Persecuted
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Este ficou um pouco mais pequeno que o normal, mas pronto.
Se houver algum erro, desculpem ^^'
Então, boa leitura!
Acordei com o som do despertador.
Sentia-me bem disposta e um pouco alegre, tudo isso devido ao facto de o Sasori estar cá. No entanto, isso fez-me lembrar da visão… Mas eu não ia permitir que isso aconteça! Irei salvá-lo, pensei determinada e sorri por dentro.
Apressei-me a vestir e desci. Cheguei à cozinha e já lá se encontrava o Sasori. Concentrei-me um pouco, para não lhe ouvir os pensamentos.
– Bom dia! – exclamei sorrindo.
– Bom dia priminha. – cumprimentou ele sorrindo. – Estou agora mesmo a acabar de fazer panquecas, queres uma?
– Claro que quero! Tu sabes perfeitamente que amo panquecas.
Sentei-me e ele serviu-me. Sentou-se ao meu lado e comemos juntos.
– Bem tenho de ir para a escola.
–Vais ver que vai correr bem…Talvez seja melhor levares um chapéu-de-chuva – comentou ele, olhando pela janela.
–Nah… não é preciso.- puxei o meu capuz para cima tapando ao meus longos cabelos.- Até logo primo!
– Até logo Sakura.- aproximou-se de mim e deu-me um beijo na testa por cima do meu capuz.
Por momentos senti-me corar, e virei-me logo para a porta de saída para ele não se aperceber da minha reação.
Saí de casa e olhei para o céu, estava realmente nublado. Comecei a andar e quando ia a colocar os meus fones nos ouvidos senti gotas de água a caírem, e depois mais e mais… isto não podia estar a acontecer. Quando dei por mim estava a chover torrencialmente. Senti a minha roupa a ficar completamente molhada e logo comecei a andar mais depressa.
Senti alguém atras de mim a agarrar suavemente o braço, olhei para trás e era o Sasuke, vinha com um guarda de chuva e estava completamente seco, ao contrário de mim. Naquele momento senti-me mal e com raiva por não ter dado ouvidos ao Sasori.
– Não queres companhia até á escola? – disse Sasuke num tom amável.
–Não. — disse seca e recomecei a andar.
– Está a chover bastante, tens a certeza que não queres vir debaixo do meu chapéu? Cabemos aqui os dois.
– Eu já estou toda molhada, por isso não me faz diferença! — cortei impaciente. – E também eu gosto de chuva.
Ele olhou para mim, tentando não se rir da minha figura.
– Tens razão, mas assim já não te vais molhar mais do que já estás e começas a secar-te. Vá, anda, eu acompanho-te. – abraçou os meus ombros e fomos os dois debaixo do chapéu. Por um momento senti uma enorme vontade de o afastar, mas a única coisa que fiz foi esconder as mãos dentro dos bolsos para não ter de lhe tocar de novo.
O seu abraço era reconfortante, mas não podia deixar de sentir que não podia confiar nele.
–Escusas de me abraçar, eu sei o caminho. — disse fria.
Ao escutar-me ele tirou o seu braço em volta dos meus ombros, mas manteve-se ao meu lado.
– Desculpa, pensei que estivesses com frio, e também estava com medo que tu fugisses de novo. — disse ele a provocar-me.
Ele realmente começava a tirar-me do sério. Mas, mesmo assim fiquei ali debaixo daquele chapéu-de-chuva com aquele aluno intrometido.
– E esta é a primeira e última vez que isto acontece, ok? – avisei-o um pouco chateada.
Ele deu um meio sorriso e disse:
– Sim, sim…
Caminhamos juntos até à escola e quando me apercebi já nos encontrávamos na entrada da escola. Sem lhe dizer nada saí debaixo do conforto e fugi logo dali entrando para dentro da escola.
Passei pelos corredores um pouco apressada e distraída, e para meu azar fui contra uma garota que estava na conversa com algumas amigas.
Caímos as duas, logo me levantei, mas tive medo de a ajudar a levantar-se, pois não lhe queria tocar. Então simplesmente disse:
– Desculpa, foi sem querer. – ao dizer isto ela olhou para mim e ao aperceber-se quem eu era olhou-me com nojo.
“ Tinha que ser esta bruxa! Bah que anormal!”
– Sua bruxa, sua anormal, já nem andar sabes! – exclamou ela com raiva e desprezo enquanto se levantava.
Eu já estava habituada a este tipo de comentário, era sempre assim. Eu já nem me importava…
“ Oh nem acredito tá ali o novo aluno lindo… Será que ele viu a minha queda? Ai vou matar esta anormal”
“Está ali aquele jeitoso, o novo aluno… Ai…”
Comecei a ouvir vários pensamentos das garotas e de repente congelei.
Novo aluno?
Olhei para trás e vi que o Sasuke olhava para esta cena com um ar interessado, mas sem dizer uma única palavra, senti-me humilhada. Eu não queria que ele visse a anormal que eu era, e como as pessoas me tratavam.
Antes que a tal garota dissesse mais alguma coisa, saí dali a correr, mas mesmo assim ainda consegui ouvi-la a gritar vários insultos.
