarto dela e corri para lá com um taco de baseball na mão.
– Emma? Emma? - Eu fiquei mais assustado ainda, pois ela não respondeu. Quando cheguei ao quarto dela tinha uma “pessoa” em cima dela, mas eu acho que não era totalmente humano, eu ataquei a “pessoa”, e ela me empurrou, eu bati na parede, e antes de desmaiar, vi os dentes da “pessoa”, mas não eram normais, ela tinha muito mais dentes, que o normal, como se fossem presas.
Acordei amarrado em uma coluna, e não conseguia me soltar, eu não fazia ideia de onde estava. Prestei bem atenção pra ver se reconhecia algo, mas não reconheci, quando virei a cabeça para a direita, vi que tinha um cara dormindo, e soube que foi ele que estivera no quarto da minha irmã mais cedo. Quando virei a cabeça para o outro lado, eu vi a minha irmã, presa em outra coluna, ela ainda estava inconsciente, tentei acorda-la sem acordar o homem, mas foi em vão. Então depois de muitas tentativas, eu consegui.
– Emma? Você acordou?
– Sim Pett. — Eu fiquei aliviado quando ela respondeu.
– Ainda bem, você sabe onde nós estamos? – Perguntei aflito.
– Não. – Eu fiquei completamente perdido, teria que me salvar e salvar a minha irmã, mas nem fazia ideia de onde nós estávamos.
– Esperava que você fosse dizer isso. — Olhei para o homem, para ver se o reconhecia.
– Espera… Eu conheço esse lugar, eu já estive aqui antes, é a casa do meu ex-namorado Jerry. — Esse nome era familiar, então eu lembrei.
– Jerry? Ele não tinha se mudado a um mês atrás? — Falei surpreso
– Não, os pais dele se mudaram, mas ele e a sua irmã ficaram aqui. – Verdade. Lembro que a amiga da irmã dele falou isso pra mim.
– Você tem falado com ele recentemente? - Perguntei com o tom de voz baixo, para não acordar o homem.
– Na verdade não, ninguém sabe dele faz um mês já. — Eu não entendi. Se o garoto não se mudou, como ninguém sabe dele há um mês?
– E ninguém chamou a policia nem nada assim?
– Não todo mundo acha que ele e a irmã foram pra casa dos pais por um tempo. – Fiquei muito surpreso com isso.
– Muito estranho, eles teriam avisado pra alguém. — Um barulho na porta dos fundos da casa, nos deixa intrigados, eu a mando fingir que está dormindo e faço o mesmo.
Fingindo que estou dormindo, eu vejo uma menina e a reconheço, pois já tinha visto ela com o Jerry, é a irmã dele. Mas ela não era a mesma, estava mais musculosa, e parecia mais saudável. Eu vi que ela estava comendo alguma coisa, e depois de olhar bem para ver o que era.
–Meu deus! É uma perna. – Sussurrei.
Eu não sabia o que estava acontecendo, só sabia de uma coisa, tinha que sair de lá antes que a menina tentasse me comer ou comer minha irmã. Eu não sabia o que fazer, então de repente senti o nó que estava na minha mão afrouxando alguém estava me soltando. Eu achei que estava livre, mas algo me atingiu na cabeça e eu apaguei. Acordei com a luz do sol no meu rosto, eu estava preso em uma casa abandonada, tentei usar o celular, mas estava sem sinal, depois de um bom tempo, eu consegui arrombar a porta e sair, eu não sabia onde estava, mas com certeza não era mais em Lawrence.
Procurei algum lugar para pedir ajuda, achei um posto de gasolina, descobri que estava em: Louisiana — Missouri. Fica a umas 4 horas de carro e eu não estava com o meu. Um homem percebendo que ele estava transtornado falou:
– O que você tem amigo?
– Eu e minha irmã fomos sequestrados, eles bateram em mim, e eu acordei aqui, não faço ideia de onde está minha irmã e nem ao menos se está viva.
– Meu deus. De onde você é?
– Lawrence — KS.
– Ok, eu estou indo para Kansas mesmo, posso te dar uma carona até lá. — Eu fiquei muito aliviado ouvindo isso.
– Obrigado senhor, de verdade.
– De nada amigo… Como é seu nome mesmo?
– Peter e o seu senhor?
– Harry, agora entre no carro, quero chegar lá antes do anoitecer.
– Ok. — Eu entrei no carro e nós começamos a viagem. Depois de um bom tempo em silêncio, Harry tenta puxar assunto.
– Então, você lembra como eram essas pessoas que pegaram você e sua irmã?
– Pouco, acho que eram 2 homens e 1 mulher.
– Você os conhecia?
– Dois deles sim, mas eles não eram os mesmos, estavam diferentes. — O senhor ficou aflito com o que eu disse.
– Como assim “diferentes”?
– Eles… Nada, esquece.
– Qual é? Você pode me contar. — Então eu decidi contar
– Ok, você vai achar que é loucura, mas… Eles não pareciam humanos.
– Não pareciam humanos? como assim?
– Eles tinham muitos dentes amais, comiam carne humana, eu até pensei que pudessem ser vampiros, mas isso não existe… Não é? - O homem ficou espantado quando eu falei isso.
– …Não, claro que não. — Eu percebi uma negação, mas eu achei que o homem, só pensou que eu estava louco.
– Foi o que eu pensei.
– Peter, pode descrever como eles eram?
– Como assim?
– Eles tinham uma força “sub-humana”?
– Sim, como você sabe disse?
– Palpite de sorte.
Mais algumas horas se passaram, sem nós dois falarmos uma palavra e então chegamos na minha casa. A porta estava arrombada, e tinha uns 3 carros de policia no local, eu sai do carro e fui até um policial.
– O que houve xerife? - Perguntei muito inquieto.
– Ah… Seus pais Petter, alguém ou alguma coisa os matou.
– O que? - Meu coração quase para, eu não acreditei que perdeu a família toda, em um fim de semana.
Notas finais
Cometem o que acharam =D
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