Perigo eminente...
13 Memorias
Notas iniciais
POV NICO
Um lixo.
É exatamente assim que me sinto em relação ao que aconteceu a alguns minutos atrás. Tirando a dor física que dominava meu corpo, a dor emocional facilmente a superava em todos os quesitos.
Tudo o que mais queria do filho de Hefesto era a atenção e o carinho que Percy nunca iria me proporcionar e meu erro foi pensar que ele aceitaria ser meu apoio pra esquecer Percy facilmente.
Depois que ele saiu, desaparecendo atrás de algumas dunas de areia, eu desabei, simplesmente não consegui mais permanecer em pé, meu corpor era feito de decepção, tristeza e lixo.
Sim, isso mesmo, lixo.
Deixei que de meus olhos saísse todas as águas que o oceno nunca recebeu. Pela primeira vez em minha vida eu realmente chorei todas as minhas magoas, derramei as lagrimas que havia guardado durante anos desde a morte de Bianca, por quando ela me abandonou pára se juntar às caçadoras, pela tristeza que tive por nunca ter uma família, o ódio que eu sentia por ser um renegado da prole do deus do mundo inferior, por todas as vezes que vi Percy tomar os lábios de Annabeth, por... Por Peeta.
Flash back ON
– Por aqui – disse Peeta enquanto me puxava pelo lado mais escuro do internato. Ele de longe era meu melhor amigo, seu pai era treinador (algo assim) e a sua mãe uma maluca, como ele dizia. Depois de uma briga feia de seus pais ele foi parar ali.
Mas eu não.
A ultima coisa que me lembro era de um homem levar eu e minha irmã pra este lugar, não sei que é meu pai e muito menos a minha mãe. A única pessoa que podia contar era Bianca. Quando cheguei aqui fiquei com muito medo, ma logo encontrei Peeta, o garoto loirinho e baixinho que jogava Mitomagia.
– Bianca vai me matar assim que me encontrar aqui – especulei assustado com o rumo que tomávamos na escola, Bia odeia quando eu dou chá de sumiço.
Entramos em um “porão” cheio de caixas parecia um deposito abandonado. Ele correu e se embrenho no meio delas, fiquei assustado e o segui sem questionar.
– Você vai ter que jurar que não vai contar pra ninguém! – falou ele arregalando os olhos e ajoelhado, revirei os olhos com aquela infantilidade. Bem eu posso ter quase nove anos, mas sou bem mais maduro que aquele garoto.
– Deixa de ser idiota – falei sentando perto dele.
– Você tem que jurar!
– Eu juro – falei mostrando as mãos para provar que não fazia figuinhas.
– Pela sua vida?
– Pela minha vida.
Assim que fiz um “juramento solene” ele se acalmou e começou a revirar algumas caixas mais próximas. Não sabia o que era aquilo e tinha nojo só de pensar em tocar naquela sujeira.
– Aqui é onde eles trazem as coisas que pegam da gente – explicou ele – olha o que eu achei – cochicho ele tirando uma revista com um homem na capa.
Nunca vi um homem mais velho sem camisa e não sabia que quando crescesse minha barriga ficaria cheia de caroços daquela maneira, porém o rapaz era muito bonito.
– O que é isso? – perguntei enquanto ele folhava e me mostrava alguns homens em posições estranhas, um por cima do outro, alguns se beijando e tudo mais, e estavam somente se cueca!
– Meu pai Haymitch tinha uma amigo chamado Cinna, quando mamãe saia pra trabalhar eles se trancavam no quarto e ficavam fazendo isso – comentou ele enquanto me mostrava uma foto de um homem seminu sentado no colo do outro – Ai eu perguntei pro meu pai o que era isso e ele me disse que era uma brincadeira secreta de melhores amigos, então... Você quer brincar comigo?
Olhei assustado pra ele, não sabia o que era aquilo, será que eu teria que ficar seminu também? Mas como Peeta disse essa é uma brincadeira pra melhores amigos, então significa que ele acha que eu sou o melhor amigo dele!
– Okay – disse tirando a calça e ficando de cueca. Ele fez o mesmo e assim encostou-se à parede. Eu estava tímido com isso, sentar no colo de um garoto é esquisito pq ainda temos um “coleguinha” estava com medo de machucá-lo. Assim que sentei senti algo estranho e um formigamento em minha região intima e corei, virando o rosto pra outra parede.
– Se meche assim – o mostrou enquanto com as mãos em minha cintura forçava-me um rebolado, de vez em quanto ele apertava ainda mais seu quadril no meu. Eu sorria com aquilo, não era de todo ruim ele sorria e emitia alguns barulhos estranhos.
Eu apoiei a minha cabeça em seu ombro, deixei que ele continuasse o movimento por mim. Sua respiração estava contida e podia jurar que ele mordia os lábios.
– Ai meu deus – murmurou ele e assustado parei imediatamente encarando aquelas orbes verdes.
– O Que foi? – perguntei.
– Continua – sussurrou ele – no livro diz que eu vou gozar – ele comentou apontando a revista, debaixo de mim podia sentir algo duro, que antes não estava ali.
– Bosar? – perguntei novamente confuso.
– Go-zar – falou ele pausadamente – É quando vai sair algo de mim – completou-o. Peeta era um expert nesta brincadeira. Continuei a me movimentar, cada vez mais rápido ele jogava seu quadril contra o meu e aquela coisa estava quase no meu bumbum.
De repente ele parou, revirou os olhos e me apertou mais forte contra aquela coisa dura.
Flash Back OFF
– Nico – chamou Percy acariciando meus cachos, bati em sua mão parando subitamente seu toque. Queria dizer o quanto o odiava, que nunca mais queria vê-lo na vida, que a sua respiração era tão desnecessária quanto a minha. Mas os meus soluços desesperado e cheios de dor me permitiu falar somente isso.
– Vá embora Jackson
Ele por um momento ficou indeciso se saia correndo ou permanecia ali, o filho de Poseidon olhou para o mar e fez uma pequena prece silenciosa. Diferente de mim as suas expressões era tão visíveis e esperadas que quase morri com as duas palavras mais tristes e felizes que podia haver naquela vida.
– Eu te amo – ele murmurou encarando a areia branca da praia de Ogigia.
Meu coração falou uma batida, o oxigênio de meus pulmões se perdeu na onda de suas palavras, meus olhos arregalados tentavam formular respostas que meu celebro não conseguia mais fazer.
– Eu te amo Nico di Ângelo – murmurou novamente.
(...)
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