Persecuted

11 Capítulo 11


Notas iniciais
E aqui venho com mais um capítulo! ^^
Quero avisar que a fanfic está a entrar na fase final, infelizmente, mas não se preocupem pois já tenho um novo projeto em mente =)
E agora, vamos ao capítulo!!
Boa leitura!

- Missão de me matar? – perguntei sem conseguir acreditar naquilo tudo, mas mesmo assim afastei-me um pouco dele.

- Sim… A missão de te matar… Como já deves reparado eu também sou um imortal, sou um Uchiha… E eu fui enviado por ter aproximadamente a tua idade. – ele dizia aquilo tudo tão calmamente.

- Tu és um… Então, espera! Aquilo que eu vi na rua, eras tu que estavas a fazer aquilo?! – perguntei lembrando-me de ver tudo parado.

- Sim, um dos meus poderes é parar o tempo, também posso abrandá-lo.

- Parar o tempo? Mas se foste enviado para me matar, porque eu ainda estou viva? — questionei olhando para ele.

- É bastante irónico, nem eu sei explicar. Eu sou um dos melhores assassinos, mas quando tive a oportunidade de te matar, logo na primeira noite, quando eu fiquei à tua frente com uma faca encostada ao teu pescoço, eu simplesmente não fui capaz. Achei que era errado matar-te, tu não merecias isso… — ele olhou para mim.

Agora que ele falava nisso, eu lembrava-me bem daquela noite… No primeiro dia que o conheci… Quando ia para casa senti que estava a ser perseguida e tive aquela sensação estranha no pescoço…

- Naquela noite, aquela sensação… Foste tu?

- Sim, eu tinha parado o tempo e tentei matar-te, mas não fui capaz e afastei-me. Senti-me tão fraco que inventei uma desculpa para mim próprio, que não te iria matar sem saber quais eram os teus poderes. E meti na minha cabeça que quando conseguisse descobrir isso, te iria matar. Como fui um idiota… — suspirou e continuou. – A parte de tu leres os pensamentos dos outros foi fácil de perceber. O mais complicado foi o porque de não gostares de tocar nas pessoas, mas logo percebi o teu poder de ver o futuro, com acontecimento da piscina. Mas mais uma vez não consegui matar-te, eu nem conseguia suportar essa ideia e então, fui-me aproximando ainda mais de ti. – ao dizer aproximou-se de mim e agarrou suavemente na minha mão.

- Eu… — eu não sabia o que dizer.

- Neste preciso momento, eu deveria estar a matar-te. – rapidamente vi-o aproximar-se de mim e retirar uma adaga encostando-a ao meu pescoço.

Por momentos parei de respirar e arrepiei-me ao sentir a faca fria a tocar-me na pele. O Sasuke estava muito próximo de mim e a olhar-me sério. Mesmo ele estando a empunhar a faca contra o meu pescoço, eu não tive medo.

- Bastava-me cortar a tua garganta… — e ao dizer isto apertou a adaga contra mim, senti um pouco de dor, mas mesmo assim não senti medo nenhum. Reparei que o olhar dele tinha mudado, mas não consegui decifrá-lo. – Estás completamente à minha merce, mas mesmo assim não consigo… Simplesmente não consigo…

Ele largou a adaga e ouvi-a cair no chão. Antes que eu tivesse tempo para fazer alguma coisa senti-o agarrar-me e logo de seguida os seus lábios apoderaram-se dos meus sem delicadeza nenhuma. O meu primeiro instinto foi cercar o seu pescoço com as minhas mãos, agarrar os seus cabelos rebeldes puxando-o para mais perto de mim. O beijo que tinha começado violento, intensificou-se ainda mais e eu tentava acompanhar os seus movimentos. As mãos do Sasuke seguravam a minha cintura com força, e empurraram-me contra a parede, ficando presa com o corpo dele a pressionar-me.

