Persecuted

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Aqui está mais um capítulo como prometido ^^
Se houver qualquer erro digam.
Bem, Boa leitura!! =)

- Estás bem? Aconteceu alguma coisa?

- Ah… Nada, nada. Não aconteceu nada… — murmurei um pouco embaraçada. – Bem, desculpa, mas tenho de ir. – disse, e logo saí dali sem querer ouvir uma resposta da parte dele.

Mas o que tinha acabado de acontecer???

Coloquei os auriculares e tapei os meus cabelos com o capuz.

Eu estava completamente confusa… Primeiro por ele ter-me chamado de Haruno… Bem, mas se calhar foi só um pequeno engano… E depois por não lhe consegui ler os pensamentos e ter-lhe tocado sem nada acontecer… Ele é diferente. Isto nunca me tinha acontecido.

Mas ele transmite-me más sensações. Como se o meu corpo me estivesse a avisar, como se ele não fosse boa pessoa e não devesse estar perto dele.

Tremi ao pensar nisso.

Dirigi-me para a próxima aula, o Sasuke também estava lá. Não me digam que ele está em todas as minhas aulas…

Fui para o meu lugar e não prestei atenção em nada. Nem naquele estranho rapaz ao meu lado, nem aos alunos, nem àquele professor que eu sabia que traia a sua mulher, a nada. E assim consegui fazer com que a aula passasse rápida e quando dei por mim já era a hora de almoço. Pior altura do dia.

Saí da sala, arrumei as minhas coisas e dirigi-me para o refeitório.

Fui servir-me e como sempre fui sentar-me na mesa que estava mais ao fundo do refeitório, longe de todos.

Comecei a comer calmamente, quando senti alguém sentar-se ao meu lado, o que era muito anormal.

Levantei os meus olhos e por momentos paralisei ao ver que era o Sasuke.

- Porque foste embora daquela maneira? – perguntou ele suavemente.

É só impressão, mas ele anda a perseguir-me?

- Ah… Tinha uma coisa para fazer. — disse rapidamente e desviei a minha atenção para a minha comida.

- Hum… — murmurou ele pouco satisfeito.

Eu queria que ele se fosse embora, a sua presença deixava-me inquieta.

- Posso almoçar contigo? – perguntou ele.

- Não. – respondi sem sequer olhar para ele.

- Porque não te dás com os outros? Porque estás sozinha? – continuou ele a perguntar olhando fixamente para mim como se quisesse ler a minha alma. Aqueles olhos negros que por um lado me fascinavam, mas por outro assustavam-me.

Ele começava a fazer demasiadas perguntas e isso começou a irritar-me.

- Não tens nada a ver com isso! – falei um pouco alto demais e sai dali irritada.

Sentia-me furiosa! Detestava pessoas que me fizessem perguntas, ainda por cima sobre a porcaria da minha vida! Eu simplesmente não me abro com as pessoas, tirando com o Sasori.

Eu já não queria ir ao resto das aulas e por isso fui para a biblioteca esconder-me e ter um pouco de paz.

Eu gostava da biblioteca, devia de ser o único sítio da escola onde eu gostava de estar. É um lugar silencioso, com pouca gente e também porque eu adoro ler.

Peguei num livro qualquer e sentei-me num canto a ler…

- Olhe, desculpe, mas é que vou fechar a biblioteca.

Tirei os olhos do livro e vi a bibliotecária, uma senhora já idosa. Olhei para a janela e fiquei surpresa ao reparar que já começava a ficar um pouco de noite, o que era normal já que estávamos no Inverno e anoitecia bastante cedo, mas mesmo assim fiquei surpreendida por ter passado tanto tempo. Realmente não me tinha dado conta.

- Oh, desculpe eu não tinha reparado que já era tão tarde.

- Não faz mal. – disse ela sorrindo. “ É bom ver jovens que gostam tanto de ler, cada vez são mais raros.”

Concentrei-me um pouco e deixei de ouvir os seus pensamentos. Quando eu estava sozinha com uma pessoa, com algum esforço eu conseguia não ler os seus pensamentos. E só consigo fazer isto agora porque o Sasori me ajudou.

Levantei-me devagar e saí dali. Já não se via ninguém na escola, já todos tinham ido para casa. Os corredores estavam completamente vazios e escuros e o único som que se ouvia era o barulho das minhas sapatilhas a tocarem no chão a cada passo que dava.

Saí da escola e também não se via ninguém na rua. À medida que fazia o meu percurso habitual para casa sentia como se alguém me perseguia, como se alguém andasse a vigiar-me. Virei para trás um pouco a medo, mas não havia ninguém. Só eu e a estrada.

Agora ando a imaginar coisas…

Continuei o caminho, de repente senti um grande arrepio e uma sensação estranha no pescoço. Parei assustada. Olhei em toda a minha volta, não havia ninguém. Mas o que raio se anda a passar comigo? Eu começava a ficar com medo…

Recomecei a caminhar e desta vez mais depressa. Senti-me aliviada quando vi a minha casa e apressei-me para lá chegar. Retirei as minhas chaves da mochila e abri a porta. Entrei e suspirei, coloquei as chaves na pequena mesa de entrada e abri as luzes.

