Perigo eminente...

39 Não... Não vá embora


Notas iniciais
HEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEY MEUS AMORES COMO VÃO? CADE OS VESTIBULANDOS? CADE OS COMENTARIOS? CADE MEUS AMORECOS DA MINHA VIDA? GALERA NÃO ME ODEIE SE EU NÃO RESPONDER OS COMENTARIOS, EU REALMENTE SÓ TENHO TEMPO PRA ESTUDAR E ESTOU FAZENDO O MEU MAXIMO PRA VOCÊS

POV NICO

A única boa noite de sono em anos... Dormir nos braços de Percy era de longe a melhor forma de acordar. Já passava das 6h da manhã quando não consegui mais dormir, só abri os olhos temendo que a noite anterior só passasse de um sonho, ele dormia feito um anjo, sua respiração era calma o suficiente e como eu queria estar ali por muito mais tempo... Pena que eu não podia.

Me sentia culpado por ter deixado Jason naquele apartamento, depois de se drogar e que merda ele ter voltado a fazer isso. E tudo o que eu fiz em vez ajuda-lo e apóia-lo para se recuperar, eu simplesmente o acusei e o abandonei. Levantei com calma tentando não acordar Percy, procurei minhas roupas e me vesti antes de parar pra pensar no que estava fazendo. Pensei em tomar um banho, mas precisava ir embora o mais rápido possível antes que a culpa me consumisse por completo.

– Vai sair sem se despedir – murmurou Percy atrás de mim com a voz sonolenta. Me virei e aquele sorriso farto em seus lábios, enquanto ele organizava o cabelo com as mãos. Como ele estava bonito, seu corpo devia ter sido moldado por sua própria Afrodite, e a cada segundo que eu via me fazia perder o fôlego e a razão.

– Tenho que ir – expliquei abotoando a camiseta.

– Mas porque? Passa o dia comigo – ele disse me puxando pra cama novamente, seus braços se envolveram em volta do meu corpo enquanto eu tentava manter a razão e não acabar morrendo de exaustão de tanto fazer amor com aquele cara. Podia ver o verde em seus olhos, um brilho sobrenatural, como se pudesse ver o próprio oceano em seus dias de calmaria, o contorno de seus lábios convidativos por um beijo, meu corpo rígido e cheiro hipnotizantes. Poderia sentir seu coração em contato com o meu, sua pele quente e bronzeada me lembrava o próprio Deus do sol.

– Jason está com alguns problemas – expliquei, não abrindo margens para perguntas. Não queria que todos coubessem da falha dele, sabia que ele poderia sair dessa, afinal foi só uma vez!

– Ele está bem? – questionou

– Sim! Só precisa de um pouco de apoio — Falei bagunçando os seus cabelos.

Aproximei e mordi seu lábio inferior e o beijei em seguida, podia sentir o gosto de mel, queria mais que nunca ter ele novamente, ter algo com ele e doía só de pensar que ele podia me largar. Não sei se podia ignorar tudo isso novamente, não seria capaz de deixá-lo ir outra vez, eu não suportaria a dor de não te-lo. Não sabia qual seria a próxima vez que estaríamos juntos, por isso tentei aproveitar todos os segundos ao seu lado. Era perturbador imaginar que essa noite seria apenas uma, e que muito provavelmente não iríamos nos ver ou fazer amor novamente.

– Preciso ir – murmurei outra vez.

– Tudo bem, eu vou ao hospital – ele disse procurando seu celular e conferindo as suas mensagens, seus olhos atentos e pela primeira vez, reparei no restante do quarto.

Ao lado da janela estava a cama hospitalar, impecavelmente arrumada e com alguns artigos médicos como uma pequena caixa de remédios. Pensei no quanto deveria estar sendo difícil para Leo, como ele sentia dor e doía saber que ele era dependente de Percy pra quase tudo, e o quando deve ser humilhante pra ele, não tenho certeza se meu orgulho permitiria que eu chegasse neste estagio, eu preferia a morte...

