Persecuted
14 Epílogo
Notas iniciais
Este capitulo é quase como um especial ou epílogo.
A historia se passa um tanto rápido, mas pronto ^^'
Uma boa leitura!
Acordei sobressaltada com a respiração acelerada.
– Sasuke, eles encontraram-nos.
Ele olhou para mim sério, tinha acordado com o meu sobressalto.
– Tiveste uma visão? – perguntou ele, levantando-se da cama rapidamente.
– Sim. Temos que ser rápidos, eu não sei o quão próximos estão. — olhei para o relógio eram 8 horas da manhã.
Não foi preciso dizer mais nada, o Sasuke logo começou a arrumar tudo o que era essencial. Corri para a cozinha, tínhamos que levar comida, uma vez que não sabíamos para onde iriamos. Abri os armários com pressa colocando tudo numa mochila. Ouvi um barulho e virei-me imediatamente para trás.
Vi a porta ser aberta, corri para fecha-la. Esmaguei-me contra a porta, mas a pessoa do outro lado tinha muito mais força.
Fui puxada violentamente para trás e preparei-me para lutar e logo gritei:
– Sasuke eles estão aqui!
Abri a minha mente, pudendo assim escutar todos os pensamentos do meu oponente. Nestes últimos anos, o Sasuke tinha-me ensinado a lutar, e devido aos meus dons, eu conseguia escapar de quase todos os ataques, uma vez que conseguia prevê-los.
Ele avançou para cima de mim, mas consegui desviar-me facilmente, ficando atrás dele. Dei-lhe um pontapé com toda a minha força nas suas costas, mas não pareceu fazer efeito nenhum. Recuei ficando numa pose defensiva. Ele virou-se para mim, era alto, muito musculado, cabelos e olhos negros, quase de certeza que seria um Uchiha, e riu-se para mim.
– Finalmente encontrámos vocês, desta vez não escapam.
– Estou para ver isso. – disse em cara de deboche.
Um soco pela direita, desviei-me ao prevê-lo, rodei sobre o meu próprio corpo para aplicar-lhe um pontapé na cara. Mais uma vez sem efeito, e então é que reparei na sua cara, estava negra. A pele dele era um escudo!
Desviei-me de outro soco dele, mesmo a tempo, vi a parede mesmo atras de mim a ficar completamente destruída. Que força que ele tinha!
Tinha que ir ter com o Sasuke! Afastei-me a correr dirigindo-me para o quarto. Reconheci logo a sua figura. Também ele estava a lutar contra dois homens, ao ver-me correu logo para mim estendo-me a mão. Estiquei o braço, e as nossas mãos tocaram.
O tempo congelou e tudo parou.
– Estás bem?! – perguntou Sasuke preocupado.
– Sim, vamos depressa!
Pegámos nos sacos, e sem nunca largar as mãos corremos para a mota. Ele logo pôs o motor a acelerar a fundo e seguimos, sem destino, estrada fora.
Faziam 5 anos que andávamos em fuga dos puro sangue. Tínhamos conseguido viver durante um ano naquela casa e encontrado alguma paz, mas como sempre chegava um momento em que a tranquilidade acabava… Conseguimos sempre fugir, devido aos nossos dons. Eu sempre previa que eles iriam chegar devido às minhas visões e com o poder do Sasuke conseguíamos fugir facilmente. Para eles apenas tinha passado um segundo e nós já estaríamos a quilómetros e horas de distância.
Seguimos durante horas pela estrada, até o Sasuke voltar ao tempo normal. Passámos o dia inteiro a viajar sem nunca parar ou olhar para trás. Quando escureceu, finalmente parámos num motel.
O Sasuke desmontou e segurou-me pela cintura ajudando-me a descer. Por uns segundos custou-me andar, estava completamente dorida, estar sentada numa mota durante horas não era lá muito bom.
Fomos à recepção, e um idoso bastante simpático recebeu-nos. Pagámos um quarto e fomos imediatamente para lá.
Abri a porta e entrámos, quando ouvi a porta a fechar-se, finalmente pude suspirar de alívio. Tínhamo-nos safado mais uma vez…
O Sasuke não disse nada e apenas se sentou na cama, ele estava tenso…
Sentei-me ao seu lado e peguei-lhe suavemente numa das mãos.
