Persianas

1 Único — Há dualidade no amor?


Notas iniciais
Oi ♥

Depois do, hm, sucesso(?) de Essa noite e para sempre eu não poderia deixar de postar ouro conto sobre esse casal tão queridinho, não é mesmo? Eu amo eles, gente!

Espero que gostem!

Ele soube, imediatamente, que ela provavelmente nunca mais olharia na sua cara caso descobrisse. Oras, mas quem poderia xingá-lo ou culpá-lo, já faziam quase malditos quatro anos que eles estavam naquela mesma rotina incessante; sempre rodeados por uma curiosidade suprimida, que deveria ser respeitada. Até que ele descumpriu. Fora praticamente forçado na verdade.

O dia mais uma vez fora salvo por ele sua Lady, tudo estava nos conformes. Um olhar cúmplice, alguma cantada barata – da parte dele, obviamente – e, por fim, uma despedida. Mas naquele dia foi diferente. Chat preferiu acreditar que fora o destino lhe guiando, ainda mais quando ele pulou o primeiro prédio e acabou por ver sua heroína indo embora. Ele deveria?… oh céus, ele, com certeza, não deveria.

Todavia, bem, vocês sabem. A curiosidade matou o gato afinal.

Dessa vez, o popular dito não teve suas palavras num tom literal, mas Adrien jamais negaria o irrefutável fato de ter sentido seu coração parar durante alguns segundos, era eufemismo de sua parte porém.

Quando ele decidiu por si mesmo que iria sim seguir a Ladybug, a última coisa que passava por sua cabeça era vê-la entrando, de fininho, pela janela daquela residência acima da adorável confeitaria ao sul da cidade. A questão é, ele sabia de quem era aquela casa bonita – já havia a visitado afinal, e, sabia ainda mais de quem pertencia a confeitaria.

Algo em si despertou repentinamente. Ele, que antes havia parado a alguns talhados de distância, arriscou-se a ir mais afundo naquilo. Mesmo que tudo já estivesse absurdamente claro, nada mais poderia ser dito, ele precisava ver com seus próprios olhos. Sua Lady que o perdoasse, mas iria por um fim em sua curiosidade uma vez que ela já havia sido incitada.

Sem muito pensar, ele parou em frente a janela aberta, fechada apenas pelas persianas cor-de-rosa e, com um suspiro forte e batidas agitadas no peito, enfiou dois dedos de fininho, abrindo calmamente e pondo um dos olhos curiosos para dentro do quarto. Fora tempo suficiente para ele ver sua heroína ir da famosa Ladybug até a frágil Marinette. A mesma garota com quem cursou o ensino médio por tantos anos, a mesma garota com quem compartilhou momentos divertidos, a mesma garota que via todos os dias, a mesma garota que se declarou para ele no dia da formatura… a mesma garota a quem ele recusara, um ano atrás… sua Lady.

O quão frustrante aquilo poderia ser, hein?

Ele retirou os dedos da persiana assim que a garota virou-se para a janela. Com os últimos resquícios de seu poder, Chat pulou dali e aterrissou no chão, com maestria e a elegância de um felino, voltando a sua verdadeira identidade, voltando a ser somente Adrien.

Algo nele havia quebrado. Ele pode senti, no exato momento em que a verdade o atingiu, algo nele se partiu. Conseguiu soltar uma risada quando escorou-se num muro qualquer, observando o pôr do sol nublado, permitiu-se achar graça daquela situação que, na verdade, mexera muito mais com seu subconsciente do que ele gostaria de permitir.

Uma série de fatos atordoou-o. Marinette Dupain era Ladybug. Sua amada, seu objeto de adoração desde o início da adolescia, sua companheira de combate, sua amiga…e então, ele sentiu raiva. Raiva de si mesmo por não notar as semelhanças que agora pareciam tão obvias. Raiva por não parecer confiável o suficiente para mostrar a ela que poderia se abrir. Raiva por tê-la colocado numa situação delicada uma vez que ele descobriu que a Dupain nutria sentimentos por Adrien, pois ele estava apaixonado demais por Ladybug que sequer conseguiu dar a devida atenção para a garota, e agora, ambas eram um só.

E Chat estava sozinho.

