Perigo eminente...
28 Coração partido
Notas iniciais
POV NICO
Enfim nos aproximávamos do acampamento meio sangue! E sobe a noite passada, bem eu não me lembrava de muita coisa, apenas tentava entender o porque de tantos arranhões e hematomas por todo meu corpo... Acordei com o pijama todo suado, com dor na minha entrada e com uma tremenda enxaqueca, mas fora isso estava levando o dia normalmente.
Ao longe já era possível ver as colinas, o cheiro dos campos e dos vinhedos fazia com que nossos olhos se enchessem de lagrimas! Afinal, estávamos longe de casa a mais de um ano e meio.
Aquele momento o navio estava em velocidade máxima, todos, absolutamente todos, estavam com o emocional mais que abalado e com os nervos a flor da pele. Havia acabado os ataques noturnos, teríamos sono de qualidade, comida de qualidade e roupas quentes. Era impossível conter as lagrimas até mesmo eu estava chorando com o corpo tremulo. Annabeth já não conseguia mais estar de pé, era como se todo o corpo dela se rendesse pela primeira vez, finalmente teríamos um descanso, ela chorava e tremia completamente inconsolável. Sei como era isso, atravessei o tártaro, fiquei preso em um jarro praticamente morto e lutei bravamente durante a guerra. Minha espada estava mais pesada que nunca e deuses como era difícil carrega-la novamente.
Percy andava de um lado para o outro e até mesmo se atirou do navio, por não conseguir mais esperar. Graças a Jason que o salvou de virar patê de semideus.
Leo estava tendo um ataque de imperatividade, suas mãos não paravam quietas e por duas vezes quase não joga o navio ao mar. Até mesmo Frank tagarelava e comia feito um maluco com essa demora.
Ou seja, se não chegássemos logo provavelmente morreríamos aqui.
Os novos semideuses olhavam deslumbrados para a beleza do acampamento e faziam muitas perguntas sobre tudo e levavam uma explicação muito empolgante de Piper que tinha dificuldades de formar frases diferentes de “vocês vão adorar” “Espere pra conhecer seus irmãos” “Pera, do que eu estou falando” coitado deles!
– Vamos Pousar – gritou Leo
E assim o navio desceu bruscamente e todos correram pra se segurar em algo. Ainda me sentia meio lento por causa da “erva medicinal” de Jason (cof cof maconha) mas me movi antes que fosse atirado pra fora do Argo II.
Assim que o navio pousou na baia de Long Island foi a maior emoção. Nenhum dos sete da profecia e muito menos eu conseguimos mais segurar a emoção de finalmente chegarmos em casa, de finalmente vencermos a guerra, finalmente completar a profecia
Sete meio-sangues responderam ao chamado. Todos os sete realmente estavam Annabeth, Percy, Hazel, Frank, Leo, Pipper e Jason.
Em tempestade ou fogo a terra terá acabado. Leo e Jason lutaram juntos, mas no final foi um raio de Jason que fez Gaia voltar a dormir.
Um juramento a manter com um alento final. Leo manteve seu juramento e tirou Calypso da ilha
E inimigos as portas da morte afinal. E conseguimos novamente mandar todos os gigantes de volta para o tártaro.
E assim estávamos agora, deitados no chão do Argo II, que foi um lar para nós completamente felizes e aos prantos. Quando a multidão de semideuses começou a gritar nossos nomes, começamos a rir como idiotas, mas destruídos por dentro, sofrendo por amor ou nos desiludindo. Percy levantou-se e jogou-se ao mar, seu mar, e provocou uma enorme onda. Jason riu daquilo e invocou uma nuvem de tempestade com muitos raios voando pelo céu. Annabeth ativou os comandos de Dédalo e algumas estatuas do acampamento criaram vida, Jason a puxou pela mão e juntos voaram em volta da onde de Percy. Frank se transformou em uma enorme águia, Hazel sobre suas costas fazia diversas riquezas subaquáticas flutuarem enfeitando a super onda. Pipper começou a cantar uma bela melodia enquanto Leo invocava as maiores chamas em volta do Argo. E eu? Bom eu comecei a me teletransportar por todas as sombras, ora despencava pelo céu e brotava por todos os lados.
