Notas iniciais
Voltei! Dessa vez com uma fanfic de Hetalia, que foi baseada na foto da fanfic.
A história é um AU e se passa nos Estados Unidos. Apesar de ser meio óbvio, é melhor deixar avisado que Amelia F. Jones (Amy) é a versão feminina de Alfred F. Jones, ou seja, do America.
Boa leitura!

Assim que o sol se pôs, Arthur abriu os olhos e espreguiçou-se. Ele bocejou, remexendo-se em sua cama em busca de seu sono perdido. Obviamente, o sono não voltou. Mas a preguiça continuava ali, e ela dizia que ele não deveria fazer nada o resto do dia. O loiro não discordou e apenas se ajeitou em seus lençóis. Porém, um barulho vindo de seu estômago o alertou de que era hora do café da manhã. E ao dizer 'café da manhã', refiro me a sangue. Sangue humano.

A verdade é que Arthur Kirkland era um vampiro, e sua comida e bebida favoritas são sangue. Claro, ele poderia comer outras coisas se quisesse... Mas nada era tão prazeroso como sangue.

Por mais que ele amasse o gosto de ferro, a textura densa e a cor rubra e escura do sangue humano, ele queria parar. Parar de matar humanos para beber sangue. Não porque ele sentia pena dos humanos, ou porque sangue não lhe satisfazia, mas porque ser um vampiro é uma maldição. Imagine ter que viver para sempre, apenas vendo seus amigos e pessoas queridas morrerem, um após o outro enquanto você sobrevive, apenas implorando para morrer... Em outras palavras, Arthur odiava ser um vampiro. Mas não odiava sangue.

O ronco em seu estômago estava mais alto e cada vez mais difícil de ser ignorado. Então o vampiro se levantou e vestiu suas roupas de caçada. Roupas chiques como as de um conde; cartola, luvas, e até mesmo uma capa. Ninguém mais se veste assim hoje em dia, mas qualquer mulher na rua que visse um homem alto, loiro e de olhos verdes com essa roupa na rua com certeza iria parar. Ele fazia de propósito. Ele preferia mulheres. Não que o sangue delas tenha um gosto diferente ou coisa assim. É só que elas são mais fáceis de matar.

Arthur sempre andava uma grande distância de sua casa, que era afastada da cidade. Ele nunca correria o risco de matar alguém nas redondezas, iria levantar muitas suspeitas.

Sua tática era simples: primeiro, encontrar uma vítima. Depois, seduzi-la; e por fim, matá-la. Nada era difícil. Pudera, ele estava acostumado a fazer isso. Ronda as ruas americanas desde os anos 1900, quando teve que se mudar da Inglaterra por causa das grandes confusões que marcaram o centenário de 1800.

O primeiro alvo da noite foi uma garota alta de cabelos louros curtos e um tanto ondulados. Ela era magra, mas parecia apetitosa o suficiente para um aperitivo. Arthur sorriu ao avistá-la e um sorriso se formou em seus lábios. A fome rugia e os poucos traços da sanidade mental humana que restavam em sua mente pareciam desaparecer.

Hora do show, Kirkland.

Ele aproximou-se da moça, que olhou de soslaio com um sorriso idiota no rosto. Óbvio, que mulher não sorriria? Ele caminhou ao seu lado por um tempo, apenas falando as baboseiras de sempre; 'olá, como tem passado?'; 'está sozinha? deixe-me acompanhar-lhe'. Depois de um tempo de caminhada juntos, a garota já se sente mais confortável para se abrir aos poucos com Arthur, que também monta uma vida falsa e faz questão de revelá-la para a donzela.

O segredo é não deixar o assunto acabar, pois enquanto conversam, o vampiro sutilmente conduz a moça para os becos sem saídas escuro, desabitados e sujos da América... E lá, quando ele tem certeza de que estão sozinhos... Arthur ataca.

Dessa vez não foi diferente. Ele conduziu a moça para um beco escuro... Apoiou a mão na cintura dela... A outra massageando seu pescoço, enquanto seus lábios aproximavam-se dos dela... Selaram o momento com um beijo. Breve, porém profundo o suficiente para fazer com que a mulher fechasse os olhos e se entregasse completamente para o homem que a segurava.

Arthur iria prolongar um pouco mais o momento, mas a sua fome era tanta que ele não podia mais se controlar. O beijo escorregou da boca da garota até o queixo, a mandíbula, o pescoço. A língua do inglês umedeceu bem o local antes que suas presas afiadas fossem fincadas na pele tão delicada da mulher que, em poucos segundos, jazia morta nos braços do conde. Ela não gritou, pois Kirkland não lhe deu tempo o suficiente para fazê-lo.

Ele segurou-a com força, mesmo depois que seu corpo já estava sem vida, como uma criança que tenta sugar as gotas finais de seu suco favorito. Só que de um jeito mais brutal e nojento.

Vendo que não havia mais nada dentro do corpo da mulher, Arthur largou-o no chão. O rosto da mulher tinha uma expressão de horror e dor.

Os restos do sangue escorriam pelo queixo de Kirkland, que sorria cinicamente, satisfeitíssimo com seu aperitivo. Ele lambia seus lábios, tentando sentir o gosto de sangue de novo. Não fora suficiente, ele queria mais! Mais! ...Era hora da próxima vítima.

"Você--!"

Um grito alertou o vampiro e fez com que seu sorriso desaparecesse. Ele franziu o cenho e virou o rosto ainda manchado de sangue na direção da voz.

Arthur Kirkland foi visto.

Notas finais
Primeiro capítulo sempre acaba sendo mais curto... Uh. Espero que tenham gostado até aqui, pelo menos.
Ah, sim... Minhas aulas vão voltar, então não sei quanto tempo vou demorar pra concluir essa fic. Não queria que fosse muito, mas... Nunca se sabe, né?
Obrigada por lerem!