– Eu estava a começar a gostar daquele sitio. – disse sorrindo para o Sasuke. – Um dia quero lá voltar.
A casa onde tínhamos vivido naquele último ano, era na Suiça à borda do lago. Era realmente um sitio lindo e calmo… Guardaria boas memórias daquele sitio.
Ele olhou-me quando falei e eu sorri-lhe mais uma vez.
– Por favor… Não estejas assim… — murmurei enquanto acariciava a sua face.
A sua mão afagou a minha e os seus olhos fixaram os meus.
– Eu só queria que tivesses uma vida feliz… Mas não consigo dar isso… — o seu olhar estava tão triste.
– Sasuke… Eu estou feliz, desde que estejas ao meu lado, eu serei feliz, nada mais importa… — enquanto falava pus-me no seu colo com uma perna de cada lado.
– Será mesmo que estás feliz? Sempre à espera que a qualquer momento alguém apareça para nos matarmos, nunca conseguiremos ter um família, ter uma vida normal, sem medos…
Aquele assunto por momentos entristeceu-me… Eu queria filhos, é o sonho de qualquer mulher… Mas não queria pensar naquilo agora.
– Vamos apenas viver um dia de cada vez… Eu estou feliz, realmente feliz, por isso não vamos pensar nessas coisas agora, por favor… -As minhas mãos rodearam o seu pescoço.
– Eu prometo que um dia farei-te completamente feliz, prometo… — os seus olhos não largavam os meus e eu afundava-me neles de tão profundos que eram.
– Eu sei que farás… -sorri para ele, e pela primeira vez naquele dia ele também sorriu.
Lentamente aproximei-me fechando os meus olhos. No meio da escuridão os nossos lábios encontraram-se já com saudades. Eu já conhecia os seus lábios, o seu gosto e o seu corpo de cor, mas sempre me deslumbrava com as sensações que ele me fazia sentir, como se fosse sempre uma primeira vez.
Mordi suavemente o seu lábio e pude sentir o seu corpo se arrepiar debaixo do meu. Depois de um beijo longo, dirigi-me para o seu pescoço, beijando-o e mordendo-o. Fui abrindo a sua camisa, tirando botão a botão e fui explorando o seu peito com as minhas mãos. Podia já sentir o seu volume crescer entre as minhas pernas e sem pudor nenhum levei uma das minhas mãos lá.
Um gemido escapou da sua boca e virou-me ficando sobre mim. Tinha conseguido tira-lo com controlo e sorri com isso.
Puxou-me para um beijo cheio de amor, desejo, luxuria e afundámos num mar de sensações que iria durar a noite toda.
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Fazia 3 meses que vivíamos numa casa na América, em Portland. Vivamos na floresta, o que nos dava bastante privacidade, pois estávamos bastante afastados das casas mais próximas. Gostava dali estar, era tao calmo… Passava horas no alpendre admirando toda a floresta…
Naquele momento estava a cozinhar, enquanto cantava baixinho com um sorriso na cara. Sentia-me feliz…
Senti alguém a agarrar-me a cintura, não precisava olhar para saber quem era.
– O que a minha princesa está a cantar? – perguntou junto ao meu ouvido, sem pensar fechei os olhos para desfrutar da sensação.
– Hum… Nada de especial… — disse rindo.
– Hoje pareces muito alegre, gosto de te ver assim..
Virei-me ficando de frente para ele.
– Gostas? – perguntei aproximando-me perigosamente dele.
– Sim… Bastante… — sorri ainda mais ao vê-lo aproximar-se dando-me um pequeno beijo.
Afastei-me dele para continuar a cozinhar.
– Sabes… Tenho algo para te contar… — disse sem saber como começar.
Ele olhou-me curioso.
– Tens? E é o que?
– Bem… — a minha voz não saiu, pois senti uma presença lá fora. Segurei a faca com força e fixei-me no Sasuke. Ele também tinha sentido.
– Espera... Eu reconheço esta presença…
– Isso é bom ou mau? – perguntei receosa.
– Não tenho a certeza, mas diria que bom.
Dirigimo-nos os dois à porta. Ele meteu-se a minha frente, como se quisesse proteger-me.
Devagar vi-o a abrir a porta e ele ficou surpreendido.
