Perigo eminente...
9 Palavras ao vento
Notas iniciais
POV NICO
Por fim, Jason acabou ficando no navio. Qualquer um que ousasse pronunciar a saída de Jason daquele navio tinha que encarar a fúria do senhor Valdez. Até mesmo eu me sentia incomodado com aquilo, algo dentro do meu peito dizia que isso daria errado.
Pois bem, se seria melhor assim eu não sei, só sabia que eu não queria mais estar ali. Estava cansado e esgotado, a guerra acabou com todos nós. Por dias lutamos sem abaixar a espada, lutamos com todas as nossas forças encarando o exercito de Gaia. Durante a batalha as vezes a minha vontade era cair e ser atingido por um Humanoide qualquer, mas eu me levanta e lutava ainda com mais força.
Ninguém estava realmente bem. Por algumas vezes era possível acordar com os gritos de alguém que tinha um pesadelo. Annabeth estava mais isolado e passava a maior parte do seu tempo em seu computador (o Laptop de Dédalo). Seus olhos da cor de um dia nublado perdera o brilho e de vez em quando eu a pegava falando sozinha jogando a marca de Atena para o alto e a agarrando novamente com a mão, isso diz que nem os maiores dos sábios não se perdem na loucura. Pipper cantarolava em sua cabine enquanto pintava e bordava, ela estava tão cansada de ser forte que às vezes tinha algumas crises de choro durante a noite. Frank de todos era o que mais me preocupava, estava distante e não tinha nenhuma reação. Ele se fazia de forte e era o que sempre ajudava os outros com seus ataques de loucura. Hazel estava cabisbaixa, não dormia durante a noite com medo que algum ataque ocorresse, muitos tesouros enterrados do mar submergiam rapidamente quando ela derramava uma lagrima.
E bem Percy, eu acho, que foi o menos atingido pela guerra. Bem enfrentar o tártaro não é fácil, mas ele tinha a sua mãe, uma ou duas vezes na cabine eu já o peguei em mensagem de Iris com Sally que o reconfortava. Pobre mesmo é de Leo que não consegue mais formular frases inteiras ou grandes pensamentos, ele ajuda a aliviar a barra com sua piadas, porém suas mãos andam tão tremulas que nem comer mais sem derrubar alguma coisa o coitado consegue.
Nem preciso falar de Jason, pois sua tentativa de suicídio já diz por si mesmo.
E eu? Ora, é difícil descrever como eu estou! Tudo que eu mais queria era entrar em sono eterno até que a felicidade viesse me acordar com o seio cheio de amor. Depois que saímos do quarto, nem eu e muito menos Percy tocamos no assunto. Estava bem melhor assim, não queria discutir aquilo. Não mesmo.
Todos estavam sentados na mesa de refeições, ninguém havia falado uma palavra sequer, encarávamos os pratos e brincávamos com a comida sem mesmo experimentar colocar qualquer uma daquelas coisas na boca.
Jason estava se recuperando aos poucos, estava junto de nós com uma cadeira de rodas improvisada (que Leo criou é claro) e ficou com os olhos fechado por um bom tempo, talvez fosse a vergonha, mas sabia que ele não estava dormindo.
– E quando a gente conversa... – cantarolou Pipper baixinho no outro lado da mesa, sorri, conhecia aquela musica.
– Contando caos besteiras... – completei com os olhos baixos. Por um instante senti uma pequena onde de felicidade e sorri assim que meus olhos encontraram com os dela.
– Tanta coisa incomum, deixando escapar os segredos... – cantou Annabeth com a voz doce rouca, como se lembrasse do pequeno trecho da musica. Ela ajeitou sem graça um mecha de cabelo atrás da orelha e se endireitou-se na mesa.
– E eu nem sei que hora dizer, me um medo... – Cantarolou Pipper.
– Que medo! — cantei encarando as duas.
– É que eu preciso dizer que te amo, te ganhar ou perder sem engano – cantou Leo fazendo pose, fazendo Annabeth sorrir com a careta que ele fazia.
– É eu preciso dizer que eu te amo... Tanto – murmurou Jason sem abrir os olhos. Hazel acariciou seu rosto e o ajudou a tomar um pouco de água. Um clima diferente, Frank fazia uma cara esquisita tentando entender o que estávamos cantando e Percy tentava encontrar o ritimo mesmo sem saber a letra. Nós éramos os mesmo semideuses acabados que não sabia o que fazer com a própria vida, mas estávamos cantando coisas tão sem nexo que riamos com as nossas próprias performacs.
– Me desculpe galera – murmurou Jason – Bem... Eu n-não... Olha eu e-estava limpo há quatro anos... E-eu não sei o que a-aconteceu – gaguejou ele envergonhado.
– Está tudo bem – disse Hazel compreensiva
– Jason você precisa de ajuda – Eu comentei envergonhado.
– Eu... Eu só queria dar um fim... – ele murmurou
– Ora essa você enfrentou as forças de Gaia! Filho do maioral do olimpo e simplesmente quer se matar assim? Quer me matar também porra! – disse Leo indignado
Todos ficaram em silencio novamente. Encarei Leo que estava visivelmente abalado com tudo o que Jason passou, e refleti sobre as palavras que ele me disse “- Eu te amo Nico”...
– Eu te amo Hazel – disse Frank envergonhado, ela deu um pulo com aquilo, mas não só ela como todo mundo o encarou sem saber o que dizer. Pois eles eram o ultimo casal que continuaram juntos.
– Eu só achei que seria uma ótima oportunidade pra dizer que amava... Tenho medo de morrer sem que você saiba – ele concluiu
– Eu te amo Frank Zang – concluiu ela
– Galera – chamou Leo nervosamente, suas mãos estavam ainda mais tremulas, seus olhos castanhos pareciam assustados — Bem vocês são meus amigos e acho que esse tipo de coisa se fala para seus amigos, sei, não eu acho que posso contar com vocês – ele disse encarando cada um de nós.
– Conta logo Leo – disse Annabeth
– Eu... E-eu sou gay! – ele disse encarando seu sanduiche, meu coração parou. Bem eu já sabia mais a sua “condição”, mas ele assumir assim era assustadoramente corajoso.
– Eu também – murmurei envergonhado encarando o prato – Eu sou Gay. – ótimo me assumir na frente de todos não era o meu plano, só que eu sentia a necessidade disso.
Ninguem comentou nada ofensivo, todos deram palavras de entusiasmo e como todo assunto sério neste navio, isso acabou com alguma piada de Leo e deu inicio a um novo ciclo de cantoria. E mesmo assim fiquei desconfortável, Percy não havia falado nada e depois de toda aquela cena durante a noite eu esperava que ele dissesse algo.
Decepção poderia ser a palavra chave pra tudo aquilo, ser quem sou e fazer toda aquela cena durante a noite, esperava algo mais dele.
Espero que o futuro reserve algo para nós
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