Perigo eminente...

34 Boas Vindas parte I


Notas iniciais
HEEEEEEEEEY DERÃO UMA OLHADA NO BLOG????

POV NICO

Eu definitivamente não beberei mais. Sempre fui muito fraco pra bebida, principalmente as baratas, e agora com essa dor de cabeça infernal que me deixava enjoado e com um péssimo humor fazia uma promessa que pretendia cumprir... “Um mês sem beber absolutamente nada...”.

Estava sentado na poltrona da sala com uma bolsa de gelo na cabeça, a luz que invadia a janela, ou a parede completamente de vidro me ofuscava os olhos e só fazia a dor piorar em duzentos por centos. Afinal fazia uma semana da chegada de Jason e saímos todas as noites pra beber! Desde aquele ultima sexta feira, a da sua chegada, ele me carrega para todos os pulgueiros de NY e me faz encher a cara.

E Hoje, sexta feira, não iria a canto nenhum! Ficarei em casa e vou curar essa ressaca... Amanhã vou dar uma volta e me desintoxicar desse Whisky de um e noventa e nove. Jason estava no banheiro tomando um demorado banho, não deveria ser mais que 7h da manhã, parecia um costume do filho de Júpiter de acordar cedo mesmo que tenha enchido a cara no dia anterior. Até parece que em seu mundo não há dia ruim, embora que no meu seja todos péssimos.

Quando o loiro entra na sala com os olhos vermelhos, pijama surrado e um leve sorriso no rosto ao ver o meu estado pela sétima vez seguida, ele não deixa de comentar:

– Deixa de ser fraco Di Ângelo!

– Cala a boca, bastardo – rosnei tapando o rosto com a almofada abafando os sons e aquela maldita luz. Que isso? Afinal pra que tanta luz neste mundo? Sempre gostei bem mais de Nyx do que de Apolo...

Pensei em tirar um cochilo, estava bem confortável a posição em que estava, já consegui sentir meus músculos relaxando, minha respiração ficando mais devagar e o barulho hipnotizante dos carros lá fora como se fosse muito mais distante do que realmente era... Tudo perfeito demais até escutar o som do Black Sabbath, ou seja, o som do meu celular. Furioso, taquei a almofada para um lado, disposto a ofender quem quer que seja e destruir a alma deste infeliz...

– Alo? – disse rude para a pessoa do outro lado da linha.

– Nico? – murmurou uma voz muito conhecida. Meu coração gelou, sentia o frio invadir a minha espinha, e inconscientemente ajeite-me como se ele pudesse me ver. Passei a mão pelos cabelos e inspirei tentando manter a calma, como se já pudesse sentir o cheiro de maresia vindo de seus poros. Afinal, porque Percy estava me ligando?

– Sim, como vai Jackson? – disse com a voz tremula após uma longa pausa para por meus pensamentos em ordem. Jason ao saber de quem se tratava ficou com os músculos rígidos, me observando com cautela.

– Vou bem e você? Desapareceu desde o aniversario de Cecília – ele murmurou

– Muito trabalho – disse pigarreando – Como conseguiu meu numero? Por que esta me ligando? – conclui sentindo-me completamente desconfortável, não mesmo, O filho de Poseidon não estava correndo atrás de mim, não era justo me fazer fantasiar a nossa história novamente.

– Hazel me passou... Não é sobre mim... é sobre Leo – disse gaguejando

– Leo? – perguntei confuso, fazendo com que Jason prestasse mais atenção a conversa com seus músculos tensos como se segurasse sua espada em batalha para salvar a vida de seus amigos.

– Ele está com câncer – murmurou Percy com a voz embargada

– Mas como?

– Há pouco tempo ele foi diagnosticado com câncer no estomago e fígado, os médicos acreditam que é pela grande quantidade de bebia, mas... Bem ele está saindo de alta hoje e eu gostaria que seus amigos estivessem lá pra dar apoio. – Explicou

– Lá onde? – questionei

– Em minha casa as 19h, se estiver disponível é claro! – disse Percy tropeçando nas próprias palavras.

– Tudo bem, até lá! – disse ríspido limpando o pigarro da garganta.

– Okay – ele disse por ultimo.

Quis desligar, mas ainda podia escutar a sua respiração do outro lado da linha com uma certa inquietação. Passaram-se os anos, mas ele ainda continua um bobo! Desliguei me repreendendo por sentir aquilo novamente, aquele frio, as borboletas no estomago, o nó na garganta e nos pensamentos. Não consegui digerir essa noticia muito bem, Leo estava com uma doença grave e neste momento me veio uma enorme culpa.