– Não pode ser… — murmurou ele.
Espreitei de trás das suas costas. Na porta encontrava-se uma linda rapariga, com uns grandes olhos cor de pérola, um cabelo liso azulado longo, dando-lhe um ar angelical. Realmente era linda.
– Sasuke… — murmurou ela.
Fiquei com vontade de ler os seus pensamentos mas não o fiz.
Foi então que reparei que ela não estava sozinha. Atrás dela um pouco escondido, encontrava-se um rapaz com cerca de 20 anos, vi logo que era um humano normal. Era alto, loiro, uns olhos azuis muitos expressivos, uma beleza refrescante e viva.
Sasuke também o examinava de alto a baixo.
– O que foste tu fazer Hinata? – disse o Sasuke que voltava a olhar para a rapariga dos olhos de perola que agora sabia chamar-se Hinata.
– É uma história complicada… — desabafou ela.
– Nós vamos ouvir-te. Entrem.
Afastámo-nos para lhes darmos passagem e ela um pouco tímida entrou.
Dirigimo-nos para a sala e sentámo-nos todos.
– É bom ver que estás bem, Sasuke. – começou a Hinata a dizer e depois olhou parar mim. – É um prazer conhecer-te Haruno Sakura. Eu sou Hinata da família Hyuuga e ele é o Naruto Uzumaki.
Familia Hyuuga, umas das três famílias nobres. O que ela estaria aqui a fazer? Vieram nos capturar?!
– Eu não vim para isso, Sakura. – ela disse na sua voz límpida.
Fiquei surpreendida por ela ter dito aquilo, não me digas que ela tam-
–Sim, eu também consigo ler pensamentos. – Hinata falou completando o meu pensamento.
Não gostei muito daquilo.
– Sabes é falta de educação estar assim ouvir a mente dos outros, eu não estou a bisbilhotar a tua mente… — disse um pouco resignada.
–Eu sei e desculpa por esta falta de respeito, só queria conhecer-te melhor… Não foi por mal, a serio. – desculpou-se um pouco envergonhada.
– Hinata, vais-me explicar o porque de estares aqui? Sabes que é um perigo estares aqui, ainda serás punida. – disse o Sasuke muito calmamente. Ele e a Hinata pareciam conhecer-se há bastante tempo.
– Eu sei… Eu fugi… — sussurrou olhando para o chão.
Sasuke ficou por momentos em silêncio, e eu não fui capaz de dizer nada. O rapaz loiro também permaneceu sempre calado, embora parecesse bastante falador.
– Hinata… O que foste tu fazer? Sabes que mesmo tu sendo uma princesa, a punição continua a ser morte. Foi por causa dele, não foi? – perguntou apontado para o rapaz loiro.
– Ele não teve a culpa… Eu simplesmente apaixonei-me…
Olhei para aquela rapariga, ela parecia tao perdida e com medo, mas por outro lado decidida de algo.
– Durante muito tempo, eu mantive esse amor escondido, mas quando eu ouvi da tua fuga com a sangue impuro, deste-me coragem, coragem que nunca tivera. E decidi também seguir o meu coração e então fugimos os dois. Apenas quero puder amar… Mais nada… — desabafou ela quase chorando. – E agora, não param de nos perseguir e ao contrário de ti eu não sou uma boa lutadora, não sei por quanto tempo aguentaremos. Então viajámos à vossa procura e finalmente conseguimos encontrar-vos. Eu não sabia mais o que fazer… — vi pequenas lágrimas e fiquei com pena dela.
O Naruto tentou reconforta-la e o Sasuke também se aproximou segurando as suas mãos.
– Vai correr tudo bem Hinata, não vou deixar que nada aconteça de mal a vocês os dois. São bem vindos à nossa casa, temos outro quarto e espaço suficiente. Podemos ficar aqui enquanto for seguro. – disse o Sasuke calmamente.
– A- A sério? – perguntou a Hinata incrédula.
– Sim, nós percebemos os vossos motivos, afinal estamos os quatro na mesma situação. – disse sorrindo-lhe.
– Eu sabia que eras uma boa pessoa e Sasuke nunca me desiludiste, obrigada por tudo. – agradeceu humildemente.
