Perigoso
14 Capitulo 14
Notas iniciais
.P.O.V Yuri.
Assim que entrei em casa, fui direto para a cozinha, estava morrendo de fome.
Quando entrei, vi meu pai, parado.
— Ah, Yuri, vem aqui um minuto, quero falar com você... – falou. O que eu achei muito estranho.
Fui me aproximando, devagar.
— O que? – questionei.
Cheguei perto dele, e notei algo em suas mãos, prestei atenção, e notei que era um... CINTO!
Por puro instinto me afastei, mas ele foi se aproximando. Tropecei na mesa e cai. Neste momento, só vi ele pegando a cinta e levando.
Ele me bateu, a dor já era conhecida, não foi diferente. Por longos minutos isso continuou.
— Não quero que você se aproxime mais dele, se não vai ser pior para você, ou para ele! – falou, com raiva. – Eu vi o beijo de vocês.
Ele saiu andando, me deixou lá caído e sangrando, literalmente.
— Quero que você se afaste dele. Me entendeu? – questionou, já na porta.
— S-sim... – falei, rouco.
Continuei deitado no chão por algum tempo, ate ver a luz do quarto dele apagar.
Me levantei, tremendo. Apoiei na mesa para o mundo parar de girar. Fui para meu quarto, tranquei a porta.
Tirei a camisa, e vi as marcas do cinto. Suspirei. Me agachei no chão e tirei de debaixo da cama, um caixa onde tinha pomada e base para esconder.
Passei a pomada nos lugares machucados, e fui me deitar.
No dia seguinte, acordei mais cedo que o normal. As marcas ainda estavam bem visíveis, passei de novo a pomada, e base no rosto.
Tomara que esconda.
Tomei meu café da manhã muito rápido, iria evitar o meu pai o máximo possível.
Antes de sair peguei meu moletom, fui para escola por outro caminho.
A aula seguiu normalmente, o Akira tentou falar comigo, mas eu o ignorei, fiquei triste por fazer isso. Mas não queria que ele se machucasse.
No final da aula, fiquei na sala, e tirei o moletom, quando ouço a porta ser aberta por alguém.
.P.O.V Akira.
Voltei para a sala de aula para pegar meu caderno, que eu havia esquecido, quando vi o Yuri, finalmente tirando aquele moletom. Assim que vi o motivo do moletom, ele já estava me encarando, assustado.
— Y-Yuri... — me aproximei, lentamente, para não assustá-lo. — o que aconteceu? Por que você está ne ignorando?
— N-Não é nada. — olhou para baixo, tremendo de leve. — Não fique bravo comigo, é só que...
Segurei a mão dele de leve, puxando-o para perto. Fiz carinho na bochecha dele, removendo um pouco de base do rosto do mesmo.
— Yuri, por favor. — olhei nos olhos dele. — Me diz o que houve...
— O-O meu pai... — olhou para mim, com os olhos marejados. — ele viu você me beijando e... — olhou para os braços, cheios de machucados. — bem, podemos dizer que ele não gostou nada.
Dei um beijo na testa dele, abraçando-o de leve, ele me abraçou de volta, fraco, e eu removi o resto de base que ainda havia no rosto dele.
— Você usou a base errada. — sorri fraco, dando um beijo no lugar machucado. — Sua pele é muito clara, pequeno.
— Eu estou com medo, Akira. — apoiou o rosto no meu peito. — Ele ameaçou me bater de novo, e ameaçou você, eu até posso aguentar apanhar, mas... eu não quero que você se machuque.
— Pequeno... — corei, com os olhos marejando, também. — você não deveria se preocupar comigo, baka!
— Deveria sim! — ele pegou o moletom, colocando novamente. — Você é importante pra mim.
— Mas... imagine como eu fico vendo você sofrer... é pior do que apanhar de qualquer um. — expliquei. — Mas, eu vou falar com o seu pai, sério. Nunca mais vou deixar ele te machucar.
— C-Como?
— Nem que eu tenha que te sequestrar de novo. — exclamei, fazendo com que ele se espantasse. — Aishiteru, pequeno.
— A-Aishiteru, Akira. — se encolheu.
— Ok, com certeza, agora eu vou te beijar. — sorri, dando um selinho nele. — Vou te beijar várias vezes.
Ele riu, e eu continuei dando beijos no rosto e dos lábios dele. Um tempo depois, nós resolvemos ir para casa, e eu fui junto, para falar com o pai dele.
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