Perigo eminente...
15 Demons
Notas iniciais
POV PERCY
A cara que ele fazia era assustadora.
Seus olhos arregalados e a boca semi aberta, me arrependi por ter falado aquilo. Não que eu não o amasse, mas o fato dele ser Gay não significa que me ame. Falar que amo outro garoto em voz alta era maior coisa que já tinha feito em toda a minha vida. Poxa eu tenho vergonha de amar!
Nico não reagiu muito bem a isso, tentava formular alguma resposta, mas a única coisa que conseguiu fazer foi me acertar.
O soco que ele me deu foi tão de repente que o ar de meus pulmões desapareceu com o tamanho do susto que levei. Nico estava por cima de mim enquanto enfurecidamente me estapeava e chorava ainda mais.
Okay essa não era a reação que eu esperava!
– Nico – gritei tentando segurar seus punhos. – Pare por favor!
– Eu te odeio Jackson – Soluçou ele antes de cair no choro sobre meu peito, suas lagrimas molhavam a minha camiseta branca e seus soluços partiam meu coração. Não sabia o porquê de aquilo tudo, era tão arrasador pra mim quanto pra ele.
Será mesmo que ele amava Annabeth? Uma vez Pipper disse isso pra mim, não acreditei muito, mas depois de um tempo percebi que sempre que nós estávamos juntos ele fechava a cara e quando nós terminamos eu o peguei rindo no convés. Porem ele disse que era gay e nós nos beijamos na cabine! Espero que isso tenha significado algo pra ele, pois isso significou pra mim também.
– Eu te amo Nico – Minha voz soou embargada e desesperada eu tinha urgência em admitir aquele amor vergonhoso a ele, mesmo que ele me renegasse e sentisse nojo de mim, eu precisava dizer que o amava.
– Não diga isso Jackson – esbravejou ele me dando um soco no peito e caindo novamente no choro.
– Eu digo que sim, que eu te amo – murmurei novamente apertando-o contra o meu coração tentando guarda-lo dentro dele. Ali tão perto do oceano tive vontade de leva-lo pra água e mostrar o quão poderoso era o meu amor. Queria leva-lo aos céus e mostrar que nem mesmo a fúria de Zeus atrapalharia o nosso amor.
Mas tinha um problema.
A vergonha que sentia de ama-lo assim era arrasadora, como eu podia querer aquele garoto tão intimamente e ter vergonha de toca-lo?
– Eu te amo Percy – ele murmurou.
Como uma onda de quatorze pés as suas palavras me acertaram, meus pelos se arrepiaram e meu coração parou tempo o suficiente para quase ficar inconsciente, fechei os olhos bem forte e privei que as lagrimas que marejavam a minha visão escorresse pelo meu rosto e um pequeno soluço saiu.
Com um pequeno esforço, sentei na areia com ele em meu colo, encarei aquelas orbes negras e suas grandes olheiras por debaixo delas, seus olhos estavam vermelhos com o choro e assustados como um cachorrinho que caiu de um caminhão de mudança me fitavam com as suas bochechas levemente rosadas.
Aproximei e serrei meus lábios nos seus, mas não o beijei. Conseguia sentir a sua respiração descompassada que misturava-se com a minha. Não precisava de beijo, somente aquele contato já era mais que necessário para encher meu coração de alegria. Sorri e mordi levemente a sua boca, provocando-o..
Quando o beijo aconteceu foi suava, sua língua explorava a minha com delicadeza e a timidez típica do filho de Hades, porém nada inexperiente, o que me causou certo ciúme. Com quem ele havia trocado seu primeiro beijo? Não deixe-me questionar, continuei aquela maravilhosa sensação, acariciei as suas costas, e com ele no meu colo era mais fácil trocar um amasso mais legal. Estávamos atrás de uma pedra, entretanto qualquer um que fosse naquele limite da praia no pegaria nesta situação.
Beijar aquele garoto pálido era maravilhoso, seus lábios eram frios feito sua pele, nossas línguas bailavam e sua saliva tinha literalmente gosto de mel. Assim que o ar foi necessário ele tomou meu pescoço em beijos vorazes, apertei seus cabelos forçando aquelas caricias prazerosas.
– Eu te amo Di Ângelo – sussurrei em seu ouvido cheio de tesão.
– Eu te amo Jackson – ele respondeu mordendo a minha orelha
O joguei na areia e fiquei por cima dele, não queria forçar nada, mas na altura do campeonato aquela situação já havia saído do controle, tinha necessidade em terminar o que tinha ocorrido naquele Navio.
POV JASON
Depois que me recuperei da minha crise de choro. O sono não tinha a menor vontade de aparecer, por isso caminhei sem rumo pelo navio. Triste e arrasado com a confissão do filho de Hefesto tudo o que eu mais queria era relaxar.
Como todo adolescente eu gostava de um prazer imediato, sei que é nojento e meio solitário, mas masturbação fica gostoso depois que você sabe o que te leva as alturas. Me dirigi até meu quarto e peguei a minha revista, ele era velha e antiga, já tinha visto varias vezes, porem era a única coisa que eu tinha que consegui desencadear a minha imaginação.
Os caras eram bem bonitos, uns mostravam seus membros enormes e outros em relação sexual com garotos também. Imaginei Leo ali comigo substituindo a minha mão, gemi baixinho e mordi o lábio me privando deste desejo. Ai parei e raciocinei...
Não havia ninguém ali, ninguém poderia me ouvir e tinha coisas no navio como, por exemplo, as roupas intimas de Leo. Com o membro rígido nas mãos e antes que eu parasse pra pensar no que realmente estava preste a fazer. Joguei a revista atrás da cama e fui até a cabine do senhor Valdes, não fui muito difícil achar uma roupa dele porque alem de arrumar coisa, Leo é muito bom em bagunçar também. Sua cueca vermelha estava jogada perto do cesto de lavar roupas, eu parecia um tarado que procurava crianças pra abusar. Porem assim que cheirei aquele pequeno pedaço de pano toda a consciência que havia em meu corpo se esvaio.
Sentei em sua cama e comecei a fazer movimentos mais frenéticos sobre meu membro, revirei os olhos e gemia ainda mais forte, mordi os lábios. Como um doente cheirei a cueca dele e o imaginei ali comigo, fazendo as coisas mais proibidas que seriam consideradas crimes se eu falasse em voz alta.
Quando estava prestes a me derramar, ouvi um barulho, a ultima coisa que vi de relance era Leo correndo.
Eu quase desmaiei.
– Leo — gritei antes de sair atrás dele
(...)
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