– Sim, obrigada por tudo! Espero que sejamos grandes amigos! – exclamou o Naruto com um grande sorriso.
Hinata levantou-se recompondo-se e dirigiu-se na minha direcção. Estendeu-me a mão como agradecimento, mas eu logo me afastei. Ela olhou-me um pouco confusa com medo que tivesse feito um erro.
– Ah… eu não gosto que me toquem… -disse um pouco sem jeito.
– Oh, desculpa não sabia. Tem a ver com o teu dom? – perguntou curiosa.
– Sim.
– Tens uma aura poderosa, grandes dons trazem sempre consequências. Espero que sejamos grandes amigas, Sakura. – disse finalmente sorrindo para mim.
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E foi verdade, em apenas em duas semanas tornámo-nos grandes amigas. O Sasuke no inicio não conseguia aguentar o Naruto. Ele era barulhento sempre se rindo, realmente não combinava com ele. Eu gostei dele logo no primeiro segundo, mas com o Sasuke foi um pouco mais difícil. Apesar disso tudo ficaram amigos, e acho que seria uma amizade que iria prevalecer.
Era bonito ver a Hinata e o Naruto, ver um amor tão puro e verdadeiro em actos tão simples e discretos. Um olhar, um toque, um beijo roubado e discreto. Eles eram tão felizes juntos e por isso percebia-os completamente, pois acontecia o mesmo comigo e com o Sasuke. Apenas queríamos amar, por mais que isso fosse proibido entre nós.
Eu olhava distraída pela janela, ainda não tinha conseguido contar ao Sasuke sobre aquilo…
Ouvi passos e olhei na direcção do som. Era Hinata, ela estava sorrindo.
– Eu sei… Não te preocupes em contar-lhe… — falou baixo para os rapazes que estavam na sala não a ouvissem.
– Mas tenho medo… — desabafei enquanto tocava na minha barriga.
– Não podes deixar que o medo te domine. E isso é uma coisa maravilhosa. – disse tentando me animar.
– Será que é mesmo? Eu já não sei nada… E se lhe acontecer o mesmo que lhe aconteceu a mim? Eu não quero que ela sofra como eu sofri…
– Não digas isso… Nada de mal irá lhe acontecer… Vais ver… Prometes-me que não vais ter medo? – eu acenei com a minha cabeça e sorriu. — Bem é melhor irmos fazer o jantar, temos dois rapazes grandes para alimentar. – disse rindo-se.
– Ui, então aquele Naruto! Come por três pessoas! – exclamei rindo.
– Alguém disse o meu nome??? O que já andam a dizer sobre mim? Sakura-chan?! – ouviu-se a voz vinda da sala.
Começámos as duas rir enquanto íamos para a cozinha.
Depois de algum tempo a comida estava pronta e juntámo-nos todos na cozinha para jantar. Como sempre o jantar passou-se divertido, com muitas idiotices por parte do Naruto.
– Eu e a Hinata estávamos a pensar ir dar uma volta pela praia, gostariam de vir connosco? – perguntou o Naruto educadamente, mas eu sabia que ele gostaria de estar sozinho com ela e o Sasuke também percebeu isso.
– Hum, não. Preferimos ficar por aqui. – respondeu o Sasuke olhando para mim.
– Ok, vocês que sabem! Ne, Sasuke, posso levar a tua mota? – perguntou fazendo beicinho.
– Ei, agora estás a exagerar! Mas hoje tens sorte, estou de bom humor. – disse sorrindo de lado.
– Isso quer dizer que deixas!? EBA! Vamos Hinata-chan!! – exclamou extasiado agarrando a Hinata pelo braço arrastando-a lá para fora.
– Tenham cuidado!! – gritou o Sasuke, mas ele já nem ouvia.
Eu só conseguia rir com a situação, realmente aquele rapaz era explosivo.
– Bem… Parece que também ficámos sozinhos… — disse o Sasuke olhando-me de uma forma provocativa.
– Seu maroto! – antes que pudesse dizer mais alguma coisa ele agarrou puxando-me para um beijo lento e calmo. Eu amava estes beijos repentinos, que me roubavam o ar e me deixavam sem graça. Eu amava tudo naquele homem.