– Percy – chamei esperando que seus olhos encontrassem os meus.

– Diga – ele sorriu

– E agora? – perguntei fazendo que sua expressão muda-se de apaixonado pra um cara normal preocupado com a transa da ultima noite. Senti-me um idiota em acreditar naquele imbecil, eu era um otário em imaginar que ele quisesse algo comigo, o rubor tomou meu rosto e podia sentir as lagrimas se formarem enquanto o seu silencio tomava o quarto.

– Nico – pronunciou antes de fazer mais uma pausa breve – Eu quero ficar com você, mas... é que... – gaguejou encarando o teto, algo se rompeu dentro de mim, isso só não podia estar acontecendo. Se ele não estava afim de mim, porque passou a noite comigo e alimentou as minhas esperanças? Ele não poderia estar tão desprezível a esse ponto.

– Mas o que? – disse com a voz acida.

– Leo não está bem, acho que ele iria se sentir abandonado se eu começasse um relacionamento agora – explicou apoiando a mão na minha nuca deixando um breve arrepio por lá. Custava a acreditar que ele tinha um caso com o Filho de Hefesto, talvez ele só não quisesse ficar comigo.

Ele me puxou para seu lado, e deixou demorados beijos em meu pescoço e na minha orelha. Estava com medo de isso ser mentira, estava com medo de me entregar a ele e ele ir embora, queria mais que tudo ser o homem dele, e deuses como isso sou possessivo! Quero que Percy seja meu, não quero que ele seja de Leo, não quero dividi a atenção dele com o moreno de cabelos cacheados. Estava na hora de eu me impor na vida dele, mostrar que ele era meu e que eu nunca iria desistir do nosso amor.

– Você é meu – murmurei antes que nossos lábios se encontrassem.

POV JASON

Estava deitado olhando para o teto durante a noite toda. Meu corpo tremia com a falta da droga, nem mesmo havia remédios para me acalmar, ou seja, eu estava a quase 24h sem nenhuma substancia tóxica no meu corpo, precisava resistir, não podia simplesmente me entregar as drogas novamente, eu já fiz isso uma vez eu sei que poderia fazer isso novamente, só precisava ficar um bom tempo sem me drogar, visitar grupos de apoio, ficar próximo dos meus amigos e logo eu estaria longe de tudo isso.

Sem falar que Nico ficou muito chatiado comigo por eu ter lhe escondido isso, bem nem eu sei quando isso voltou a ser um vicio novamente. Tudo aconteceu quando eu estava em Londres, só usei um pouco de cocaína e agora estava nessa enrascada. Quando voltei comecei a usar algo mais leve para que Nico não percebesse, fumava maconha quase todo dia e maneirava nas doses de heroína, mas agora parecia que eu precisava daquele maldito liquido percorrendo as minhas veias.

Meu corpo parecia não responder mais aos meus estímulos, era muito complicado falar ou até mesmo respirar, o suor frio pingava e já era difícil me manter de pé. Mesmo com dificuldades levantei e fui tomar um banho gelado, precisava sair e encontrar Nico no hospital precisava que ele me ajudasse e dissesse que iria ficar tudo bem, precisava lutar com a vontade de ir comprar drogas no Queens.

Peguei um táxi e rapidamente eu já entrava no hospital, passei por um espelho e pude conferir o meu estado deplorável. Procurei a recepção e perguntei por Nico, ninguém sabia me explicar onde ele estava até que uma mulher muito gentil me disse que ele ainda não havia chegado para trabalhar.

Ótimo!

Só não sabia quanto tempo eu agüentaria até que eu perdesse a consciência e fosse desesperado a procura de drogas. Caminhei pelo hospital, e me sentei na sala de espera perto de um bebedouro, esperando que meu corpo entrasse em crise até que uma voz familiar me chamasse atenção.

– Jason – disse Sally se aproximando com seu clássico sorriso encantador, ela sentou ao meu lado e passou a mão por meus cabelos que estavam molhados com o suor frio e continuo.