De repente o Sasuke afastou-se um pouco, parando de me beijar e encarou-me. Os olhos dele transmitiam tantas emoções. Amor, paixão, desejo,…

Podia sentir a sua respiração irregular juntar-se à minha respiração acelerada. Tentei dizer algo, mas antes que algum som saísse da minha boca os seus lábios apossaram-se de novo dos meus, num beijo ainda mais necessitado. O corpo aproximou-se ainda mais, se isso era possível e o calor que eu já sentia tornou-se abrasador. A sua boca abandonou a minha para podermos respirar, mas logo se dirigiu para o meu pescoço. Ao sentir os seus lábios na minha pele sensível não consegui esconder um pequeno suspiro e arrepio. Deu-me uma leve mordida e sem me apercebe larguei um pequeno gemido.

Eu estava completamente entregue àquele momento, sem me preocupar com mais nada. Eu só conseguia pensar nele… Em mais ninguém… Nem no Sasori… Sasori…

- OH meu deus! O Sasori! – todo o calor que eu sentia desapareceu num instante e afastei o Sasuke de mim bruscamente.

Ele não pareceu gostar muito, mas pacientemente perguntou:

- O que ele tem?

- A qualquer momento vai chegar a casa! E vai lá estar o teu irmão! Ele vai matá-lo!! – fiquei ainda mais horrorizada ao lembrar-me da minha visão. – Eu preciso de salvá-lo!

Sem pensar empurrei o Sasuke e comecei a correr na direcção da saída.

- Sakura! – de repente o Sasuke apareceu na minha frente e eu parei surpresa. – Não vás! É demasiado perigoso! Se tu fores, ele mata-te!

- Eu não posso deixar o Sasori morrer! Ele é demasiado importante para mim! Eu tenho de ir lá!

- Tu também és importante para mim!

- Sasuke, por favor, tenho de salvá-lo! Nem que eu vá sozinha! – olhei decidida para ele, eu não ia deixar a visão acontecer. Não ia!

- Não! Eu vou contigo! Mas temos de ser rápidos. Não largues nunca a minha mão. – estendeu-me a sua mão e eu rapidamente agarrei-a.

Saímos de casa à pressa. Eu corria com todas as minhas forças, eu não ia deixar o Sasori morrer! Vou salvá-lo custe o que custar!

Olhei em volta e reparei que o tempo não estava parado. As pessoas, carros, e tudo o mais moviam-se, mas muito lentamente. O Sasuke devia de estar a abrandar o vento.

Ao avistar a minha casa e aflita comecei a correr ainda mais rápido.

Subi o passeio, passei pelo jardim e abri a porta de rompante. A casa estava um caos, coisas partidas no chão, tudo desarrumado, mas eu não prestava atenção, passando por tudo aquilo sem nem sequer olhar.

Cheguei à sala e gelei…

Uma grande poça de sangue e um corpo…

Não…

Não…

Não!

- SASORI!

Larguei bruscamente a mão do Sasuke e corri em direcção ao Sasori. Ele estava coberto de sangue na barriga… Ajoelhei-me ao seu lado e comecei a chorar. Eu estava tão desesperada e sem saber o que pensar, que nem ouvia os seus pensamentos.

- N- Não chores…

- Shiuu… Não fales, tu vais ficar bem… Vais ficar bem! – olhei para a sua barriga, havia tanto sangue… Coloquei a mão sobre a roupa, tentando fazer pressão sobre a ferida. – Isto não é nada, vai ficar tudo b- bem… — eu dizia isto, mas nem eu própria acreditava nas minhas palavras e as lágrimas não paravam de cair.

- Não precisas de estar a men-mentir… — a voz dele estava fraca e estava tão pálido. –Eu… Eu…

- Não fales. Não te esforces. Eu vou chamar ajuda!

- N- Não vás… -murmurou ele enquanto tentava levantar o braço para me tocar.