Decidimos ir ver um filme. Deitei-me no seu colo, estava realmente confortável. Ele ia acariciando os meus cabelos que depois destes anos voltara a ser longo, bem mais longo que antes. E de vez em quando beijava-me os cabelos e o topo da cabeça num gesto de carinho, ele só me estragava como mimos assim.
Eu tinha que admitir que não estava a prestar atenção nenhuma ao filme, estava sempre a contemplar o Sasuke de forma nada discreta. Ele percebeu isso claro e então baixou-se para beijar os lábios. Foi apenas um leve roçar e logo levantou a cabeça. Ele estava a provocar-me! Ergui-me para beijá-lo, mas virou a cara fugindo de mim.
– Não acredito, seu … — disse com a boca aberta.
Ao ver a minha reacção ele começou a rir-se.
Eu fiz beicinho e ele ainda riu-se mais. Virei-me chateada e então senti ele agarrar-me deitando-se sobre mim . Os nossos corpos próximos, colados um ao outro.
– Queres um beijo? – murmurou ao meu ouvido, tentei não me arrepiar sem efeito.
– N- Não… — sussurrei.
– De certeza? – murmurou roçando os meus lábios, podia sentir a sua respiração quente. O meu coração já palpitava.
– S-Sim… — se aquilo continuasse…
Aproximou-se roçando mais uma vez os nossos lábios e desta vez mordeu o meu lábio inferior.
Eu não conseguia resistir… Antes de dar por mim já estava a beijá-lo correspondendo-o. Ficámos ali um bom tempo deitados aos beijos. A sua mão adentrou pela camisola tocando a minha barriga e foi então que me lembrei da minha conversa com a Hinata.
Suavemente afastei-me dele e ele olhou-me confuso.
– Eu… Antes de qualquer coisa eu preciso de falar contigo. Tenho algo importante para te dizer. – disse tocando na minha barriga.
– O que se passa Sakura? – perguntou preocupado.
– Eu… Eu estou grávida. – disse receosa da sua reacção.
Olhei para ele atentamente. Primeiro ficou incrédulo e confuso, e começou a rir alto.
–Não posso acreditar, a sério?! Eu vou ser pai!? – exclamou rindo.
Eu acenei rindo, lágrimas de felicidade vinham-me aos olhos, eu não esperava esta reacção tao linda da parte dele.
Ele agarrou pela cintura elevando-me no ar.
– Eu vou ser pai! Amo-te Sakura! Vai ter que ser um rapaz!
Eu ria com toda aquela situação, uma felicidade enorme apoderava-se de mim. O Sasuke rodopiava o meu corpo pelo ar, rindo e falando do nosso filho como ele seria um guerreiro e bravo. Aquele seria para mim um dos momentos mais felizes da minha vida que iria para sempre recordar, mas todos os nossos momentos de alegria sempre acabavam de uma maneira trágica.
– SASUKE!!! SAKURA!! AJUDA!!
Nós dois parámos, à porta de casa encontrava Hinata coberta de sangue com um corpo entre os braços. O seu rosto estava coberto de lagrimas, e pude reconhecer cabelos loiros no corpo entre os seus braços. O meu coração parou.
– O que aconteceu?! – perguntou o Sasuke correndo para ela.
– N- Nós fomos apanhados! E-Eles apareceram do nada! – Tentava falar aos soluços. – Sakura, por favor salva-o!!
– Temos que sair já daqui! Eles devem ter vindo atrás de ti! – exclamou o Sasuke alarmado.
– Não!! Salva o Naruto primeiro!!! POR FAVOR! ELE É TUDO PARA MIM!
Sasuke agarrou e colocou-o no chão. A Hinata agarrava-se ao seu braço.
– Por favor! Por favor não morras! POR FAVOR! EU AMO-TE! EU AMO-TE!!
Soltei imediatamente o meu poder para curá-lo, quando a minha aura tocou nele eu fiquei sem fala e as lágrimas vieram aos meus olhos.
– Sakura, diz-me ele vai sobreviver?! Por favor, faz os possíveis!!
Olhei para o Sasuke e ele percebeu logo.
– Hinata… — tentei dizer a custo. – Ele… Ele.. – lágrimas teimavam em cair pelo meu rosto. – Ele já está morto…
Ela olhou-me não querendo acreditar.
