Persecuted
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Desculpem!!!! É que comprei um computador novo e demorei bastante tempo a organiza-lo todo e fiquei sem tempo para escrever >.
Eu adoro o Itachi, mesmo muito! Mas nesta fanfic ele será mau XD Eu tinha que escolher um, e ele era o que fazia mais sentido para a fanfic ^^
Bem, aqui deixo mais um capitulo! Muitas perguntas serão respondidas ^^
Por isso,
Boa leitura!!!
- Hum… Ainda bem. Assim posso matar-te já aqui.
Senti um aperto no meu coração e um grande medo a apoderar-se do meu corpo. O meu primeiro instinto foi fechar a porta mas, ele rapidamente colocou o seu pé e empurrou-a contra mim com força. Perdi um pouco o equilíbrio, mas logo comecei a correr para a sala para poder chegar ao telefone. Eu conseguia ouvi-lo atrás de mim e tentei correr mais depressa. Eu estava tão assustada! Eu tinha de chegar ao telefone!
Senti-o a agarrar-me e fui puxada com força. O meu corpo embateu contra algo e soltei um grito ao sentir uma enorme dor nas costas. Ouvi o som de algo a partir-se, senti a minha pele a ser rasgada e vi vidro no chão. Antes que eu pudesse fazer alguma coisa, o homem saltou em cima de mim e eu caí no chão.
Soltei outro grito de dor, este ainda mais alto, os pedaços de vidro estavam a perfurar-me as costas. A dor era demasiada, era insuportável! Por momentos pensei que ia perder os sentidos, até sentir aquele homem em cima de mim, as suas mãos que usavam luvas cercaram o meu pescoço e começaram a apertá-lo. Entrei em pânico e tentei livrar-me daquelas mãos sem sucesso, ele começou a rir-se e disse:
- És uma rapariga bem bonita, agora percebo um pouco o Sasuke. Mas que pena, a tua vida vai acabar aqui, sua sangue impuro. – e olhou para mim com repugnância.
Sasuke? O que ele tem a ver com isto?
As mãos começaram a apertar ainda mais e senti-me sufocar. Tentei desesperadamente soltar-me, o ar começava a faltar.
Em pânico procurei às cegas por algo que pudesse usar. Segurei num pedaço de vidro e sem pensar duas vezes ergui-o e perfurei-o numa das mãos do agressor. Ouvi-o rugir de dor e a pressão no meu pescoço suavizou-se, ao ver aquela oportunidade soltei-me e rastejei fora dali. Mesmo cheia de dores tentei levantar-me, mas antes que conseguisse senti uma mão agarrar-me a perna e a puxar-me de volta. O meu pescoço foi de novo tomado pelas suas mãos e começaram a apertá-lo ainda com mais força.
- Sua pega! Agora vais pagá-las!
Estava com medo. Estava em pânico. O ar e as forças começavam a faltar-me enquanto sentia aquele homem a esmagar-me a garganta. Não havia nada que eu conseguisse fazer, já nem tinha forças.
Naquele momento percebi que não tinha hipóteses… Eu ia morrer ali…
Então, algo estranho aconteceu. O peso sobre o meu pescoço de repente parou, olhei sem perceber para o homem que estava sobre mim e fiquei surpreendida ao vê-lo parado. Completamente parado. Nada nele se mexia, as mãos, os cabelos, os olhos, era como se o tempo tivesse parado. O que se estava a passar? Só depois percebi que algo estava a agarrar-me a mão e senti-me a ser puxada.
- Não me largues!
Eu reconheceria aquela voz em qualquer lugar, e arquejei ao ver que era o Sasuke quem me segurava a mão.
- S- Sasuke? – mas logo gemi de dor, sentia os vidros nas minhas costas.
- Por favor, aguenta a dor. Temos de sair daqui, não é seguro. Não pares de correr e nunca largues a minha mão!
Eu não entendia o que se estava a passar, olhei para o homem, que à momentos atrás estava tentando matar-me, e continuava parado no mesmo sitio. O Sasuke começou a correr e eu a algum custo tentei acompanha-lo. Enquanto corríamos pela rua, eu olhava incrédula para todos os lados. Nada se mexia, os carros, as pessoas, nem havia vento.
- Sasuke? O que se está a passar???
- Eu sabia que mais cedo ou mais tarde isto iria acontecer, isto é tudo culpa minha! Eu vou matá-lo! – o olhar dele demonstrava raiva e preocupação.
- Mas o qu-
- Logo saberás de tudo. Eu irei contar-te tudo.
Corremos durante mais algum tempo, até ele parar à frente de uma pequena casa. Entrámos nela. A casa estava quase toda vazia, ele entrou num quarto, onde havia apenas uma cama e um móvel. Ele largou a minha mão e senti uma sensação estranha.
-Aqui estaremos seguros durante algum tempo. Vou buscar os primeiros socorros, tira a camisola. – falava enquanto se dirigia para a casa de banho.
- T- Tirar a camisola? – perguntei um pouco corada.
- Sim, tenho que cuidar desses ferimentos. – disse já voltando com uma caixa de primeiros socorros.
- Mas eu curo-me, não é preciso.
- Tenho de tirar esses vidros antes que as feridas cicatrizem. Não te preocupes, cobres a parte da frente, eu não vou olhar. – disse aproximando-se.
- Ok…
Ele apontou para a cama e eu sentei-me nela. Puxei com cuidado a camisola para cima devido às dores, e cobri o meu peito com a camisola. O Sasuke olhou para as minhas costas e de novo vi raiva nos olhos dele.
