Perseguição
9 Capítulo 9 - Um novo monstro
Notas iniciais
Depois que aquele ser cortou minha boca toda, minhas bochechas, meu queixo, e até mesmo um de meus olhos, ele acaba me soltando, me fazendo cair na própria poça de sangue. E assim que levantei minha cabeça, já não sentia mais medo daquele monstro. Não sentia mais tensão. Não sentia nada. Não sentia nem mesmo as dores dos cortes que me causara. Não sentia nem mesmo o sangue escorrendo pelo meu corpo inteiro. Nem lembrava mais o meu nome. O canivete está nas mãos do ser que ri malignamente de alguma forma. Graças a uma pá, consigo golpeá-lo na cabeça, deixando cair o canivete no chão que logo está na minha mão, voando para o rosto do monstro e fazendo perfurações bruscas, no qual desenho uma boca monstruosa e olhos defeituosos, sinalizando um rosto. Mesmo não sangrando, ele agonizava e recuava, transmitindo um grito ensurdecedor. Continuei furando-o, pois era uma sensação maravilhosa essa de sentir prazer em torturar alguém.
-Está gostando disso? Eu estou! – Uma risada maligna sai de minha boca, ou o que restou dela, involuntariamente.
Seguro a mão do monstro com força e corto fora todos os seus dedos, jogando ao longe, enquanto ele ainda recuava. Então quando não aguenta mais, me empurra no chão e desaparece em meio à escuridão dos túmulos. Me sinto diferente. O medo não me consome mais e a minha consciência deve ter ido embora. Somente uma coisa me vem à mente o tempo todo: sangue.
-Em! – Henry agoniza – Meu Deus liga para a ambulância!
-Ambulância? Pra quem? – Franzo a testa me aproximando de Henry lentamente, ainda com o canivete em mãos.
-Para nós, você está sangrando e seu rosto está... Meu Deus! – Henry está boquiaberto. Vejo sua perna tentar se mexer — Caramba, isso dói!
-Não se preocupe isso vai passar. – Sorrio e paro diante dele.
-Em? O que há com você? – Ele pergunta hesitante e tenta se sentar com a perna ainda fisgada pela lâmina.
-Não há nada de errado comigo. – Vejo o sangue interromper minha visão e enquanto começo a rir, limpo meu rosto que não para de escorrer sangue.
-Quem é você? Você não é a minha Emily! O que você quer?! – Henry se afasta, se rastejando para a saída do cemitério desesperadamente. Quase posso notar suas lágrimas saindo.
-Eu? Eu quero seu rosto. — Simplesmente sorrio, correndo na sua direção.
Não se sabe o que aconteceu com Henry, pois seu corpo nunca fora encontrado.
O paradeiro de Emily Lawrence ainda é um mistério. Ela pode estar em qualquer lugar, até mesmo, atrás de você.
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