Ele caminhava desolado pela cidade, até encontrar um banco qualquer para sentar e, assim que o fez, soube que as memórias iriam castigá-lo.

O fim do famigerado Ensino Médio fora concluído. Adrien encarava a todos os colegas com um sorriso no rosto quando foi chamado pelo diretor da instituição para narrar o discurso dos terceiranistas. Era bem obvio que seria ele a pessoa quem estaria ali encima naquele dia, tendo em vista sua popularidade tanto na escola, quanto na cidade.

Ele ajeitou a toga e sorriu para todos que o aplaudiram. Varreu os olhos sobre a plateia e, felizmente, encontrou seu pai, que resolvera aparecer naquele dia, o que o deixava imensamente feliz e ainda mais nervoso. Ele queria que tudo fosse perfeito! Encarou o microfone e abriu a folha de papel intacta, onde residia o discurso. Soprando o ar e sorrindo, ele se pôs a narrar:

Primeiramente, boa noite a todos. Nós agradecemos muito a presença de cada um que está aqui hoje presente. — ele falou, agradecendo por sua voz soar tão firme quanto ele gostaria. Rapidamente, encarou a Nino, que estava sentado logo a frente, o amigo lhe deu uma piscadela de cumplicidade e, ele voltou a narrar — Às vezes a vida nos dá provas, onde as escolhas que fazemos são eternas e a forma em que agimos fundamentará o nosso futuro. O momento que estamos vivendo agora é com certeza um momento muito importante da nossa vida e é por isso que devemos aproveitar. O ontem não nos pertence mais, o amanhã ainda não chegou. Viva o momento presente, porque dele depende o seu futuro. Nossa jornada até aqui não foi fácil, disso todos sabemos. Encontramos muitas dificuldades e problemas que muitas vezes nos fizeram pensar em desistir. Mas é por isso que estamos aqui, nossa vida é uma “eterna jornada”, e a recompensa… bom, a recompensa não se sabe bem o que é, mas é isso que nos motiva para seguirmos em frente. Hoje, o dia da nossa formatura, o dia de despedidas, de reencontros, de alegrias, de realização, o dia em que encerramos uma etapa e que começamos outra muito difícil. É um dia que vai ficar para sempre em nossa memória. — ele percebeu que alguns de seus colegas, em foco as meninas, tinham os olhos cheios de água e, em suas bocas sorrisos orgulhosos, sentia-se contagiado pela alegria.

Gostaria que voltassem no tempo, e relembrassem o primeiro dia em que entraram nessa escola, relembrassem de tudo o que sentimos e vivemos no decorrer desses 3 anos. Anos que levaremos para vida inteira e que um dia sentiremos saudades. Agora muitos vão sentir um aperto no peito, uma dorzinha no coração, mas esse é o momento para pararmos e refletirmos sobre a nossa vida. O que conseguimos conquistar até agora e o que queremos ainda conquistar. Nossas ambições, nossos sonhos, tudo isso poderemos realizar, basta querer. Temos que acreditar que somos capazes e se chegamos até aqui poderemos ir muito mais longe. Não podemos esquecer dos que nos ajudaram a chegar até aqui.


Obrigado aos nossos pais, que nos deram amor, carinho e compreensão, sacrificando os seus sonhos para realizar os nossos. Obrigado aos nossos professores, os nossos mestres, que nos transmitiram muito mais do que conhecimento, nos ensinaram sobre a vida. Agradecemos também a toda equipe diretiva do colégio e funcionários que sempre visaram o melhor para nós alunos.


O tempo muda, transforma e passa, mas fica na memória a lembrança dos momentos bons. Somos todos eternos aprendizes. Tudo que fomos, somos e seremos passa pela dedicação e agora nos resta seguir em frente e ir em busca do que a vida nos aguarda. Quem sabe logo à frente nos espera o amor da nossa vida, ou então aquela chance que sempre sonhamos, a vida passa num instante, o mundo gira, são encontros e desencontros. Renasça das cinzas e busque os seus sonhos


Portanto a vitória não é somente nossa e sim compartilhada com vocês, muito obrigado!”

