Perigoso

12 Capitulo 12


Notas iniciais
Oee, aqui é a CPP! Como no último capítulo, era para vocês chorarem, esse vai ser para vocês vomitarem arco-íris! Até lá embaixo!

.P.O.V. Akira.

Vi o Toshi sair correndo da escola, ele parecia irritado com alguma coisa, em casa eu perguntaria, um pouco depois, pude ver o Yuri correndo na minha direção, comecei a ficar nervoso, por que isso agora?

— A-Akira... — ele parecia tão nervoso quanto eu. — Você pode me ajudar numa coisa?

— Claro...

— V-Você mora junto com o Toshi, n-né? — corou.

— Hai.

— Pode... me l-levar na casa de v-vocês? — olhou para baixo, tremendo um pouco.

— Tudo bem, por que isso agora? — perguntei, confuso.

— Eu falei uma coisa horrível sem pensar e... — ele começou a chorar baixinho. — E agora o Toshi me odeia, e a Youko me odeia, e... e...

— Calma, calma. — puxei-o para perto, passando a mão no cabelo dele. — Me explica isso direito...

Ele me contou tudo o que aconteceu, e eu me espantei pela coragem dele.

— Você disse que tinha perdoado a gente! — exclamei.

— E-Eu perdoei você, eu ainda não conheço o Toshi, a-ainda tenho medo dele! — rebateu, corado. — Me ajuda por favor...

— Tudo bem, vamos. — peguei a mão dele, puxando-o para perto. — Nosso apartamento é aqui perto.

— Vocês moram os quatro num apartamento?! — exclamou, espantado.

— Três no momento, o Riki ainda está no hospital. — falei, sério.

— Ah... — olhou para baixo, nervoso.

— Chegamos! — sorri, abrindo a porta e convidando o Yuri para entrar. — Toshi! Vem cá um segundo? — nada.

— T-Tem certeza que ele está aqui? — perguntou, para mim ao lado da porta.

— Ou aqui ou no hospital. — respondi. — Ei, não precisa ficar tão sério! Quer esperar o Toshi aqui? Eu preciso falar com você.

— Tudo bem... — sentou-se no sofá.

— Então, — me joguei do lado dele. — podia parar de me ignorar, por favor? Sério, isso machuca.

— E-Eu não estou te ignorando! — corou, afundando nas almofadas do sofá. — É só que... você me beijou e...

— Quer que eu te beije de novo? — sorri, malicioso. — Porque eu poderia...

— A-Akira! — ele estava muito, vermelho, realmente, é muito engraçado vê-lo envergonhado. — Para de rir de mim!

— Desculpa, mas você é muito fofo. — puxei-o mais para perto, selando nossos lábios novamente.

— Akira... — murmurou, confuso, assim que nos separamos. — Por que você nunca avisa?!

Depois de ouvir isso, eu não aguentei, comecei a gargalhar muito forte, acordando o Sho, que estava no quarto dele, um pouco depois, ele apareceu no corredor.

— Mas o que diabos... — olhou para nós dois. — Eu não vou nem perguntar, me encontrem no meu quarto se precisarem de mim.

Ele voltou para o quarto, e eu finalmente consegui parar de rir.

— Baka... — Yuri murmurou, corando novamente.

— Quer realmente que eu te avise essas coisas? — sorri.

— Hai!

— Tudo bem, eu vou te beijar. — dei outro beijo nele. — Contente?

— H-Hai... — ele parecia relutante em dizer isso.

— Que bom, porque eu vou te beijar de novo. — continuamos assim por um tempo, até o Yuri começar a bocejar.

Olhei para ele, que estava esfregando os olhos, sonolento, sorri, me levantando e estendendo a mão para ele.

— Vem, me segue. — pedi, guiando-o até o meu quarto. — Pode dormir aqui, quando o Toshi chegar eu te acordo.

.P.O.V Yuri.

Eu dormi por um tempo, na cama do Akira. Senti uma mão no meu braço, me cutucando de forma gentil. Abri os olhos lentamente, dando de cara com Akira.

