Pesadelo | Amor Imortal 01
1 Capítulo 1
A paz sempre acaba no momento em que gritos de horror cortam o silencio de uma noite calma. No inferno, isso deveria ser considerado normal, mas os ecos de um som distante não eram de alguém que estava sendo torturado ou assassinado, eram gritos de medo. E medo não existe no inferno. Todas as pessoas que constituíam aquele lugar podem sentir qualquer tipo de sentimento normal ou anormal, mas medo é algo que não está no alcance de ninguém.
Maximus estava no nível 1 do inferno, no lugar mais calmo onde as almas que foram enviadas para o inferno podiam ter uma segunda chance e alcançarem o paraíso depois que cumpriam suas penalidades. Era também naquele nível que existia o castelo dele, afastado da cidade e de qualquer outra existência de vida. Ele era o imperador do inferno, um arcanjo criado para cuidar dessa dimensão sem nenhuma piedade e esse era um dos motivos por não se sentir bem ao redor de pessoas. Em seu castelo construído perto do mar, apenas existiam seus servos e as pessoas que ganharam sua confiança. E não existia nada mais, nenhuma casa, nenhum barulho fora do comum. E se existia algo que Maximus odiava, era algo fora do comum, algo que quebrava os termos de suas regras e conhecimento.
Hoje o arcanjo estava fazendo sua ronda próximo dos portões que o levaria para o nível 2 do inferno, um lugar que ninguém desejava conhecer, porém, antes de seus pensamentos completarem de que estava na hora de ir para casa, os gritos começaram.
Esses gritos que se agarravam em seu cranio e o arranhava para morrer possuía tanto medo que ele não podia ignorar. Maximus sabia que as almas que habitavam no nível 2 eram as piores que existiam, elas agiam como animais que não comiam à dias e qualquer um que não estava naquele nível apenas via o sangue nos olhos daquelas pessoas. O grito desesperado de dor era algo normal nesse lugar, mas esse que vinha de tão longe que apenas se ouvia os ecos eram cheios de medo, não dor. O arcanjo não podia ignorar isso.
Imperatore, a voz calma e tranquila do seu segundo em comando surgiu em sua mente. Há algo de errado no nível 2.
Eu notei. Maximus respondeu com certo sarcasmo e uma mistura de arrogância. Afinal, quem não havia ouvido aqueles gritos? Mas acima de tudo... Quem estava acabando com sua paz? Estou próximo dos portões, acompanhe meus tenentes e se preparem para a luta. Não podemos ignorar os murmúrios ocorridos de que as almas desse nível procuram por guerra.
Você está a cavalo?
Não. Uma resposta simples e curta. Encontrarei vocês lá.
As asas de Maximus se estenderam completamente em suas costas, as penas brancas que antes escovavam o chão de terra se elevaram no ar nos próximos segundos depois que o arcanjo empurrou o solo com seus pés e ele se lançou contra os céus escuros sem nenhuma estrela ou lua para seguir o caminho que o levaria para o nível 2, suas asas se debatiam contra o ar gelado com força para que chegasse o mais rápido possível até a pessoa que não parava de gritar.
A única coisa que o arcanjo desejava nesse momento era que os comentários de que esse nível que desejava guerra contra ele não se tornasse realidade nessa noite. Seu humor estava completamente negro e sua paciência acabou no momento em que notou que várias penas de sua asa estavam sujas de terra, o que iria causar um grande problema quando ele chegasse em casa e sua irmã o encontrasse naquela situação deplorável.
Diane, dessa vez, prometeu que esfregaria suas asas com metal enferrujado caso ele aparecesse com terra ou qualquer outra sujeira sobre as penas brancas que existiam por toda sua asa, tão brancas quanto a neve e um atrativo ideal para sujeiras.
Se tinha um segredo que Maximus nunca revelaria, era de que adorava quando voltava com suas asas sujas, apenas para provocar a insanidade de sua irmã mais nova que sempre se demonstrava calma e feliz. Mas a diferença que tornava tudo o oposto nessa noite, era que a provocação tivera de ser adiada por causa desses gritos. E o que quer que estivesse gritando, sobrevivesse até que ele o encontrasse, o arcanjo não teria nenhuma piedade ao enfiar uma lamina no coração dessa pessoa por ter destruído seus planos ao lado de sua irmã.
