Notas iniciais
Olá, lindezas! Como vão? Quero agradecer a quem comentou e a quem está acompanhando. Peço desculpas pela demora, mas eu meio que desanimei com o numero de reviews... Espero que gostem, e que tenham uma boa leitura...

3 dias depois

Tente, se não der certo, tente novamente. Se der errado, tente outra vez.

Se for para errar, apenas erre melhor.

Violetta mantinha sua feição tristonha enquanto andava calmamente sobre as ruas de Buenos Aires. As coisas não estavam indo bem, como ela desejava. Em menos de um mês perdeu seus pais, seu lar, e agora sua amiga.

Infelizmente ela não estava pronta para começar tudo do zero. Era – e ainda é um pouco – uma menina mimada, que sempre teve tudo o que queria em suas mãos, sem precisar de um mínimo esforço que fosse. Mas agora as coisas estava se tornando mais e mais complicadas.

Ao adentrar na pequena lanchonete, viu a figura do advogado de seu pai – e de sua família – sentado em uma mesa, pouco mais afastada das outras. Caminhou até ele rapidamente, juntando-se a ele.

— Olá, Pablo — o comprimento, colocando em sua face um sorriso fraco.

— Violetta! Não sabe como é bom vê-la, querida... — murmurou, aliviado. — Desde o enterro de seus pais que não a vejo. Como andam as coisas para você?

Ela simplesmente suspirou, extremamente chateada. Não falaria disso com qualquer pessoa, já que era um assunto vergonhoso. Mas Pablo era – e ainda é — uma pessoa em que confia. Que seu pai confiava.

— Na verdade, não andam nada bem — confessou, já sentindo um nó formar-se em sua garganta. — Me tiraram da minha casa, sem nenhuma explicação complexa. Todos os bens dos meus pais estão bloqueados, inclusive os meus. E a resposta é que está tudo no nome da empresa — contava, indignada. — Nem ao menos o carro eu posso usar. Estou dormindo em um hotel, com o pouco do dinheiro que me resta. — se ajeitou na cadeira, enquanto mexia suas mãos descompensadamente. — Contudo, esse dinheiro não vai durar para sempre.

— Eu estou fazendo o possível para que liberem logo seus direitos, Vilu — afirmou, com convicção. — Mas não está sendo assim tão fácil. O seu pai se meteu em muita confusão... Fez contratos que, definitivamente, não deveria. E tudo isso está vindo em conta agora, e está atrapalhando na liberação de todos os bens.

— Isso só pode ser brincadeira! — exclamou, já com algumas lagrimas rolando de seus olhos.

Rapidamente a garota levou suas mãos até seu rosto, liberando um choro descompensado. Colocou ali toda sua dor. A dor da perda dos seus pais, pelo fato de quase ter sido violentada; e de não ter mais nada. Absolutamente mais nada!

— Violetta, daremos um jeito nisso... — sentiu ele tocar-lhe o braço, afagando-o. — O seu pai confiava em mim, e agradeço por você fazer o mesmo. E eu te garanto, não importa se demorar alguns meses, eu vou conseguir ajuda-la.

— Eu não posso esperar alguns meses! — elevou a voz alguns oitavos. — Eu... eu não tenho como me sustentar até lá. — choramingou.

— Você terá que arrumar um emprego — aconselhou, fazendo a mesma arregalar os olhos.

— Esta falando serio? — indagou, dispersa. — Eu não sei fazer nada. Nunca precisei trabalhar na minha vida.

— Eu sinto muito, mas você não poderá contar com o dinheiro da sua herança agora — lamentou, fazendo a mesma abaixar a cabeça. — Porque você não fica na casa da sua amiga, aquela italiana.

Como se já não fosse possível deixa-la ainda mais triste, a lembrança da partida da amiga a fez parar, repensar, e decidi prender as lagrimas.

Que inferno! Minha vida está, definitivamente, um inferno!

Seu subconsciente gritou, lembrando-a que a sua vida, estava um grande inferno.

— Porque ela foi embora — disse, simplesmente. — Agora, eu preciso ir. Tenho que arrumar um emprego, e algum lugar para eu ficar. Odeio hotéis! — arrastou a cadeira sobre o piso branco e bem decorado, levantando-se. — Obrigada.

— Não precisa agradecer — sorriu gentilmente.

A garota devolveu-lhe o gesto, antes de virar as costas e sair.

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A noite de havia chegado, e Violetta dava um tempo – esclarecendo melhor, todos os seus pensamentos. E lagrimas – do belo parque do bairro. Incrivelmente, não havia quase ninguém ali. Exceto por alguns casais namorando, ou pai e filha passeando.

Violetta não podia negar que o seu lado mimado, que ganhava tudo o que queria na hora que queria, não estava a ajudando nesse momento. Sabia bem que não conseguiria estabilizar sua vida do dia para noite; mas naquele momento, ela só precisava de alguém que se importasse com ela.

E que não a deixasse mais sofrer.