- Eu não vou a lado nenhum… — disse tentando não chorar e aproximei-me mais dele. – Não vou a lado nenhum…

Ele esboçou um pequeno sorriso e eu, sem medo, acariciei suavemente a sua cara.

A minha mente foi invadida por imagens, vozes, mas não como normalmente. Não houve aquele choque, nem me senti tonta. As imagens invadiram a minha cabeça de forma lenta e suave. Desta vez não vi o futuro, mas sim recordações do Sasori. Todas comigo… Nas suas memórias só aparecia eu… A primeira vez que nos conhecemos, eu cheia de medo enquanto ele com um enorme sorriso na cara tentando me alegrar, todos os momentos que passámos juntos, eu sempre quieta e pouco faladora e ele tentando conquistar a minha confiança. Quando eu desabafei tudo sobre mim e ele apenas sorriu dizendo que poderia sempre contar com ele.

“Sakura…” Eram os pensamentos mais escondidos do Sasori….

Como posso lhe dizer que a amo?”

“Ela só me vê como um amigo.”

“Nunca poderei ser mais que isso…”

“Gostava tanto de poder abraçá-la sem medo…”

“Fazê-la feliz…”

“Poder beijá-la…”

Aos poucos as recordações e os pensamentos desapareceram e eu voltei à realidade.

Ao aperceber-me daquilo que eu tinha visto e ouvido comecei a chorar ainda mais. O Sasori tinha sempre gostado de mim… Sempre…

- E- Eu disse… Para não chorares, S- Sakura… — ele tentou sorrir, mas não conseguiu. Ele estava a fazer um esforço tão grande para conseguir falar. – S-Sakura… Eu… E- Eu…

- Eu sei… Eu sei… — murmurei aos soluços.

- G- Gostava que t-tudo tivesse sido dife- diferente… — a voz dele estava cada vez mais fraca.

- Eu também… Por favor aguenta-te. – não conseguia conter as minhas lágrimas.

- P-Pelo menos… Estás a-aqui…

-Shiuuu…

Poder beijá-la…”

Lembrei-me do pensamento.

Tentei segurar o choro e baixei lentamente o meu rosto. A respiração dele estava fraca e irregular. Fechei os meus olhos e senti uma lágrima cair pela minha face, caindo na cara do Sasori. Aproximei-me mais e pousei os meus lábios suavemente sobre os seus.

Novas imagens apareceram, mas não consegui ver quase nada, tudo estava desfocado e sem sentido. Logo desapareceram e eu afastei-me lentamente do Sasori olhando para ele. Vi um pequeno sorriso no seu rosto, mesmo ele sentido tanta dor.

- E- Estou feliz…

Tentei sorrir, mas não consegui.

Aos poucos o Sasori começou a fechar os olhos, como se estivesse cansado e eu entrei em pânico.

- Aguenta-te! Por favor!

Com medo toquei-lhe na cara e não aconteceu nada.

- Não! NÃO! SASORI!! – gritava sacudindo a sua cara e corpo.

Não! Isto não podia estar a acontecer! Não! Porque o Sasori?!

- Sakura, temos de sair daqui rápido!

Não lhe dei ouvidos e deixei-me ficar ali no meio do chão com as mãos cheias de sangue. Eu não queria acreditar…

-Sakura! O Itachi pode aparecer a qualquer momento!

Olhei para o Sasuke e vi-o aproximar-se de mim com intenções de me agarrar. E então tudo aconteceu depressa.

De repente quando o Sasuke estava quase a tocar-me o Itachi apareceu atrás dele. Tentei gritar para avisá-lo, mas antes que o som saísse, o Itachi trespassou o Sasuke na barriga. O olhar de Sasuke demonstrava surpresa e dor e então finalmente o grito soltou-se, mas tarde demais.

- SASUKE!!!

Notas finais
Não me matem por este final!!!
Realmente custou-me matar o Sasori... Gostava muito dele... =(
Espero que tenham gostado e logo que puder postarei o próximo! :D
Kiss