Perigoso
1 Capítulo 1
Notas iniciais
P.O.V Yuri
Ohayo, meu nome Yuri Nakata, tenho 16 anos, tenho cabelos brancos, olhos roxos, sou bem pequeno para minha idade, estudo em uma escola no centro de Kanto, meu pai tem uma famosa funerária.
Eu nunca tive “amigos de verdade” na verdade, as únicas pessoas que se aproximavam de mim era por interesse por meu pai ser rico, então me distanciei.
Agora eu acho que essa foi a pior escolha da minha vida! Os garotos da minha classe me batem, fazem bullying comigo, na verdade acho que é porque eu sou gay, sim você leu certo, eu sou gay.
As piadinhas ficam cada vez piores com o tempo, claro já passei por isso desde o 7 ano. Mas logo vou estar na formatura!
Uma voz me tira dos meus pensamentos:
— Oi Yuri, eu e meus amigos estamos ansiosos para hoje á tarde! Não esqueça, atrás da escola e não conte a ninguém!- disse Light, um valentão da escola.
— C-c-c-claro.... – gaguejei com medo. Light e seus amigos riram.
As aulas pareciam que nunca iam acabar, mas tudo bem, não estava com pressa, quando menos esperei já era hora da saída.
Gelei.
Assim que pude fui atrás da escola, eles já estavam me esperando, pude sentir o medo invadindo meu corpo,e lágrimas se acumulando nos meus olhos.
— O gaysinho já está com medo? Filhinho do papai! – falou Light, — Merece uma surra!
Nem deu um segundo e eu já estava no chão, sentindo os tênis dos garotos na minha pele pálida. Comecei a chorar de dor, mas não gritei, sabia que se alguém ouvisse apanharia mais.
Apenas fechei meus olhos e esperei acabar, fui me sentindo fraco e apaguei.
Quando acordei me senti tonto, era normal, um garoto incrivelmente bonito estava me encarando, tinha cabelos loiros, e olhos amarelos, que combinavam com suas roupas pretas, fiquei com medo dele me bater mais. Mas não foi o que aconteceu, ele simplesmente saiu andando como se não tivesse me visto.
Suspirei pesadamente, e me levantei. Pensaria em outra desculpa para meu pai, não que ele se importasse. Comecei a andar pensando naquele garoto loiro.
Ele deve ser novo e veio me zoar também, mas ficou com pena e não fez nada!
Desviei o caminho de casa para a praia, adorava ver o por do sol ali, me sentia protegido, um dos únicos lugares que me sentia confortável.
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