Perigo eminente...

6 Don't You Remember


Notas iniciais
Me amem ashuahsuahsua

POV NICO

– Eu te amo – ele murmurou.

Meu coração falhou uma batida com aquelas palavras, sentei na cama e abracei os meus joelhos, ele continuou deitado olhando pro teto com um sorriso nos lábios. Ele não podia me dizer aquilo, eu não podia amá-lo.

– Não estou pedindo que me ame – ele murmurou me puxando para deitar ao seu lado novamente. Não me neguei seu toque e novamente estávamos de conchinha. Ele acariciava meus cabelos com a mão e podia sentir seu hálito quente em minha nuca.

Fechei os olhos e sorri, não queria iludi-lo amar alguém que não te ama é muito difícil. Podia sentir seu membro pulsar abaixo do meu quadril, dei um rebolada e ouvi a sua risada rouca antes dele me apertar contra a sua ereção.

– Não vou faze nada que você não queira – ele sussurrou sensualmente.

– Eu quero – respondi

Ele sentou em cima de mim e arrancou a camiseta. Leo não era um cara magro, porém seus músculos estavam se desenvolvendo. Sentei também mais sem tirá-lo de cima de mim, arranquei a minha camiseta.

Beijamos-nos, agora com mais força e paixão. O tomei em meus braços enquanto ele rebolava em meu colo, podia sentir a sua habilidade conquistada ao longo deste tempo. Ele empurrou par a cama e beijou o meu pescoço, mordi os lábios segurando um gemido.

– Eu não vou fazer o serviço completo Nico – ele murmurou sério.

– Porque não? – perguntei me apoiando nos cotovelos e fitando-o

– A primeira vez tem que ser com alguém que a gente ama – ele explicou

– Eu gosto de você – eu murmurei envergonhado.

– Gostar não é amar!

Ele ignorou a cara de desgosto que eu fazia, ele traçou um caminhou de beijos até a minha virilha, deu uma pequena mordida em meu membro por cima daquele pedaço de pano. Joguei a cabeça pra trás e dei um pequeno gemido. Leo começou a tirar a minha bermuda e eu levantei o corpo pra ajudar. A cueca cinza que Percy, deu-me uma pontada no coração.

– Acho melhor você morder a fronha – ele sugeriu antes de colocar imediatamente todo o meu membro em sua boca, mordi os lábios com tanta força que pude sentir o gosto de sangue.

Sua língua passeava por toda a minha extensão, e por algumas vezes alcançava o inicio da sua garganta me levando ao delírio. Gemi baixinho pedindo para que ele aumenta-se o ritimo.

Não demorou muito para que eu atingisse o orgasmo, fiquei constrangido de ter me derramado em sua boca. Ele não pareceu se incomodar logo que engoliu e me beijou para que compartilhássemos o meu sabor que era salgado e acido.

Ele voltou novamente a deitar ao meu lado, dispersando qualquer chance de eu retribuir o seu “favor”.

Acabei adormecendo em seus braços.

POV JASON

Minha vida por estes dias não estava sendo boa. Fui pego no flagra me masturbando na sala de maquinas por Leo. Depois que eu o beijei a minha relação com ele piorou em trilhões de vezes possíveis.

Depois daquelas malditas lembranças da minha dependência química por heroína invadiram a minha mente durante a noite toda, fui ver como Leo estava e me surpreendi ao vê-lo deitado com o filho de Hades em sua cama.

Ignorei o fato e voltei para o único lugar que me sentia seguro o suficiente pra chorar: a casa de maquinas.

FLASHBACK ON

– Vai cara eu te pago amanhã – disse tentando acalmar Dakota.

Ele não tinha noção de como eu precisava daquela seringa. A abstinência é arrasadora, estava tremulo e com a oca seca.

– Jason eu não posso cara! Você está em tratamento – ele explicou

Pois é, eu estou em tratamento contra a heroína há três meses. Ou seja, três meses com um sono de qualidade, com pesadelos, ataques de humor e tudo o que uma abstinência era capaz de produzir com alguém.

– Cara uma seringa, só uma e eu nunca mais te peço nada – implorei com lagrimas nos olhos. Ele relutante procurou em sua gaveta a seringa, mantive toda as força que ainda tinha para não pular em sua mão e usar aquilo ali em sua frente.

– A ultima Jason – ele disse balançando-a no ar – Eu estou limpo a três anos, você tem que ser forte cara!

– É a ultima – disse e peguei a droga de sua mão e a coloquei no bolso da blusa com carinho.

Sai dali com um sorriso bobo nos lábios. Era tarde da noite, e todos estavam se preparando pra dormir, então eu fui até a sala de armas o único lugar que eu sabia que ninguém iria me procurar e muito menos aparecer. Já fiz tantas coisas por essa seringa, até sacanear à quinta legião na captura a bandeira por heroína eu já fiz.

Entrei silenciosamente, minha boca salivou com o desejo de possuir aquela droga. Era só esperar meu braço e...

Prazer

FLASHBACK OFF

Levei um susto ao ver Percy ali abraçando os joelhos e com a cabeça escondida. Pensei em sair de fininho, porem ele levantou o rosto e em uma suplica silenciosa pediu pra que eu ficasse. Sentei ao seu lado e passei as mãos por entre seus ombros, tudo com cuidado é claro.

– Quem era aquele cara? – perguntei após um tempo

– Meu padrasto – ele sussurrou

– Ele te batia? – perguntei mesmo sabendo a resposta e ele somente assentiu com a cabeça.

– Eu não vi nenhuma lembrança sua – ele comentou.

– Quando você está sobre efeito de drogas, acho que as minhas lembranças foram concentradas no meu físico – disse com cuidado e dei um longo suspiro.

– Drogas? – ele perguntou confuso.

– Pouco tempo depois que eu fugi do acampamento Júpiter, quando eu tinha 12 anos, eu fui pra ruas e descobri a heroína – contei – isso funciona pra esconder seus medos. Só que depois que o efeito passa você geralmente se sente tão humilhado, sujo e escroto que necessita estar drogado novamente pra se esquecer...

Ele ouviu tudo e não me julgou, era estranho, porque sempre que u contava o meu problema com drogas as pessoas me condenavam tanto, porem Percy era um ótimo ouvinte.

– Tive seis overdoses – conclui – mas estou há quatro anos limpo! – comentei sorrindo da minha pequena vitória.

– Ele me estuprava – ele disse apoiando a cabeça no meu ombro, sabia como era ser humilhado e julgado a quase nada. Sei como é ter que fazer sexo contra a própria vontade, é difícil ter controle do seu corpo enquanto corre em suas veias química pura.

Eu e Percy nos consolamos e nos ajudamos a superar velhas feridas abertas. E acabamos contando fatos engaçados que não tinha nada haver com isso.

– Sabe Percy acho que estou com um problema – disse envergonhado

– Que tipo de problema? – ele questionou.

– Acho que... Q-que eu gosto de m-meninos – gaguejei

(...)

Notas finais
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