⁃ O Toshi acabou de chegar! — falou Akira.
Assenti.

⁃ Vem... — falou, me estendendo a mão. — eu estava muito confuso, não sabia o que fazer.

⁃ Toshi! — Akira chamou.

⁃ To indo... — ele gritou, da cozinha.
Fiquei pensando no que diria para ele? "Desculpa?" Não acho que adiantaria muito...

⁃ O que foi? — perguntou, até que me notou. — O que você está fazendo aqui?

⁃ E-e-eu quero pedir desculpa pelo que disse, hoje de manhã... — falei, abaixando a cabeça. — F-foi h-horrível...

Ele me olhou como se pensasse no que eu disse. Por fim, suspirou.

⁃ Tudo bem, afinal, você não sabia. — sorriu, — E... eu também queria te pedir desculpas.

Eu sorri um fraco.

⁃ Quer comer aqui? — perguntou Akira.

⁃ N-não posso, desculpe... — falei, olhando de relance para meu celular.

"17:30"

Droga! Estava atrasado para minha aula de violino.

⁃ Preciso ir. — falei.

⁃ Eu acompanho você. — disse Akira.

⁃ Não precisa! — falei, eu realmente não queria ele soubesse que eu fazia violino.

⁃ Precisa sim! — insistiu.

⁃ Porque? — retruquei.

⁃ Você... Pode ser sequestrado! — falou divertido. — Afinal, não é todo dia que a gente encontra um garoto fofo desses andando sozinho por aí.

Eu corei, e disse que tudo bem. Sabia que ele não me deixaria ir sozinho. Fomos até a porta, e eu me despedi do Toshi.

⁃ Pra que lado é? — perguntou.

⁃ Esquerda! — sorri.

Eu fui guiando, e acho que ele percebeu que não era para minha casa que eu o estava levando.

⁃ Pra onde estamos indo? — perguntou, curioso.

⁃ Você vai ver... — respondi.

Fomos andando, e finalmente chegamos. Ele olhou para a placa do lugar.


"Academia de Música"

⁃ Você faz o que? — perguntou.

⁃ V-violino... — falei, corando.

⁃ Que fofo! — ele riu, acariciando minha bochecha. Eu corei. — Vou te beijar!

Dito isso ele realmente me beijou. Mas desta vez, eu correspondi. Ele pareceu surpreso, mas somente, me abraçou. Me afastei dele, corado e ofegante. Encolhi os ombros, e escondi o rosto.

⁃ E-e-eu vou p-para lá... — falei, e acabei me perdendo. Fiz menção de me afastar, ele segurou meu braço.

⁃ Que horas você sai? — perguntou, sorrindo de canto.

⁃ 18 horas... — falei. E sai para aula.

Eu sempre amei violino, mas, meus pensamentos sempre saiam da aula e iam para Akira.

Tipo: porque ele me beijou? Porque eu correspondi? Eu gostei?

Não percebi quando a aula acabou. Como sempre, ia ficar mais meia hora. Comecei a tocar, quando acabei ouvi uma voz no meu ouvido.

⁃ Você tocar bem... — tomei um susto. Dei um pulo.

Quando vi, era Akira.

⁃ Desde quando está aí? — perguntei, tentando fazer a respiração voltar ao normal.

⁃ Tempo suficiente para saber que você toca muito bem! — sorriu. — Vamos?

Eu suspirei, ele era a única pessoa que tinha me ouvido tocar, (tirando a professora).

⁃ Claro — falei, guardando meu violino.

O caminho foi bem silencioso. Chegando em casa, ele virou para mim.

⁃ Vou te beijar! — falou, sorrindo.

Ele me beijou, já estava me acostumando com esses de repente. Dei tchau, para ele, e entrei em casa.

Notas finais
Estou postando pelo cel, então qualquer erro, a culpa foi da preguiça. Que era muito grande, para levantar e pegar o IPad! Kissus ♥