Ele pode ouvir o auditório explodir em aplausos e assovios, e bateu palmas também, honrado por ter tido a chance de expressar palavras tão belas diante de todos. Estava orgulhoso de si mesmo, orgulhoso por ter tido a chance de estudar em uma escola após anos de insistência, orgulhoso de ter feito bons amigos, orgulhoso ser quem era e orgulhoso por ter chegado àquela etapa de sua vida.

Ele encarou os colegas, cada um deles, obviamente haviam os amigos mais próximos. Nino, seu melhor amigo, que abraçava Alya – eles dois começaram a namorar tinha uns seis meses e uns bocados, era obvio que aconteceria, visto que o garoto tinha uma paixão por ela a alguns anos. Ao lado direito do rapaz, Chloé, mesmo com toda sua antipatia e orgulho, sorria alegre. Já ao lado de Alya, Marinette batia palmas e o encarava gargalhando, com as bochechas pintadas de um tom de rosa suave que ele não sabia identificar se era por conta da maquiagem ou se ela estava mesmo corada.

Pensou um pouco, ele e a jovem não eram exatamente tão próximos, principalmente pelo fato de que ela parecia evitá-lo as vezes (por que?), todavia, sempre que próximos, as conversas de ambos vinham a ser algo agradável e divertido. E ele sempre tinha uma sensação estranha quando estava perto dela, era como se lhe retratasse algum tipo de nostalgia.

Ignorando os tais pensamentos que pareciam totalmente inoportunos para o momento, Adrien desceu as escadas do auditório e correu para perto dos amigos, sendo recebido com um abraço apertado de Nino.

Cara, aquilo foi incrível! — disse o rapaz, uns dois tons mais altos para poder ser ouvido, afinal, havia uma multidão de vozes no local — Você foi ótimo, Adrien.

Ele sorriu e agradeceu, recebendo, em seguida, um sorriso de Alya e um abraço casto da mesma.

Eu fui a principal responsável por todo esse sucesso, não se vanglorie sozinho, hein. — ela disse e em seguida riu, como se não levasse suas palavras tão a sério.

E era verdade. Numa que Adrien foi o escolhido pela instituição para ser o orador, ele se viu perdido ao precisar desenvolver um discurso, no entanto, quando soube que Alya fazia parte do grupo de grêmio estudantil da escola e estava disposta a ajudá-lo, sentiu o alívio sobre seu corpo. Foram três meses de ensaios e erros e, finalmente, os gloriosos acertos.

Você sabe que o mérito é seu. — sorriu para a garota, que riu.

Oh, tudo bem, você teve sua parte.

Ambos riram, tudo era felicidade.

Adrien então colocou seus olhos verdes sobre os azuis de Marinette. Ele sorriu para a garota a sua frente que, em resposta, baixou os olhos um pouco, mas curvou os lábios, parecia contente. Resolveu então se aproximar dela, numa de Mino e Alya trocavam um beijo singelo e apaixonado. Tudo bem, eles mereciam.

Marinette!

Você é bem- digo, foi bem, quero dizer, você sabe, lá em cima. Com o discurso. — ele riu ao vê-la praguejar baixinho, envergonhada e tímida, sempre tão tímida. E um pouco atrapalhada também — Parabéns. — murmurou, baixinho, ele só notou pois leu nos lábios dela.

Em resposta, ele sorriu para ela, bagunçando um pouco os cabelos da garota, num gesto de carinho.

Obrigado, mesmo. Devo muio a Alya, você sabe, não?

Ela sorriu, encarando a amiga.

Sei sim, ela estava muito animada com tudo isso. — Adrien concordou, encarando a garota que ainda estava com Nino — Eles ficam bonitos juntos… quem dera eu-

A jovem se calou de imediato e o loiro observou a mudança brusca no comportamento dela, mas resolveu deixar quieto, não queria se intrometer, então resolveu continuar a divagar junto dela.

Realmente, eles combinam bastante. — ele riu um pouco e voltou a encarar Marinette — Você também já tem alguém?

Ela encarou o chão e negou rapidamente, envergonhada. Ele sorriu carinhosos.

Nah, somos dois. — disse simples. — Mas tudo bem, estamos ai, firmes e fortes. Ah, eu acho que seus pais estão te procurando. — ele comentou, lembrando de vê-los em algum lugar chamando pela garota.

O-Obrigada por avisar.

Não tem de quê.