Maximus estava sobrevoando uma área conhecida como pântano negro, seus olhos atentos para qualquer movimento naquela infinita escuridão a baixo dele. Os gritos haviam acabado, o que o tornava ainda mais desconfiado sobre o que estava acontecendo.
O lugar havia recebido esse nome pelo simples motivo de que tudo que se encontrava ali era sem vida. A água que iam apenas até os joelhos ao se misturarem com a lama se tornava algo meio pastosa e negra. As árvores que deveriam ter folhas verdes vividas eram tão secas que podiam virar cinzas apenas com um toque, suas raízes tão grandes que ressaltavam da terra formavam tocas perfeitas para as criaturas da noite que moravam ali, principalmente para os aquáticos.
Decidindo depois de alguns minutos que agora não haveria mais chances de encontrar a quem gritava com tanto medo pelo som da voz, ele decidiu que o correto seria pousar e continuar seu caminho andando, escutando qualquer movimento ao seu redor de água ou galhos se partindo, já que parecia que esse seria o único som que escutaria.
Maximus aterrissou calmamente, tentando fazer o minimo de barulho possível ao colocar metade de suas pernas dentro daquela água, ele apenas não pôde impedir o vento que suas asas causaram na aterrissagem silenciosa e como consequência teve todo o mato que crescia de dentro do pântano, muitas vezes maiores que ele mesmo, se movimentar de um lado para o outro.
O silencio naquela região era perturbadora, não possuía o som de animais por perto ou qualquer outro sinal de vida, tudo que se podia ouvir era o barulho da água se movimentando lentamente em quanto a leve brisa se debatia contra ela. E era apenas isso que ouvidos humanos poderiam escutar, mas Maximus não era um simples humano. Ele era um arcanjo e praticamente construiu esse lugar em que as almas deveriam pagar por seus crimes. O arcanjo era o imperador dessa dimensão, sua inteligencia e capacidade de encontrar alguém em uma terra que foi destinado a cuidar era muito maior do que alguém tentando se esconder ao ficar em silencio dentro daquela água.
A pessoa poderia estar fazendo um ótimo trabalho em se esconder dentro de um lugar que se movia juntamente com o vento, mas seu coração a traía tão duramente por causa do medo que Maximus não precisava usar nenhum tipo de poder para encontrá-la. Bastava prestar atenção nos batimentos rápidos e medrosos que o arcanjo poderia chegar até lá de olhos fechados.
Mantendo suas asas para cima com certa repugnância, já que não desejava que aquela lama imunda sujasse suas penas brancas, o arcanjo passou a se mover em direção do coração que batia rapidamente, não muito longe dele. Maximus estava usando o som do vento contra água a seu favor e se esquivando de qualquer planta que aparecia em sua frente ao invés de arrancá-la de seu caminho. Ele não sabia o que estaria enfrentando, nem ao menos temia com o que estava prestes a encontrar com o de tamanho poder que possuía, mas o arcanjo não desejava assustar ainda mais esse coração cheio de pavor. Maximus não desejava que essa pessoa com tanto medo se perdesse mais além dentro desse nível que apenas havia o horror.
Sua única opção do que poderia estar acontecendo era que alguém do nível 1 havia ultrapassado seus limites e passado pelos portões. Todos habitantes de lá eram proibidos de passar por eles, tendo a ameaça de quem quer que desafiasse essa ordem não teria mais a chance de ir para o paraíso algum dia.
Ignorar essa ameaça não o fazia amolecer, de maneira alguma. E quando encontrasse essa pessoa, ela jamais encontraria sua liberdade ao ter quebrado uma regra de estrema importância, porém, Maximus estava ciente de que no inferno não existia medo, ele era velho o suficiente para ver que o que muitas vezes podia ser considerado medo por estar diante de um imperador, era apenas o respeito por um líder.
