Pesadelos

1 Deixe que os sinos dobrem


Sinto uma luz através desses olhos, ela não é tão forte mais chega a me incomodar, tento abri-los, mas este corpo é bem teimoso, esses tipos são com certeza os mais divertidos. É um corpo jovem, meus favoritos, gosto de velhos de debatendo, isso não acontece agora. A menina esta calma, porem muitas lembranças. Sempre assim.

Não consigo mexer apenas as pálpebras, faço seu globo ocular revirar, está ficando escuro aqui. Nós não conseguimos ver por alguns segundos, não sei onde estou nem como cheguei aqui. Responda-me menina, Como?

Você não me pega... Sinto raiva, fúria, esta cabeça vira pra a direita e para a esquerda. Bom. Ruim. Lembranças felizes. Este corpo corre em círculo motivado pelo o objetivo de seguir outros corpos de pouca idade.

Crianças, assim que os outros chamam, eu a odeio, mas acho brincar com ela. Forço a garota a se lembrar, coisas importantes, estamos, errado, ela está em um parquinho, Acho que já estive aqui antes, ela já esteve. Não gosto de estar confuso. Há um homem sentando num banco. Eu consigo fazê-la se lembrar.

Ele gira algo em suas mãos, uma moeda talvez, esta usando uma calça preta, assim como sua camisa, gosto desta cor, não gosto de rir mais estou contente com isso. Ele usa uma camisa xadrez, já ouvi este novo, conheço tambem esse nome, uma cor. Roxa. Acertei.

Em outra viajem, certa vez um homem me chamou, ele estava tão sozinho, eu nunca havia sentido isso talvez, talvez pena dele, um sentimento que os seres humanos tem sobre se próprios em cada dia de suas miseráveis vidas. Ele viu sua amada morrer, por um tempo, pouco mais valido, fez-me sentir culpado, e isso foi o suficiente para levá-lo comigo.

Este homem sentado no banco com roupa preta e camisa xadrez está usando um sobretudo igual ao meu amigo, se assim posso chamá-lo, espero que ele não sinta raiva de mim por ter ajudado-o a por a arma em sua própria cabeça, mentira, isso ele fez, eu so puxei o gatilho, e outra mentira, eu não espero que ele sinta nada.

Olho para o rosto dele, a menina olha, ele é tão mal, não gosto disso, eu não fiz isso, não gosto que pessoas abusem da maldade sem a minha permissão. Odeio corpos pensantes.Ele é estranho, seu rosto redondamente bizarro, a garota tem medo dele, ele usa óculos, não sorri, melhor que não o faça. Ele me segue com o olhar.

Hora de irmos.

Ponha o capuz, garotinha. Ela obedece. Ela não gosta de caminhar. permito que ela seja mais rápida, caminhe com alegria, não gosto disso, ela começa a pular, saltitar, não gosto mas deixo que ela faça.

Ele se levantou para vir conosco, ele não sabe que ela esta acompanhada, se ele soubesse que eu estou aqui, com certeza ele não estaria.

Ouço cada passo que ele dá, cada som, cada barulho do trem da morte se aproximando, escuto estes próprios pés baterem no chão. Estamos pertos de ir para casa. Este lugar me é familiar. Já estivemos aqui, Garotinha?

Você sabe a resposta. Gosto dela, gosto do seu sorriso, é tão parecido comigo, acho que somos amigos. Eu sei a resposta para isso tambem. O sol não é impedido pelo topo dos altos prédios, ele ainda queima meu resto, este rosto.

Sinto o gosto do ferro com apenas um toque, seguro no corrimão, e deixo ele vir atrás de mim, eu sempre deixo que me sigam até a estação abandonada, e eles sempre vem. Não lembro a ultima vez que me permitir sentir a diversão. Mesmo sem querer agora eu sorrio.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.