A garota lhe sorriu e, em resposta, ele pode apenas observar. Estava meio grogue com a situação toda em geral, então se permitiu encarar aquelas esferas azuis que eram os grandes olhos de Marinette.

E então, ele ouviu. Numa fração de segundos, tão rápido e, ao mesmo tempo, tão claro. Profundo e inesperado, como uma onda gelada em cima de si, algo para o qual ele não estava preparado, qual não havia sido avisado.

Eu te amo.

Ele frisou um pouco a visão, encarando àquela menina que parecia sempre tão estranha e curiosa em sua presença, e que, naquele momento, com os olhos fechados e o rosto tomado por uma vermelhidão intensa, lhe confessava seu segredo:

Eu te amo, Adrien.

Quando os olhos azuis voltaram a se abrir, prontos para encarar Adrien, e, de fato o fazendo, o rapaz não sabia como reagir. Encontrava-se numa situação quase desnorteada ao tomar noção do tal fato, não sabia o que fazer agora. E, numa que seu cérebro trabalhava rapidamente lhe provado que sim, aquilo era verídico, outra parte dele apenas estava em branco. E sentindo extrema culpa.

Culpa por saber que não era recíproco, culpa por saber que magoaria a amiga numa que a dona de seus pensamentos mais românticos agora poderia estar em qualquer lugar da cidade, pensando em qualquer coisa que não fosse ele, mas era inevitável e inegável. E ao olhar para o rosto bonito daquela menina que estava bem ali, algo em si balançou. Ele não suportava a ideia de magoar Marinette, era quase estranho esse tal carinho inexplicável que sentia por ela, mas infelizmente, sabia que deveria falar a verdade a ela.

Ela merecia alguém melhor do que ele, alguém que a amasse de volta. Não um cara apaixonado pela mesma garota há três anos sem sequer saber quem era ela de verdade. Não. Marinette merecia algo recíproco, e isso, ele não podia lhe conceder.

Eu sinto muito… — ele murmurou, encarando-a com toda a sinceridade e carinho que podia, toda a delicadeza do mundo parecia pouca no momento — me perdoe, Marinette. Mas eu não posso.

A garota desviou o olhar e até sorriu de lado, obviamente magoada. Mas talvez até melhor do que ele imaginara. Ela lhe encarou uma última vez, e, balançando a cabeça em concordância, virou-se, saindo. Ele até tentou ir atrás dela, deu dois passos largos em direção a menina, mas seus ombros sentiram um peso humano e a risada de Chloé lhe invadiu os ouvidos, impedindo-o de ir atrás de Marinette.

Mas uma vez ele era cegado por sua gentileza e inercia.”

Ele lamentou a lembrança desagradável. O resto da comemoração deixou de parecer tão incrível para ele, numa que sabia ter ferido a garota e, simplesmente, não conseguia ficar em paz após tal ato. Não era de sua natureza magoar alguém propositalmente e, infelizmente, era o que havia feito.

Ao decorrer do tempo, ele acabou encontrando com a menina algumas vezes, afinal, Nino e Alya ainda estavam num relacionamento forte, mas não era com tanta frequência quanto antes. Ele compareceu a festa de aniversário dos amigos, onde a viu. Eles se cumprimentaram de maneira educada e ela parecia alegre, mas ainda mantinha uma distância considerável dele, bem, Chat não podia reclamar.

Ele esperava uma bronca da Césaire, numa que ela e Marinette eram melhores amigas, mas está não veio. Ele se perguntava se a jovem havia contado sobre ter sido negada.

Bem, a situação, mesmo que ainda desconfortável, não era algo que lhe tirava o sono a noite. Nos dias atuais, ele andava ainda mais ocupado. Faculdade, ensaios, entrevistas e o dever de salvar a cidade ainda o açoitavam. Ele mal tinha tempo de dormir e, algumas noites (mais do que gostaria de admitir) eram passadas em claro por conta dos estudos. Estava exausto e, por tanto, não podia se dar ao luxo de ficar divagando sobre qualquer coisa.

E de brinde, havia uma convivência não tão agradável com seu pai. O fantasma de não ser o filho perfeito ainda lhe açoitava.

