Assim, não foi nenhuma surpresa quando meu próximo pesadelo consistiu em uma versão de mim mesma morando na rua, sem família ou amigos. Dramático? Talvez.

Parte de mim tentava se convencer de que o meu medo da solidão era resultado de uma preocupação excessiva com a ideia de me encontrar na miséria e não ter nenhum tipo de amparo financeiro, mas alí, naquela marquise fria embaixo da chuva, o que me trazia o maior incômodo de todos era não ser vista de todo. Invisível e completamente inumana.

E por mais sédulo que fosse qualquer ato que eu fizesse, tudo falhava torpemente.