Quando vi que já estava longe o bastante parei e respirei fundo. Reparei que ainda haviam poucos alunos. Olhei para o relógio. Ainda era bastante cedo. Senti de novo aquela sensação estranha de estar a ser observada. Olhei em volta e fiquei surpresa ao ver aquele irritante novo aluno mesmo atrás de mim.
–Agora andas a seguir-me?! – perguntei irritada.
– Ah… não, mas é que deixas-te cair isto quando foste contra aquela garota. – disse enquanto me olhava profundamente e vi-o levantar a mão.
Na sua mão estava o meu cartão da escola.
–Oh… nem me tinha apercebido. – desculpei-me sentindo-me um pouco mal por ter sido tão rude com ele.
Com todo o cuidado tentei tirar o cartão sem lhe tocar na mão, e enquanto fazia isto ele olhava-me muito sério.
– Bem…obrigada. – agradeci arrumando o cartão. – Mas, por favor vai-te agora embora, quero ficar sozinha.
Virei-me para continuar o meu caminho e sentiu a agarrar-me o braço. Mal ele me tocou afastei-o logo com um pequeno safanão.
– Ei! O que pensas qu- … — resmunguei, mas imediatamente fui cortada por ele.
– Porque não gostas que as pessoas te toquem? Porque te chamam de anormal?
Parei e olhei para ele um pouco furiosa.
– Não tens nada a ve- … — e mais uma vez fui cortada, mas desta vez por outra pessoa.
– Olhem, vocês os dois aí?
Olhei para trás e vi uma professora, que se não me enganava era de Química. Parecia bastante atarefada.
– Não se importam de me dar aqui uma ajuda?
Olhei em volta e vi que não havia mais ninguém, só nós os dois. Era só o que mais faltava! Eu só queria era ficar sozinha e ter um pouco de paz… Este dia não estava a começar nada bem…
– Não, não nos importamos. – respondeu o Sasuke . – Vens também Sakura?
Naquele instante tive duas reações diferentes, um fiquei cheia de raiva por o Sasuke ter dito que não se importava e ainda ter-me metido no meio daquilo tudo, mas por outro lado fiquei como que um pouco fascinada pela maneira como ele tinha pronunciado o meu nome… Parecia quase como se o meu nome se adequasse à sua voz um pouco rouca e sedutora… Logo afastei esses pensamentos da minha cabeça e respondi um pouco mal-humorada:
– Sim, vamos lá…
Aproximamo-nos da professora e logo ouvi os seus pensamentos.
“Ah que alunos tão simpáticos! Era bom se fossem todos assim…” Concentrei-me um pouco e logo afastei os seus pensamentos.
– Ah, obrigada. Era só se poderiam levar estes dois tabuleiros com materiais para o laboratório de Química e arrumá-los. Desculpem, por estar a pedir isto, mas já estou atrasada para uma reunião de professores. Obrigada pela vossa ajuda.
– Não se preocupe, nós levamos. – disse Sasuke sorrindo.
O Sasuke pegou num tabuleiro e eu noutro. Em cada tabuleiro havia vários materiais, tubos de ensaio, gobelés, provetas, e buretas.
A professora agradeceu mais uma vez e nós os dois fomos andando para o laboratório.
Não ficava muito longe e logo lá chegámos.
Entrámos, colocamos os tabuleiros numa das mesas e começámos a arrumar os materiais nos seus respetivos lugares no armário. Estava a arrumar uma proveta, quando ouvi mesmo ao meu lado o som de vidro a partir-se.
– Ups.
Coloquei a proveta no sítio e vi que o Sasuke tinha deixado cair um gobelé.
– Foi sem querer. – desculpou-se ele enquanto se ajoelhava para apanhar os bocados de vidro.
– Eu ajudo. – disse um pouco sem pensar e baixei-me.
Maldita a hora em que eu o fui ajudar, pois mal acabei de me ajoelhar e pegar um pequeno pedaço de vidro senti a minha mão cortar-se.
– Ai… — exclamei baixinho.
– Magoaste-te? – perguntou o Sasuke preocupado, mas havia algo de estranho nos olhos dele, como se tivesse ansioso para algo.
Senti algum sangue, mas escondi logo a mão. Não lhe podia mostrar! Como lhe ia explicar quando ele visse o ferimento a desaparecer?!
– Não! Eu não me magoei.
– Mas eu vi sangue, mostra isso.
– Não, não viste.
– Mostra isso.
– Não.
Sem nenhuma delicadeza o Sasuke agarrou-me a mão, senti de novo uma enorme paz e silêncio, mas logo o horror sobrepôs-se a isso. Quando o Sasuke olhou para a minha mão, já o pequeno ferimento tinha desaparecido.
Por momentos ele ficou sem reação, mas logo disse:
– Mas eu vi uma ferida… Como é que…
– Não viste nada!
Afastei-o bruscamente e saí do laboratório a correr.
Notas finais
Digam o que estam a achar e isso tudo, criticas são sempre bem vindas ^^
Bem, espero-vos no próximo capitulo!
Kiss
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