Estava com fome e por isso dirigi-me à cozinha e vi um pequeno bilhete.

“Desculpa houve um pequeno incidente e eu e o teu pai tivemos de fazer uma pequena viagem devido ao trabalho, mas não te preocupes, amanha já estaremos ai.

Há comida no frigorífico.

Beijos, Yumiko.”

Yumiko e Takeshi eram grandes empresários e por isso este tipo de coisas acontecia frequentemente.

Fui ao frigorífico e comi a primeira coisa que me apareceu à frente.

Depois sai da cozinha, subi as grandes escadas, entrei no meu quarto e dirigi-me imediatamente à casa de banho. Estava a precisar de um bom banho para relaxar. Hoje sem dúvida, tinha sido um dia realmente estranho e ainda estava com a sensação que alguém andava a perseguir-me, a vigiar-me.

Enchi a banheira de água bem quentinha e quando ficou cheia entrei. Deixei cair o meu corpo na água e deitei-me suspirando. Logo senti os meus músculos a relaxarem-se e fui-me deixando afundar na água até ficar completamente submersa.

Quando tinha 15 anos tentei suicidar-me, cortei os meus pulsos na banheira. Mas não teve o resultado que queria… Antes que perdesse sangue suficiente, os cortes que eu fizera curaram-se sozinhos…

Fiquei ali algum tempo apreciando o silêncio e o conforto. De repente ouvi um barulho estranho e imediatamente ergui-me da banheira. Parei quieta, nem sequer me atrevi a respirar. Ouvi outro som, de uma porta a abrir-se e o som vinha lá de baixo.

Oh meu Deus, eu não tinha deixado a porta trancada à chave! Alguém entrou! E se for algum ladrão? Ou ainda pior um assassino qualquer!?

Fiquei assustada. Com o mínimo de barulho possível sai da banheira e embrulhei-me numa toalha. Comecei a ouvir passos vindos lá de baixo e subitamente entrei em pânico.

Ok Sakura, acalma-te…

Silenciosamente saí da casa de banho e agarrei logo na primeira coisa que me apareceu á frente – um chapéu-de-chuva. Agarrei-o com força e segui pelo corredor escuro e silencioso. Dirigi-me pelas escadas e não vi ninguém.

Eu estava com medo, muito medo! Sentia as minhas pernas a tremer à medida que seguia até à cozinha que estava iluminada. Apertei com mais força o chapéu de chuva. De repente vi o vulto de uma pessoa à minha frente.

- AHHH! – gritei ganhando coragem e com todas as minhas forças bati-lhe com o chapéu de chuva.

- Esp…- – ouvi o intruso dizer antes de levar com o objeto. Tentei acertá-lo uma segunda vez, mas ele agarrou o chapéu. – Eu disse esp… – este não terminou de falar, pois dei-lhe um pontapé no meio das pernas.

O intruso ajoelhou-se de dores e tentou falar. – Sa-Sakura… Sou eu…

- OH MEU DEUS! SASORI! Oh meu Deus! Desculpa! Eu pensava que era um ladrão!! Desculpa! Desculpa!

Agora que via melhor era realmente o Sasori! Com os seus cabelos vermelhos que eu sempre gostei e os seus olhos de cor de chocolate que neste momento demonstravam dor.

- Está tudo bem priminha… — murmurou ele ainda ajoelhado com um esgar de dor, ele sempre me tratava por priminha.

- Estás bem? Magoei-te muito? – comecei preocupada a perguntar sem parar.

- Não te preocupes… Eu estou bem… — disse ele enquanto se recomponha aos poucos. Estava-me a senti r tão culpada.

Acendi as luzes. Tinha de admitir, mesmo tendo acontecido isto, eu estava feliz por ele estar aqui. Já tinha saudades dele. E da última vez que estivemos juntos ele ajudou-me imenso. Devido a ele é que quando estou só com uma pessoa consigo controlar o meu poder. Poder… Sasori não gostava que eu chamasse de anormalidade, então ele dizia que era um poder… Mesmo que para mim será sempre uma anormalidade.

- Não leste os meus pensamentos? Assim poderias ter sabido logo que era eu.

- Desculpa! Estava tão assustada que não conseguia pensar em nada!

- Não precisas de pedir mais desculpa, eu estou bem. – disse ele sorrindo e levantando-se um pouco a custo. – Por falar nisso já estás melhor?

- Sim! Por exemplo agora estou a conseguir perfeitamente não ler nada dos teus pensamentos. – informei-o sorridente. Quando eu estava com o Sasori sentia-me sempre tão bem e feliz. E por momentos conseguia esquecer-me da anormalidade que sou.

- Que bom, priminha. – felicitou ele olhando para mim com aqueles olhos calorosos cor de chocolate.