Essa pessoa, cheia de medos, estava quebrando totalmente suas...
O arcanjo parou de caminhar em meio de seu caminho quando a viu.
Era uma mulher que estava completamente nua e com lama cobrindo todo o seu corpo, desde seu rosto até os cabelos longos que iam a baixo da cintura, alguns deles estavam secos e duros, outros empapados com gosmas negras. Ela tentou correr quando viu Maximus tão próximo, mas suas pernas a traíram e a levaram diretamente para aquela água suja. Seus olhos azuis que eram quase escondidos por cílios negros e longos estavam tão amedrontados com pesadelos que explicava o motivo dela mal respirar. Seus lábios estavam entreabertos, provavelmente prontos para gritar, mas nenhum som saiu de seus lábios, nem mesmo o de um soluço quando as lagrimas passaram a escorrer daqueles olhos arregalados. E ela...
Ela era uma humana.
Maximus, estamos dentro dos portões. A voz de Derek invadiu sua mente novamente para distraí-lo daquela imagem por um momento. Onde você está?
No pântano negro.
Iremos cercar o perímetro. A voz do homem que era o seu segundo em comando disse sem nenhuma hesitação, como se ele fosse o único que desse as ordens. Se havia um motivo para que Derek possuísse um titulo tão importante, esse era o principal.
Não é preciso. Maximus o respondeu. Volte para o nível 1 com todos e eu resolverei o assunto.
Há algo que preciso saber?
É uma humana. O arcanjo disse a única coisa que rodeava sua mente em quanto lidava com a questão de encontrar uma explicação do motivo por uma humana que radiava vida estar no inferno, de uma humana ter entrado nessa dimensão sem que ele estivesse ciente de sua presença.
O silêncio foi tudo o que Derek emitiu dentro de sua mente, quase deixando Maximus acreditar que ele não estava mais lá, mas ele estava. O que irá fazer?
Irei matá-la.
Depois que Maximus tomou essa decisão ao mesmo tempo em que Derek fez a pergunta, o seu segundo deixou sua mente para liderar todos os tenentes que estavam vindo nessa direção segundos atrás.
Ele voltou sua atenção para a humana encolhida a baixo dele, tremendo com seus lábios quase sem cor. Ela agarrava seus joelhos com seus dedos fracos como se aquilo fosse protegê-la de todo o mal que estava ao seu redor. No entanto, seus olhos estavam o observando exatamente como Maximus fazia. A humana o via como uma anormalidade e ele também achava a mesma coisa dela.
O arcanjo levantou seu braço para puxar uma das espadas que formavam um X em suas costas com a intenção de matá-la. Essa humana não pertencia a esse lugar e ela, definitivamente, não viveria no inferno sem estar morta. Maximus deveria entrar em contato com seu irmão que cuidava da dimensão dos humanos, mas se ele a matasse, todos os futuros problemas que aconteceria por causa dela seriam adiados para sempre.
Maximus se aproximou para decapitar essa humana que tinha a palavra medo estampada por cada parte de seu corpo, tremendo e com lágrimas silenciosas em seus olhos. Por um momento, aqueles olhos azuis cruzaram com o seu e o arcanjo viu que ela sabia que iria morrer.
Isso não fez com que nenhuma gota de piedade nascesse dentro dele, mas também não era a resposta de que ela aceitaria sua morte sem lutar.
Em um movimento rápido, a humana se jogou aos seus pés e puxou com força uma de suas pernas na direção dela agilmente. Maximus ao ser pego de surpresa e sem ter muito equilíbrio em um fundo que era apenas coberto por lama acabou pisando em falso. O obvio aconteceu em questão de segundos, o arcanjo que era o imperador do inferno e temido por todas as almas que habitavam esse lugar, caiu dentro daquela água suja que tomou tanto cuidado para não encostar em suas asas.
Todo o corpo de Maximus encontrou aquele fundo, inclusive sua cabeça. Os segundos que ele ficou imobilizado por causa da sua queda foram menos do que a humana provavelmente esperava, pois quando ele se levantou daquele lamaçal em um salto para frente, Maximus a viu correndo com dificuldade por aquele pântano cheio de mato e escorregadio. Mesmo caindo diversas vezes dentro da água em quanto tentava fugir para longe, ela corria para salvar sua vida e com uma espada em mãos.
