Perigo eminente...
43 Eu te amo - Chico Buarque
Notas iniciais
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POV NICO
Nós chegamos aos beijos em meu quarto. Percy me tomava com uma voracidade que consumia meus desejos e preenchia o vazio que ele deixava quando ele ia embora.
Quando abri a porta, seus lábios viajavam por meu pescoço, quando me jogou na cama, tentava compreender quanto tempo eu conseguia ficar sem ele novamente e a resposta veio clara em minha mente... Não era capaz de passar mais um único dia sem Percy, nem mais uma hora e muito menos uma vida.
Eu retirei a sua camiseta e ele rasgou a minha. Tentei encontrar seus olhos que brilhavam em um tom de verde difícil de explicar, ele me olhava da cabeça aos pés e minha calça estava ligeiramente muito desconfortável. Sua mão acariciou o meu rosto, fez o contorno da minha boca, da minha sobrancelha até que seus dedos se prenderam aos meus cabelos me trazendo pra mais perto, até que nossos narizes rosavam um no outro e nossas respirações aproveitavam o mesmo ar. Algo nele mudava quando me tocava, seus músculos pareciam mais definidos com a luz da lua cheia invadindo o quarto escuro, seus suspiros eram mais altos que as buzinas dos carros, e como eu amava seu domínio sobre mim. Essa nossa relação de eterno amor e ódio me deixa irritantemente excitante.
Uma de minhas mãos eu apoiei em sua cintura, a outra e deixei passear sobre seu peitoral traçando um caminho de arranhões por seus ombros até chegar as suas costas. Ele gemeu e mordeu meu lábio inferior em vingança, à dor no local, o desejo pra sentir o gosto de seus beijos.
Estávamos de joelhos na cama de casal king, sob os lençóis de seda preta e por um momento nada realmente importava. Nada poderia nos atrapalhar, finalmente esse momento era só nosso, sem Jason ou Leo, sem doença ou drogas. A atmosfera a nossa volta era intensa, seu calor sobrepondo a minha frieza, seu cheiro de mar e minha áurea de morte, éramos pagãos, somente eu e ele. Meus olhos vidravam no seu, e tentava gravar cada detalhe dessa noite, para que ninguém retirasse isso de mim, jamais. Por um instante, de olhos marejados e com um nó na garganta me senti infinito.
– Não me abandona – implorei selando nossos lábios, em desespero, apertando-o até que nos uníssemos em um só.
Ele segurou a minha cintura e me deitou na cama, sem separar seus lábios dos meus, seu corpo sobreposto ao meu, enquanto ele me puxava, beijava e me seduzia. Percy separou seus lábios dos meus e deixou um beijo demorado em minha clavícula, traçando um caminho até o pé da minha orelha.
– Nem depois da Morte – sussurrou com a voz quente e melodiosa, fazendo que todos os pelos do meu corpo se arrepiasse. Ele me dominava e queria que ele me amasse, queria que ele se unisse a mim mais uma vez, queria ser dele e queria que ele fosse só meu.
Ele começou a descer por meu peitoral, lambeu meus mamilos e muitas mordidas ficaram estaladas por ali, Percy fazia questão de deixar marcas por onde passava e não precisava de muito pra que em breve eu perdesse a consciência de prazer.
Sua boca mordeu o cós da minha calça e sorri com tamanha provocação do filho de Poseidon, enquanto ele retirava o restante de roupa que faltava para que pudesse me ver completamente nu, fiquei envergonhado, por deixar amostra novamente todas as minhas tatuagens, que ia da parte superior do meu tórax até o lado esquerdo da coxa. Percy passou os dedos por ali, fazendo o contorno de alguns desenhos até parar ao lado da minha costela.
– O que significa o ponto e a virgula? – questionou ele beijando meu ventre enquanto aguardava a resposta.
Não respondi, temia que o clima se quebrasse por causa da resposta e então continuei em silencio enquanto gemia baixinho.
– Vou fazer de uma forma que você não conseguira segurar seus gemidos – murmurou ele quando chegou na glande a sugando.