– Ola Sally – murmurei lhe retribuindo o sorriso.

– Está tudo bem querido? – ele perguntou conferindo se eu estava com febre.

– Não – falei achando engraçado a sua preocupação maternal – Estou sem dormir e com dor de barriga – menti

– Oh Querido! – ela murmurou – Leo está lá dentro, não quer passar pra dar um oi? – ele perguntou apontando freneticamente para a porta do quarto e um tremor tomou conta do meu corpo em imaginar estar tão perto dele novamente.

– Acho que hoje n-não – disse nervoso.

– Por favor! Paul não está e eu preciso muito ir comer alguma coisa – ela implorou unindo sua mão a minha e não pude resistir a aquele olhar de açúcar que ela lançava. Concordei com a cabeça e a vi desaparecer rapidamente pelo corredor do hospital, encarei o chão antes que, com apenas um impulso me pusesse de pé com outra energia tomando conta do meu corpo.

Muitas coisas se passavam por minha cabeça, bati na porta do quarto e ouvi um pequeno murmúrio lá dentro. Milhões de sensações me tomavam naquele momento e eu podia sentir, através da porta, outra vez o calor de sua voz. Abri antes que a coragem me faltasse, e o encontrei deitado com os olhos fixos em mim. Seu rosto era um misto de surpresa, raiva e felicidade. Olhei ao redor do quarto e fechei a porta atrás de mim permanecendo em pé, estático e calado como uma estatua robótica a espera do comando “Dédalo 23”.

– O que está fazendo aqui? – perguntou sem nenhum tipo de hostilidade, somente com a curiosidade em sem tom de voz.

– É... É q-que eu – gaguejei antes de dar um passo a frente sem saber o que dizer – Como você está? – mudei de assunto.

– Melhor que você com certeza – ele disse se endireitando na cama – Você está bem Jason? – ele perguntou fazendo um sinal para que eu sentasse na poltrona ao seu lado, pensei em mil coisas pra dizer, mas a única coisa que eu queria é que ele continuasse a falar e deixasse-me ficar vendo seu rosto e sentir o seu calor.

– Claro – murmurei apoiando meu cotovelo na beirada da cama e repousando a minha cabeça sobre eles. Seu rosto se suavizou apenas por um instante, logo depois ele passou a mão por minha bochecha depois por meus olhos, fazendo um contorno por minhas olheiras. Suas mãos já não tinham o mesmo calor de antes, estavam frias. Sua pele estava pálida e ele realmente estava com uma aparência doente, pensei em como ele ficaria sem cabelo, pensei em um mundo sem ele e doeu saber que passei tanto tempo sem olhar profundamente em seus olhos castanhos. Os mistérios guardados naquele olhar e a saudade de suas caricias me fez por apenas um instante aquela vontade de me drogar passou.

– Por que foi embora? – ele perguntou com a voz embargada.

– Viver sem você era insuportável – respondi antes que minha voz vacilasse outra vez.

– E porque nunca me ligou? Ou deu noticia? – ele falou alterado.

– Pensei... Pensei que n-não quisesse mais... – falei sentindo as lagrimas banharem meu rosto – Só me da uma chance – murmurei.

A principio pensei que ele estava assustado com a minha emoção ou com o meu pedido, mas algo estava acontecendo. Seus olhos se focaram em um ponto distante antes de se focarem novamente nos meus, seu rosto tomou uma outra coloração, sua mão antes no meu rosto caiu ao lado da cama e com a voz rouca e baixa ele falou brevemente “socorro”.

– Leo! – disse agarrando seu rosto chamando a sua atenção, seus olhos se reviraram e sua respiração ficou terrivelmente irregular – Enfermeira! Socorro – gritei tentando socorre-lo. A porta se abriu e Percy surgiu assustado com os gritos, nossos olhos se cruzaram antes de ele gritar coisas confusas e ir atrás de socorro.

A maquina ao meu lado apitava.

O coração de Leo havia parado.

Notas finais
'OOOOOOOOOOOO'