Perigoso

3 Capitulo 3


Notas iniciais
A maioria dos capitulos vai sair na segunda ou na terça. Ate la em baixo

P.O.V Yuri

Eu não consegui nem ler o primeiro capitulo, estava com medo, ansioso e preocupado, não me concentrava mais em nada. Olhei de canto para Akira, ele parecia concentrado, mas logo levantou o olhar para mim.

Virei a cabeça rápido, mas ele notou, pois perguntou o que houve.

— Nada... – murmurei virando o rosto.

Não deu muito tempo e os outros chegaram.

— “Aquilo” ainda não esta pronto! – falou Riki, com certa impaciência.

— Droga! – reclamou Akira.

— Vamos ligar para o pai do garoto. – sugeriu Sho.

— Tudo bem, quanto antes nos livrarmos dele, melhor. O pai dele deve dar o dinheiro logo. – falou Toshi.

Sho foi pegar um telefone, estendeu para mim, eu digitei o numero receoso, deu três toques e ele atendeu, Sho colocou no Viva-voz:

Ligação On

— Alô? – perguntou meu pai assim que atendeu.

— Oi, estamos com seu filho, se não quiser que ele morra, deposite 10.000 reais na nossa conta bancária. – ameaçou Riki.

— Meu filho não foi sequestrado, só fugiu por um tempo, vão arrumar o que fazer ao invés de me encher o saco! – ele disse irritado e desligou.

Ligação Off

Eles olharam para mim, com cara de dúvida.

— O que aconteceu? Seu pai quer que você morra? – perguntou Akira.

— Não sei... – falei baixo, novamente as imagem daquele dia voltaram na minha mente.

Você que a matou! Assassino!

Meus olhos se encheram de lÁgrimas de novo e eu segurei para não chorar, não iria chorar na frente deles, eles eram que nem Light e seus amigos, iriam rir de mim. Sho, Riki e Toshi saíram do quarto, me deixando mais uma vez sozinho com Akira.

— O que foi? Ontem quero dizer. – quebrou o silencio desconfortante, com uma pergunta mais desconfortante ainda. Olhei para minhas mãos.

— Ontem, depois que me bateram, eu fui para a praia pensar, quando cheguei em casa, encontrei tudo quebrado, as coisas da minha falecida mãe, comecei a procurar pelo meu pai, o encontrei jogado, bêbado ele me acusou de ter matado minha mãe. – resumi, quando terminei, percebi o que havia falado, eu contei tudo para ele!

Eu não conhecia o garoto! Eu não confiava no garoto! Eu tinha medo do garoto! Porque me abri assim com ele?!

Não sei se foi por impulso, mas ele se aproximou e passou mão no meu cabelo, olhei surpreso para ele. Ele tirou a mão do meu cabelo rápido, e olhou para baixo, corado. Tinha que admitir que ele ficava muito fofo daquele jeito.

Eu que não havia conseguido dormir nada, naquela hora, com aquele rápido carinho, o sono veio triplicado!

Não aguentei, desmontei, e acabei por dormir.

P.O.V Akira

Não sei o que deu em mim! Porque raios eu comecei a acaricia-lo?! Suspirei, levantando devagar com medo de acordar ele, sai do quarto e fui para nossa mini-sala.

— Eu vi.... – falou Toshi rindo.

— O que? – me fiz de desentendido.

— O carinho que você deu nele, mas infelizmente, vamos voltar para realidade? Ele nunca vai gostar de você, não depois disso. – falou direto e frio, nunca fiquei tão culpado em toda a minha vida.

— Sei.... – murmurei – Mas não me impede de tentar! A esperança é a última que morre.

Ele riu da minha animação, e disse que ia sair, para me deixar sozinho com o Yuri. Revirei os olhos e dei a língua para ele.

Voltei ao quarto onde Yuri se encontrava, ele estava com a cabeça baixa, andei ate ele, que pareceu não me notar.

— Está tudo bem? – perguntei, surpreso com minha pergunta, porque estava tão preocupado?!

Nunca liguei para as pessoas que sequestrava. Porque com aquele garoto era diferente, ele estava me fazendo sentir tão estranho, com o simples ato de levantar a cabeça, balancei a cabeça para afastar aquele pensamento.

— Eu... Estou.... Bem... – falou com a voz falha.

Quando olhei para ele vi que estava chorando, normal, todos choram, é chato. Instintivamente o abracei, fazendo o mesmo levar um susto. Devia mesmo ser estranho.... PORQUE ESTOU TÃO ESTRANHO HOJE?!

Soltei logo ele, contra minha vontade, só pensei que ele ia ter um ataque do coração. Ele estava com os olhos arregalados e a face totalmente corada.

Extremamente. Fofo.

— Desculpa.... – falei olhando para baixo, também corado – Não sei o que deu em mim.

Ele fez que sim com a cabeça, e voltou a atenção para seu livro. Suspirei pesadamente, e olhei as horas no relógio.

21 horas, olhei novamente para o jovem ao meu lado.

— Está com fome? – perguntei, lembrando que ele só tinha comido de tarde.

— Sim... – murmurou, sem me olhar. Levantei e fui pegar um onigiri que o Sho tinha feito de manhã. Quando voltei ele ainda estava lendo, entreguei a comida para ele.

— Arigatou. — sorriu fraco, pegando o bolinho da minha mão e dando uma mordida.

— Kawaii... — sussurrei.

— Ahn, o quê? — ele se virou, confuso. — Falou comigo?

— Não, nada. — retomei a pose. — Agora coma logo, amanhã ligaremos para o seu pai de novo.