Foi assim que eu soube que definitivamente não estava bem.

Precisava consertar a minha vida. Como? Não sabia. Mas uma opsimatia era imperiosa.

Como uma pessoa doente se auto-cura? Não se cura. Precisava de ajuda externa.

Meus músculos retesados por noites mal dormidas não queriam nem mesmo discar um número de telefone.

Odiava ligar. Odiava falar com pessoas.

Pessoas eram ruins. Todas as pessoas eram como ele. Como eles.

Sempre esperando eu baixar a minha guarda para dar o bote.

Suspirei ao ouvir o som contínuo do chamador. Por favor, não atenda.

Não atenda.

— Alô?

— Olá. Eu preciso de ajuda.