As semanas passaram após meu encontro desastroso com a psicóloga despreparada.

Chorei, chorei muito.

Vi as folhas das árvores renascerem com o calor, o sol irradiar seu brilho através da minha janela. Parecia que a natureza estava me pregando uma peça coberta de pulhice, com seus galhos nodosos retorcidos, perfeitos, com frutos esculpidos pendendo nas pontas, em contraste ao meu semblante moribundo e minhas maçãs do rosto flácidas.

Por que estava tão deprimida? Por que tantos pesadelos? Que pecado havia eu cometido para tal punição?

Foi então que um dia, a lua nasceu e com ela uma epifania me veio.