Perigoso
18 Capitulo 18
Notas iniciais
.P.O.V Ichiro.
Eu estou tão confuso! Quando fiz a aposta, eu não conhecia o Sho, agora eu gosto mesmo dele!
Flashback on
— Eu duvido que você consiga namorar o Sho, por uma semana e depois dar um fora humilhante nele! — desafio-me Light.
— Claro que consigo! — falei, determinado.
— Duvido... — me olhou com um olhar travesso.
— Então está apostado! — sorri.
Flashback off
Mas, eu acabei gostando dele de verdade! E dar um fora nele, vai ser horrível!
Enfim, eu tenho que fazer isso. No fim, sou só mais um covarde...
— Você realmente achou que eu gostaria de você? Seu gordo estúpido. Eu nunca me apaixonaria por uma pessoa desprezível como você, NINGUÉM se apaixonaria por alguém como você. — disse, muito alto. Para todos ouvirem.
Eu não acredito no que eu fiz, meus olhos começaram a lagrimejar.
Ele abaixou a cabeça, MEU KAMISAMA! Eu fiz ele chorar? Ele foi andando na minha direção, ainda com a cabeça baixa.
Parou do meu lado e finalmente levantou a cabeça.
— Queima no inferno! — falou baixo, olhei para seu rosto, parecia fazer um esforço enorme para não chorar.
Abaixei a cabeça e esperei ele passar.
.P.O.V. Riki.
Sho chegou em casa chorando, e o Toshi se virou para ele, confuso.
— Ta olhando o quê, nanico?! — reclamou, se afastando.
— Ei! O que foi que eu te fiz?! — exclamou, irritado.
— Você não para de me irritar, e só fala daquela idiota da Youko, ai, Youko isso, ai, Youko aquilo, PARA!
— CALA A BOCA, TRAIDORZINHO! — gritou de volta. — Por que você não vai ficar com o seu namoradinho e larga do nosso pé. Você foi só um erro pra gente, pelo menos eu ainda olho na cara das pessoas aqui em casa.
Sho paralisou, com as lágrimas ainda escorrendo, e correu para o quarto. Fiquei preocupado com ele, então, resolvi ir até lá.
Assim que abri a porta do quarto para falar com o Sho, escutei um soluço baixinho vindo da cama dele, me aproximei calmamente, sentando ao lado dele, que estava totalmente enrolado, virado para a parede.
— Sho... — passei a mão no cabelo dele. — não escuta o Toshi, ele não sabia... além disso, ele estava irritado...
— Eu sou só um erro... — se encolheu, sem nem virar para mim. — Só um erro...
— Ei! — exclamei, fazendo ele se virar, espantado. — Você NÃO É só um erro, você é meu amigo, Sho.
— Eu sou só um erro... — ele estava me encarando. — Riki, por que você me considera seu amigo?
— Porque eu sei que você não é só um erro. — limpei as lágrimas que insistiam em cair do rosto dele. — Você é uma pessoa bondosa, Sho, eu sei disso.
— Riki eu... — ele olhou para baixo, vermelho. — eu gosto muito de você.
— Eu sei, Sho. — sorri, abraçando-o. — Acho que é por isso que o Toshi vive falando bem sobre você pra mim.
— Ele fala mesmo sobre mim? — fungou.
— O tempo todo. — ri. — Parece até que ele gosta de você.
— Acho que eu preciso me desculpar... — sorriu de leve.
— Você precisa é parar de julgar a si mesmo por culpa de algo que a sua mãe disse.
— Não é só o que ela disse... — olhou para baixo. — O Ichiro terminou comigo hoje, ele me xingou, Riki. Foi horrível.
— Ah, Sho, você não deveria ter se metido com ele, você sabe, o Ichiro é uma pessoa ruim. — reclamei. — Vamos, vai falar com o Toshi.
.P.O.V. Akemi.
Me aproximei do garoto loiro, que havia saído correndo depois de gritar com aquele tal de Sho, ele estava chorando muito, e eu fiquei com pena dele. Abaixei ao lado dele, que estava murmurando alguma coisa.
— Eu sou a pior pessoa do mundo... essa droga de aposta... — as lágrimas não paravam de cair. — O Sho vai me odiar pro resto da vida...
— Pode me explicar o que aconteceu? — pedi, sentada do lado dele. — Tipo, você xingou o... Sho? E aí saiu chorando e...
— Eu fiz uma aposta... — murmurou. — de que namoraria o Sho e terminaria com ele da pior forma possível, mas... eu comecei a gostar dele de verdade e... os caras que eu fiz a aposta me ameaçaram e ameaçaram o Sho, então... eu fui obrigado a fazer isso.
— Ai... — murmurei. — Ei, você é gay e anda com o Light?
— Eu sou bi... — respondeu, me encarando. — Mas eu nunca mais olho na cara do Light...
— É assim que se fala! — passei a mão no cabelo dele. — Mas... isso seria bem solitário, né?
— Eu sou uma pessoa desprezível, nem deveria poder ter amigos. — olhou para baixo, passando as mãos nos olhos.
— Olha, todos fazemos coisas das quais nos arrependemos, e todos ficamos do jeito que você está em algum momento, mas, mesmo assim, só siga em frente, ok? — abracei-o com força. — Não fique tão mal, tenho certeza de que, se você se explicar, o Sho te perdoa, sério.
— O-Obrigado... — me abraçou de volta, como se precisasse disso há muito tempo.
— Não há de quê. — sorri, me levantando. — Vamos, limpe esse rosto, eu nunca vi o seu sorriso. — limpei as lágrimas do rosto dele, fazendo com que ele risse de leve.
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