Os semideuses da Guerra exibiam o seu poder!
Quando chegamos exaustos a praia, fomos recepcionados com muitos abraços, até mesmo eu, filho de Hades fui muito bem recebido por todos que me condecoravam como um bravo lutador e não como a escoria do olimpo.
Fomos carregados para o refeitório por gregos e romanos, naquela altura, já era difícil diferenciar os dois acampamentos. Um palco improvisado ao lago da fogueira foi onde eles nos jogaram para nos coroar com coroas de flores.
Todos clamavam nossos nomes e faziam mil perguntas...
Aquela tarde seria longa.
(...)
– Cansado? – perguntou Leo ao tomar um lugar ao meu lado.
Após horas de cantoria e cerimônias, os semideuses foram se acalmando até irem de vez para as suas respectivas atividades, deixando-nos enfim descansar. Fui até o meu chalé, tomei um banho, comi uma porção de uva passas e resolvi caminhar pelo acampamento novamente com um pouco de saudades daquele lugar.
– Um pouco – murmurei. Na verdade estava muito arrasado com uma porção de coisas, uma delas e não lembrar o porque estava cheio de hematomas e a outra e saber que a minha vontade era estar nos braços de Percy neste momento. – Quer desabafar?
– Não – ele murmurou tristemente – ainda não sei o que fazer com meu “noivado” – explicou ele com um sorriso flácido nos lábios.
– Simples, desfaça – disse curto e grosso.
– Não seria tão simples, já que você está com Jason – Leo ironizou.
– Se soubesse meus motivos, não julgaria as minhas ações – falei com a voz acida como o velho Nico de sempre agia nessas situações. Afinal que era ele pra falar assim comigo?
– Pensei que era meu amigo – disse ele – pensei que poderia confiar em você sabe? Acho que me enganei – falou com a voz embargada e se levantou para ir embora batendo o pé. De alguma forma me senti culpado por agir daquela forma com ele. Afinal ele não tinha culpa das coisas que vinham acontecendo.
– Espera Leo – falei – Desculpa
– Sei lá um dia você diz que esta morrendo de amores por Percy e no outro aparece de namoro com o cara que eu amo? – gritou ele. Analisei a frase do Valdez, achando uma graça tremenda sobre aquilo tudo.
– Cara que você ama? – disse sorrindo
– Não... É... Quero dizer – gaguejou atormentado
– Cara que você ama? – disse Butch surgindo de trás das arvores, com os olhos vermelhos. Leo assustou-se e ficou ainda mais vermelho, olhei desesperado para os dois me sentindo culpado por tudo aquilo.
Afinal o que eu fiz? Está na cara que Leo não ama Butch da mesma maneira que ama Jason, isso era claro demais pra mim, e doía saber que ele pensava que poderia estar comigo e não com Leo. Onde foi que as nossas vidas se complicaram tanto? Por que não podemos ser felizes juntos com as pessoas que respectivamente amamos?
– Se você não me ama era só ter dito não – murmurou Butch de cabeça baixa.
– Butch não foi isso que eu quis dizer – disse Leo tentando se aproximar, mas o filho de Íris fez um sinal para que ele não se aproximasse e assim saiu correndo por entre as arvores novamente.
Leo me olhou desesperado e confuso com aquilo, sabia como se sentia e devo dizer que não é das melhores sensações.
– Vá atrás dele e diga a verdade – murmurei – acho que ele merece isso de você – e assim com a saída de Valdez fiquei novamente sozinho e um lugar que respectivamente poderia novamente chamar de Lar...
(...)
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