Os dias passavam razoavelmente rápido.

Larguei o trabalho, fiz uma faxina astronômica na casa e vivia os meus dias numa solitude etérea.

Ficar sozinha não doía mais tanto.

Não sabia o que seria do amanhã e isso me deixava temporariamente mal e super focada no futuro, mas havia aprendido que era preciso ter prioridades. E no momento, sobre a cátedra das minahs cognições, havia o desejo de focar sobretudo em estar bem.

Eu queria estar bem, eu não queria voltar a estar perturbada e submersa num mar de desespero. E eu consegui, por alguns dias.

Foi quando os pesadelos voltaram.