Novamente, ele autorizou-se a sentir pena de si mesmo, do modo mais melancólico possível. Havia perdido aquela batalha, estava arruinado, completamente. Numa que, caso contasse a Lady que sabia sobre sua identidade, ela ficaria extremamente magoada, e se, por um milagre ela aceitasse tal fato e ele se revelasse também e admitisse os sentimentos a muito escondidos, ela certamente o negaria.

Era uma via sem mão dupla. Só de ida. Para o pior.

Ele então parou consigo mesmo e pensou no relacionamento de ambos e o quão diferente eles eram por debaixo das máscaras, afinal, Marinette era uma das últimas pessoas que ele imaginava como sendo Ladybug, a heroína tenaz e perseverante, que não parecia ser atingida por nada e nem ninguém, em sua vida pessoal, era a jovem delicada, envergonhada, aspirante a estilista e sempre tão empática.

E ele, por outro lado, que com sua máscara era o gatuno irresponsável, livre, sagaz, impulsivo e de humor ácido, enquanto que por debaixo da mesma era o rapaz maduro, consciente, regrado e ajustado, sempre com sua conduta correta.

Seriam eles dois mentirosos?

Não, sorriu, ele sabia que não. Podia dizer que, mesmo não a conhecendo profundamente, a entendia como ninguém. Enquanto eles estivessem com aqueles uniformes, carregando seus títulos, eles seriam imbatíveis, sabia que o que ela sentia, o poder, a liberdade, o prazer inenarrável de ser quem não se podia na vida real. Era algo insano. Mas não para eles.

E então ele soube. Marinette e Ladybyug eram um só, duas partes de uma personalidade composta por lados completamente opostos, mas que se completavam, formando alguém único, alguém que ele teve o prazer de conhecer – das duas formas. Ele notou que as duas exalavam um pouco de ambas essências; Marinette era uma garota pronta a ajudar a todos e sempre era a primeira a fazer isso quando necessário, enquanto que Ladybug demonstrava-se alguém doce e suave quando preciso.

Ele então, ao perceber que a noite já caia, rumou sua casa, mas antes olhou para a janela do quarto de sua heroína, agora, desmascarada e conhecida por Marinette, a garota normal, com uma vida comum e sonhos próprios; ele sorriu.

Já em casa, encarando a janela de seu quarto, dando uma chance a si mesmo, ele notou que havia muito a concertar, e talvez algumas coisas viriam a mudar dali em diante. Ele sabia que o terreno não estava muito favorável para si mesmo. Entretanto, havia algo de positivo em sua perspectiva.

Ele ainda não havia resolvido se diria ou não a sua amada Lady que sabia de sua identidade, ou se continuaria mantendo aquilo como o que sempre fora: um segredo. O mesmo sobre seus sentimentos. Mas de alguma forma ele soube, dentro de si, tudo fazia sentido de certa forma.

E então, ele se permitiu rir, se permitiu achar um pouco de graça em toda aquele emaranhado de acontecimentos, memórias e sentimentos que não lhe eram nem um pouco favoráveis, todavia, seria cômico se não trágico.

— O que você vai fazer agora, Adrien? — perguntou Plagg, numa que o humano voltava para dentro do quarto e deitava-se na cama. O jovem percebeu que o pequeno gatuno ficara estranhamente silencioso durante o dia, talvez querendo lhe dar espaço, ele agradecia por tal coisa.

O que você vai fazer agora, Adrien?, perguntou a si mesmo e… sinceramente, ele não fazia a menor ideia.

— Quem sabe, Plagg, quem sabe?

Contudo, havia algo de bom ali, algo que não conseguia fazer com que Chat abandonasse o sorriso de seus lábios bonitos. Ele ainda não sabia se era o prazer de ter a curiosidade saciada sobre algo que a tanto lhe causava duvidas, não sabia se era o estranho sentimento de paz que o inundava, não sabia se estava simplesmente ficando louco. Vai saber, não é?

E então, deitado naquela cama, observando o teto, ele pensou. Tudo bem Ladybug ser Marinette, ele já a amava dê um jeito, não se importava em amá-la mais uma vez, dessa vez, como Adrien.

E se nada desse certo e ela não o quisesse? Tudo bem.

Eles ainda seriam Ladybug e Chat Noir, ele poderia ficar bem com isso.

Notas finais
E o final vai da imaginação de cada um, hehe.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!