Sabia o quanto era grave o seu problema com a bebida, eu era a única pessoa próxima o suficiente dele e o abandonei, fui embora do acampamento sem nem lhe dizer tchau, exclui ele totalmente de minha vida. Naquela época eu era o seu único amigo e não imagino o quão duro isso foi pra ele. A culpa estava me consumindo, assim como fiz com Bianca, posso ter causado o fim de Valdez.

Jason me olhava com os olhos inexpressivos com se pudesse absorver a minha angustia, engoli seco, sabia que era necessário que ele também soubesse do acontecido.

– Leo — murmurei com a voz falha

– O que houve com ele? – perguntou Jason com a voz sobressaltada

– Ele está com câncer – disse com a dor intensa que veio em minha cabeça ao lhe dizer a má noticia

– É grave? Mas como? – disse jason confuso.

– A bebida... Ela acabou com ele – expliquei – ele vai sair de alta hoje, e Percy nos convidou para ir vê-lo e apóia-lo.

(...)

POV LEO

Era bem mais grave do que imaginei.

O Câncer estava me consumindo por dentro, os médicos acreditam que uma quimioterapia ajude e pare seu avanço e depois acabe com ele de vez. Bem serão muitas sessões e eu não poderia mais ser deixado sozinho, o maior medo dos médicos é que eu acabasse vomitando sangue o suficiente e morresse a mingua em minha própria casa.

Queria que eu ficasse no hospital para ter mais assistência e segurança, mas Percy e Sally insistiram para que eu fosse para a casa deles, e que seria uma honra cuidar de mim. Por causa da dor que sentia no abdômen, não conseguia ficar muito tempo em pé ou sentado, fiquei uma semana no hospital para fazer exames e dar inicio ao tratamento.

Tudo estava me deixando muito nervoso, inseguro e com medo.

Percy largou o emprego para cuidar de mim, e isso só me fez sentir ainda mais culpa. Ele amava aquele aquário, não me sentia bem sendo tão dependente dele.

– É pra isso que são os amigos – ele murmurou uma vez quando eu disse que poderia me mandar para a casa de uma tia minha.

Paul já estava no carro esperando que os médicos me dessem alta e explicassem todos os procedimentos de meu tratamento a mãe de Percy. A minha sonda, o lugar por onde eu receberia todas as minhas refeições, estava pendurada ao lado da cadeira. Sentia-me um doente deplorável daquela maneira, incapaz e inútil.

A cadeira de rodas em que eu estava era reclinada, evitando que eu fizesse algum tipo de contração abdominal que me causasse dor. Quando chegamos no carro tive que ir no banco da frente para se ajustar aos padrões da cadeira.

– Me desculpa por isso – falei quando estávamos no meio do caminho para o apartamento dos pais de Percy.

– A culpa não foi sua – disse Sally acariciando meus cabelos.

– Eu vou pagar todas as minhas despesas eu juro...

– Leo! Assim você nos ofende – disse Paul

– Não seja idiota Leo, não é nenhum problema pra mim – falou Percy

– Cuidar de um bêbado cancerígeno, que vomita sangue no seu quarto e não pode fazer coisa alguma? – disse furioso prendendo as lagrimas e olhando a paisagem. O carro ficou em silencio e automaticamente me senti culpado por explodir daquela maneira com eles, afinal ninguém tinha culpa a não ser eu.

– Leo, sem auto piedade, por favor, eu não vejo problemas em cuidar de você! Pare com isso, só vai lhe fazer mal – Disse Percy com a voz calma.

– Desculpe – disse com a voz embargada

Entramos no prédio com enorme dificuldade, quase a minha cadeira de rodas não entra pelo elevador e por pouco Paul e Percy não me carregaram escada acima. Fui me acalmando ao passar do tempo, refletindo e sendo grato por tudo que estava acontecendo. Eu tinha um bom amigo outra vez.

Não suportei a ida de Nico, ele era um irmão pra mim. E um belo dia descubro que ele foi embora, sem ao menos me dar um tchau, logo eu que sempre estive aqui pra ele.

Entramos no apartamento escuro, até que as luzes se acenderam e me deparei com alguns rostos conhecidos. Uma faixa escrita “Seja bem vindo Valdez” estava pendurada na parede da sala com algumas bexigas. Todos estavam ali... Hazel e Frank, Annabeth e Cecília, Pipper... até que alguns rostos ficaram conhecidos demais e o choque fez com que minha alma se quebrasse.

Nico e Jason estavam presentes também.

Notas finais
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