Notas iniciais
Fic curtinha, só para dar uma dorzinha no coração.
Obs: Fic também postada no Blog Virgem Suicida.

E assim o viu cair. Não teve reação ao presenciar sua queda. Caindo por aquele penhasco levando consigo seu mais perverso inimigo. Não gritou, não chorou, não fez nada. Seus nervos estavam paralisados, aquela angustia presa em sua garganta, aquelas palavras presas no coração, aquelas que nunca foram ditas.


–Não... — um sussurro que morreu nos lábios. Morreu junto a ele. Morreu antes que ele tivesse coragem de dizer.

Aproximou-se da grade de proteção. Olhou para baixo e nada via além de neblina. — Holmes — queria gritar. — Holmes, não pode ser... — Uma pequena lágrima escapou de seus olhos azuis, pequena gota que também se jogou pelo frio e vazio precipício. Até que a realidade bateu contra seu peito e enfim gritou. — HOLMES!


Acordou sobre sua cama em Baker Street. Estava suado, com respiração ofegante e coração acelerado. Havia sido um pesadelo. Olhou a sua volta com desespero e notou o amigo deitado ao seu lado, bem próximo pelo espaço reduzido da cama de solteiro. Havia acordado com sua agitação. Os olhos cinzentos o fitavam surpresos e sua cabeça que antes repousava sobre seu peito nu agora se levantava até a dele.


– Pesadelos comigo meu caro Watson? — sentou-se ao seu lado e sorriu.


– Sim... mas não quero falar sobre ele... nem ao menos quero lembrar. — Watson apertava as mãos contra a face.


– E se ele se tornar real? — levantou uma de suas sobrancelhas e tirou as mãos dele do rosto.


– Meu Deus, Holmes, não diga uma coisa dessas... Oh por favor, vamos voltar a dormir sim. — O loiro foi puxando de volta o lençol sobre a cintura quando foi impedido por Sherlock.


–Você sabe como eu sou difícil para pegar no sono. — Sua mão escorregou pelo peito nu do loiro. — Ainda mais quando acordado pela madrugada. — Os olhos sonolentos do médico estremeceram quando as mãos frias tocaram-no por cima da roupa intima. — Está tudo bem. Eu estou aqui com você.


Watson sorriu, tímido e sempre apaixonado. — Eu te amo Holmes. — Sentiu que o outro o olhou com reprova, porém o beijou com carinho depois. O loiro deixou-se ser consumido pelo beijo e pelos toques. Sherlock não se importava, ou fingia que não. Estava aliviado. Tinha dito aquilo que seu pesadelo o orientou a fazer. Seu peito ainda estava apertado, com medo, angustiado. E se o pesadelo fosse um aviso? Fez de tudo para esquecer , queria estar com ele mais uma noite, como se não houvesse o amanhã.


Notas finais
Eu disse que era só para dar uma dorzinha no coração dos leitores lindos.
X3
Comenta ai vai?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!