- Mas o que estás aqui a fazer? – perguntei curiosa.

- Queria fazer uma surpresa. Eu cheguei e bati à porta, mas ninguém atendeu. Então pensei em entrar, para que quando chegasses, fazer-te uma surpresa! Mas pelo vistos não correu bem como eu queria e fui atacado por um pequeno monstro. – respondeu ele brincando comigo.

- Ah! Eu peço mesmo desculpa por isso! Eu não ouvi a bateres à porta porque estava a tomar banho… — espera aí… Agora que eu reparava… Eu ainda estava somente de toalha! Fiquei completamente vermelha ao aperceber-me disso.

Ele começou a rir-se ao aperceber-se do meu constrangimento.

- Eu volto já! Vou só vestir-me! – e fui a correr para o meu quarto completamente envergonhada. Em poucos minutos vesti-me e voltei para baixo.

Sasori estava na cozinha e fui ter com ele. Ele sorriu ao ver-me e perguntou logo:

- E a escola como vai?

- A mesma tortura de sempre… — desabafei triste.

- Eu estou a tenar convencer o meu pai de vir para aqui e assim estudarmos na mesma escola, mesmo eu ficando no ano diferente, já que sou mais velho.

- Sério? Isso seria tão bom! Poderias viver aqui e tudo! – exclamei contente.

- Por falar nisso, onde está a senhora e o senhor Hayashi?

- Foram numa viagem de negócios. E agora vais ficar quanto tempo aqui?

- Um mês já que estou de férias. – respondeu ele.

- Ah! Que bom! Estou tão contente. És a minha salvação, Sasori! – e sem pensar duas vezes, saltei para cima dele abraçando-o. Sentia-me tão confortável com ele, sentia feliz, sem medo de mostrar como realmente eu sou.

Sasori correspondeu ao abraço, colocando os seus braços à volta da minha pequena cintura. Sem querer toquei a pele do seu pescoço e amaldiçoei-me por isso. No instante seguinte a minha mente encheu-se de imagens, vozes e gritos. Vi várias imagens e momentos da infância do Sasori e de repente deparei-me com um cenário horrível, era do futuro. Gelei de horror. Era o Sasori, estava deitado no chão completamente coberto de sangue e estava pálido. Olhava para algum ponto e sussurrou o meu nome.

- Sakura… — e logo cuspiu sangue.

De repente ouvi a minha voz.

- NÃO! SASORI!!

Eu não queria ver mais nada! EU NÃO QUERIA VER MAIS NADA! MAIS NADA!!

Consegui quebrar a ligação e afastei-me imediatamente do Sasori. Ajoelhei-me no meio do chão. Eu estava em estado de choque. Eu… Eu… Eu não queria que o Sasori morresses! Ele não! Ainda por cima… Na minha visão ele devia ter a idade que tinha agora! Isso quer dizer qu- Não! Isso não pode…

- Sakura! Estás bem? O que viste? – perguntava Sasori completamente preocupado baixando-se ao pé de mim.

Eu não conseguia falar… Eu… Antes que me apercebesse comecei a chorar e não conseguia parar.

Sasori sem saber o que fazer abraçou-me com cuidado para não me tocar na pele. Ficámos ali um bom tempo, comigo a soluçar e o Sasori em silêncio.

De vez em quando ele acariciava-me o cabelo ao de leve. Aos poucos fui-me acalmando, mas sentia um enorme peso no coração. Eu não queria ter visto aquilo! Eu não queria! Só de pensar que o Sasori irá morrer… O meu único amigo…

- Sakura… Eu não sei o que viste, mas… Se não quiseres dizer, não digas, eu compreendo. – sussurrou ele amavelmente.

- Obrigada, Sasori. Não sei o que eu seria sem ti. – suspirei triste, pensando o que eu serei sem ele?

- De nada, priminha. Também não sei o que seria da minha vida sem ti. – sorriu ele olhando-me fixamente com aqueles olhos cor de chocolate.

Eu sem dúvida não o deixarei morrer! Irei fazer de tudo para o salvar!

- Bem eu vou dormir, amanhã tenho aulas. – disse levantando-me desajeitadamente. – Podes ficar no quarto onde sempre costumas ficar.

- Oh, está bem. Boa noite priminha.

- Boa noite Sasori.

Fui rapidamente para o meu quarto e mandei-me para a minha cama. Lágrimas não tardaram a cair pela minha cara, escondi o rosto no meio das almofadas e tentei adormecer. Só ao fim de algum tempo, devido ao cansaço é que consegui adormecer, mas antes um pequeno pensamento me fez lembrar daquele estranho novo aluno. Sasuke…

Notas finais
Espero que tenham gostado =D
Sei que o Sasuke apareceu pouco neste capitulo, mas isso já irá mudar XD
Bem, mandem reviews a dizerem o que acharam e com criticas, pois isso sempre ajuda um escritor para saber o que deve melhorar ^^
Bem, até ao proximo capitulo!
Kiss