Perigo eminente...

31 Não é bem assim


Notas iniciais
VAMOS COMEÇAR A TRETAS?

POV JASON

Estava muito satisfeito com a Europa. Afinal, morava aqui faz cinco anos e não havia me cansado nem um minuto sequer. Mas já estava na hora de voltar para New York, rever meus amigos e encarar meus problemas, não poderia fugir a vida toda!

Caminhando para ao aeroporto, disposto a pegar um vôo para os estados unidos antes que me arrependesse. Comprei uma passagem na primeira classe, pouco antes de entrar no avião tomei muitos remédios para conter a ansiedade. Queria reencontrar com Leo e tentar recuperar esse vinculo que eu sonhava há anos. Não sabia como ele estava desde que fui embora do acampamento sem dar nenhuma explicação a ninguém, sai durante a noite, porem pouco antes de ir embora segui Leo até seu lugar secreto e pude vê-lo orando baixinho para Hefesto, seu pai.

Dormir até que chegassem a meu antigo pais, tremi quando o avião pousou finalmente no aeroporto de New York, arrumei meu cabelo com os dedos para deixar mais apresentável para quando eu saísse, pensei em ir até a sua casa, e bem eu nem sabia onde era. Pensei em voltar para o acampamento, mas não queria ver Reyna e muito menos sentir a super proteção de Hazel e Frank, então mandei mensagem para a única pessoa que me responderia mesmo depois de anos.

Jason 13h34min

Acabei de chegar a NY

Nico 13h35min

Onde você está agora?

Jason 13h35min

No aeroporto, acho que vou pegar um Táxi

Até o Hilton Hotel.

Nico 13h37min

Simplesmente o hotel mais caro!

Fica no meu apartamento...

Jason 13h38min

Não quero causar-lhe algum incomodo

Nico 13h39min

Não mesmo!

Estou indo te pegar, fique onde possa te ver

Resolvi andar pelo o aeroporto e achar algum lugar visível o suficiente para que o filho de Hades pudesse me ver. Ao passar dos anos eu e Nico trocamos e-mails, mas nada muito intimo, embora às vezes parecesse que criamos laços afetivos muito fortes.

Não demorou em que eu o avistasse, estava sem duvida muito alto em comparação do garoto franzino que era, estava vestindo, sobretudo preto e calças vinho, seus cabelos longos até o queixo em um corte rente que valorizava o seu rosto quadrado, seus olhos negros como a noite tinha pequenas olheiras de alguém que não tinha (ou nunca teve) boas noites de sono. Ele aparentava ser bem mais velho do que realmente era! Mais forte, mais bonito, porem muito mais frio. Ele chegou e eu me levantei arrastando a mala até ficarmos frente a frente. Eu abri um sorriso contente em vê-lo e ele retribuiu com um leve aceno de cabeça e um sorriso de canto de boca meio tímido.

– Até que enfim – ele disse me olhando da cabeça aos pés.

– Sentiu minha falta? – insinuei

– Não seja estúpido, você me deve 20 dólares – falou com uma falsa irritação.

Sorri e caminhamos até seu carro, um impala 67 preto, bem a cara dele. Contei tudo sobre Londres enquanto ele dirigia até a sua casa, passamos na frente de um aquário e a primeira coisa que veio a minha mente foi o filho de Poseidon.

– É ele trabalha aqui – disse Nico como se lesse a minha mente algo que me deixou super sem graça.

– Vocês não se falam? – perguntei tendo medo de ser muito evasivo.

– Não – disse seco – Acho melhor assim...

Continuamos quietos pelo resto do percurso, até ele entrar na garagem de um prédio muito luxuoso. Quando descemos do carro fiquei espantado com o alto nível do lugar, sim eu morei em Londres, tinha um bom emprego e vivia do bom e do melhor, mas simplesmente aquilo era muito sofisticado para meu gosto.

Pensei que nada poderia melhor até entrar no apartamento de Nico que pelo visto é o único do ultimo andar. A sala era completamente A’la Di Ângelo, ou seja, os sofás em couro preto o tapete persa e moveis em carvalho. A cozinha não era muito diferente, tudo em tom de preto e carvalho.

– Eu tenho bom gosto – falou pendurando o sobretudo.

– Um gosto meio... Mórbido – comentei classificando o lugar.

– Seu quarto é a terceira porta, a quarta é o banheiro, fique a vontade pelo tempo que deseja – comentou Nico indo à direção a gelarei e pegando duas cervejas. Peguei a bebida que ele me oferecia e sentei em um banco apoiando minhas mãos em seu pequeno bar.

– Não sei se vou ficar por muito tempo – disse melancólico.

– Não voltou pra ficar? – questionou confuso dando um gole em sua bebida.

– Não sei – suspirei – depende do rumo das coisas.

– Encontrei Leo hoje – ele disse esperando para ver a minha reação.

– E como ele está? – perguntei com a voz falha e tremula.

– Acho que bem...

POV LEO

Mais outro exame... Afinal, já fazia semanas e semanas de exames e nada consegue explicar os meus sintomas.

A mais ou menos dois meses comecei a sentir dores no tórax, durante a noite passava muito mal e também não consegui me alimentar. No inicio pensei que fosse estresse e tudo mais, afinal viver sem a proteção dos deuses é um tanto quanto estressante. Não levei a sério até que em um ataque de tosse notei a quantidade de sangue que saiu não era nada normal. Tremi penando no que poderia ser, mas até então eu ignorei.

Só que uma semana depois, após beber um pouco (mas nada alem da conta) acabei vomitando sangue e perdendo a consciência no banheiro e acabei acordando em uma poça do meu próprio sangue horas depois. Procurei na internet as possíveis causas da doença e nada foi animador.

Procurei um médico e ele mandou que eu fizesse diversos exames e que eu cortasse definitivamente a bebida do meu cardápio, coisa que eu não fiz. Agora sentado na sala de espera do consultório médico minha vida passava diante dos meus olhos. Os deuses nos deixaram pra viver com os mortais feito um mortal, e foi então que eu percebi que ter um corpo mortal era muito vulnerável.

– Leonardo Valdez – chamou o médico em sua sala. Caminhei com passos duros e encostei a porta, esperando um veredicto, sentei e cruzei os braços tentando manter a esperança.

– Pode me chamar só de Leo – disse bem humorado.

– Como foi essas ultimas semanas? – perguntou o médico atento.

– Bem... – comecei sentindo um aperto no coração – Continuo vomitando sangue!

– Leo, eu não trago boas noticias – disse fazendo uma pausa para que eu pudesse absorver a noticia – Pode ser câncer no estomago. Não sabemos se está em estagio avançado, precisamos de mais exames...

(...)