– NÃO! NÃO É POSSIVEL! NÃO É! EU SEI QUE ELE ESTÁ VIVO!
– Hinata não há nada que possamos fazer! Temos que ir embora! – dizia o Sasuke sempre olhando em sua volta.
– EU NÃO VOU EMBORA SEM O NARUTO!
Sasuke agarrou nela, tínhamos que fugir.
– NARUTO!!!
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– Diz-me Sakura… Do que serve viver? – a voz que uma vez fora cheia de alegria agora encontrava-se sem vida, sem emoções.
Tinham passados apenas três dias depois daquele acidente. Tínhamos fugido para New York e neste momento estávamos num topo de um prédio, com a Hinata sentada à sua borda com os seus longos cabelos azulados a voar. Aquilo não era bom… Depois da morte do Naruto, Hinata nunca mais falou, e agora que estava ali à beira do prédio começou a falar…
Sasuke não estava ali, estava a tentar arranjar passaportes falsos para saírmos do país.
Aproximei-me receosa, Hinata virou-se encarando-me à espera de uma resposta.
– Deves viver pelas pessoas que amas…
– A pessoa que eu amo está morta… — disse num fio de voz. – Não tenho mais razões para viver…
– Hinata, eu e o Sasuke preocupamo-nos contigo e gostamos de ti, por isso… — falei enquanto me aproximava.
– O Naruto era a minha vida, Sakura o que farias se o Sasuke morresse?
Engoli em seco. Eu não seria capaz de viver sem ele…
Um silêncio arrastou-se entre nós as duas.
– Sabes… — começou Hinata olhando para o céu. – Naquela noite, na praia, o Naruto… O Naruto pediu-me em casamento… A- Antes de termos sido atacados. – pude ver um lágrima cair da sua face, o meu coração apertou-se ao ouvir aquilo e tentei controlar as minha emoções. – Toda a minha felicidade foi tirada… Eu nunca tive intenções de viver mais que o Naruto… Eu sendo imortal e ele humano, um dia isto aconteceria… Eu disse a mim mesma, quando ele morrer irei acabar com a minha própria vida. – aproximou-se ainda mais da beira. Eu tentei chegar mais perto, mas uma parte de mim não deixou. – Estou feliz… Tive bons momentos e tenho memórias felizes… Está na hora de ir ter contigo, Naruto…
– Hinata, por favor… Não faças isso… Por favor…
Ela olhou mais uma vez para o céu. Passado uns segundos virou-se olhando-me com aqueles seus olhos grandes cor de perola, deles caiam uma pequena lágrima. E então sorriu. Um sorriso tão triste e sincero.
–Foi bom ter-te conhecido… Haruno Sakura…
E então tudo aconteceu devagar, ela virou-se, soltou as mãos deixando-se cair no abismo. As minhas mãos tentaram alcança-la, mas estava longe… demasiado longe… Até ao ultimo segundo ela sorriu sem medo.
– NÃOOOOOO!
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A vida era injusta… Aqueles dois mereciam tudo para serem felizes… Tudo… Mas mesmo assim a vida e o destino foram injustos com eles…
Hinata… Naruto… Espero que estejam juntos em algum lado… Tenho a certeza que sim…
Sasuke estava ao meu lado, reconfortando-me. Estávamos dentro de um avião do qual nem sabia o seu destino, mas também isso não importava.
Acariciei a minha barriga suavemente. Eu prometi-te que não iria ter medo, e que não iria deixar que ele me controlasse. Como tu disseste o que eu trago na minha barriga é algo maravilhoso e tenho a certeza que ela terá uma vida boa,. Pelo menos eu e o Sasuke iremos fazer o nosso melhor e o que estiver ao nosso alcance, afinal há sempre esperança. Ela é a nossa esperança. Eu acho que é uma menina… O que tu achas? Se realmente for uma já sei que nome lhe dar. Hinata.
É um bonito nome, não é?
Notas finais
Amei muito escreve-la e espero que nao me matem por ter feito sofrer o Naruto e a Hinata, eles estao juntos em algum lugar =)
Eu gosto bastante de matar pessoas XD
Logo voltarei com uma outra história, obrigada a todos que me acompanharam e comentaram! Vocês leitores é que dão a força a nós para nunca desistir de um historia!
Kiss
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