Arqueei as costas e perdi o ar que me restava, a sua língua explorava toda a minha extensão e a excitação deixava-me fora de orbe. Ele me chupava com maestria, enquanto dois dedos entravam em mim, estava tão rígido que só de pensar seu pau dentro de mim, doía. Segurei seus cabelos e empurrava meu quadril forçando o ritimo, minha respiração estava perdida no tempo e espaço e a minha sanidade havia fugindo a anos luz dali. Gemia seu nome e isso parecia o provocar ainda mais, diminuindo o ritimo e me deixando ainda mais louco. Só pensava em como ele adquirira aquela pratica sem me ter por perto... Quando meus gemidos ficaram constantes e um buraco negro parecia ser instalado em meu estomago, pressentia que o meu ápice estava perto, me deleitando com aquela língua áspera e macia ao mesmo tempo, foi quando Percy parou.
Olhei bravo e confuso, sem conseguir recupera o fôlego, mal havia percebido que ele já estava protegido com o pequeno plástico envolto de seu membro rígido. Estava mais que preparado para me unir a ele, Percy me puxou pela cintura, sentado na cama ele me forçava para que eu sentasse sobre ele, pensei em torturá-lo descendo devagar, mas como se pressentisse a minha provocação, ele nos uniu de uma vez só.
Percy havia me preenchido, não só fisicamente, mas emocionalmente, seus olhos arregalados se fecharam por um instante, aproveitando a sensação.
Eu estava alguns centímetros mais alto que ele, o moreno de olhos verdes estava com a cabeça jogada pra trás e eu com a minha cabeça sobre a dele, sua boca aberta procurando o ar que lhe faltava e eu mordiscando seus lábios. Ele se moveu dentro de mim, e gemeu forte quando eu contrai, deixando ainda mais apertada a minha entrada, e beijei seu pescoço demoradamente e depois procurei seus lábios afoito por sentir o mel do seu beijo misturado ao meu sabor.
Ele me puxava com força e eu delirava com seu membro rígido em mim, estávamos suados e o quarto cheirava a sexo, cheirava a amor. Arranhava-lhe as costas e puxava seus cabelos, enquanto Percy segurava forte a minha cintura prolongando o meu prazer. Por muitas vezes ele chegou a minha próstata, dando-me um prazer além do normal. Eu gozaria em breve e queria que ele chegasse lá comigo.
– Eu te amo Nico – ele gemeu entre meus lábios
– Eu te amo cretino – provoquei fazendo o rir.
Não tardou para que juntos chegássemos ao ápice, eu sujei as nossas barrigas e ele me preencheu por dentro, ficamos unidos por um bom tempo até que ele se deitou ao meu lado, com a respiração descompassada, me deitei em seu peito e só me levantei para puxar a coberta pra cima de nós. Percy fazia cafuné e não sabia quanto tempo agüentaria sem cair no sono, me sentia bem por aquilo, por não brigar com ele e ter aquele cara por perto.
Algumas horas mais cedo, pensei que ele não quisesse me ver, depois de três horas esperando, havia desistido da nossa reaproximação e como me senti idiota por te-lo mandado ir embora sem mais nem menos.
– Vai ficar hoje? – questionei me sentindo um idiota por fazer aquilo coisa que fez a minhas bochechas esquentarem.
– Nico, você sabe que Leo...
– Sim, sim eu sei – murmurei envergonhado e culpado por ser tão egoísta – Desculpa.
– Não precisa se desculpar – ele murmurou com uma risada que morreu logo em seguida – Leo quer visitar Jason – comentou ele.
Não respondi outra vez com medo de estragar o momento, apenas concordei com a cabeça, absorto com aquela situação. Acariciava seu peitoral, fazendo alguns círculos, me preparando pra hora que ele se vestisse e fosse embora, me deixando sozinho neste quarto com o seu cheiro.
– Quando fui embora, pensei que não ia mais conseguir seguir – murmurei – Então fiz essa tatuagem, ela significa que sempre tem uma continuação – expliquei e ouvi seu murmúrio em aprovação ou entendimento.
– Vai em casa amanhã pra jantar – Percy disse ignorando o meu momento depressivo.
– Como? – questionei assustado com a sua proposta.
– Depois que eu levar Leo na clinica, que a minha mãe e Paul conheça meu novo namorado...
(...)
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