Sua espada!
Maximus passou a mão em seus cabelos que estavam caindo em frente de seus olhos, atrapalhando mais sua visão do que antes agora que estavam molhados. O arcanjo virou seu corpo em direção da humana que ainda corria para ficar longe dele, mas ele não correu. Sua paciência para jogos havia acabado. Fixando seus olhos em seu alvo, como se ele estivesse usando um rifle imaginário para acertá-la, ele se certificou de que apenas aquela humana iria ser atingida.
Explodere
O arcanjo esperou que o corpo dela explodisse como ele havia ordenado, usando um pouco de seu poder que o tornava tão temido e imortal, mas sua espera apenas se alongou quando nada aconteceu a ela. A humana continuou inteira e sem ter ao menos um arranhão. Ele tentou novamente, de novo e de novo até ter a certeza que ela, agora não tão humana assim, era imune a qualquer uso de poder que vinha dele.
Bom, agora Maximus podia entender quando usavam a expressão de “uma noite cheia de surpresas.”
Mas essa humana estava quebrando todas as suas regras de conhecimento, então ela não viveria nesse lugar para ser um enigma. Sacando a outra espada que estava em suas costas, o arcanjo estendeu suas asas em um estalo para que o excesso de água e lama caíssem dela, feito isso, ele deixou o chão aos seus pés para se infiltrar no céu da noite.
Maximus grunhiu quando pelo canto dos olhos viu que toda aquela lama que havia sujado sua asa, ao ser derrubado naquele pântano, estava completamente seca em suas penas que costumavam ser brancas. Ele admitia que foi uma completa idiotice se lançar ao ar com suas asas cheias de lama, pois o vento forte apenas fez com que aquela gosma secasse em suas penas. Isso apenas o fazia desejar ainda mais a morte daquela humana.
O arcanjo estava voando próximo a ela, acompanhando o ritmo de seus passos desajeitados até que ela chegasse a margem do pântano. Estando em terra firme, a humana não usaria o chão escorregadio ao seu favor tentando derrubá-lo novamente. Além do mais, na terra firme logo a frente dela, havia um dos cães do inferno que pertenciam ao nível 2.
Ele não era um cão normal, não como aqueles que existiam em outras dimensões e eram usados como animais de estimações no mundo humano. Estando no inferno, esse cachorro se transformou em algo equivalente ao lugar que vivia. O animal onde deveria possuir pelos tinha uma pele escura e toda enrugada, suas patas dianteiras eram maiores do que as traseiras, olhos vermelhos que podiam enxergar qualquer coisa na escuridão, principalmente uma humana correndo em sua direção. Esse cão poderia facilmente matar ela com os dentes afiados e grandes que existiam em sua boca ao longo de seu focinho cumprido, suas garras enormes poderiam se afundar na carne dela tão rapidamente que Maximus nem ao menos iria voltar para casa sujo de sangue ao deixar todo o trabalho para esse cão corcunda.
Porém, suas mãos desejavam sentir o sangue dela. Cada parte de seu corpo queria encostar a lamina afiada de sua espada na pele dela e fazê-la gritar novamente. Maximus desejava ouvir os gritos de medo misturado com a dor dessa vez. Então quando a humana chegou perto da margem e viu aquele cachorro tão estranho aos seus olhos, ele pousou entre os dois. Impossibilitante que aquele animal atacasse sua presa.
O arcanjo pensou que seria necessário matar o cão que pertencia ao inferno para que ele não causasse problemas, mas assim que ele posou diante dele, o animal se encolheu todo e até mesmo soltou chiados de um choro. Segundos depois de mostrar o arrependimento de tentar atacar algo que não pertencia a ele, o cão foi embora.