— Por que as coisas tem que ser assim tão complicadas para mim meu Deus — murmurou a si mesmo, enquanto passava sua mão sobre a grama úmida em que estava sentada.

— Creio que as coisas não são complicadas somente para você — disse uma voz masculina, atrás dela.

Rapidamente ela virou seu rosto, assustada, dando a visão do moreno que havia se tornado tão reconhecido para ela, já que aqueles olhos verdes, mesmo que tentasse, não saia de sua cabeça. Afinal, ele foi o único que a ajudou em meses. Isso estava se tornando novo a ela.

— Ahh, você me assustou — disse, levando as mãos até o lado direito do peito, em uma tentativa falha de normalizar a respiração. Ele apenas riu e sentou ao seu lado. — O.. o que está fazendo aqui? — perguntou, com certo receio.

— Parece que o mesmo que você — a olhou, sorrindo fraco. — Pensar na vida — complementou a frase.

— Ah sim — deu de ombros, voltando a olhar para frente.

— Você está bem? — perguntou de repente — Digo, nós não nos vemos depois que você foi embora... eu realmente torci para que você tenha consigo resolver suas pendencias.

— Parece que sua torcida não adiantou muito — respirou pesadamente. — Para mim, as coisas só pioram... — mordeu o lábio inferior, tentando fingir de forte.

— Lamento — respondeu, sinceramente. — Ficarei feliz se puder ajuda-la.

Ela o olhou, atentamente, afim de descobrir quaisquer vestígio de falsidade maldade no moreno. Mas não. Apenas encontrou um olhar cheio de bondade e preocupação. O coração de Violetta se inflo com esse olhar.

— Você pode me dar um emprego? — indagou, ironicamente, com uma risada sem humor.

— Sim, eu posso — afirmou, fazendo-a o olhar rapidamente. — Eu trabalho com arquitetura e engenharia, sabe fazer algo nessa área?

— Na verdade, não — falou, com certa vergonha. — Eu nunca precisei trabalhar, meu pai achava irrelevante isso. Afinal, ele me dava tudo.

— Tudo bem... — falou, depois de alguns segundos. — Olha, minha assistente está gravida, então ela vai entrar de ferias por um longo tempo. Acha que pode fazer isso então? — indagou a ela, que sorriu alegremente.

— Bom, acho que sim — soltou uma leve risada. E ele fez o mesmo.

Ele iria abrir a boca para dizer algo, mas foi interrompido pelo seu celular, que começou a tocar instantaneamente. Pediu licença a ela e levantou, se afastando brevemente.

Violetta, ao vê-lo se virar, sorriu. Estava se sentindo bem na presença dele, já que o mesmo fazia de tudo para que ela sorrisse e se sentisse a vontade.

Contudo, o motivo de tudo isso ainda não estava claro em sua mente.

Por que ele a ajudaria?

Essa pergunta, sem uma resposta conveniente, parava em seu pensamento e permanecia por lá. A perturbando.

Definitivamente, não era comum uma pessoa estranha, ajudar uma outra pessoa estranha. E não seria a primeira vez que ele a ajudaria, uma vez que ela não foi violentada, pela ajuda dele.

— Me desculpe por isso... — começou ele, voltando a se sentar ao lado dela. A Castilho o interrompeu, nem dando a mínima por suas palavras.

— Por que quer me ajudar? — perguntou, de uma vez.

León estreitou os olhos na direção dela, sem entender o motivo e o porque da pergunta repentina, contudo, buscou uma resposta clara para tal indagação.

— Hun.. — coçou o queixo, pensando. — Porque eu sou uma pessoa muito legal?! — riu, descaradamente, da feição irritada que a garota expressou. — Eu não sei, Violetta. Apenas quero ajuda-la — disse agora serio. — Faria isso por qualquer outra pessoa.

— É mais eu não sou qualquer outra pessoa — cruzou os braços, afagando a si próprio. Começava a ficar frio ali. — Obrigada — agradeceu, com sinceridade.

— Você não conseguiu o emprego ainda, então não me agradeça — falou — Vai até... — pegou em seu bolso um pequeno cartão, entregando-a. — … aqui amanha e conversaremos melhor. Se der tudo certo, o emprego é seu.

Assentiu, sorrindo sem mostrar os dentes, enquanto olhava o pequeno papel com muita atenção.

— Bom, eu tenho que ir — murmurou ele, roubando a atenção da garota. — Tenho uma reunião, agora.

— Tudo bem! Nos vemos amanha.

— Já está tarde, não quer que eu a acompanhe? — perguntou.

— Não, não. Obrigada! Eu ainda vou ficar um pouco mais — respondeu.

— Tudo bem então — sorriu, minimamente. — Então, até amanha!

Ele acenou com a cabeça, antes de dar as costas e sair.

A morena o observou se afastar, enquanto matinha em seus lábios um leve sorriso. Apertou em suas mãos o cartão, soltando um suspiro.

— Talvez ainda á uma esperança — disse a si mesma.

Notas finais
Por favor, comentem...!! É importante para mim. Beijos