- Eu vou matá-lo por te ter feito isto… — ameaçou ele baixo.
- Mas o que se está a-
- Deixa-me primeiro tratar disto. – pediu ele e logo me calei. Senti-o a despertar-me o soutien. – Desculpa, mas isto vai doer.
Senti ele a tocar-me nas feridas e soltei um pequeno gemido de dor. Ele tocava suavemente nas feridas com medo de me magoar, respirei fundo quando me apercebi que ele ia retirar um dos pedaços de vidro. Uma nova dor invadiu-me e tentei não gemer ou gritar, mas foi em vão. Senti ainda mais dor e mordi parte da camisola que segurava para não gritar. Aquilo durou uns longos e torturantes minutos.
- Este é o último… — avisou o Sasuke baixo.
Acenei com a cabeça para que ele continuasse. Mais uma vez, a dor tomou conta de mim, desta vez um pouco mais fraca e tentei aguentá-la sem fazer barulho. Ouvi o vidro a cair no chão e relaxei suspirando. Vi o Sasuke agarrar um pequeno pano húmido e começou a limpar-me as feridas com cuidado.
- Pronto, já está bom. E as feridas já estão a sarar.
- Obrigada… — murmurei cansada. Devagar vesti a minha camisola.
Ele virou-se para mim e não consegui decifrar o seu olhar. Será que ele iria agora explicar-me tudo? Olhei para o Sasuke e ele percebeu o meu olhar.
- Eu sei, eu vou contar-te tudo. Simplesmente não sei por onde começar… Acreditas em coisas sobrenaturais? – perguntou ele sério.
- É claro que acredito, senão como explicaria o que acontece comigo? – era uma pergunta um pouco idiota.
- E em imortalidade? Acreditas?
- Imortalidade? Hum, não sei bem… — murmurei sem saber bem o que responder.
- Mas existe… Não se sabe bem o porque ou como aconteceu, mas existem pessoas com poderes sobrenaturais e que são imortais. Melhor dizendo, existem três famílias. Os Uchiha, Haruno e Hyuuga. Eles morrem claro, se forem feridos de maneira fatal, por exemplo com um tiro, uma facada ou assim, mas de resto eles nunca adoecem e se tiverem feridas elas curam-se rapidamente. E depois de se tornarem adultos nunca mais envelhecem. – ele fez uma pequena pausa e sem me conter falei.
- Haruno? Tu e aquele homem chamaram-me por esse nome. E tu és Uchiha…
- Aquele homem é o meu irmão. Uchiha Itachi. Espera eu já irei chegar aí. – disse ele calmamente.
- Não estou a perceber nada.
Ele respirou fundo e continuou a falar.
- Essas três famílias existem desde da antiguidade e são bastante ricas. Mas são muito rigorosas, para assim manterem-se em segredo da sociedade. Elas têm as suas regras, e quem não seguir essas regras é morto, eles nunca deixam ninguém escapar. Eles são muito poderosos, principalmente os Uchiha, que são a família principal. Uma das regras é que nós só nos podemos casar ou apaixonar por pessoas pertencentes a uma das famílias. É umas das regras mais importantes. E a tua mãe quebrou-a.
- A minha mãe?!? – perguntei incrédula.
- Sim, a tua mãe… Haruno Saya... Foi há muitos anos… Ela era linda, tinha os olhos verde esmeralda, o cabelo liso rosa descendentes dos Haruno, dizia-se ser a mais linda das três famílias. E claro, com a sua beleza, ela chamou a atenção a muita gente, entre elas a atenção do meu pai, o chefe da família Uchiha. E então ele pediu-a em casamento, ela não podia recusar a proposta do chefe da família mais poderosa e então contra a sua vontade tornou-se a noiva do meu pai. Mas ela tinha um segredo, ela estava apaixonada por um mero mortal, os dois tinham encontros secretos à luz do luar e então, um dia antes do casamento a tua mãe quebrou a maior regra.
- O que ela fez?
- Fugiu com o seu amado. E claro, as famílias não deixariam isto passar a limpo, nunca perdoariam esta ofensa. Durante muitos anos procuraram por eles, pelo mundo inteiro, mas eles sempre conseguiam escapar, até que há 3 anos conseguiram matar o humano e a tua mãe perdida em lágrimas suicidou-se. Ela tentou apagar todas as evidências, mas na casa onde eles viviam encontrámos uma foto de uma pequena criança de cabelos rosa, e não conseguimos acreditar. Eles tinham tido uma filha, e para nós, isso e completamente inaceitável. – ele respirou fundo. – Essa filha és tu… A tua mãe não te abandonou por não gostar de ti, ela abandonou-te para que pudesses sobreviver e não soubessem da tua existência…
-Eu… Eu… Não sei o que dizer… Eu… Então a minha mãe sempre me amou? — sentia os meus olhados molhados e fiquei incrédula ao reparar que estava a chorar.
- Sim, ela sempre te amou, e pensou sempre em ti. – disse sorrindo.
- E então agora o porque disto tudo?-perguntei com medo.
- Nós não podemos aceitar a existência de uma sangue impuro, é completamente contra as regras, e então durante estes três anos tivemos à tua procura por todo o mundo, uma vez que não sabíamos onde a Saya te tinha deixado. E finalmente, depois de muito esforço, conseguimos te encontrar… — ele fez uma pequena pausa e olhou muito sério para mim.
— E…?- perguntei a medo, uma vez que ele não continuava.
- E eu recebi a missão de te matar.
Notas finais
Logo postarei o proximo ^^
Kiss
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