Maximus se virou em direção da humana agora, ela o observava em silencio ainda dentro do pântano, cada parte de seu corpo nu tremia de uma maneira que ele não conseguia imaginar como ela se mantinha em pé. Ainda assim, ela segurava sua espada em suas mãos com uma força imaginável. Aqueles olhos azuis ainda estavam arregalados e cheios de medo, cientes também de que ele iria matá-la nesse momento.
A humana, o deixando surpreso, caminhou vacilante em sua direção para ficar mais próxima. Saindo daquela água suja para pisar nas mesmas terras que ele pisava com certa dificuldade. Seus corpo além de estar fraco, estava cheio de feridas também. Maximus se perguntou quanto tempo levaria para que os joelhos dela cedessem para levá-la direto ao chão, mas por outro lado, ele não se importava. A humana estava diante dele agora para que a matasse, para que acabasse com todo o medo que existia dentro dela. O arcanjo não pôde negar uma certa admiração pela coragem dessa intrusa, além de tê-lo derrubado para fugir, ela estava entregando sua vida em suas mãos e ainda segurava o seu olhar com aqueles olhos azuis claros, mostrando que não era uma vitima.
Maximus levantou sua espada, pensativo e com duvidas se realmente deveria matá-la. Todos os seus tenentes, antes de tomarem esse posto, agiram dessa mesma maneira. Eles eram demônios, alguns deles saídos diretamente do nível 2, mas que provaram sua lealdade e que não tinham medo de morrer.
Nesse momento, essa humana estava olhando para ele exatamente como todos os seus soldados olharam em seus olhos. Cientes de que não podiam lutar contra o arcanjo, mas também que não possuíam nenhum medo dele.
A humana em sua frente se moveu novamente, ágil e rápida da mesma maneira quando puxou uma de suas pernas para derrubá-lo, ela levantou a espada que segurava em sua frente quando veio parar ao seu lado. Maximus se virou com certa surpresa, pois ela estava pronta para atacar, mas esse ataque não era direcionado a ele. Segundos depois que se virou, o arcanjo encontrou aqueles olhos vermelhos do cão do inferno, que antes estava saltando em sua direção para atacá-lo com uma mordida cheia de dentes afiados, mas a humana havia se colocado na frente desse ataque e tudo que o cachorro encontrou foi a lamina sendo enfiada em seu estomago. Ela, obviamente, não sabia como usar uma espada, então depois que o cachorro saltou, ambos caíram no chão. Maximus tentou inutilmente segurá-la por suas costas, mas ele não teve chance de evitar o tombo. O cachorro em cima dela estava sangrando por causa do hematoma que havia o levado a morte. Tendo a espada ao meio deles e enfiada dentro do animal por causa do impacto depois de saltar na sua direção, era o único motivo para humana ainda estar viva. Ela não tinha força nenhuma, todos os seus ossos davam a impressão de que se partiriam com um toque, mas quando ela levantou a espada em quanto o animal pulava em sua direção, não haveria outro resultado. O cachorro jamais poderia fazer o caminho inverso sem asas em quanto estava no ar, a mesma força que ele usou para saltar com a intenção de derrubar seu alvo, acabou o levando a morte.
A humana, por outro lado não estava tão diferente do animal, mas não morta, apenas inconsciente. Ela não havia batido a cabeça ou se machucado ao se jogar na frente desse ataque que causaria a Maximus nada mais do que alguns cortes que logo se curariam. Um ato tolo, principalmente quando essa humana sabia que ele estava prestes a matá-la. No entanto, esse ato acabou salvando a vida dela.
O arcanjo podia ser o imperador do inferno, mas ainda possuía uma consciência. Ele não podia matar alguém que se jogou em sua frente para salvá-lo, ela provavelmente não sabia que ele nunca poderia ser morto e ainda assim tentou salvá-lo.
Soltando um suspiro com uma mistura de sentimentos, principalmente raiva por ter uma consciência , Maximus tirou o cachorro de cima dela para pegar sua espada. Colocando as duas laminas em suas costas novamente para formar um X. Em seguida, o arcanjo carregou o corpo pequeno e mole daquela mulher nua toda suja de lama e sangue em seus braços.
Agora, felizmente ou infelizmente, ela seria julgada diante dos arcanjos.
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